Vazio sanitário da soja é realizado até 15 de setembro no estado de São Paulo

Estratégia de manejo busca reduzir a sobrevivência do fungo causador da ferrugem asiática durante a entressafra.

Secretaria de Agricultura e Abastecimento estabelece, entre os dias 15 de junho e 15 de setembro, o vazio sanitário da soja no estado de São Paulo, uma estratégia de manejo que tem a finalidade de reduzir a sobrevivência do fungo causador da ferrugem asiática (Phakopsora pachyrhizi) durante a entressafra e, assim, atrasar a ocorrência da doença na safra.

A legislação – Resolução SAA-9, de 15 de março de 2007 – estabelece que é de responsabilidade do produtor rural eliminar plantas voluntárias de soja nas culturas subsequentes e que compete à Coordenadoria de Defesa Agropecuária, órgão da Secretaria, fiscalizar o cumprimento dessa resolução durante todo o vazio sanitário.

No estado, as maiores áreas de produção de soja estão concentradas nas regiões oeste e sudoeste. Dados da Coordenadoria de Defesa Agropecuária mostram que, em 2019, foram fiscalizadas 256 propriedades nas regionais dos Escritórios de Defesa Agropecuária de Araçatuba, Araraquara, Assis, Avaré, Botucatu, Campinas, Catanduva, Fernandópolis, Franca, General Salgado, Guaratinguetá, Itapetininga, Itapeva, Jaboticabal, Jales, Jaú, Limeira, Marília, Mogi Mirim, Orlândia, Ourinhos, Pindamonhangaba, Piracicaba, Presidente Prudente, Presidente Venceslau, Ribeirão Preto, Sorocaba e Votuporanga.

“O plantio experimental para pesquisa científica da soja durante o vazio sanitário é a única exceção na legislação, mas a lavoura deve ser autorizada pelo órgão oficial de defesa, monitoradas e controladas durante todo o período do vazio pelo responsável técnico”, explica o engenheiro agrônomo da Secretaria, Marcelo Jorge Chaim, que, junto à Defesa Agropecuária, responde pelo Grupo de Defesa Sanitária Vegetal.  Em 2019, foram recebidas seis solicitações de plantio experimental.

O fungo Phakopsora pachyrhizi, causador da Ferrugem Asiática, foi detectado no Brasil no fim da safra 2000/2001 e, após duas safras, já estava presente na maioria das regiões produtoras de soja do país. Com o vazio sanitário, o ciclo do fungo é quebrado, reduzindo a quantidade de esporos e a sua sobrevivência durante a entressafra, atrasando a ocorrência da doença.