Nossa Palavra – O adiamento do Enem

Após intensa pressão, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) decidiu adiar o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) por pelo menos 30 dias. Com as aulas presenciais suspensas nas escolas devido ao avanço da pandemia do novo Coronavírus, o governo vinha sendo pressionado para prorrogar a realização da avaliação, mas o próprio ministro da Educação relutava para manter as datas inicialmente previstas.
A decisão do Inep só veio depois que as discussões sobre o adiamento caíram no Congresso, onde senadores aprovaram o projeto para postergar a realização do Enem. A matéria seguiria para a Câmara dos Deputados. No mês passado, o instituto já havia adiado a versão digital do Enem, que seria realizada nos dias 11 e 18 de outubro e passou para os dias 22 e 29 de novembro.

Foto: Change.org

Várias entidades representativas e universidades públicas cobravam o adiamento da prova, já que as aulas presenciais estavam suspensas. O grande questionamento vinha sendo a desigualdade entre os estudantes, tendo em vista que muitos brasileiros não têm acesso à internet, o que impedia um estudo de qualidade dentro de casa.
A aplicação da prova impressa estava prevista para acontecer nos dias 1º e 8 de novembro, mas agora as novas datas serão decididas por meio de enquete com os participantes, que será realizada em junho.
Com o avanço do novo Coronavírus, que já matou milhares de pessoas em todo o país, a retomada das aulas segue prejudicada. O próprio recesso forçado pode inclusive prejudicar o desempenho na avaliação que dá acesso ao ensino superior.
A indefinição preocupa instituições de ensino e os próprios estudantes, que sonham com o ingresso na faculdade. Dessa forma, diante das incertezas, é necessário avaliar os riscos da pandemia e buscar um consenso sobre a provável data para a retomada dos estudos nos Estados.
*Com informações do Hoje em Dia