Em Tempo

Por: Gilberto Tannus

Sexta-feira, 14 de junho de 2019

Gibão e as grandes entrevistas

GIBÃO: Existe democracia no Brasil?

ZÉ NINGUÉM: Se definirmos democracia com a fôrma do clichê “governo do povo, pelo povo, para o povo”, é claro que não. O político – seja senador ou vereador – legisla para si e em defesa de seus próprios interesses. Caso fosse o contrário, acabaria hoje mesmo com os inúmeros privilégios que um dia, egoística e corporativamente, criou para seu benefício e de seus familiares.

GIBÃO: Em nenhum nível – federal, estadual e municipal – o cidadão se sente representado pelos políticos?

ZÉ NINGUÉM: Em nenhum deles. Exemplo claríssimo e bem próximo de nós, que salta aos olhos do mais idiota dos taquaritinguenses: quantas pessoas acompanham as sessões de nossa Câmara Municipal? Pela internet nem uma dezena delas. No plenário, ao vivo e a cores, as cadeiras destinadas ao público mofam às moscas. Os nobres edis – inflamados Demóstenes provincianos muitas vezes tomados de forte emoção – discursam para o vazio infinito do eco de suas palavras.

GIBÃO: Qual o principal problema de nossa Câmara Municipal?

ZÉ NINGUÉM: O número exagerado de vereadores. Quinze deles é demais para Taquaritinga. Cinco seriam suficientes. Antigamente não havia internet. Os vereadores eram os intermediários entre a população e o Executivo. Atualmente, as redes sociais dispensam esses mediadores. Basta acessarmos o Facebook e tomaremos conhecimento no mesmíssimo instante dos problemas que assolam todos os bairros. Para quê 15 vereadores? Tantos só servem para uma coisa: criar um ambiente de agressividade gratuita, propício às trocas ásperas de opiniões pessoais perfeitamente dispensáveis a ouvidos alheios. Esta Câmara, se quiser, poderá fazer um grande favor aos taquaritinguenses: aprovar um projeto de lei que reduza ao mínimo legal o número de edis. Mais. Poderia reduzir em 80% seus vencimentos – como o fez os vereadores da Câmara de Arcos (MG).

GIBÃO: Finalizando…

ZÉ NINGUÉM: Concluo pedindo, pelo amor de Deus, que no próximo ano os vereadores taquaritinguenses não aumentem nem reajustem um único centavo sequer do IPTU. Por dois motivos. Primeiro: os salários dos contribuintes não são reajustados de acordo com a inflação. Muitos não têm carteira assinada, são informais, ou estão desempregados. Segundo: os valores dos imóveis aferidos pela prefeitura são fictícios. Irreais. Uma residência avaliada em 200 mil reais não é vendida no mercado imobiliário nem por 150 mil. Aliás, quem consegue vender imóveis em Taquaritinga? Em cada rua há dezenas e dezenas deles à venda. Basta de aumentos ou reajustes de impostos e tributos. Chega de tirar dinheiro da população cada vez mais empobrecida de nossa cidade.

*Gilberto Tannus é Mestre em História pela Unesp

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Sexta-feira, 7 de junho de 2019

Católicos comunistas: ignorantes ou hipócritas?

Existem católicos defensores do comunismo. Vários pontífices, no entanto, condenaram este regime genocida.
“Não desconheceis que os principais arquitetos dessa maldosa trama desejam empurrar os povos à subversão de toda a ordem das coisas humanas e arrastá-los aos execráveis sistemas do socialismo e do comunismo”, (Papa Pio IX – 1846-1878).
“Há necessidade de uma união de mentes corajosas com todos os recursos que podem dispor. A colheita da miséria está diante de nossos olhos, e os projetos terríveis das mais desastrosas revoltas estão nos ameaçando a partir do poder crescente do movimento socialista”, (Papa Leão XIII – 1878-1903).
“O socialismo, seja como doutrina ou fato histórico, não pode conciliar-se com a doutrina católica pois concebe a sociedade de modo completamente avesso à verdade cristã. Socialismo religioso, socialismo católico são termos contraditórios: ninguém pode ser ao mesmo tempo bom católico e verdadeiro socialista”, (Papa Pio XI – 1922-1939).
“A Igreja comprometeu-se com a proteção do indivíduo e da família contra o socialismo que no final fará um espectro do ‘Leviatã’ (Estado) se tornar uma realidade chocante. A Igreja irá travar esta batalha até o fim, pois é uma questão de valores supremos: a dignidade do homem e a salvação das almas”, (Pio XII – 1939-1958).
“Entre comunismo e cristianismo a oposição é radical, e não se pode admitir de maneira alguma que os católicos adiram ao socialismo moderado: quer porque ele foi construído sobre uma concepção de vida fechada no temporal, com o bem-estar como objetivo supremo da sociedade; quer porque fomenta uma organização social da vida comum tendo a produção como fim único, não sem grave prejuízo da liberdade humana; quer ainda porque lhe falta todo o princípio da autoridade social”, (Papa João XXIII – 1958-1963).
Finalizamos com Bento XVI (2005-2013), que desaprovou acerbamente a Teologia da Libertação dos “santos do pau oco” vermelhinhos frei Betto e frei Leonardo Boff.
“É verdade que desde as origens, mais acentuadamente, porém, nestes últimos anos, o pensamento marxista se diversificou, dando origem a diversas correntes que divergem consideravelmente entre si. Na medida, contudo, em que se mantêm verdadeiramente marxistas, estas correntes continuam a estar vinculadas a certo número de teses fundamentais que não são compatíveis com a concepção cristã do homem e da sociedade. Lembremos que o ateísmo e a negação da pessoa humana, de sua liberdade e de seus direitos encontram-se no centro da concepção marxista. Esta contém de fato erros que ameaçam diretamente as verdades de fé sobre o destino eterno das pessoas”.
Existem católicos defensores do comunismo. São ignorantes ou hipócritas?

*Gilberto Tannus é Mestre em História pela Unesp

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Sexta-feira, 31 de maio de 2019

Mesa-redonda do Gibão

Ilustres convidados: Joséias da Silva, Roberto Davóglio e João Pereira Mancim. Estudantes taquaritinguenses que participaram das Manifestações do dia 26 de maio, na Avenida Paulista, em frente ao MASP.

GIBÃO: Então os “caipiras” foram à cidade grande “fazer história”. A “jornada democrática” compensou?

JOSÉIAS: Saímos em cinco, de automóvel. Madrugada fria. Sempre que puder participarei dessas manifestações. Milhares de vozes entoando o Hino Nacional, palavras de ordem em defesa da democracia, de medidas que caso sejam aprovadas farão um bem enorme na vida do cidadão. Rapaz! A Avenida Paulista estava lotada! Famílias inteiras, crianças, idosos, namorados, grupos de amigos, juntos, na maior paz, sem bagunça. Ninguém compareceu a manifestação porque ganhou passagem grátis em ônibus, cinquenta reais, pão com mortadela e guaraná – como os petistas fazem. Com tal estratégia a esquerdalhaarregimenta manadas de manifestantes “bois de boiada” e ilude a opinião pública, manipulada pela Globolixo. Vinte e Seis de Maio foi diferente. Brasileiros sinceros exigiram a aprovação da CPI da Lava Toga, da Reforma da Previdência e do Pacote Anticrime do Moro.

GIBÃO: Roberto, qual a importância dessas manifestações em uma democracia?

ROBERTO: Fundamental. Políticos não são intocáveis. Devem ser cobrados pelos eleitores. Representam-nos e atendem aos reclamos do povo. Por outro lado, caso as instituições democráticas corram perigo, é nosso dever ir às ruas. Essas manifestações nada mais são do que a participação política popular, direta e legítima. Veja em Cuba, na Coreia do Norte e na China, países comunistas, a falta que fazem como oposição organizada contra o governo. Há duas semanas uma passeata de homossexuais foi proibida em Cuba, houve espancamentos, muitos foram presos e condenados. Na Coreia do Norte quem criticar o governo publicamente é condenado à morte. Na Venezuela tanques atropelam o povo desarmado e pacífico.

GIBÃO: O Brasil melhorará, politicamente, com essas Manifestações?

JOÃO: Claro que sim. As coisas não cairão do céu, como prometem os profetas esquerdopatas iguais a Lula. Sejamos realistas. Nosso cobertor econômico está curto demais. Se cobrimos o rosto, descobrimos os pés. O governo não tem dinheiro, as dívidas crescem. O resto é conversa mole para boi dormir. Agora é trabalhar, trabalhar e trabalhar. Porém, o povo não pode confiar cegamente nos políticos. Só pensam em si mesmos e em seus interesses. Aperfeiçoemos a técnica de vigilância daquele peixeiro esperto que ficava com um olho no gato e outro no peixe. No caso, coloquemos um olho no político e outro… no político. Simultaneamente. Seguro morreu de velho. Talkei!

*Gilberto Tannus é Mestre em História pela Unesp

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Sexta-feira, 24 de maio de 2019

Mesa-redonda do Gibão

Ilustres convidados: John Green, aluno da Grifft University (Austrália), o economista José Teixeira e a professora de teatro amador Maria Aparecida Gonçalves.

Gibão: John, hoje seríamos severamente recriminados pelos defensores do “politicamente correto” caso chamássemos nossa vovozinha de “velhinha”. Obrigam-nos a trata-la por “membro feminino da melhor idade”. Crítico dessas baboseiras, como você define essa hipocrisia linguística esquerdopata que emburreceu a humanidade?

John Green: Simples. “Politicamente correto”: doutrina advogada por uma minoria iludida, promovida pelos meios de comunicação, que sustenta a ideia de ser possível pegar um pedaço de merda pelo lado limpo.

Gibão: Teixeira, o Brasil passa pela pior crise econômica de sua história. Há alguma saída?

José Teixeira: A curto prazo, não. Com sorte, se não surgir nas próximas duas décadas nenhum contratempo, o trágico quadro atual começará a melhorar. Os brasileiros devem entender que os 15 anos de governo esquerdista foram de uma irresponsabilidade fiscal sem limites. O PT, que dizia governar para os pobres, enriqueceu os banqueiros e os empresários de gigantescas empreiteiras; implantou a corrupção em todas as empresas estatais; deu dinheiro do BNDES a países como Cuba, Venezuela, etc., que jamais o devolverão. A roubalheira dos cofres públicos pelo governo petista acarretou consequências terríveis: gastos públicos impossíveis de serem bancados e quatorze milhões de desempregados. Lula-Pixuleco e Dilma-Pinóquio enganaram o povo fazendo-o acreditar em uma festança financeira permanente. Alimentaram o consumo desenfreado: motocicletas, automóveis, celulares de última geração adquiridos na base do crédito fácil. Pois bem. Chegou a hora do país pagar os boletos e arcar com tais dívidas. Sobrou para Bolsonaro descascar o abacaxi. Acordemos: o dinheiro acabou. O governo acumulou dívidas e o caixa está vazio. Teremos de trabalhar muito para gerar impostos que as saldará.

Gibão: Professora Maria, a Lei Rouanet foi boa para a cultura nacional?

Maria Aparecida Silva: Tratou-se do maior engodo ocorrido na cultura brasileira. Milhões de reais de impostos destinados a hospitais, moradias, etc., foram desviados para apadrinhar nababescamente carreiras de artistas e cantores famosos como Cláudia Leite, Gilberto Gil, Caetano Veloso, Maria Bethânia, Luan Santana, Chico Buarque, etc. Os artistas amadores, que realmente precisam de apoio financeiro para manter seus pequenos projetos culturais junto às crianças, aos jovens carentes, etc., ficaram a ver navios. Um absurdo.

Gibão: Amigos leitores. Esta Mesa-redonda não foi bancada pela grana da Lei Rouanet e nem contou com o patrocínio da Petrobras ou outra empresa estatal. Talkei!

*Gilberto Tannus é Mestre em História pela Unesp

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Sexta-feira 17 de maio de 2019

Esquerdopata? Vá prá Cuba!

Comunismo e miséria são irmãos. Siameses. Cuba quando capitalista era próspera: 29ª economia do mundo e segunda renda per capita da América Latina. Comunizada pelo sanguinário Fidel Castro e seu baba-ovo argentino Che Guevara (racista, homofóbico e psicopata) hoje é uma ilha-presídio onde 11 milhões de pessoas morrem de fome.
Miguel Díaz-Canel, atual presidente, é o boneco que o ventríloquo Raúl Castro (o verdadeiro governante) colocou no poder para enganar os analistas babacas com a ideia de que a dinastia Castro, depois de 60 anos de ditadura, deixou de reinar. Miguelito, senhores, não dá um peido sem a permissão de Raúl.
Falando em Raulzito, ele acabou de decretar um novo racionamento de mantimentos. Com a metade de seus campos improdutivos, Cuba importa 80% dos alimentos e os distribui à população através da “libreta de abastecimiento”.
Os irmãos Castro mamaram milhões de dólares anuais nas tetas da ex-União Soviética para manter a “vitrine comunista caribenha” na América. Com a falência da URSS (1991) o leite secou. Quem assumiu o lugar do Kremlin? Lula-Pixuleco e Dilma-Pinóquio saquearam o BNDES e deram-lhes de graça o dinheiro suado dos brasileiros. Hugo Chávez e Nicolás Maduro, igualmente, roubaram as petroleiras estatais e enfiaram o suado dinheiro dos venezuelanos no rabo de “loshermanos camaradas”. Agora, sem as muletas financeiras soviéticas, brasileiras e venezuelanas, outra vez a crise cubana se agrava.
Os asnos pseudointelectuaisesquerdopatas admitem que o comunismo teórico ao ser implantado em algum país real produz apenas fome, miséria e pobreza? Não. Para eles, por exemplo, no caso do desastre cubano, o culpado são os Estados Unidos!!! Ideologicamente idiotizados são incapazes de apreender o que há de infinitamente absurdo e risível no chavão desta piada pronta: o comunismo castrista fracassou em virtude do bloqueio econômico do imperialismo ianque.
Falácia pura. O tal “bloqueio” reduz-se ao seguinte: empresas norte-americanas não devem comerciar com Cuba. São, no entanto, livres para fazê-lo. Caso o façam, perderão quaisquer direitos ao respaldo das leis comerciais estadunidenses. Fora isso, os EUA não proíbem qualquer empresa ou nação de comprar ou vender o que quiser daquela ilha caribenha.
A questão, todavia, é que ninguém em sã consciência o faz. Por um bom motivo: Cuba não tem como pagar. Qual frigorífico internacional exportará carne para a ilha-presídio sabendo que nunca receberá um tostão por ela?
Cuba morre de fome por causa do comunismo. Jogar a culpa de sua ruína econômica sobre as costas dos “burgueses exploradores imperialistas do capitalismo selvagem” não colocará um só grão de arroz no prato vazio do pobre e faminto cidadão cubano.

*Gilberto Tannus é Mestre em História pela Unesp

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Sexta-feira, 10 de maio de 2019

O inimigo dentro de nossos muros

Karl Popper, filósofo austríaco, em “A Sociedade Aberta e Seus Inimigos” (1945), demonstra que a história não é ciência exata, fundada em leis férreas, e que seu devir, seu transcorrer cronológico são totalmente imprevisíveis. “O futuro depende de nós mesmos, e nós não dependemos de qualquer necessidade histórica”, afirma. Diante disso, o materialismo histórico é metodologicamente falho e Karl Marx um charlatão ao sentenciar que a humanidade passará forçosamente pelos modos de produção primitivo, escravista, feudal, capitalista e socialista para alcançar a sociedade perfeita – a comunista.
Nessa mesma obra, Popper expõe o perigo mortal que ronda as “sociedades abertas”. Aprofundando o tema, atualizemos as concepções de “sociedade aberta” e “sociedade fechada” utilizadas pelo autor. A primeira é democrática, respeita os direitos humanos de ir e vir, de liberdade de expressão, etc. Politicamente nela coexistem vários partidos que disputam, por meio de eleições, a posse temporária do governo. Já na “sociedade fechada”, ocorre o contrário. É econômica, política, social, culturalmente, etc., totalitária. Exemplos: Venezuela, Cuba, Coreia do Norte, e China socialistas. Possuem apenas um partido político (o comunista) e violam acintosamente a Declaração dos Direitos da ONU.
Comparando as “sociedades abertas” às “fechadas”, é evidente que aquelas, por manterem em seu interior as liberdades de expressão e de manifestação político-partidária, têm um calcanhar de Aquiles: os militantes socialistas que desejam destruí-la e substituí-la por um regime ditatorial, atacam-na por dentro. E, paradoxalmente, gozam da mais completa liberdade de ação para fazê-lo. Criticam as instituições, valores e princípios liberais, o sistema capitalista com mentiras de todos os tipos e, quando seus candidatos são eleitos, utilizam-se do parlamento para criar leis e trabalhar pela derrocada da “sociedade aberta” na qual vivem.
Pois bem. Nas “sociedades fechadas” reprimem-se quaisquer críticas e oposição. Por isso, alerta-nos Karl Popper, enquanto as “sociedades abertas” vivem em permanente risco de ser aniquiladas em seus alicerces democráticos, as “sociedades fechadas” são fortalezas totalitárias inexpugnáveis, posto nelas serem proibidas manifestações populares contestatórias do status quo. Citemos os casos da Venezuela e Cuba. Tolhido pelas Forças Armadas controladas pelo partido (comunista) que está no poder, o povo é incapaz de derrubar o governo que o oprime. A única alternativa é fugir. Eis a razão do autoexílio de milhares de venezuelanos e cubanos, em busca de uma vida digna em países vizinhos.
O Brasil (“sociedade aberta”) ao eleger Jair Bolsonaro, escapou de ser uma segunda Venezuela (“sociedade fechada”). No entanto, os inimigos da democracia – partidos socialistas e comunistas – continuam agindo entre nós e contra nossos direitos e liberdades. Há que se lutar e enfrentá-los. Incansavelmente e sem medo.

*Gilberto Tannus é Mestre em História pela Unesp

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Sexta-feira, 3 de maio de 2019

Concurso? Para os otários…

O Ministro José Dias Toffoli censurou inconstitucionalmente a Revista Crusoé, tornando-se alvo de cerrada crítica. Juiz do Supremo Tribunal Federal, um dos guardiões da Constituição, Zé Toffoli a rasgou diante dos cidadãos comuns, obrigados a se sujeitarem a cada uma das normas por ela estabelecidas.
“- Como pode”, perguntam-se os pouquíssimos advogados sérios hoje existentes entre os milhões de rábulas formados por faculdades de Direito de araque sanfona espalhadas por todo o território nacional, “um ministro do STF agir tão insensatamente?”.
Para encontrarmos resposta satisfatória para tal pergunta, pesquisemos sua biografia, mais especificamente nas páginas referentes ao seu sofrível desempenho profissional na carreira jurídica. Vejamos, romantizando a la Proust.
Em um belo dia de manhã ensolarada, Zé, jovem advogado, teve um sonho: ser juiz. (Ah! Doce encanto dos ideais de infância e juventude! O poeta Guilherme de Almeida os comparava a “barquinhos de papel”, fatídica e melancolicamente levados para longe de nós pela enxurrada da existência.) Desejando realizá-lo, em 1994 inscreve-se no 165 o concurso para juiz de primeiro grau em São Paulo. Prepara-se, presta-o e… é reprovado!
Desistir? Jamais. O Salomão tupiniquim busca forças para continuar lutando pelo seu ideal na “Canção do Tamoio”, do bardo indigenista Gonçalves Dias: “Não chores meu filho;/ Não chores que a vida/ É luta renhida;/ Viver é lutar./ A vida é combate,/ Que os fracos abate,/ Que os fortes, os bravos/ Só pode exaltar”.
Ano seguinte, 1995, inscreve-se no 166º concurso para a mesma função. Prepara-se, presta-o e… é reprovado!
Duplamente frustrado na conquista do cargo na magistratura por meio de concurso, Zé sonha – incrivelmente –, mais alto. Anseia agora, nada mais, nada menos, ser ministro do STF e, quiçá, ser presidente. Como? Simples. Através de nomeação pelo então presidente Lula-Pixuleco, hoje presidiário condenado por corrupção e lavagem de dinheiro.
Terminamos? Óbvio que não. O fim da história deve ser arrebatador. Toffoli, censor da Crusoé, em nome da liberdade de imprensa, liberou semana passada uma entrevista de Lula-Pixuleco aos jornais Foice de S. Paulo e El País!
Como negar, senhores, que vivemos juridicamente no país da piada pronta?

*Gilberto Tannus é Mestre em História pela Unesp

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Sexta-feira, 26 de abril de 2019

Taquaritinga, o fenecer dos coqueirais

Taquaritinga agoniza. Econômica, social, culturalmente, etc. Reflete a crise do país, gerada pela debacle internacional. Explico. Em termos culturais, por exemplo, as realizações contemporâneas são medíocres. Onde os grandes pensadores, dramaturgos, compositores, etc.? Nessa paisagem desoladora, uma ou outra fisionomia se sobressai por instantes da névoa do anonimato para desaparecer, novamente, no difuso ramerrão da mediana intelectualidade. No mundo cinematográfico, debalde a sofisticação tecnológica, nenhuma película se destaca. Operando filmadoras que eram verdadeiros trambolhos, Charlie Chaplin produziu obras-primas. Hoje, por trás de câmeras computadorizadas, ninguém chega a seus pés. O declínio da arte do Cinema encontra-se também nos demais setores da inteligência e da criatividade humanas.
Voltemos, todavia, a Taquaritinga e descrevamos sua decadência através das peculiaridades locais, agravadas, é evidente, pelo contexto supracitado. Economicamente não temos grandes indústrias; a agricultura enfrenta enormes dificuldades; o comércio abre duas portas e fecha quatro; o mercado imobiliário naufraga no excesso de oferta de residências e terrenos; os jovens emigram…
Onde erramos? A história nos mostra. Criamos uma dezena de novos bairros, fazendo nossa planta urbana crescer, mas não se desenvolver. Demograficamente “inchamos”. O natural seria que nosso parque industrial se ampliasse, gerando empregos e atraindo mão-de-obra. O aumento populacional resultaria da prosperidade econômica. Fizemos o contrário. Há quatro décadas, nordestinos contratados por usinas de açúcar, vinham para nossa cidade, trabalhavam alguns meses na safra e, com seu término, retornavam aos Estados de origem. Prefeitos taquaritinguenses decidiram então, equivocadamente, construir casas populares e aqui fixá-los. Resultado conjuntural: na época “adotamos” milhares de trabalhadores que, admitidos temporariamente pelas usinas, quando dispensados permaneciam, no município, vários meses desempregados. Resultado estrutural: depois, com o surgimento das máquinas, foram definitivamente despedidos. Eis, portanto, nosso infortúnio: sobra-nos mão-de-obra, faltam-nos empregos. Solução? Não existe. Porém, caso a descobríssemos, como resolveríamos os inúmeros outros problemas que se enfileiram, a perder de vista, no horizonte sombrio da terra dos coqueirais?

*Gilberto Tannus é Mestre em História pela Unesp

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Sexta-feira, 19 de abril de 2019

A esquerdalha insensata

O que pensar de alguém que, sentado na extremidade do galho de uma árvore, a dezenas de metros de altura, começasse a serrá-lo próximo ao tronco? Obviamente que se trata de um louco. Ou suicida vivenciando fortes emoções antes do trágico final.

Pois bem. Os brasileiros que torcem pelo fracasso do governo Bolsonaro comportam-se dessa forma irracional. Esquerdopatas, colocam questões partidárias acima do bem do país, da sociedade e – pasmem! – de sua própria família. O nome disso? Fanatismo político.

Recordo-me quando em 2003 Lula-Pixuleco elegeu-se presidente. Mesmo sendo adversário do PT, ao me perguntarem se ficaria feliz caso o governo petralha desse com os burros n’água, respondi: “- Sou professor em escola pública e particular. Recebo salário em ambas. Se a economia melhorar o consumo crescerá. O governo arrecadará mais impostos, reajustará meu salário, pagando-o em dia. No ensino privado, com a ampliação das matrículas a escola lucrará mais, aumentará meu salário e o pagará em dia. Ora, se a economia quebrar serei drasticamente prejudicado. Diante disso, quero que o governo petralha dê certo”. Ir contra os próprios interesses e os da família por razões de política partidária é atirar no próprio pé. Só doidos-varridos agem assim. E, jamais duvidem disto, os esquerdalhas o são. Sonham com a falência do Brasil.

Senão vejam, nem bem começou o governo Bolsonaro e a “esquerda festiva” (cantores, artistas, professores doutrinadores e demais ideólogos pseudointelectuais), mais a “esquerda caviar” (burgueses hipócritas cheios da grana que posam de revolucionários) buscam de todas as formas sabotá-lo. Superam-se na abjeta prática de inventar falsas acusações, de distorcer intencionalmente os fatos denegrindo a imagem do presidente. Não se envergonham nem procuram esconder o desejo insano de ver pais de família desempregados, os índices da violência se elevarem, a piora do sistema de saúde, o descalabro da educação se agravar, etc. O que os move nessa ânsia sórdida? Ódio e ressentimento.

Como bem o disse o capitão Bolsonaro, nós brasileiros estamos em um mesmo barco – furado pelo PT, incontáveis vezes, com a picareta da corrupção. Ou remamos juntos, o mais depressa possível, em direção à margem e nos salvamos ou… afundaremos todos. Outra saída? Não nos iludamos. Para afogados não existem opções.

*Gilberto Tannus é Mestre em História pela Unesp

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Sexta-feira, 12 de abril de 2019

O Mal do Relativismo

Em “A República”, o filósofo grego Platão utiliza o termo “episteme” para se referir ao conhecimento verdadeiro da realidade. À simples opinião – juízo subjetivo e parcial das coisas – denomina “doxa”. Ora, opinião cada um tem a sua. Por isso, elas se equivalem e têm pouquíssima importância. Todavia, hoje, o que vemos? Todos palpitam sobre tudo, mesmo desconhecendo por completo os assuntos discutidos.
Esse tsunami opiniático tem suas raízes no relativismo – uma das piores pragas contemporâneas. O declínio intelectual em todos os setores do pensamento advém de sua influência na filosofia, cultura, moral, etc. Sua principal característica é ser grosseiramente contraditório, gritante aberração lógica.
FrithjofSchuon esclarece-nos: “O relativismo consiste em declarar que é verdadeiro que não existe verdade! Equivale a alguém escrever que a escrita não existe!”.
Nas últimas décadas, nas sociedades ocidentais, o relativismo invadiu o campo religioso. Preocupado, o Papa Bento XVI posicionou-se firmemente contra a “ditadura do relativismo” que não reconhece “coisa alguma como definitiva, estável e permanente, propondo como medida última o próprio eu e os seus caprichos”. Expôs então três princípios que devem ser defendidos pelos católicos da voragem deste mal que provoca a decadência espiritual do ocidente: a vida, a família, a educação. Declarou-os valores inegociáveis. “- Devemos proteger a vida em todas as suas fases, desde o primeiro momento da concepção até a morte natural; reconhecer e promover a estrutura natural da família; proteger o direito que os pais têm de educar os próprios filhos”. Implícita nessas palavras está a ideia de que tais valores são absolutos e universais, válidos sempre e em toda a parte, no tempo e no espaço. Não são, portanto, modificáveis, pois isto significaria a sua relatividade. O que lhes dá caráter absoluto e universal? A lei natural, fundada na natureza humana que não muda, e é sempre a mesma através dos tempos.
Transcorrida década e meia da advertência papal, povos do mundo todo afundam na areia movediça cultural do relativismo. Não conseguem discernir o certo do errado. O questionar arrogante dos valores tradicionais e o abandono de Deus os atirou no centro de um diabólico rodomoinho de confusão ética e caos moral. Daí a angústia dos homens sem fé que perderam o sentido de viver.

*Gilberto Tannus é Mestre em História pela Unesp

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Sexta-feira, 5 de abril de 2019

Esquerdopatas: quanto pior, melhor…

Todo marxista vivendo sob o capitalismo que afirma defender a democracia e a ascensão financeira da classe trabalhadora é mentiroso. Ou burro. Leu e não entendeu os escritos teóricos dos seguidores ortodoxos de Karl Marx. Ora, de acordo com estes, caso a democracia se fortaleça e a situação social dos mais pobres melhore, não surgirão as “condições históricas” desencadeadoras da revolução proletária. Portanto, o revolucionário que não trabalhe pela desestabilização do sistema capitalista é um traidor da “causa”. Seu lema deve ser: “quanto pior, melhor”. Crises econômicas, transtornos sociais, etc., tudo o que possa deixar a nação destroçada são precondições para o parto violento do comunismo.
Da mesma forma, quando o filiado se candidata a um cargo executivo ou legislativo por um partido que luta pela implantação de uma sociedade comunista e discursa a favor de uma economia mais próspera, geradora de empregos e de salários dignos para os trabalhadores, não passa de um farsante. Engana os eleitores. A suposta luta por justiça social é a cortina de fumaça ideológica que esconde suas reais intenções: integrar o parlamento democrático através do voto para poder destruí-lo por dentro.
Marx dogmatizou em “O Capital”: enquanto o capitalismo subsistir haverá depressões econômicas e crises cada vez mais frequentes e intensas que produzirão sofrimento atroz à classe trabalhadora. Elas só cessarão com o triunfo do comunismo no mundo. Todavia, há que se potencializá-las para que despertem a fúria do proletariado. Tumultos se iniciarão nos centros dos países industrializados, as massas se confrontarão com os mecanismos repressivos do Estado e, quando o caos se instalar, os conflitos se espalharão em escala nacional.
Eis por que os esquerdopatas exploram qualquer possibilidade de aguçar o ódio entre as classes e grupos sociais, jogando empregados contra patrões, brancos contra negros, sulistas contra nordestinos, etc. Creem – insanos – que do confronto nascerá a paz.
Pois bem. Imposto o comunismo no Brasil, teríamos uma sociedade melhor e mais justa? Não. As nações que substituíram o capitalismo pelo comunismo ao invés de um paraíso, criaram um inferno terreal, pleno de sofrimento, repressão e miséria.
Os verdadeiros comunistas não desejam o bem do país. São o câncer do organismo social. A cura? Deus, Pátria e Família.
*Gilberto Tannus é Mestre em História pela Unesp

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Sexta-feira, 29 de março de 2019

O dia em que o Exército salvou o Brasil

Em 1964 os comunistas, infiltrados na Universidade, Imprensa, Sindicatos, etc., preparavam-se para tomar o poder através de uma revolução violenta e instalar um regime totalitário. O presidente João Goulart era seu cúmplice.
Entre os dias 19 de março e 8 de junho o povo, assustado, tomou às ruas em gigantescas manifestações que somaram mais de um milhão de pessoas, exigindo o afastamento de Goulart. Foi a “Marcha da Família com Deus pela Liberdade”.
Obedecendo a vontade da maioria dos brasileiros, os militares saíram dos quartéis e, precavendo-se do golpe perpetrado pelos comunistas, deram-lhes o contragolpe de 31 de março. Caso hesitassem, as condições para reagir estrategicamente desapareceriam, e o derramamento de sangue seria inevitável. Isto porque o plano dos extremistas de esquerda em transformarem o país em uma nova Cuba – satélite da URSS – avançara demais. Grupos revolucionários latino-americanos haviam espalhado células de guerrilha no Brasil, Chile, Argentina, Bolívia, etc., e coordenavam a subversão armada no continente, insistentemente apregoada por Che Guevara e Carlos Mariguella.
Hoje, nas escolas públicas e privadas, professores mentem descaradamente. Ensinam aos alunos que a esquerda pegou em armas para lutar pela redemocratização do país quando seu único objetivo era implantar uma ditadura comunista. Para tanto, explodiram bombas em prédios públicos e aeroportos, assaltaram bancos, carros fortes e supermercados, sequestraram autoridades estrangeiras, realizaram execuções sumárias por eles denominadas “justiçamento”, etc. Em resposta à intensificação destas ações terroristas recrudesceu a repressão governamental. Eis a verdade: quem primeiro pegou em armas foram os comunistas. O Exército apenas revidou. Vários guerrilheiros-terroristas admitiram isto. Vejamos Daniel Arão dos Reis Filho: “Não compartilho da lenda de que nós fomos o braço armado de uma resistência democrática. Isso é um mito. O projeto das organizações de esquerda que defendiam a luta armada era revolucionário, ofensivo e ditatorial. Pretendia-se implantar uma ditadura revolucionária. Não existe um só documento dessas organizações em que elas se apresentassem como instrumento da resistência democrática”. A realidade dos fatos, portanto, é esta: o contragolpe militar de 31 de março de 64 impediu que o Brasil se tornasse uma sangrenta ditadura comunista.

*Gilberto Tannus é Mestre em História pela Unesp

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Sexta-feira, 22 de março de 2019

De casa nova…

O NOSSO JORNAL deixou de circular. Tal qual Hamlet provinciano ponderei com meus botões: onde, agora, garatujar meus pensamentos? Prestes a lançar-me no abismo da dúvida existencial parodiando famosa inquirição shakespeariana (“Escrever ou não escrever? Eis a questão!”), surgiu o convite do jornalista Gabriel Bagliotti: “– Professor, colabore n’O DEFENSOR”. Aceitei, sem delongas.
Atravessei o Rubicão da imprensa taquaritinguense – direto das margens do NOSSO JORNAL para as d’O DEFENSOR – de mala e cuia. E com uma certeza. Não agradarei a gregos e a troianos. Busco expor a verdade e homem algum gosta de escutá-la. O mais das vezes dá-lhe ouvidos por ser forçado a tanto. O Narciso que mora no âmago de nosso ego aprecia contemplar sua falsa imagem no espelho das águas do autoengano. “Vaidade das vaidades, e tudo é vaidade!”, esclarece-nos o Eclesiastes, infalível conselheiro no desmascaramento dos disfarces ególatras neuroticamente costurados nos meandros profundos da atual consciência moderna, plena de certezas científicas banais, porém, vazia de qualquer sentido espiritual. Nada enche mais a doentia empáfia do “Zé Ninguém” pretensamente intelectualizado – objeto de estudo do psicanalista Wilhelm Reich – do que ideias fixas sem pés nem cabeça sobre a sua importância nos rumos da história e nos destinos da humanidade. O idiota considera-as inquestionáveis, perfeitas, a quintessência mesma do conhecimento universal, ainda quando digitadas rapidamente no irrelevante espaço de uma página do Facebook. Pavões circenses da pseudo intelectualidade acadêmica brasileira, compensam a pequenez de seus conceitos superficiais com o tamanho gigantesco de seu rabo retoricamente colorido. Rimos do ridículo ou lamentamos pela insanidade? Dúvida cruel.
As ideias têm consequências. No mundo da política, da cultura, etc., tenho-as próprias. Penso com minha cabeça, odeio bois de boiada do pensamento único, integrantes do Imbecil Coletivo definido pelo filósofo Olavo de Carvalho em duas obras-primas da polêmica culta. Não tenho líderes, detesto seguidores. Intelectualmente sou franco-atirador. Por consequência, de Direita. Esquerdopatas é que andam em bandos, tolhidos pelo espírito de manada. E, como tão bem constatou Nelson Rodrigues em sua época: “Toda a unanimidade é burra”.

*Gilberto Tannuz é Mestre em História pela Unesp

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