Em Tempo

Por: Gilberto Tannus

Sexta-feira, 19 de abril de 2019

A esquerdalha insensata

 

O que pensar de alguém que, sentado na extremidade do galho de uma árvore, a dezenas de metros de altura, começasse a serrá-lo próximo ao tronco? Obviamente que se trata de um louco. Ou suicida vivenciando fortes emoções antes do trágico final.

Pois bem. Os brasileiros que torcem pelo fracasso do governo Bolsonaro comportam-se dessa forma irracional. Esquerdopatas, colocam questões partidárias acima do bem do país, da sociedade e – pasmem! – de sua própria família. O nome disso? Fanatismo político.

Recordo-me quando em 2003 Lula-Pixuleco elegeu-se presidente. Mesmo sendo adversário do PT, ao me perguntarem se ficaria feliz caso o governo petralha desse com os burros n’água, respondi: “- Sou professor em escola pública e particular. Recebo salário em ambas. Se a economia melhorar o consumo crescerá. O governo arrecadará mais impostos, reajustará meu salário, pagando-o em dia. No ensino privado, com a ampliação das matrículas a escola lucrará mais, aumentará meu salário e o pagará em dia. Ora, se a economia quebrar serei drasticamente prejudicado. Diante disso, quero que o governo petralha dê certo”. Ir contra os próprios interesses e os da família por razões de política partidária é atirar no próprio pé. Só doidos-varridos agem assim. E, jamais duvidem disto, os esquerdalhas o são. Sonham com a falência do Brasil.

Senão vejam, nem bem começou o governo Bolsonaro e a “esquerda festiva” (cantores, artistas, professores doutrinadores e demais ideólogos pseudointelectuais), mais a “esquerda caviar” (burgueses hipócritas cheios da grana que posam de revolucionários) buscam de todas as formas sabotá-lo. Superam-se na abjeta prática de inventar falsas acusações, de distorcer intencionalmente os fatos denegrindo a imagem do presidente. Não se envergonham nem procuram esconder o desejo insano de ver pais de família desempregados, os índices da violência se elevarem, a piora do sistema de saúde, o descalabro da educação se agravar, etc. O que os move nessa ânsia sórdida? Ódio e ressentimento.

Como bem o disse o capitão Bolsonaro, nós brasileiros estamos em um mesmo barco – furado pelo PT, incontáveis vezes, com a picareta da corrupção. Ou remamos juntos, o mais depressa possível, em direção à margem e nos salvamos ou… afundaremos todos. Outra saída? Não nos iludamos. Para afogados não existem opções.

*Gilberto Tannus é Mestre em História pela Unesp

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Sexta-feira, 12 de abril de 2019

O Mal do Relativismo

Em “A República”, o filósofo grego Platão utiliza o termo “episteme” para se referir ao conhecimento verdadeiro da realidade. À simples opinião – juízo subjetivo e parcial das coisas – denomina “doxa”. Ora, opinião cada um tem a sua. Por isso, elas se equivalem e têm pouquíssima importância. Todavia, hoje, o que vemos? Todos palpitam sobre tudo, mesmo desconhecendo por completo os assuntos discutidos.
Esse tsunami opiniático tem suas raízes no relativismo – uma das piores pragas contemporâneas. O declínio intelectual em todos os setores do pensamento advém de sua influência na filosofia, cultura, moral, etc. Sua principal característica é ser grosseiramente contraditório, gritante aberração lógica.
FrithjofSchuon esclarece-nos: “O relativismo consiste em declarar que é verdadeiro que não existe verdade! Equivale a alguém escrever que a escrita não existe!”.
Nas últimas décadas, nas sociedades ocidentais, o relativismo invadiu o campo religioso. Preocupado, o Papa Bento XVI posicionou-se firmemente contra a “ditadura do relativismo” que não reconhece “coisa alguma como definitiva, estável e permanente, propondo como medida última o próprio eu e os seus caprichos”. Expôs então três princípios que devem ser defendidos pelos católicos da voragem deste mal que provoca a decadência espiritual do ocidente: a vida, a família, a educação. Declarou-os valores inegociáveis. “- Devemos proteger a vida em todas as suas fases, desde o primeiro momento da concepção até a morte natural; reconhecer e promover a estrutura natural da família; proteger o direito que os pais têm de educar os próprios filhos”. Implícita nessas palavras está a ideia de que tais valores são absolutos e universais, válidos sempre e em toda a parte, no tempo e no espaço. Não são, portanto, modificáveis, pois isto significaria a sua relatividade. O que lhes dá caráter absoluto e universal? A lei natural, fundada na natureza humana que não muda, e é sempre a mesma através dos tempos.
Transcorrida década e meia da advertência papal, povos do mundo todo afundam na areia movediça cultural do relativismo. Não conseguem discernir o certo do errado. O questionar arrogante dos valores tradicionais e o abandono de Deus os atirou no centro de um diabólico rodomoinho de confusão ética e caos moral. Daí a angústia dos homens sem fé que perderam o sentido de viver.

*Gilberto Tannus é Mestre em História pela Unesp

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Sexta-feira, 5 de abril de 2019

Esquerdopatas: quanto pior, melhor…

Todo marxista vivendo sob o capitalismo que afirma defender a democracia e a ascensão financeira da classe trabalhadora é mentiroso. Ou burro. Leu e não entendeu os escritos teóricos dos seguidores ortodoxos de Karl Marx. Ora, de acordo com estes, caso a democracia se fortaleça e a situação social dos mais pobres melhore, não surgirão as “condições históricas” desencadeadoras da revolução proletária. Portanto, o revolucionário que não trabalhe pela desestabilização do sistema capitalista é um traidor da “causa”. Seu lema deve ser: “quanto pior, melhor”. Crises econômicas, transtornos sociais, etc., tudo o que possa deixar a nação destroçada são precondições para o parto violento do comunismo.
Da mesma forma, quando o filiado se candidata a um cargo executivo ou legislativo por um partido que luta pela implantação de uma sociedade comunista e discursa a favor de uma economia mais próspera, geradora de empregos e de salários dignos para os trabalhadores, não passa de um farsante. Engana os eleitores. A suposta luta por justiça social é a cortina de fumaça ideológica que esconde suas reais intenções: integrar o parlamento democrático através do voto para poder destruí-lo por dentro.
Marx dogmatizou em “O Capital”: enquanto o capitalismo subsistir haverá depressões econômicas e crises cada vez mais frequentes e intensas que produzirão sofrimento atroz à classe trabalhadora. Elas só cessarão com o triunfo do comunismo no mundo. Todavia, há que se potencializá-las para que despertem a fúria do proletariado. Tumultos se iniciarão nos centros dos países industrializados, as massas se confrontarão com os mecanismos repressivos do Estado e, quando o caos se instalar, os conflitos se espalharão em escala nacional.
Eis por que os esquerdopatas exploram qualquer possibilidade de aguçar o ódio entre as classes e grupos sociais, jogando empregados contra patrões, brancos contra negros, sulistas contra nordestinos, etc. Creem – insanos – que do confronto nascerá a paz.
Pois bem. Imposto o comunismo no Brasil, teríamos uma sociedade melhor e mais justa? Não. As nações que substituíram o capitalismo pelo comunismo ao invés de um paraíso, criaram um inferno terreal, pleno de sofrimento, repressão e miséria.
Os verdadeiros comunistas não desejam o bem do país. São o câncer do organismo social. A cura? Deus, Pátria e Família.
*Gilberto Tannus é Mestre em História pela Unesp

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Sexta-feira, 29 de março de 2019

O dia em que o Exército salvou o Brasil

Em 1964 os comunistas, infiltrados na Universidade, Imprensa, Sindicatos, etc., preparavam-se para tomar o poder através de uma revolução violenta e instalar um regime totalitário. O presidente João Goulart era seu cúmplice.
Entre os dias 19 de março e 8 de junho o povo, assustado, tomou às ruas em gigantescas manifestações que somaram mais de um milhão de pessoas, exigindo o afastamento de Goulart. Foi a “Marcha da Família com Deus pela Liberdade”.
Obedecendo a vontade da maioria dos brasileiros, os militares saíram dos quartéis e, precavendo-se do golpe perpetrado pelos comunistas, deram-lhes o contragolpe de 31 de março. Caso hesitassem, as condições para reagir estrategicamente desapareceriam, e o derramamento de sangue seria inevitável. Isto porque o plano dos extremistas de esquerda em transformarem o país em uma nova Cuba – satélite da URSS – avançara demais. Grupos revolucionários latino-americanos haviam espalhado células de guerrilha no Brasil, Chile, Argentina, Bolívia, etc., e coordenavam a subversão armada no continente, insistentemente apregoada por Che Guevara e Carlos Mariguella.
Hoje, nas escolas públicas e privadas, professores mentem descaradamente. Ensinam aos alunos que a esquerda pegou em armas para lutar pela redemocratização do país quando seu único objetivo era implantar uma ditadura comunista. Para tanto, explodiram bombas em prédios públicos e aeroportos, assaltaram bancos, carros fortes e supermercados, sequestraram autoridades estrangeiras, realizaram execuções sumárias por eles denominadas “justiçamento”, etc. Em resposta à intensificação destas ações terroristas recrudesceu a repressão governamental. Eis a verdade: quem primeiro pegou em armas foram os comunistas. O Exército apenas revidou. Vários guerrilheiros-terroristas admitiram isto. Vejamos Daniel Arão dos Reis Filho: “Não compartilho da lenda de que nós fomos o braço armado de uma resistência democrática. Isso é um mito. O projeto das organizações de esquerda que defendiam a luta armada era revolucionário, ofensivo e ditatorial. Pretendia-se implantar uma ditadura revolucionária. Não existe um só documento dessas organizações em que elas se apresentassem como instrumento da resistência democrática”. A realidade dos fatos, portanto, é esta: o contragolpe militar de 31 de março de 64 impediu que o Brasil se tornasse uma sangrenta ditadura comunista.

*Gilberto Tannus é Mestre em História pela Unesp

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Sexta-feira, 22 de março de 2019

De casa nova…

O NOSSO JORNAL deixou de circular. Tal qual Hamlet provinciano ponderei com meus botões: onde, agora, garatujar meus pensamentos? Prestes a lançar-me no abismo da dúvida existencial parodiando famosa inquirição shakespeariana (“Escrever ou não escrever? Eis a questão!”), surgiu o convite do jornalista Gabriel Bagliotti: “– Professor, colabore n’O DEFENSOR”. Aceitei, sem delongas.
Atravessei o Rubicão da imprensa taquaritinguense – direto das margens do NOSSO JORNAL para as d’O DEFENSOR – de mala e cuia. E com uma certeza. Não agradarei a gregos e a troianos. Busco expor a verdade e homem algum gosta de escutá-la. O mais das vezes dá-lhe ouvidos por ser forçado a tanto. O Narciso que mora no âmago de nosso ego aprecia contemplar sua falsa imagem no espelho das águas do autoengano. “Vaidade das vaidades, e tudo é vaidade!”, esclarece-nos o Eclesiastes, infalível conselheiro no desmascaramento dos disfarces ególatras neuroticamente costurados nos meandros profundos da atual consciência moderna, plena de certezas científicas banais, porém, vazia de qualquer sentido espiritual. Nada enche mais a doentia empáfia do “Zé Ninguém” pretensamente intelectualizado – objeto de estudo do psicanalista Wilhelm Reich – do que ideias fixas sem pés nem cabeça sobre a sua importância nos rumos da história e nos destinos da humanidade. O idiota considera-as inquestionáveis, perfeitas, a quintessência mesma do conhecimento universal, ainda quando digitadas rapidamente no irrelevante espaço de uma página do Facebook. Pavões circenses da pseudo intelectualidade acadêmica brasileira, compensam a pequenez de seus conceitos superficiais com o tamanho gigantesco de seu rabo retoricamente colorido. Rimos do ridículo ou lamentamos pela insanidade? Dúvida cruel.
As ideias têm consequências. No mundo da política, da cultura, etc., tenho-as próprias. Penso com minha cabeça, odeio bois de boiada do pensamento único, integrantes do Imbecil Coletivo definido pelo filósofo Olavo de Carvalho em duas obras-primas da polêmica culta. Não tenho líderes, detesto seguidores. Intelectualmente sou franco-atirador. Por consequência, de Direita. Esquerdopatas é que andam em bandos, tolhidos pelo espírito de manada. E, como tão bem constatou Nelson Rodrigues em sua época: “Toda a unanimidade é burra”.

*Gilberto Tannuz é Mestre em História pela Unesp

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