Em Tempo

Por: Gilberto Tannus

Quinta-feira, 15 de agosto de 2019

Tchau querida!

Antes da Lava Jato e do Juiz Sérgio Moro, políticos e ricos – canalhas poderosos – não iam presos. Cadeia era só para pobres.

A desfaçatez do autoritarismo social dos corruptos burgueses e pequeno-burgueses esfregado na cara dos “cidadãos de segunda categoria” resumia-se na frase “- Você sabe com quem está falando?”. Ou então na ameaça velada do ricaço acima da lei ao indignar-se contra o atrevimento do Zé Ninguém que teimava em ter seus direitos respeitados: “- Coloque-se no seu lugar e jamais se esqueça: a corda sempre arrebenta do lado mais fraco”.

Moro mostrou ser possível um Juiz agir com ética e a favor de seu país. Mesmo correndo riscos e perseguições pessoais. Daí a inveja despertada em juristas de menor competência como Gilmar Mendes, Toffoli, Celso de Mello e Lewandowski.

A esquerdalha, no entanto, defende os bandidos do colarinho branco. Autodefesa, é claro. Faz de tudo para impedir que a Operação Lava Jato prossiga. Ataca juristas honestíssimos como o procurador da república Deltan Dallagnol.

A nau dos insensatos que se posicionam ao lado dos ladrões e corruptos contumazes é grande o bastante para abrigar deputados e senadores esquerdopatas, empresários de empreiteiras mancomunados no esquema das fraudes licitatórias bancado por propinas milionárias, “jornalistas”, analistas e apresentadores de programas políticos que prostituem princípios e valores morais no leito promíscuo dos salários advindos das polpudas propagandas oficiais financiadas com o suado dinheiro dos impostos pagos pelos trabalhadores humildes, etc.

Moro, Juiz de primeira instância, destemidamente determinou a prisão de Lula-Pixuleco. Inacreditável!!! Milhões de brasileiros – tal qual São Tomé – tiveram de ligar seus aparelhos de TV e ver com os próprios olhos o ex-presidente, corrupto e lavador de dinheiro, ser levado à carceragem da Polícia Federal. Outros milhões beliscaram os braços inúmeras vezes para ter certeza de não estarem sonhando.

Que coragem a de Moro… Da têmpera do aço, capaz de emular à dos 300 de Esparta no desfiladeiro das Termópilas. Moro e Leônidas, tudo a ver.

A tramoia da estocadora de vento Dilma-Pinóquio que tentou dar ao ex-presidente Lula-Pixuleco imunidade parlamentar nomeando-o ministro caiu comicamente por terra.

Por que comicamente? Ora, releiam o diálogo da governante – que um dia se encantou com as excelsas qualidades da mandioca – com o dono do Tríplex de Guarujá e digam se o Brasil não é o país da piada pronta:

“- Lula, seguinte. Eu tô mandando o Bessias junto com o papel prá gente ter ele, e usar só em caso de necessidade, que é o termo de posse de ministro, tá?! Tchau”.

“- Tá bom. Tchau querida!”.

Mal sabia o criminoso que em poucos dias estaria no xilindró…

*Gilberto Tannus é Mestre em História pela Unesp

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Sexta-feira, 9 de agosto de 2019

A deseducação brasileira

Na sala de aula muitos professores (principalmente da área de “ciências” humanas – história, filosofia, geografia e sociologia) “ensinaram” os alunos a ser “críticos”, para que pudessem questionar os fundamentos dos valores e princípios éticos, religiosos, morais, etc., da “classe burguesa dominante” e “transformar a realidade capitalista opressora”.
O relativismo foi implantado pedagogicamente. Não há mais certo e errado ou verdade absoluta, única e transcendente. Os educandos não só “aprenderam a lutar pelos seus direitos” (e a jamais cumprir os seus deveres) como também a desafiar todo tipo de autoridade “patriarcal e machista”: pais, professores, diretores, policiais, etc.
Sem limites civilizacionais de qualquer espécie, pintam e bordam com todo tipo de cerceamento à sua “liberdade” de aprontar o que bem entenderem e quiserem – doa a quem doer. Resultado: professores (inúmeras mulheres e idosos!) são espancados por crianças, adolescente e jovens. Docentes antes venerados transformaram-se em saco de pancadas dos “revolucionariozinhos” gerados pelo útero odioso do gramscismo cultural asnaticamente interpretado através de leituras equivocadas pela esquerdalha “educadora”.
A doutrinação política praticada por professores “vermelhinhos” plantou, no solo fértil da imaturidade dos alunos, as sementes da ideologia de gênero, da luta de classes e do desprezo aos ensinamentos oferecidos pela família tradicional. Hoje colhemos os frutos envenenados das árvores insidiosas cultivadas por profissionais da educação que apregoaram em suas aulas a rebeldia, a divisão de classes na sociedade, o ódio entre brancos e negros, heterossexuais e homossexuais, etc.
Plantaram ventos, colhemos tempestades. Como consertar isso tudo? Aguardemos sentados, pois em pé cansaremos. A cura para tal doença demorará mais ou menos três gerações. Questão de mentalidade. As ideias têm consequências, como nos alertou Richard M. Weaver em seu inteligentíssimo livro homônimo.
Os docentes “vermelhinhos”, adoradores fanáticos da fraude pedagógica chamada Paulo Freire, ensinaram “cidadania” aos alunos. E eles aprenderam de cor e salteado ter direito adquirido a isto, isso e aquilo; casa, comida e roupa lavada; médicos e remédios. Tudo de graça. Por que trabalhar, afinal, se as coisas caem do céu, como o maná mosaico? Trabalho é exploração.
Ensinaram-lhes, igualmente, a irresponsabilidade. A geração que deixou as escolas há uma década e meia nos mostra que aprendeu corretamente a lição: não está nem aí se o rio corre para baixo ou para cima. Atualmente, milhões de pais de família a ela pertencentes, não se dão ao trabalho de vacinar os filhos. Nos últimos anos a taxa de imunização infantil caiu assustadoramente. Assustadoramente? Não. Criminosamente…
O crime da deseducação brasileira? Professores doutrinadores esquerdopatas irresponsáveis e sua prole pedagógica: uma geração de “cidadãos” irresponsáveis ao quadrado.

*Gilberto Tannus é Mestre em História pela Unesp

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Sexta-feira, 2 de agosto de 2019

As vacas petistas

Os “vermelhinhos” perderam completamente a noção da realidade. Pegam no pé do presidente Bolsonaro pelo que ele diz ou deixa de dizer. Fiscalizam-no a cada instante utilizando para tanto o critério afrescalhado do politicamente correto. Hipócritas, sempre fizeram ouvidos moucos às frases preconceituosas de Lula-Pixuleco. Abaixo, as besteiras vomitadas pelo ilustre presidiário de Curitiba:
Homofobia: “Pelotas é uma cidade polo, né? Exportadora de veado”; Misoginia: “Uma mulher não pode ser submissa ao homem por causa de um prato de comida. Tem que ser submissa porque gosta dele”; Feministas: “Feminismo? Eu acho que é coisa de quem não tem o que fazer”; Idólatra de ditadores: “O Hitler tinha aquilo que eu admiro num homem, o fogo de se propor a fazer alguma coisa e tentar fazer”; Lesbianismo: “Cadê as mulheres de grelo duro lá do nosso partido?”; Desprezo pelos nordestinos: “A Dilma não é nenhuma nordestina, a Dilma é uma mulher bem formada”; e, Repressão policial: “Antes o povo tinha medo da polícia. No meu governo, a polícia bate em quem tem de bater”.
A esquerdalha tem “bandidos de estimação”. Quando o marginal fuzila com um tiro na cabeça um pai de família diante de sua esposa e filhinho, os esquerdopatas defensores dos “direitos humanos” ficam do lado do criminoso. Deixam a viúva e o órfão ao Deus dará. Em um confronto entre policiais e bandidos, torcem pelos meliantes. Definitivamente, não são normais.
Encerrado o segundo turno da eleição presidencial, Bolsonaro vencedor, a galera socialista previu o apocalipse: “Oh! Céus! A ditadura bate à porta!”. Tomadas por frenesi persecutório agudo, a esquerda caviar e a esquerda festiva repetiam em delírio catatônico o mantra do mimimi típico das personalidades infantilizadas e imaturas: “Ninguém solta a mão de ninguém”.
Outro sintoma da desconexão entre os “vermelhinhos” e o mundo que os cerca: cobram de Bolsonaro a resolução imediata de todos os problemas criados pela desastrosa década e meia de governo petista. Patéticos, exigem que a economia nacional arrasada por Lula-Pixuleco e Dilma-Pinóquio seja recuperada por Bolsonaro em seis meses.
Economistas sérios afirmam que a situação financeira do país só começará a funcionar a contento após ser colocada novamente nos trilhos – e para que tal aconteça teremos de aguentar no mínimo uns dez anos de aperto nos cintos. E isso, é claro, se nossas exportações aumentarem. É a única maneira de gerarmos empregos – produzindo e vendendo para mercados externos. Dessa forma, com nossos trabalhadores recebendo salários, o mercado consumidor interno crescerá.
Trocando em miúdos: o tempo de mentiras e enganações das ilusórias vacas gordas petistas é passado. Sofremos na pele, agora, a infeliz época das vacas magras. Múúúúúúú, senhores…

*Gilberto Tannus é Mestre em História pela Unesp

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Sexta-feira, 26 de julho de 2019

Socialismo e ditadura: irmãos siameses

A esquerdalha reunida em Manágua, no Foro de São Paulo de 2017, determinou:
“É importantíssimo tomar o poder Judiciário, os meios de comunicação e as Forças Armadas”.
É exatamente o que temos na Venezuela bolivariana do “Socialismo do Século XXI”.
Ditadura. Sem um regime totalitário não pode haver socialismo.
O socialismo é essencialmente antidemocrático.
Controle completo das leis, censura de jornais, TVs, rádios, etc. e o povo desarmado à mercê do Exército. Era assim na URSS, Polônia, Tchecoslováquia, Romênia, Alemanha Oriental, etc., socialistas. É assim na China, Coreia do Norte e Cuba socialistas.
Nas nações socialistas não há liberdade.
Liberdade e socialismo são visceralmente contraditórios. Aquela não pode vigorar ao lado deste.
Déspotas totalitários e genocidas? Listemo-los: Lenin, Stálin, Mao Tsé-Tung, Fidel Castro, Pol Pot…
Pol Pot, líder do Khmer Vermelho – partido comunista cambojano –, tomou o poder em 1975 por meio de uma guerra civil.
Pobre Camboja, infeliz povo cambojano.
Nesse ano, sua população era de 8 milhões de habitantes. PolPot assassinou, exterminou, dizimou 2 milhões. Isso significa que 25% dos cambojanos foram mortos. Seu crime? Serem “contrarrevolucionários”.
Esquerdopatas são psicopatas.
Che Guevara ordenou o fuzilamento de milhares de inocentes e ele mesmo abateu centenas de “dissidentes”. Doente mental, psicopata.
No Brasil filhinhos de papai, revolucionários da esquerda caviar, usam camisetas com a imagem de Che Guevara nelas estampada. Os comunistas de carteirinha chamam estes moleques de idiotas úteis ou “companheiros de viagem”. Boçais, o próprio Che Guevara os enviaria ao paredón e os abateria pessoalmente.
Voltemos, porém, ao genocídio praticado pelo comunista Pol Pot.
Entre suas “realizações” destacam-se: esvaziamento das cidades e a migração forçada da população para fazendas coletivas, onde todos eram obrigados a trabalhar; abolição de qualquer religião no país; intensa perseguição contra minorias étnicas; milhares de pessoas consideradas inimigas do regime foram levadas a prisões, torturadas e sumariamente executadas – a maioria com golpes na cabeça.
“É importantíssimo tomar o poder Judiciário, os meios de comunicação e as Forças Armadas”. No Brasil, o PT colocou em suas mãos o STF e os meios de comunicação. Faltou o Exército brasileiro. Ufa!!! Escapamos de ser uma nova e miserável Venezuela socialista!

*Gilberto Tannus é Mestre em História pela Unesp

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Sexta-feira, 19 de julho de 2019

O fedor insuportável da esgotosfera

A Rede Globo, castelo de cartas, desmorona. Sem as tetas do governo federal onde mamava o patrocínio bilionário das propagandas oficiais, não passa de um gigante com pés de barro.
Bolsonaro acabou com a perdulária gastança do dinheiro suado do trabalhador brasileiro. Enquanto Lula-Pixuleco e Dilma-Estoca-Vento aprovavam irresponsavelmente mil e uma campanhas publicitárias inventadas pelas dezenas de ministérios, Bolsonaro comunica o andamento de sua administração pela internet. Gratuitamente.
Resultado: Folha de S. Paulo, Globo e quejandos enfureceram-se. Tanto que ao noticiarem algo sobre o governo apelam ao vergonhoso subterfúgio das notícias falsas (fakenews). Comportamento humano, demasiado humano… Quando o que está em jogo é a sobrevivência financeira da empresa (e o salário de cada um de seus contratados), compreensível mandar-se às favas o profissionalismo jornalístico e a imparcialidade diante dos fatos. Afinal, sem a grana fácil do povo brasileiro para bancar suas novelinhas imorais, programas lacradores sobre sexualidade hétero-homo-lésbico-zoológica, o tendencioso Jornal Nacional, etc., a Globo corre o risco de falir. Não à toa diminuiu os salários de apresentadores, artistas e repórteres ou os demitiu.
Nas redes sociais o quadro apresenta-se ainda pior. Milhões de internautas a apelidaram de Globo-Lixo. Consideram-na a integrante mais esforçada da esgotosfera. (*Esgotosfera. Termo pejorativo para se referir ao conjunto de mídias explicitamente alinhado à esquerda política, pró-PT e financiado pelo governo Lula-Dilma. [O DEFENSOR também é cultura]).
No Facebook as manifestações de ódio à Rede Globo deixaram há muito de ser simples onda para tornarem-se gigantesco tsunami de ofensas explícitas por parte dos tecladistas de plantão. Aliás, foi a liberdade de expressão propiciada por esse aplicativo em seus inícios que possibilitou a queda do império jornalístico televisivo da família Roberto Marinho. O amigo leitor decerto lembrar-se-á que antes do surgimento do Facebook, nove entre dez estrelas usavam o sabonete Lux e assistiam ao Jornal Nacional. Nessa meia hora de noticiário dantes monopolizador da audiência nacional, o jornalismo da Globo doutrinava a opinião pública com sua versão deturpada dos acontecimentos. Ninguém questionava sua “verdade” única. Contradizê-la era dar murros em ponta de faca. A grande maioria das pessoas reproduzia fielmente o viés interpretativo das notícias veiculadas pelo casal de âncoras nas rodas de bate-papo, salas de espera de consultórios, etc. Papagaiava-se tais informações como se sagradas fossem. Hoje o Jornal Nacional perdeu completamente a credibilidade. Em termos de influenciador da opinião popular caminha para o nada honroso lugar de zero à esquerda. Mais. A TV passou para o segundo plano. Bolsonaro, sem ela, elegeu-se com 57,7 milhões de votos. Os tempos, senhores – venhamos e convenhamos –, mudaram.

*Gilberto Tannus é Mestre em História pela Unesp

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Sexta-feira, 12 de julho de 2019

Votar na Direita. Aprendemos a lição?

Economia não é ciência exata. Caso fosse todo economista nela formado em faculdades do ensino superior seria milionário. Senão bilionário. E, bem o sabemos, a maioria deles estão desempregados ou ocupam no mercado de trabalho função diversa para a qual foram diplomados.
Afora tal constatação vemos, em um reles debate televisivo sobre tema econômico quase irrelevante, dois ou três economistas exporem ideias completamente contrárias fundadas em conceitos ou princípios totalmente antagônicos. Isto quando não trocam farpas ao vivo e em cores, duelando desaforos e ironias opiniáticas. Economistas são pilotos navegando em alto mar com bússolas avariadas, mapas rasurados, etc., em meio a nevoeiros e icebergs, sem nenhuma certeza se atracarão no porto adrede fixado.
Mesmos assim, deles precisamos. O que faríamos sem um Paulo Guedes no comando do Ministério da Economia? Como consertaríamos as burradas gravíssimas praticadas nos quinze anos de governo petista? Lula-Pixuleco e Dilma-Pinóquio quebraram financeiramente o país. A tal ponto que precisaremos de mais uma década e meia para sairmos do atoleiro em que os “vermelhinhos” nos enfiaram. Caso, é claro, tudo corra nos conformes em termos internacionais. Por exemplo, se a economia mundial sofrer revezes nesse período – prejudicando nossas exportações – jamais Paulo Guedes obterá êxito em seu plano de recuperação econômica nacional.
Há quem pense que o presidente Bolsonaro é capaz de, em um passe de mágica, tirar de uma cartola fabricada no mundo de fantasia de Lewis Carroll, treze milhões de empregos. Deem um beliscão no braço e acordem, amigos leitores. Vivemos a dura realidade de um país sucateado e empobrecido pelos desmandos e corrupção petista e não no País das Maravilhas de Alice. No Brasil atual as drummondianas pedras do caminho são reais. Muitas, inúmeras, quase que infinitas e de diferentes tamanhos. A Reforma da Previdência é apenas uma delas. Algumas conseguiremos arrastar até a margem da estrada. Doutras nos desviaremos. Todavia, os tropeços serão inevitáveis. Daremos com a cara no chão incontáveis vezes.
Há muito sabia-se que o país estava quebrado. Lembram-se de Dilma-Pinóquio mentindo nos debates da campanha presidencial de 2014 contra Aécio Neves? Ela jurava de pés juntos que a economia nacional estava firme e forte e que – crente entusiasta do Pangloss voltairiano – “tudo ia pelo melhor no melhor dos mundos possíveis”. Pois bem, naqueles idos ela já “pedalava”. Sem um único centavo nos cofres públicos a presidente usava dinheiro do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal para arcar com as despesas mensais da Previdência, da Saúde, da Segurança etc. Em 2014, senhores, já estávamos falidos, economicamente no fundo do poço.
A Esquerda arrasou a economia do país. A Direita tenta consertá-la. Aprendemos a lição?

*Gilberto Tannus é Mestre em História pela Unesp

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Sexta-feira, 5 de julho de 2019

Gibão e as grandes entrevistas

Entrevistado: César Dario Mariano da Silva, promotor de Justiça, professor universitário e autor de vários livros de Direito Penal.

Gibão: Qual a importância da Operação Lava Jato?

César: Ela conseguiu uma façanha jamais vista neste país, quiçá no mundo: colocou na cadeia, dentre outras pessoas poderosas, um ex-presidente da República, governadores e presidente da Câmara dos Deputados, além do presidente da Odebrecht, uma das mais ricas empresas do Brasil. Acabou com a hegemonia de partidos políticos que há décadas tinham o Brasil como seu quintal, fazendo dele o que bem lhe aprouverem. O resultado está aí, um pais arrasado, levando quase à quebra de empresas estatais até então ricas e eficientes, como a Petrobras e os Correios.

Gibão: Realmente, é um trabalho digno dos maiores elogios. A quem devemos dirigi-los?

César: O fim desse ciclo de bandidagem do colarinho-branco só foi possível graças à eficiente atuação do Ministério Público, da Polícia Federal, da Receita Federal, do Coaf e, principalmente, de um juiz de Direito que, com coragem, dedicação e competência, presidiu os processos e colheu provas que levaram ao sucesso de ações penais extremamente complexas.

Gibão: Como a Lava Jato ficará registrada na história da Justiça brasileira?

César: Foi um marco no combate ao crime organizado que, com toda sua força econômica e política, desviou bilhões de reais, enchendo os cofres de empresas, empresários e políticos inescrupulosos que causaram não só o empobrecimento do país, mas de milhões de brasileiros, que passam as maiores privações por conta do egoísmo e mau-caratismo desses bandidos travestidos de políticos e empresários.

Gibão: Como o senhor avalia as ações do jornalista Gleen Greenwald e do site The Intercept tentando macular a honra do ministro Sérgio Moro e prejudicar a Lava Jato, utilizando-se de informações hackeadas de celulares de membros do Ministério Público?

César: É triste ver que um punhado de mensagens criminosamente obtidas e flagrantemente editadas e falsificadas estejam sendo usadas para atingir um herói nacional, que em qualquer país mais desenvolvido estaria sendo venerado e não execrado por pessoas que têm apenas um propósito: voltarem ao poder, soltarem o chefe da maior organização criminosa que já atuou no Brasil para fazer o que sabem melhor, saquear os cofres públicos.

Gibão: Finalizando…

César: Precisamos proteger o patrimônio nacional que é a Operação Lava Jato, que deve ficar para sempre, zelando pela lisura dos atos governamentais e punindo com severidade os traidores da nação, que se enriquecem ou enriqueceram às custas da miséria do nosso sofrido povo.

*Gilberto Tannus é Mestre em História pela Unesp

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Sexta-feira, 28 de junho de 2019

Plim-plim, bye-bye…

A grande mídia naufraga. Fragorosamente. Titanic avariado rumo ao fundo do abismo oceânico das águas geladas. Conhecida como “Vênus Platinada”, a Rede Globo é exemplo da nudez do rei da imprensa escrita, televisada e falada.
Nocauteados por um cruzado desferido pelas redes sociais – principalmente o Facebook – jornais e noticiários televisivos nacionais e estaduais estrebucham no chão do ringue, enquanto o juiz inicia a contagem que decretará a derrota definitiva:10-9-8-7…
No Brasil, no entanto, os jornais tradicionais caem um após o outro como peças de dominó enfileiradas por uma criança. Por quê? Simples. Nunca deram muita importância aos leitores. A queda do número de assinaturas nunca os preocupou.
Viviam à custa de patrocínio estatal. Recebiam milhões de reais por propagandas contratadas pelo governo federal. Lula-Pixuleco e Dilma-Pinóquio foram pródigos com o dinheiro do povo. Impostos pagos por pais de família, viúvas, contribuintes ricos, de classe média e pobres, eram carreados para os bolsos dos donos da grande imprensa. Em troca de quê? De seu silêncio e de elogios e aplausos mais falsos que nota de três reais.
Nunca se roubou tanto neste país como nas duas últimas décadas. Dólares na cueca, Mensalão, Petrolão, milhares de cédulas em malas para cá e para lá, propinas, etc. Escândalos abafados, tudo terminando em pizza. Nem um pio da imprensa investigativa, dos jornalistas tidos como profissionais realmente sérios e eticamente comprometidos com a verdade dos fatos.
Festança midiática com o dinheiro suado do trabalhador que recebe salário mínimo no final do mês. Anúncios oficiais aos montes, de todos os ministérios do governo petista, veiculados dezenas de vezes durante a programação diária, em todas as emissoras de TV. Oitenta por cento de toda a grana, porém, ia para a Rede Globo.
Com Jair Bolsonaro a mamata acabou. Gastos reduzidos ao mínimo de propaganda governamental possível. Quase nenhuma. Somente a estritamente necessária: comunicados à população emitidas pelo ministério da saúde e da educação e olhe lá. Alguns minutos apenas. Petrobras e Correios deixaram de patrocinar times de futebol profissional, amador, de campo de grama, de areia, de quadra e o escambau a quatro. Retorno comercial? Nenhum. Dinheiro jogado na lata do lixo.
A Rede Globo e o Jornal o Globo, a Folha de S. Paulo, o Estadão e tutti quanti não perdoam Bolsonaro. Criticam-no por isto, por aquilo e por aqueloutro. Para tanto, apelam à mentiras ou distorcem a realidade de tal forma que nada mais entregam aos seus assinantes senão uma caricatura da real realidade dos acontecimentos.
Perderam completamente a credibilidade. E esta, senhores, uma vez sacrificada no altar de interesses espúrios sabemos que jamais poderá ser recuperada. Plim-plim, bye-bye…

*Gilberto Tannus é Mestre em História pela Unesp

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Sexta-feira, 21 de junho de 2019

A Seleção? Que se exploda…

O PT conseguiu o inacreditável. Plantou no coração do povo a indiferença em relação aos destinos da Seleção Brasileira de Futebol. Vença ou perca, pouco importa. Caso seja goleada pelos odiados “hermanos” argentinos não teremos nossa autoestima abalada como nos antigos tempos em que venerávamos a “Seleção Canarinho”.
Lula-Pixuleco fez das tripas coração para que o Brasil sediasse a Copa do Mundo de 2014. (Investigações em curso levantam sérias suspeitas sobre suborno dos integrantes da FIFA para que votassem a nosso favor, descartando os demais pretendentes).
Cogitava-se à época do porquê de tanta insistência por parte de alguns políticos em realizarmos tal evento. Patriotismo? Amor ao esporte bretão? Que nada. As ratazanas enxergavam longe. Para sediarmos a Copa teríamos de construir novos estádios e reformar os já existentes. Arenas futebolísticas gigantescas e modernas. Obras e mais obras, do Oiapoque ao Chuí, tocadas por empreiteiras contratadas pelo governo federal. Oportunidade única para matar dois coelhos com uma só cajadada: iludir o povão com a política do “pão e circo” fazendo-o torcer pela Seleção e roubar, roubar e roubar – como nunca antes neste país.
O que deu errado? O Zé Ninguém, em um insight hamletiano, percebeu que havia algo de podre no reino da Dinamarca. Enquanto – por falta de leitos – doentes pelo país afora eram jogados nos corredores dos hospitais, o governo gastaria 25 bilhões de reais com futebol? Manifestações populares tomaram as ruas, protestando contra a engabelação petista. O governo apelou para Ronaldo, o “Fenômeno”, ídolo de araque sanfona que, pelo simples fato de ser brasileiro, “não desiste nunca”. Lula-Pixuleco convocou-o para defender o indefensável: a realização da Copa em terra brasílica. E ele veio, todo pimpão… Quando o Zé Ninguém gritava alto e bom som que entre campos de futebol e hospitais, ele ficava com os segundos, o “Fenômeno” (flagrado com as “calças nas mãos” em um quarto de motel com dois travestis) retrucava-lhe: “- Não se faz Copa do Mundo com hospitais, e sim com estádios”.
Pois bem, construíram-se estádios. Houve contratos superfaturados, licitações fraudadas, pagamento de propinas, etc. E como desgraça pouca é bobagem tomamos de 7 a 1 da Alemanha. A partir de então o povo afastou-se da Seleção. “Ciranda, Cirandinha, vamos todos cirandar. (…) O anel que tu me destes era vidro e se quebrou”. Desfez-se o encanto. Os brasileiros não vibram mais com as façanhas da equipe verde-amarelo de Neymar-Cai-Cai (Estuprou ou não estuprou?) & Cia. Ltda.
Aos panacas que ganham salário mínimo e continuam torcendo pela Seleção na Copa América, uma informaçãozinha. O técnico Tite ganha um milhão e duzentos mil reais por mês. Sabem fazer contas? Então respondam-me: quantos anos de sua vida vocês terão de trabalhar para receber essa quantia?

*Gilberto Tannus é Mestre em História pela Unesp

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Sexta-feira, 14 de junho de 2019

Gibão e as grandes entrevistas

GIBÃO: Existe democracia no Brasil?

ZÉ NINGUÉM: Se definirmos democracia com a fôrma do clichê “governo do povo, pelo povo, para o povo”, é claro que não. O político – seja senador ou vereador – legisla para si e em defesa de seus próprios interesses. Caso fosse o contrário, acabaria hoje mesmo com os inúmeros privilégios que um dia, egoística e corporativamente, criou para seu benefício e de seus familiares.

GIBÃO: Em nenhum nível – federal, estadual e municipal – o cidadão se sente representado pelos políticos?

ZÉ NINGUÉM: Em nenhum deles. Exemplo claríssimo e bem próximo de nós, que salta aos olhos do mais idiota dos taquaritinguenses: quantas pessoas acompanham as sessões de nossa Câmara Municipal? Pela internet nem uma dezena delas. No plenário, ao vivo e a cores, as cadeiras destinadas ao público mofam às moscas. Os nobres edis – inflamados Demóstenes provincianos muitas vezes tomados de forte emoção – discursam para o vazio infinito do eco de suas palavras.

GIBÃO: Qual o principal problema de nossa Câmara Municipal?

ZÉ NINGUÉM: O número exagerado de vereadores. Quinze deles é demais para Taquaritinga. Cinco seriam suficientes. Antigamente não havia internet. Os vereadores eram os intermediários entre a população e o Executivo. Atualmente, as redes sociais dispensam esses mediadores. Basta acessarmos o Facebook e tomaremos conhecimento no mesmíssimo instante dos problemas que assolam todos os bairros. Para quê 15 vereadores? Tantos só servem para uma coisa: criar um ambiente de agressividade gratuita, propício às trocas ásperas de opiniões pessoais perfeitamente dispensáveis a ouvidos alheios. Esta Câmara, se quiser, poderá fazer um grande favor aos taquaritinguenses: aprovar um projeto de lei que reduza ao mínimo legal o número de edis. Mais. Poderia reduzir em 80% seus vencimentos – como o fez os vereadores da Câmara de Arcos (MG).

GIBÃO: Finalizando…

ZÉ NINGUÉM: Concluo pedindo, pelo amor de Deus, que no próximo ano os vereadores taquaritinguenses não aumentem nem reajustem um único centavo sequer do IPTU. Por dois motivos. Primeiro: os salários dos contribuintes não são reajustados de acordo com a inflação. Muitos não têm carteira assinada, são informais, ou estão desempregados. Segundo: os valores dos imóveis aferidos pela prefeitura são fictícios. Irreais. Uma residência avaliada em 200 mil reais não é vendida no mercado imobiliário nem por 150 mil. Aliás, quem consegue vender imóveis em Taquaritinga? Em cada rua há dezenas e dezenas deles à venda. Basta de aumentos ou reajustes de impostos e tributos. Chega de tirar dinheiro da população cada vez mais empobrecida de nossa cidade.

*Gilberto Tannus é Mestre em História pela Unesp

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Sexta-feira, 7 de junho de 2019

Católicos comunistas: ignorantes ou hipócritas?

Existem católicos defensores do comunismo. Vários pontífices, no entanto, condenaram este regime genocida.
“Não desconheceis que os principais arquitetos dessa maldosa trama desejam empurrar os povos à subversão de toda a ordem das coisas humanas e arrastá-los aos execráveis sistemas do socialismo e do comunismo”, (Papa Pio IX – 1846-1878).
“Há necessidade de uma união de mentes corajosas com todos os recursos que podem dispor. A colheita da miséria está diante de nossos olhos, e os projetos terríveis das mais desastrosas revoltas estão nos ameaçando a partir do poder crescente do movimento socialista”, (Papa Leão XIII – 1878-1903).
“O socialismo, seja como doutrina ou fato histórico, não pode conciliar-se com a doutrina católica pois concebe a sociedade de modo completamente avesso à verdade cristã. Socialismo religioso, socialismo católico são termos contraditórios: ninguém pode ser ao mesmo tempo bom católico e verdadeiro socialista”, (Papa Pio XI – 1922-1939).
“A Igreja comprometeu-se com a proteção do indivíduo e da família contra o socialismo que no final fará um espectro do ‘Leviatã’ (Estado) se tornar uma realidade chocante. A Igreja irá travar esta batalha até o fim, pois é uma questão de valores supremos: a dignidade do homem e a salvação das almas”, (Pio XII – 1939-1958).
“Entre comunismo e cristianismo a oposição é radical, e não se pode admitir de maneira alguma que os católicos adiram ao socialismo moderado: quer porque ele foi construído sobre uma concepção de vida fechada no temporal, com o bem-estar como objetivo supremo da sociedade; quer porque fomenta uma organização social da vida comum tendo a produção como fim único, não sem grave prejuízo da liberdade humana; quer ainda porque lhe falta todo o princípio da autoridade social”, (Papa João XXIII – 1958-1963).
Finalizamos com Bento XVI (2005-2013), que desaprovou acerbamente a Teologia da Libertação dos “santos do pau oco” vermelhinhos frei Betto e frei Leonardo Boff.
“É verdade que desde as origens, mais acentuadamente, porém, nestes últimos anos, o pensamento marxista se diversificou, dando origem a diversas correntes que divergem consideravelmente entre si. Na medida, contudo, em que se mantêm verdadeiramente marxistas, estas correntes continuam a estar vinculadas a certo número de teses fundamentais que não são compatíveis com a concepção cristã do homem e da sociedade. Lembremos que o ateísmo e a negação da pessoa humana, de sua liberdade e de seus direitos encontram-se no centro da concepção marxista. Esta contém de fato erros que ameaçam diretamente as verdades de fé sobre o destino eterno das pessoas”.
Existem católicos defensores do comunismo. São ignorantes ou hipócritas?

*Gilberto Tannus é Mestre em História pela Unesp

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Sexta-feira, 31 de maio de 2019

Mesa-redonda do Gibão

Ilustres convidados: Joséias da Silva, Roberto Davóglio e João Pereira Mancim. Estudantes taquaritinguenses que participaram das Manifestações do dia 26 de maio, na Avenida Paulista, em frente ao MASP.

GIBÃO: Então os “caipiras” foram à cidade grande “fazer história”. A “jornada democrática” compensou?

JOSÉIAS: Saímos em cinco, de automóvel. Madrugada fria. Sempre que puder participarei dessas manifestações. Milhares de vozes entoando o Hino Nacional, palavras de ordem em defesa da democracia, de medidas que caso sejam aprovadas farão um bem enorme na vida do cidadão. Rapaz! A Avenida Paulista estava lotada! Famílias inteiras, crianças, idosos, namorados, grupos de amigos, juntos, na maior paz, sem bagunça. Ninguém compareceu a manifestação porque ganhou passagem grátis em ônibus, cinquenta reais, pão com mortadela e guaraná – como os petistas fazem. Com tal estratégia a esquerdalhaarregimenta manadas de manifestantes “bois de boiada” e ilude a opinião pública, manipulada pela Globolixo. Vinte e Seis de Maio foi diferente. Brasileiros sinceros exigiram a aprovação da CPI da Lava Toga, da Reforma da Previdência e do Pacote Anticrime do Moro.

GIBÃO: Roberto, qual a importância dessas manifestações em uma democracia?

ROBERTO: Fundamental. Políticos não são intocáveis. Devem ser cobrados pelos eleitores. Representam-nos e atendem aos reclamos do povo. Por outro lado, caso as instituições democráticas corram perigo, é nosso dever ir às ruas. Essas manifestações nada mais são do que a participação política popular, direta e legítima. Veja em Cuba, na Coreia do Norte e na China, países comunistas, a falta que fazem como oposição organizada contra o governo. Há duas semanas uma passeata de homossexuais foi proibida em Cuba, houve espancamentos, muitos foram presos e condenados. Na Coreia do Norte quem criticar o governo publicamente é condenado à morte. Na Venezuela tanques atropelam o povo desarmado e pacífico.

GIBÃO: O Brasil melhorará, politicamente, com essas Manifestações?

JOÃO: Claro que sim. As coisas não cairão do céu, como prometem os profetas esquerdopatas iguais a Lula. Sejamos realistas. Nosso cobertor econômico está curto demais. Se cobrimos o rosto, descobrimos os pés. O governo não tem dinheiro, as dívidas crescem. O resto é conversa mole para boi dormir. Agora é trabalhar, trabalhar e trabalhar. Porém, o povo não pode confiar cegamente nos políticos. Só pensam em si mesmos e em seus interesses. Aperfeiçoemos a técnica de vigilância daquele peixeiro esperto que ficava com um olho no gato e outro no peixe. No caso, coloquemos um olho no político e outro… no político. Simultaneamente. Seguro morreu de velho. Talkei!

*Gilberto Tannus é Mestre em História pela Unesp

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Sexta-feira, 24 de maio de 2019

Mesa-redonda do Gibão

Ilustres convidados: John Green, aluno da Grifft University (Austrália), o economista José Teixeira e a professora de teatro amador Maria Aparecida Gonçalves.

Gibão: John, hoje seríamos severamente recriminados pelos defensores do “politicamente correto” caso chamássemos nossa vovozinha de “velhinha”. Obrigam-nos a trata-la por “membro feminino da melhor idade”. Crítico dessas baboseiras, como você define essa hipocrisia linguística esquerdopata que emburreceu a humanidade?

John Green: Simples. “Politicamente correto”: doutrina advogada por uma minoria iludida, promovida pelos meios de comunicação, que sustenta a ideia de ser possível pegar um pedaço de merda pelo lado limpo.

Gibão: Teixeira, o Brasil passa pela pior crise econômica de sua história. Há alguma saída?

José Teixeira: A curto prazo, não. Com sorte, se não surgir nas próximas duas décadas nenhum contratempo, o trágico quadro atual começará a melhorar. Os brasileiros devem entender que os 15 anos de governo esquerdista foram de uma irresponsabilidade fiscal sem limites. O PT, que dizia governar para os pobres, enriqueceu os banqueiros e os empresários de gigantescas empreiteiras; implantou a corrupção em todas as empresas estatais; deu dinheiro do BNDES a países como Cuba, Venezuela, etc., que jamais o devolverão. A roubalheira dos cofres públicos pelo governo petista acarretou consequências terríveis: gastos públicos impossíveis de serem bancados e quatorze milhões de desempregados. Lula-Pixuleco e Dilma-Pinóquio enganaram o povo fazendo-o acreditar em uma festança financeira permanente. Alimentaram o consumo desenfreado: motocicletas, automóveis, celulares de última geração adquiridos na base do crédito fácil. Pois bem. Chegou a hora do país pagar os boletos e arcar com tais dívidas. Sobrou para Bolsonaro descascar o abacaxi. Acordemos: o dinheiro acabou. O governo acumulou dívidas e o caixa está vazio. Teremos de trabalhar muito para gerar impostos que as saldará.

Gibão: Professora Maria, a Lei Rouanet foi boa para a cultura nacional?

Maria Aparecida Silva: Tratou-se do maior engodo ocorrido na cultura brasileira. Milhões de reais de impostos destinados a hospitais, moradias, etc., foram desviados para apadrinhar nababescamente carreiras de artistas e cantores famosos como Cláudia Leite, Gilberto Gil, Caetano Veloso, Maria Bethânia, Luan Santana, Chico Buarque, etc. Os artistas amadores, que realmente precisam de apoio financeiro para manter seus pequenos projetos culturais junto às crianças, aos jovens carentes, etc., ficaram a ver navios. Um absurdo.

Gibão: Amigos leitores. Esta Mesa-redonda não foi bancada pela grana da Lei Rouanet e nem contou com o patrocínio da Petrobras ou outra empresa estatal. Talkei!

*Gilberto Tannus é Mestre em História pela Unesp

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Sexta-feira 17 de maio de 2019

Esquerdopata? Vá prá Cuba!

Comunismo e miséria são irmãos. Siameses. Cuba quando capitalista era próspera: 29ª economia do mundo e segunda renda per capita da América Latina. Comunizada pelo sanguinário Fidel Castro e seu baba-ovo argentino Che Guevara (racista, homofóbico e psicopata) hoje é uma ilha-presídio onde 11 milhões de pessoas morrem de fome.
Miguel Díaz-Canel, atual presidente, é o boneco que o ventríloquo Raúl Castro (o verdadeiro governante) colocou no poder para enganar os analistas babacas com a ideia de que a dinastia Castro, depois de 60 anos de ditadura, deixou de reinar. Miguelito, senhores, não dá um peido sem a permissão de Raúl.
Falando em Raulzito, ele acabou de decretar um novo racionamento de mantimentos. Com a metade de seus campos improdutivos, Cuba importa 80% dos alimentos e os distribui à população através da “libreta de abastecimiento”.
Os irmãos Castro mamaram milhões de dólares anuais nas tetas da ex-União Soviética para manter a “vitrine comunista caribenha” na América. Com a falência da URSS (1991) o leite secou. Quem assumiu o lugar do Kremlin? Lula-Pixuleco e Dilma-Pinóquio saquearam o BNDES e deram-lhes de graça o dinheiro suado dos brasileiros. Hugo Chávez e Nicolás Maduro, igualmente, roubaram as petroleiras estatais e enfiaram o suado dinheiro dos venezuelanos no rabo de “loshermanos camaradas”. Agora, sem as muletas financeiras soviéticas, brasileiras e venezuelanas, outra vez a crise cubana se agrava.
Os asnos pseudointelectuaisesquerdopatas admitem que o comunismo teórico ao ser implantado em algum país real produz apenas fome, miséria e pobreza? Não. Para eles, por exemplo, no caso do desastre cubano, o culpado são os Estados Unidos!!! Ideologicamente idiotizados são incapazes de apreender o que há de infinitamente absurdo e risível no chavão desta piada pronta: o comunismo castrista fracassou em virtude do bloqueio econômico do imperialismo ianque.
Falácia pura. O tal “bloqueio” reduz-se ao seguinte: empresas norte-americanas não devem comerciar com Cuba. São, no entanto, livres para fazê-lo. Caso o façam, perderão quaisquer direitos ao respaldo das leis comerciais estadunidenses. Fora isso, os EUA não proíbem qualquer empresa ou nação de comprar ou vender o que quiser daquela ilha caribenha.
A questão, todavia, é que ninguém em sã consciência o faz. Por um bom motivo: Cuba não tem como pagar. Qual frigorífico internacional exportará carne para a ilha-presídio sabendo que nunca receberá um tostão por ela?
Cuba morre de fome por causa do comunismo. Jogar a culpa de sua ruína econômica sobre as costas dos “burgueses exploradores imperialistas do capitalismo selvagem” não colocará um só grão de arroz no prato vazio do pobre e faminto cidadão cubano.

*Gilberto Tannus é Mestre em História pela Unesp

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Sexta-feira, 10 de maio de 2019

O inimigo dentro de nossos muros

Karl Popper, filósofo austríaco, em “A Sociedade Aberta e Seus Inimigos” (1945), demonstra que a história não é ciência exata, fundada em leis férreas, e que seu devir, seu transcorrer cronológico são totalmente imprevisíveis. “O futuro depende de nós mesmos, e nós não dependemos de qualquer necessidade histórica”, afirma. Diante disso, o materialismo histórico é metodologicamente falho e Karl Marx um charlatão ao sentenciar que a humanidade passará forçosamente pelos modos de produção primitivo, escravista, feudal, capitalista e socialista para alcançar a sociedade perfeita – a comunista.
Nessa mesma obra, Popper expõe o perigo mortal que ronda as “sociedades abertas”. Aprofundando o tema, atualizemos as concepções de “sociedade aberta” e “sociedade fechada” utilizadas pelo autor. A primeira é democrática, respeita os direitos humanos de ir e vir, de liberdade de expressão, etc. Politicamente nela coexistem vários partidos que disputam, por meio de eleições, a posse temporária do governo. Já na “sociedade fechada”, ocorre o contrário. É econômica, política, social, culturalmente, etc., totalitária. Exemplos: Venezuela, Cuba, Coreia do Norte, e China socialistas. Possuem apenas um partido político (o comunista) e violam acintosamente a Declaração dos Direitos da ONU.
Comparando as “sociedades abertas” às “fechadas”, é evidente que aquelas, por manterem em seu interior as liberdades de expressão e de manifestação político-partidária, têm um calcanhar de Aquiles: os militantes socialistas que desejam destruí-la e substituí-la por um regime ditatorial, atacam-na por dentro. E, paradoxalmente, gozam da mais completa liberdade de ação para fazê-lo. Criticam as instituições, valores e princípios liberais, o sistema capitalista com mentiras de todos os tipos e, quando seus candidatos são eleitos, utilizam-se do parlamento para criar leis e trabalhar pela derrocada da “sociedade aberta” na qual vivem.
Pois bem. Nas “sociedades fechadas” reprimem-se quaisquer críticas e oposição. Por isso, alerta-nos Karl Popper, enquanto as “sociedades abertas” vivem em permanente risco de ser aniquiladas em seus alicerces democráticos, as “sociedades fechadas” são fortalezas totalitárias inexpugnáveis, posto nelas serem proibidas manifestações populares contestatórias do status quo. Citemos os casos da Venezuela e Cuba. Tolhido pelas Forças Armadas controladas pelo partido (comunista) que está no poder, o povo é incapaz de derrubar o governo que o oprime. A única alternativa é fugir. Eis a razão do autoexílio de milhares de venezuelanos e cubanos, em busca de uma vida digna em países vizinhos.
O Brasil (“sociedade aberta”) ao eleger Jair Bolsonaro, escapou de ser uma segunda Venezuela (“sociedade fechada”). No entanto, os inimigos da democracia – partidos socialistas e comunistas – continuam agindo entre nós e contra nossos direitos e liberdades. Há que se lutar e enfrentá-los. Incansavelmente e sem medo.

*Gilberto Tannus é Mestre em História pela Unesp

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Sexta-feira, 3 de maio de 2019

Concurso? Para os otários…

O Ministro José Dias Toffoli censurou inconstitucionalmente a Revista Crusoé, tornando-se alvo de cerrada crítica. Juiz do Supremo Tribunal Federal, um dos guardiões da Constituição, Zé Toffoli a rasgou diante dos cidadãos comuns, obrigados a se sujeitarem a cada uma das normas por ela estabelecidas.
“- Como pode”, perguntam-se os pouquíssimos advogados sérios hoje existentes entre os milhões de rábulas formados por faculdades de Direito de araque sanfona espalhadas por todo o território nacional, “um ministro do STF agir tão insensatamente?”.
Para encontrarmos resposta satisfatória para tal pergunta, pesquisemos sua biografia, mais especificamente nas páginas referentes ao seu sofrível desempenho profissional na carreira jurídica. Vejamos, romantizando a la Proust.
Em um belo dia de manhã ensolarada, Zé, jovem advogado, teve um sonho: ser juiz. (Ah! Doce encanto dos ideais de infância e juventude! O poeta Guilherme de Almeida os comparava a “barquinhos de papel”, fatídica e melancolicamente levados para longe de nós pela enxurrada da existência.) Desejando realizá-lo, em 1994 inscreve-se no 165 o concurso para juiz de primeiro grau em São Paulo. Prepara-se, presta-o e… é reprovado!
Desistir? Jamais. O Salomão tupiniquim busca forças para continuar lutando pelo seu ideal na “Canção do Tamoio”, do bardo indigenista Gonçalves Dias: “Não chores meu filho;/ Não chores que a vida/ É luta renhida;/ Viver é lutar./ A vida é combate,/ Que os fracos abate,/ Que os fortes, os bravos/ Só pode exaltar”.
Ano seguinte, 1995, inscreve-se no 166º concurso para a mesma função. Prepara-se, presta-o e… é reprovado!
Duplamente frustrado na conquista do cargo na magistratura por meio de concurso, Zé sonha – incrivelmente –, mais alto. Anseia agora, nada mais, nada menos, ser ministro do STF e, quiçá, ser presidente. Como? Simples. Através de nomeação pelo então presidente Lula-Pixuleco, hoje presidiário condenado por corrupção e lavagem de dinheiro.
Terminamos? Óbvio que não. O fim da história deve ser arrebatador. Toffoli, censor da Crusoé, em nome da liberdade de imprensa, liberou semana passada uma entrevista de Lula-Pixuleco aos jornais Foice de S. Paulo e El País!
Como negar, senhores, que vivemos juridicamente no país da piada pronta?

*Gilberto Tannus é Mestre em História pela Unesp

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Sexta-feira, 26 de abril de 2019

Taquaritinga, o fenecer dos coqueirais

Taquaritinga agoniza. Econômica, social, culturalmente, etc. Reflete a crise do país, gerada pela debacle internacional. Explico. Em termos culturais, por exemplo, as realizações contemporâneas são medíocres. Onde os grandes pensadores, dramaturgos, compositores, etc.? Nessa paisagem desoladora, uma ou outra fisionomia se sobressai por instantes da névoa do anonimato para desaparecer, novamente, no difuso ramerrão da mediana intelectualidade. No mundo cinematográfico, debalde a sofisticação tecnológica, nenhuma película se destaca. Operando filmadoras que eram verdadeiros trambolhos, Charlie Chaplin produziu obras-primas. Hoje, por trás de câmeras computadorizadas, ninguém chega a seus pés. O declínio da arte do Cinema encontra-se também nos demais setores da inteligência e da criatividade humanas.
Voltemos, todavia, a Taquaritinga e descrevamos sua decadência através das peculiaridades locais, agravadas, é evidente, pelo contexto supracitado. Economicamente não temos grandes indústrias; a agricultura enfrenta enormes dificuldades; o comércio abre duas portas e fecha quatro; o mercado imobiliário naufraga no excesso de oferta de residências e terrenos; os jovens emigram…
Onde erramos? A história nos mostra. Criamos uma dezena de novos bairros, fazendo nossa planta urbana crescer, mas não se desenvolver. Demograficamente “inchamos”. O natural seria que nosso parque industrial se ampliasse, gerando empregos e atraindo mão-de-obra. O aumento populacional resultaria da prosperidade econômica. Fizemos o contrário. Há quatro décadas, nordestinos contratados por usinas de açúcar, vinham para nossa cidade, trabalhavam alguns meses na safra e, com seu término, retornavam aos Estados de origem. Prefeitos taquaritinguenses decidiram então, equivocadamente, construir casas populares e aqui fixá-los. Resultado conjuntural: na época “adotamos” milhares de trabalhadores que, admitidos temporariamente pelas usinas, quando dispensados permaneciam, no município, vários meses desempregados. Resultado estrutural: depois, com o surgimento das máquinas, foram definitivamente despedidos. Eis, portanto, nosso infortúnio: sobra-nos mão-de-obra, faltam-nos empregos. Solução? Não existe. Porém, caso a descobríssemos, como resolveríamos os inúmeros outros problemas que se enfileiram, a perder de vista, no horizonte sombrio da terra dos coqueirais?

*Gilberto Tannus é Mestre em História pela Unesp

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Sexta-feira, 19 de abril de 2019

A esquerdalha insensata

O que pensar de alguém que, sentado na extremidade do galho de uma árvore, a dezenas de metros de altura, começasse a serrá-lo próximo ao tronco? Obviamente que se trata de um louco. Ou suicida vivenciando fortes emoções antes do trágico final.

Pois bem. Os brasileiros que torcem pelo fracasso do governo Bolsonaro comportam-se dessa forma irracional. Esquerdopatas, colocam questões partidárias acima do bem do país, da sociedade e – pasmem! – de sua própria família. O nome disso? Fanatismo político.

Recordo-me quando em 2003 Lula-Pixuleco elegeu-se presidente. Mesmo sendo adversário do PT, ao me perguntarem se ficaria feliz caso o governo petralha desse com os burros n’água, respondi: “- Sou professor em escola pública e particular. Recebo salário em ambas. Se a economia melhorar o consumo crescerá. O governo arrecadará mais impostos, reajustará meu salário, pagando-o em dia. No ensino privado, com a ampliação das matrículas a escola lucrará mais, aumentará meu salário e o pagará em dia. Ora, se a economia quebrar serei drasticamente prejudicado. Diante disso, quero que o governo petralha dê certo”. Ir contra os próprios interesses e os da família por razões de política partidária é atirar no próprio pé. Só doidos-varridos agem assim. E, jamais duvidem disto, os esquerdalhas o são. Sonham com a falência do Brasil.

Senão vejam, nem bem começou o governo Bolsonaro e a “esquerda festiva” (cantores, artistas, professores doutrinadores e demais ideólogos pseudointelectuais), mais a “esquerda caviar” (burgueses hipócritas cheios da grana que posam de revolucionários) buscam de todas as formas sabotá-lo. Superam-se na abjeta prática de inventar falsas acusações, de distorcer intencionalmente os fatos denegrindo a imagem do presidente. Não se envergonham nem procuram esconder o desejo insano de ver pais de família desempregados, os índices da violência se elevarem, a piora do sistema de saúde, o descalabro da educação se agravar, etc. O que os move nessa ânsia sórdida? Ódio e ressentimento.

Como bem o disse o capitão Bolsonaro, nós brasileiros estamos em um mesmo barco – furado pelo PT, incontáveis vezes, com a picareta da corrupção. Ou remamos juntos, o mais depressa possível, em direção à margem e nos salvamos ou… afundaremos todos. Outra saída? Não nos iludamos. Para afogados não existem opções.

*Gilberto Tannus é Mestre em História pela Unesp

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Sexta-feira, 12 de abril de 2019

O Mal do Relativismo

Em “A República”, o filósofo grego Platão utiliza o termo “episteme” para se referir ao conhecimento verdadeiro da realidade. À simples opinião – juízo subjetivo e parcial das coisas – denomina “doxa”. Ora, opinião cada um tem a sua. Por isso, elas se equivalem e têm pouquíssima importância. Todavia, hoje, o que vemos? Todos palpitam sobre tudo, mesmo desconhecendo por completo os assuntos discutidos.
Esse tsunami opiniático tem suas raízes no relativismo – uma das piores pragas contemporâneas. O declínio intelectual em todos os setores do pensamento advém de sua influência na filosofia, cultura, moral, etc. Sua principal característica é ser grosseiramente contraditório, gritante aberração lógica.
FrithjofSchuon esclarece-nos: “O relativismo consiste em declarar que é verdadeiro que não existe verdade! Equivale a alguém escrever que a escrita não existe!”.
Nas últimas décadas, nas sociedades ocidentais, o relativismo invadiu o campo religioso. Preocupado, o Papa Bento XVI posicionou-se firmemente contra a “ditadura do relativismo” que não reconhece “coisa alguma como definitiva, estável e permanente, propondo como medida última o próprio eu e os seus caprichos”. Expôs então três princípios que devem ser defendidos pelos católicos da voragem deste mal que provoca a decadência espiritual do ocidente: a vida, a família, a educação. Declarou-os valores inegociáveis. “- Devemos proteger a vida em todas as suas fases, desde o primeiro momento da concepção até a morte natural; reconhecer e promover a estrutura natural da família; proteger o direito que os pais têm de educar os próprios filhos”. Implícita nessas palavras está a ideia de que tais valores são absolutos e universais, válidos sempre e em toda a parte, no tempo e no espaço. Não são, portanto, modificáveis, pois isto significaria a sua relatividade. O que lhes dá caráter absoluto e universal? A lei natural, fundada na natureza humana que não muda, e é sempre a mesma através dos tempos.
Transcorrida década e meia da advertência papal, povos do mundo todo afundam na areia movediça cultural do relativismo. Não conseguem discernir o certo do errado. O questionar arrogante dos valores tradicionais e o abandono de Deus os atirou no centro de um diabólico rodomoinho de confusão ética e caos moral. Daí a angústia dos homens sem fé que perderam o sentido de viver.

*Gilberto Tannus é Mestre em História pela Unesp

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Sexta-feira, 5 de abril de 2019

Esquerdopatas: quanto pior, melhor…

Todo marxista vivendo sob o capitalismo que afirma defender a democracia e a ascensão financeira da classe trabalhadora é mentiroso. Ou burro. Leu e não entendeu os escritos teóricos dos seguidores ortodoxos de Karl Marx. Ora, de acordo com estes, caso a democracia se fortaleça e a situação social dos mais pobres melhore, não surgirão as “condições históricas” desencadeadoras da revolução proletária. Portanto, o revolucionário que não trabalhe pela desestabilização do sistema capitalista é um traidor da “causa”. Seu lema deve ser: “quanto pior, melhor”. Crises econômicas, transtornos sociais, etc., tudo o que possa deixar a nação destroçada são precondições para o parto violento do comunismo.
Da mesma forma, quando o filiado se candidata a um cargo executivo ou legislativo por um partido que luta pela implantação de uma sociedade comunista e discursa a favor de uma economia mais próspera, geradora de empregos e de salários dignos para os trabalhadores, não passa de um farsante. Engana os eleitores. A suposta luta por justiça social é a cortina de fumaça ideológica que esconde suas reais intenções: integrar o parlamento democrático através do voto para poder destruí-lo por dentro.
Marx dogmatizou em “O Capital”: enquanto o capitalismo subsistir haverá depressões econômicas e crises cada vez mais frequentes e intensas que produzirão sofrimento atroz à classe trabalhadora. Elas só cessarão com o triunfo do comunismo no mundo. Todavia, há que se potencializá-las para que despertem a fúria do proletariado. Tumultos se iniciarão nos centros dos países industrializados, as massas se confrontarão com os mecanismos repressivos do Estado e, quando o caos se instalar, os conflitos se espalharão em escala nacional.
Eis por que os esquerdopatas exploram qualquer possibilidade de aguçar o ódio entre as classes e grupos sociais, jogando empregados contra patrões, brancos contra negros, sulistas contra nordestinos, etc. Creem – insanos – que do confronto nascerá a paz.
Pois bem. Imposto o comunismo no Brasil, teríamos uma sociedade melhor e mais justa? Não. As nações que substituíram o capitalismo pelo comunismo ao invés de um paraíso, criaram um inferno terreal, pleno de sofrimento, repressão e miséria.
Os verdadeiros comunistas não desejam o bem do país. São o câncer do organismo social. A cura? Deus, Pátria e Família.
*Gilberto Tannus é Mestre em História pela Unesp

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Sexta-feira, 29 de março de 2019

O dia em que o Exército salvou o Brasil

Em 1964 os comunistas, infiltrados na Universidade, Imprensa, Sindicatos, etc., preparavam-se para tomar o poder através de uma revolução violenta e instalar um regime totalitário. O presidente João Goulart era seu cúmplice.
Entre os dias 19 de março e 8 de junho o povo, assustado, tomou às ruas em gigantescas manifestações que somaram mais de um milhão de pessoas, exigindo o afastamento de Goulart. Foi a “Marcha da Família com Deus pela Liberdade”.
Obedecendo a vontade da maioria dos brasileiros, os militares saíram dos quartéis e, precavendo-se do golpe perpetrado pelos comunistas, deram-lhes o contragolpe de 31 de março. Caso hesitassem, as condições para reagir estrategicamente desapareceriam, e o derramamento de sangue seria inevitável. Isto porque o plano dos extremistas de esquerda em transformarem o país em uma nova Cuba – satélite da URSS – avançara demais. Grupos revolucionários latino-americanos haviam espalhado células de guerrilha no Brasil, Chile, Argentina, Bolívia, etc., e coordenavam a subversão armada no continente, insistentemente apregoada por Che Guevara e Carlos Mariguella.
Hoje, nas escolas públicas e privadas, professores mentem descaradamente. Ensinam aos alunos que a esquerda pegou em armas para lutar pela redemocratização do país quando seu único objetivo era implantar uma ditadura comunista. Para tanto, explodiram bombas em prédios públicos e aeroportos, assaltaram bancos, carros fortes e supermercados, sequestraram autoridades estrangeiras, realizaram execuções sumárias por eles denominadas “justiçamento”, etc. Em resposta à intensificação destas ações terroristas recrudesceu a repressão governamental. Eis a verdade: quem primeiro pegou em armas foram os comunistas. O Exército apenas revidou. Vários guerrilheiros-terroristas admitiram isto. Vejamos Daniel Arão dos Reis Filho: “Não compartilho da lenda de que nós fomos o braço armado de uma resistência democrática. Isso é um mito. O projeto das organizações de esquerda que defendiam a luta armada era revolucionário, ofensivo e ditatorial. Pretendia-se implantar uma ditadura revolucionária. Não existe um só documento dessas organizações em que elas se apresentassem como instrumento da resistência democrática”. A realidade dos fatos, portanto, é esta: o contragolpe militar de 31 de março de 64 impediu que o Brasil se tornasse uma sangrenta ditadura comunista.

*Gilberto Tannus é Mestre em História pela Unesp

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Sexta-feira, 22 de março de 2019

De casa nova…

O NOSSO JORNAL deixou de circular. Tal qual Hamlet provinciano ponderei com meus botões: onde, agora, garatujar meus pensamentos? Prestes a lançar-me no abismo da dúvida existencial parodiando famosa inquirição shakespeariana (“Escrever ou não escrever? Eis a questão!”), surgiu o convite do jornalista Gabriel Bagliotti: “– Professor, colabore n’O DEFENSOR”. Aceitei, sem delongas.
Atravessei o Rubicão da imprensa taquaritinguense – direto das margens do NOSSO JORNAL para as d’O DEFENSOR – de mala e cuia. E com uma certeza. Não agradarei a gregos e a troianos. Busco expor a verdade e homem algum gosta de escutá-la. O mais das vezes dá-lhe ouvidos por ser forçado a tanto. O Narciso que mora no âmago de nosso ego aprecia contemplar sua falsa imagem no espelho das águas do autoengano. “Vaidade das vaidades, e tudo é vaidade!”, esclarece-nos o Eclesiastes, infalível conselheiro no desmascaramento dos disfarces ególatras neuroticamente costurados nos meandros profundos da atual consciência moderna, plena de certezas científicas banais, porém, vazia de qualquer sentido espiritual. Nada enche mais a doentia empáfia do “Zé Ninguém” pretensamente intelectualizado – objeto de estudo do psicanalista Wilhelm Reich – do que ideias fixas sem pés nem cabeça sobre a sua importância nos rumos da história e nos destinos da humanidade. O idiota considera-as inquestionáveis, perfeitas, a quintessência mesma do conhecimento universal, ainda quando digitadas rapidamente no irrelevante espaço de uma página do Facebook. Pavões circenses da pseudo intelectualidade acadêmica brasileira, compensam a pequenez de seus conceitos superficiais com o tamanho gigantesco de seu rabo retoricamente colorido. Rimos do ridículo ou lamentamos pela insanidade? Dúvida cruel.
As ideias têm consequências. No mundo da política, da cultura, etc., tenho-as próprias. Penso com minha cabeça, odeio bois de boiada do pensamento único, integrantes do Imbecil Coletivo definido pelo filósofo Olavo de Carvalho em duas obras-primas da polêmica culta. Não tenho líderes, detesto seguidores. Intelectualmente sou franco-atirador. Por consequência, de Direita. Esquerdopatas é que andam em bandos, tolhidos pelo espírito de manada. E, como tão bem constatou Nelson Rodrigues em sua época: “Toda a unanimidade é burra”.

*Gilberto Tannuz é Mestre em História pela Unesp

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