Arquivo Geral – Solidariedade mundial

Por: Luiz Eduardo Schneider

Não pretendíamos mais tocar no assunto dessa pandemia que assola o mundo. Todos nós estamos cansados de ver e ouvir falar nela, é preciso nos distanciarmos um pouco de tanta informação. Arejar os pensamentos com outros assuntos, com músicas, leituras seria a melhor coisa. Este distanciamento não é sinônimo de alienação. É que há uma morbidez em querer saber quantas pessoas estão infectadas, quantas morreram, quantas ainda vão morrer. Este lado meio macabro faz parte da composição do ser humano. É uma curiosidade nata só mesmo para se informar e para o pessimista se cobrir da cabeça aos pés somente com os olhos para fora. Se muitos de nós – senão todos – já sabemos o suficiente para nos protegermos, é hora de buscarmos o outro lado: a esperança.

2020 está aí

Se há um sentimento que abominamos é este sentimento de pessimismo. O pessimista “acaba” com qualquer esperança no futuro e faz o presente ter um gosto amargo de ranço. Em qualquer circunstância, quando os amigos ou familiares se reúnem, invariavelmente o assunto volta-se para a crise econômica que assola nosso país. Mas, é do nosso presidente a visão de que ano de 2020 não será fácil. Principalmente no combate ao Coronavírus.

Política local

Todos os dias, em qualquer lugar que nos encontremos, seja na padaria, na farmácia, no banco… Onde quer que dois ou mais taquaritinguenses se deparem, fatalmente o assunto volta-se para a política local. Porém, ninguém ainda está decidido em quem votar nem para prefeito e muito menos para vereador. É preciso muito calma nessa hora. Não podemos votar nesse ou naquele candidato, depois se arrepender. Exemplos, temos aos montes.

Paciência

Não existe uma lei universal que diz “cada ato gera sempre uma consequência”? Assim, quando a indústria do boato, qualquer que seja, entra em ação, muitas vezes a consequência da boataria demora e outras são imediatas. Em um ano em que os candidatos a prefeito de nossa cidade estão se definindo, os boatos começam também a tomar forma. Sempre dissemos que, assim como a Câmara de vereadores, a nossa redação também se transforma em uma “caixa de ressonância” de tudo o que acontece em nossa cidade.

Desta forma, chegam por aqui todos os tipos de configurações de prefeito e vice para as próximas eleições. Se pelos quatro cantos da cidade, se especulam as chapas para o cargo majoritário e seu vice, por aqui temos sempre a nítida impressão de que alguns candidatos precisam mais do que boatos para ganhar a eleição.

O eleitor está mais criterioso e não será – esperamos – qualquer discurso bonito, ou um derrame de frases bem elaboradas pelos marqueteiros da vida, ou uma profusão de promessas, irá ludibriar o eleitor.

Haja promessas

Como sempre, temos batido na mesma tecla: a prefeitura e seus coordenadores não param de oferecer notícias para as nossas manchetes. Até que gostaríamos de mudar um pouco o tom das informações, declarar que ano de eleição é bom demais porque o prefeito e seu vice passam a pensar na população inaugurando obras a torto e a direito, que há remédios e médicos para todo mundo, etc e tal. Mas, infelizmente, a cada dia que passa as notícias vindas do Paço Municipal nos impulsionam para – mais uma vez – abanar a cabeça e pensar: não tem mais jeito. Parece que construir e  edificar “coisas novas”  para a cidade não é bem o forte das administrações municipais. A  bem da verdade, seria ótimo se pudéssemos viver somente de promessas.

* Luiz Eduardo Schneider é jornalista e colaborador de O Defensor