Cervejando

Por: Monali Bassoli

Quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

Mulher que toma cerveja é mais feliz e tem menos chances de enfartar

Um estudo da Sahlgrenska Academy, centro de pesquisas da Universidade de Gothenburg na Suécia, chegou a conclusão de que a cerveja, se apreciada com moderação, pode ser uma boa aliada da mulher contra infartos.

Segundo os estudiosos, as mulheres que consomem cerveja uma ou duas vezes por semana, têm 30% a menos de chances de enfartar se comparada às que não tomam nada. Isso porque durante o momento em que se degustando uma cerveja, as mulheres relaxam, liberando a substância responsável pela sensação de alegria e bem estar, a serotonina, esquecendo-se dos estresses do dia a dia.

Outro dado também importante no estudo, é que cerca de 85% das mulheres que tomavam cerveja, se sentiam mais felizes em relação a outras mulheres da mesma faixa etária e do mesmo estilo de vida que não ingeriram a bebida. Isso também influencia contra doenças do coração. Essas mulheres reagem a pressão e ao estresse com mais bom humor, evitando tensão nervosa.

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Quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

Quaresma como os monges

Em 2011, J. Wilson, um jornalista especializado em cervejas, decidiu viver o período da quaresma da mesma forma que os monges do século XVII: consumindo apenas cerveja e água durante esse período religioso. Sua experiência é contada no site Diary of a Part Time Monk (https://diaryofaparttimemonk.wordpress.com/)

Seguindo a tradição, foram quatro garrafas de dopplebock por dia, em troca das refeições diárias. Em um testdrive feito durante o planejamento, as cervejas foram bebidas às 9h, 12h, 15h e 18h, e todo o resto do período foi completado com água.

Antes de começar, ele engordou cerca de 12 quilos para evitar qualquer efeito danoso da perda de peso, já que perderia peso com a privação de alimentos sólidos.

Já no oitavo dia da “dieta”, a rotina se resumia a entrevistas a diversos meios de comunicação. Ele não tinha sentido nenhuma diferença fisiológica além do mau hálito, mas já tinha perdido sete quilos.

Além do blog, ele lançou um livro com a experiência. O “Diário de um monge de meio período” relata a versão completa da história, incluindo mais informações sobre a cerveja, conexões da igreja, bem como problemas de jejum e saúde.

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Quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

Publicidade depreciativa gera indenização

A cervejaria Rio Carioca terá de pagar R$ 50 mil de indenização à Cervejaria Petrópolis, que fabrica a cerveja Itaipava, pelos danos morais causados por uma campanha publicitária considerada depreciativa.

Nela, a Rio Carioca dizia: “Se não se comportar, Papai Noel vai trazer Itaipava”. Em sua defesa, a empresa disse que não teve a intenção de denegrir a imagem da outra cerveja, pois apesar de serem do mesmo ramo não são concorrentes, já que fabrica apenas cervejas consideradas artesanais, que não tem o mesmo público-alvo das grandes cervejarias.

Mas mesmo assim a Justiça de São Paulo condenou a cervejaria Rio Carioca a pagar R$ 50 mil de indenização por dano moral. Na sentença, a juíza Heloisa Helena Franchi Nogueira Lucas, da 2ª Vara de Boituva, afirmou que ambas são concorrentes, ainda que haja diferença no processo de fabricação.

Quanto ao dano moral, ela explicou que é permitido em uma campanha publicitária citar o concorrente, desde que respeitados limites que incluem a ética nas práticas empresariais e a proteção da imagem e que isso não foi respeitado nessa propaganda.

A cervejaria Rio Carioca ainda tentou reverter a condenação no Tribunal de Justiça de São Paulo, mas a sentença foi mantida. De acordo com o acórdão, a publicidade teve o intuito de denegrir a reputação da concorrente, caracterizando, assim, abusividade e deslealdade.

Assim, seguindo o voto do relator, a 1ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de São Paulo manteve a sentença que, além de condenar a empresa a indenizar em R$ 50 mil, determinou que a publicidade fosse retirada definitivamente das redes sociais, assim como anúncios, cartazes e filmes relacionados à campanha. Com informações da Assessoria de Imprensa do TJ-SP.

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Quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

Harmonização – petiscos de boteco e cerveja

Começo de ano, calor, clima de férias, ir ao barzinho tomar uma cerveja e comer um petisco… Mas se você já voltou a trabalhar, não fique triste, assim que bate 18h, tá liberado o happy hour! E também pode aproveitar as dicas de harmonização de comida de boteco com cerveja dessa coluna.

Antes de ver o cardápio, uma cerveja e um amendoim, por favor. Como é um alimento com sabor mais suave e um pouco oleoso, uma sugestão é combinar com cervejas mais leves, como a nossa conhecida Pilsen, uma cerveja leve, de baixo amargor e coloração amarelo-claro. Esse estilo de cerveja também combina bem com frituras, como mandioca frita, bolinho de queijo e pastel de queijo.

Mas se quiser variar a cerveja, experimente uma porção de batata frita com uma AmberLager. E mais, se a batata vier com cheddar e bacon, harmonize-a com uma IrishRed Ale, uma cerveja leve, pouco amarga e sabor suave de caramelo e tostado, que também vai bem com pastel de carne e bolinho de carne-seca e para quem gosta, pode colocar pimenta.

Deixando as frituras um pouco de lado, boas opções de entrada são o queijo fresco, que vai bem com Pilsen; as azeitonas com Dubbel, cerveja de cor castanha escura e aroma de frutas secas com notas de especiarias; e o salaminho com Bock, uma cerveja escura com notas suaves de tostado e dulçor residual. Para embutidos mais fortes como presunto cru, a Rauchbier, cervejas com característica defumada, combinam bem, assim como as cervejas pretas Porter e Stout, que possuem notas de café e chocolate.

A cerveja do estilo Brown Ale possui notas de caramelo e baixo amargor e vai bem com vários petiscos do boteco como filé-mignon acebolado, calabresa acebolada e caldinho de feijão com bacon.

Já a Weizenbier, cerveja de trigo de origem alemã, possui notas aromáticas de cravo e banana e seu baixo amargor harmonizam bem com salsichas, polenta frita e bolinho de bacalhau. Outra de trigo, mas de origem belga, a Witbier é feita cascas de laranja e sementes de coentro, o que lhe confere notas cítricas e condimentadas, possui baixo amargor e corpo leve, por isso harmoniza com petiscos também leve com bruschettae queijos como muçarela de búfala e coalho.

O frango a passarinho é um daqueles petiscos que alimenta, para acompanha-lo escolha uma cerveja entre uma American Amber Ale, American Brown Ale ou Altbier. Outro petisco, que serve como prato é a costelinha de porco, suculenta e gordurosa, combina com a IndiaPale Ale, que é bem amarga e consegue limpar o palato. E se ela vem acompanhada de molho barbecue, pode apostar na harmonização com a defumada Rauchbier ou Brown Ale, que possui aromas maltados e bom equilíbrio com o amargor que está presente junto à costelinha.

E por último, mas não menos importante, o torresmo! Ele é versátil, vai bem com quase tudo, prefira as cervejas mais leves, menos alcóolicas e com boa carbonatação, como Pilsen, Session IPA, e Witbier

Meu e-mail monali.bassoli@gmail.com está aberto para sugestões e dúvidas. Se quiser saber mais sobre cerveja e os lugares de comida que visito, entrem no meu blog: dasemanadamonali.tumblr.com

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Quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

1ª Semana Cervejeira – USP Ribeirão Preto

A Soluções Químicas Jr. em parceria com o Departamento de Química da Faculdade de Filosofia, Ciencias e Letras de Ribeirão Preto promove a primeira edição da Semana Cervejeira, entre os dias 23 e 27 de janeiro de 2018, no campus da USP Ribeirão.

Com o objetivo de fornecer embasamento suficiente para que os participantes, ao final do curso, estejam capacitados para produzir a própria cerveja, o evento conta com a presença das principais cervejarias artesanais de Ribeirão Preto e região realizando palestras sobre antropologia, história e economia da cerveja, malte e lúpulo, envelhecimento de cervejas artesanais, brewpub, polo cervejeiro de Ribeirão Preto, a produção artesanal e estilos de cerveja e empreendedorismo na área cervejeira.

As cervejarias Invicta, Colorado, Gilda, SP 330, Lund RCO Homebrew, Walfanger, Weird Barrel já confirmaram presença para dar as palestras.

Um dia inteiro é destinado à produção de cinco tipos de cervejas artesanais pelos participantes com a supervisão de um profissional. A programação conta ainda com degustação de diversos estilos de cerveja e visita à fábrica.

E para finalizar, no último dia tem um passeio aos bares dos brewpubs de Ribeirão Preto.

As inscrições são feitas pelo site squimicasjr.weebly.com/semanacervejeira.html. Para a comunidade USP, os preços variam de R$70 a R$130 e, para os demais interessados, R$120 a R$240. As vagas são limitadas, com até 80 participantes.

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Quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

Reflexões para o Ano Novo

O ano está só começando e este é um bom momento para refletirmos sobre o que fizemos no ano em que passou e sobre o que queremos para esse ano novo. No final de 2017 conclui minha pós-graduação em Yoga e como tema da monografia escolhi Alimentação e Yoga. Abaixo coloco três parágrafos do meu trabalho que, apesar de estarem direcionados ao praticante de yoga, considero essenciais para todo mundo.

“Uma alimentação mais saudável significa uma maior variedade de alimentos, consumir alimentos in natura ou minimamente processados, alimentos mais nutritivos e frescos. Para garantir essas propriedades, é fundamental que se conheça a origem do alimento, buscando por pequenos produtores orgânicos e se ainda for possível, procure por produtores locais, pois diminuindo a distância entre o produtor e o consumidor, diminui também os impactos ambientais relacionados ao transporte, além de ter garantia de um alimento mais fresco e nutritivo. É preciso também respeitar a sazonalidade, que além do alimento estar mais saboroso, ele é mais barato e está mais fresco.

O consumo moderado, particularmente de alimentos, e a não violência são princípios basilares que os praticantes de yoga devem seguir. Assim, repensar toda a alimentação, desde a escolha de quais produtos serão consumidos, até a pesquisa de como foram produzidos tais produtos devem também ser parte da vida de quem pratica yoga.

Para uma prática plena, não se deve prejudicar nem a si mesmo, consumindo produtos prejudiciais ao organismo, e nem aos outros, incluindo outros seres humanos e também animais e vegetais. Dessa forma, alimentos frutos de trabalho escravo, de condições precárias de produção, de superexploração do trabalho, de uso abusivo de hormônios, de uso de agrotóxicos e venenos em geral, de superconfinamento de animais, entre outras formas abusivas de produção, devem ser evitados.”

Tudo isso pode ser levado em conta também na compra da cerveja. Seguindo os princípios de consumir de pequeno produtor, consumir local e sempre pensando no lema cervejeiro “Beba menos, beba melhor”, tenho certeza que sua experiência cervejeira vai ser muito melhor nesse novo ano. Aliás, Feliz Ano Novo para todos! Saúde!

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Quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

Cerveja como ingrediente na Ceia de Natal

Não é porque a ceia de Natal acontece todo ano, que ela precisa ser igual todo ano. É certo que alguns pratos já são tradicionais, como o peru, mas até ele pode ter um preparo diferente para essa ocasião tão especial e um jeito de transformá-lo é prepará-lo com molho de cerveja. Abaixo segue a receita:

Ingredientes: 1 cebola grande, 5 dentes de alho, 5 colheres de sopa de óleo, 1 peru de aproximadamente 4kg, 1 1/2 lata de cerveja do estilo Pilsner e alecrim a gosto.

Modo de preparo: no liquidificador, bata a cerveja, a cebola, o alho, o óleo e o sal e despeje sobre o peru e deixe marinar por 6 horas. Depois, coloque em uma assadeira e regue com todo o tempero que ficou na vasilha. Cubra com papel alumínio e leve para assar em forno médio preaquecido. Após cerca de 2 horas, retire o papel alumínio e deixe dourar. Para servir, coloque em uma travessa e decore com ramos de alecrim.

Seguindo nessa linha de preparações utilizando a cerveja como ingrediente, uma alternativa para a sobremesa é a rabanada com tempero de lúpulo. Essa receita foi retirada do site Cerveja, Café e Queijo.

Ingredientes: 1 baguete de pão francês, 2 xícaras de leite, 4 g de lúpulo em pellets, 1 lata de leite condensado, 2 ovos batidos, canela e açúcar a gosto e óleo para fritar.

Modo de preparo: corte o pão em fatias médias. Coloque o lúpulo numa vasilha junto com leite e deixe na geladeira por, no mínimo, 60 minutos. Após esse tempo, filtre a mistura. Misture o leite aromatizado com o leite condensado e mergulhe as fatias de pão até que elas estejam bem molhadas. Em outra vasilha, bata os ovos e passe as fatias de pão molhadas de leite nos ovos. Frite em óleo quente e passe na mistura de canela e açúcar.

Que a ceia seja especial e que todos tenham um Feliz Natal!

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Quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

Horizontes – Cerveja & Som

A Cervejaria Dádiva promove no MIS (Museu da Imagem e do Som) evento aberto ao público, com mais de 60 torneiras de chopes engatados para consumo no local. Com entrada franca, evento ainda conta com bate papo com expoentes da cena cervejeira nacional e a participação de três bandas independentes.

O evento Horizontes – Cerveja & Som reuni os principais rótulos da Dádiva (SP) e de cervejarias que produzem na fábrica de forma “cigana”, como a Cerveja Avós (SP), Mafiosa Cervejaria (SP), Cervejaria Treze (SP), entre outras.

As atrações musicais do evento ficam por conta das bandas Garotas Suecas, com uma seleção especial de garage-soul, a BIKE, com rock psicodélico, e do quarteto Vitraux, apresentando folk rock com influência dos anos 60.

Para quem quiser aprender mais sobre cervejas, o evento conta ainda com um bate papo com expoentes da cena cervejaria nacional. O diálogo acontece no anfiteatro do MIS, entre às 13h e 14h. As vagas são limitadas a 150 participantes e as inscrições antecipadas já podem ser feitas acessando a página da Cervejaria Dádiva no Facebook.

Na parte gastronômica, além de food trucks variados, o chefe boliviano Checho Gonzales preparou um cardápio especial. E ainda é possível experimentar drinks exclusivos de cerveja com gim Virga,

O evento acontece no dia 16 de dezembro, das 11h às 20h, no Museu de Imagem e do Som, na Avenida Europa, 158, bairro Jardim Europa, em São Paulo/SP. A entrada é gratuita.

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Quarta-feira, 29 de novembro de 2017

Degusta (16) – Taquaritinga

O Degusta (16) – Taquaritinga acontece no domingo, dia 10 de dezembro, das 13h às 19h, no Centro Etílico Cultural Gastronômico “Burro-Voador”. Esse é o 1º encontro de cervejeiros do código de área 16.

Oito cervejarias artesanais da região já confirmaram presença, são elas: MonoBeer, Dízimo e Katangas de Taquaritinga; BBers de Guariba; Cigana e Da Nossa Cervejaria  de Jaboticabal;  Racha Cuca de Monte Alto; e Multi Cervejeiros Beer Makers de Matão.

A participação é por adesão até o dia 8 de dezembro. Para participar, o cervejeiro deve levar três litros de sua cerveja gelada e colaborar com mais vinte reais. Já os apreciadores pagam uma colaboração de R$45. Nesse valor estão inclusas as cervejas, o show da banda Ironia e a comida, que conta com amendoim, picles, palitos de cenoura salobrados, azeitonas, lombo, copa artesanal, calabresa, gorgonzola e parmesão.

Apreciador desde muito tempo de cerveja e agora também fabricante amador, juntamente com seu irmão Luiz Carvalho, o Monô, Thomás conta que teve a ideia de produzir esse evento, pois muitas pessoas da cidade se dedicam à fabricação de cerveja artesanal. E o objetivo é unir essas pessoas para trocar experiências com outros produtores e apreciadores, divulgar a cultura cervejeira e beber melhor, mas segundo ele, isso não quer dizes beber menos, fazendo uma brincadeira com o lema cervejeiro “Beba menos, beba melhor”.

A organização fica por conta do Centro Etílico Cultural Gastronômico “Burro-Voador”, já o nome Degusta é obra do Bruno Bezerra da BBeers, que já organiza este evento em Jaboticabal. O evento não tem fim lucrativo, mas sim recreativo.

O copo, que é a entrada, pode ser adquirido em Taquaritinga com Thomas pelo celular (16) 98209-3113 ou em Jaboticabal com Bruno Bezerra pelo celular (16) 99339-9043.

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Quarta-feira, 22 de novembro de 2017

Spas cervejeiros

A cerveja possui muitas propriedades se consumida moderadamente e também possui muitas propriedades se usada para tratamentos estéticos e de relaxamento. Por isso, diversos spas ao redor do mundo, oferecem esse tipo de serviço.  O banho de cerveja acalma o sistema nervoso e reduz o estresse, além de ter efeito regenerador para a pele e para o cabelo.

Localizado no centro de Praga, capital da República Checa, o Bernard Beer Spa tem quatro ambientes: a recepção, um vestiário, a sala de banho e um cômodo onde o visitante pode fazer uma massagem e relaxar por 20 minutos em uma enorme cama térmica. Durante todo o procedimento, você pode consumir cerveja à vontade diretamente de uma torneira de chope. O lugar é pequeno e exclusivo, disponibilizando somente seis sessões por dia.

Ainda em Praga, mas um pouco mais afastado do centro, está o Spa Beerland. Assim que o cliente entra no spa, ele já pode começar a consumir cerveja. O tratamento dura uma hora e é dividido entre o relaxamento na banheira com extratos de malte e lúpulo e a cama de malte para dar tempo para a pele absorver os benefícios do banho.

Na Alemanha, a opção é ir até Neuzelle e conhecer o Kummeroer Hof, que desde 1997, oferece banhos e massagens junto com cerveja. Já na Áustria, mais precisamente no município de Franking, o Landhotel Moorhof oferece tratamentos em banheiras de cerveja, que ajudam a acelerar o metabolismo. Em Tarrenz, também na Áustria, o Starkenberg oferece piscinas com barris de Pilsen

O Hop in the Spa fica no estado norte-americano de Oregon e oferece banhos de cerveja, massagens e tratamento com pedras quentes. O banho é uma mistura de cerveja, água, malte, minerais, lúpulo e ervas.

Também tem opção para quem vai ficar pelo Brasil. Em Brasília o Dálya Estética & Bem-Estar oferece dois tratamentos com malte. A Vivência Malte inclui esfoliação corporal com óleo vegetal maltado, banho de ofurô com cerveja, lúpulo e levedo, e degustação de três cervejas especiais. Já o pacote Supremobinclui uma massagem relaxante de 50 minutos.

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Mestre Cervejeiro Eisenbahn 2017

Todo ano, a Eisenbahn promove o concurso Mestre Cervejeiro, que tem o objetivo de incentivar os produtores caseiros de cerveja. O ganhador tem sua receita feita pela cervejaria de Blumenau, Santa Catarina. Mas para a edição de 2017 tem uma novidade: é possível acompanhar todo o processo de escolha pelo reality show Mestre Cervejeiro, no canal TNT, que estreou no último dia 26. Apresentado por Marina Person, ele é exibido às quintas-feiras, às 23h30. Com reprises nas terças-feiras e sábados, na faixa das 12h30.

O programa, inédito na televisão, conta com oito episódios com cerca de 30 minutos de duração cada, e irá transmitir a 8ª edição da tradicional competição Mestre Cervejeiro Eisenbahn.

Ele junta grandes cervejeiros caseiros de todo o país em uma disputa acirrada para descobrir o melhor. Além de mostrar o que acontece por trás do mundo cervejeiro, o reality é, também, uma oportunidade para que talentos da cerveja artesanal consigam ter seu produto assinado pela Eisenbahn: uma marca apoiada na Lei da Pureza da Cerveja Alemã e pioneira na valorização das cervejas artesanais no Brasil. Nesta edição, o estilo escolhido foi American Pale Ale.

O reality show mostra os conhecimentos cervejeiros dos participantes, as suas habilidades de harmonização, paladar e entendimento sobre a produção de cervejas artesanais.

Os concorrentes são avaliados por três jurados fixos: Bia Amorim, beer sommelière e colunista dos sites Papo de Homem e Farofa Magazine, o fundador da Eisenbahn Juliano Mendes e o baterista da banda Nenhum de Nós e colunista na Revista da Cerveja Sady Homrich. E também por um jurado convidado, no primeiro episódio Khatia Zanatta, sommelière de cerveja e mestre cervejeira, deu sua opinião sobre as cervejas concorrentes.

O vencedor do concurso ganhará uma visita a uma rota cervejeira em Munique, na Alemanha, além de ter a sua cerveja produzida e distribuída em uma edição especial da Eisenbahn em 2018.

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Cerveja e felicidade

A sabedoria popular já sabia que beber cerveja traz felicidade, mas agora isso foi comprovado por um estudo suíço publicado no periódico científico Psychopharmacology. Ele sugere que beber um copo de cerveja pode estimular o envolvimento com situações emocionais positivas, reconhecer a felicidade em outras pessoas e aumentar a vontade de ser mais sociável.

Realizado por pesquisadores da Universidade de Basel, na Suíça, o experimento contou com a participação de 60 pessoas com idade entre 18 e 50 anos. Os participantes foram divididos em dois grupos, o primeiro consumiu cerveja com álcool e o segundo cerveja sem álcool, durante 15 minutos. Nenhum dos grupos sabia qual estava bebendo.

Cerca de 30 minutos depois de terem consumido a bebida – tempo suficiente para ela começar a fazer efeitos no corpo – os pesquisadores começaram os experimentos. No primeiro deles, eles mostravam aos participantes fotos de rostos que expressavam uma das seguintes emoções: medo, tristeza, nojo, felicidade, raiva e surpresa. E os voluntários precisavam identificar qual emoção estava expressa em cada imagem.

Os resultados mostraram que as pessoas que receberam cerveja normal – elas beberam, em média, 500 ml. Quantidade suficiente para alterar sua habilidade de reconhecer emoções, mas alterar a execução das tarefas requeridas – tiveram melhor desempenho em reconhecer a expressão de felicidade do que aquelas que ingeriram a versão sem álcool. Portanto, tomar um copo de cerveja ajuda as pessoas a perceberem mais rápido a felicidade nas outras pessoas.

Por meio de outros experimentos, os pesquisadores concluíram também que as pessoas que ingeriram álcool tinham mais vontade de permanecer na companhia de outras pessoas e estavam mais interessados em ver imagens sexuais, em comparação com aquelas que beberam cerveja não alcoólica. Em ambos os casos, esse efeito foi maior nas mulheres do que nos homens.

Uma possível explicação para isso é que, apesar de terem ingerido a mesma quantidade de cerveja, a concentração de álcool no sangue de ambos é diferente, ela tende a ser maior nas mulheres, o que causaria esses efeitos mais rapidamente.

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Harmonização – churrasco e cerveja

O verão ainda não começou oficialmente, mas o clima mais quente já. Um jeito bem brasileiro de aproveitar esses dias de calor é reunir os amigos para fazer churrasco. Para mudar um pouco, podemos trocar a tradicional cerveja por outros estilos e melhorar esse evento através de novas harmonizações.

Antes de sugerir os estilos para cada tipo de carne, é legal falar como funciona as harmonizações de comida com cerveja. Existem três tipos de harmonização: de contraste, quando as características da cerveja e do prato se equilibram pela diferença, por exemplo, um prato salgado com uma cerveja com toques mais adocicados; de semelhança, quando os dois possuem as mesmas características, como uma cerveja mais ácida com pratos cítricos; e por corte, quando alguns elementos da cerveja como a carbonatação, amargor, álcool “cortam” os sabores e gorduras do prato e limpam o paladar, exemplo disso é uma cerveja com alta carbonatação com pratos mais gordurosos.

A regra básica é cervejas leves combinam com pratos mais leves e cervejas mais encorpadas com comidas mais intensas. Lembrando que o tipo de malte, a quantidade de lúpulo (ingrediente que dá amargor à cerveja) e o teor alcóolico são algumas características das cervejas influenciam em suas harmonizações. Além de que o gosto pessoal é único, pode ser que uma harmonização funcione para você, mas para a outra pessoa não.

Bom, vamos voltar para o churrasco. Seguindo essas regrinhas básicas fica mais fácil. Vamos começar dos pratos mais leves para os mais pesados. A carne de frango harmoniza bem como sabores mais leves e refrescantes. Os sabores maltados e o dulçor das cervejas do tipo Pilsen e Amber Lager vão harmonizar com a leveza dessa carne.

Já a linguiça possui um sabor mais marcante e é mais gordurosa, por isso pede uma cerveja com sabores um pouco mais intensos, como a Bock e a Belgian Pale Ale, que possui notas de caramelo e médio amargor, que dá conta da gordura do embutido.

Carnes vermelhas harmonizam bem com as cervejas avermelhadas e escuras. As mais gordurosas como a costela e o cupim pedem cervejas de aroma mais intenso e com um sabor mais maltado, como a Ambar Ale ou a India Pale Ale. Nesse caso o lúpulo, presente na cerveja, age sob a gordura da carne, limpando o paladar para o próximo pedaço. O mesmo ocorre com o álcool da bebida. O caramelo da cerveja harmoniza com as notas carameladas da carne de churrasqueira. Esses tipos de carnes também vão bem com a cerveja do estilo Rauchbier, feita com maltes defumados, que harmonizam com as notas também defumadas do prato.

O vinagrete e o queijo coalho são acompanhamentos que não faltam nos churrascos. Uma boa cerveja para eles é a Witbier, uma cerveja leve de trigo da escola belga com notas cítricas.

Como sei que é difícil ter todas essas opções para um simples churrasco de fim de semana, há algumas cervejas especiais que são coringas. A American Pale Ale é um estilo que traz um bom equilíbrio entre malte e lúpulo, possui um amargor moderado e boa alta carbonatação para cortar a gordura das carnes. Para quem gosta de amargor e refrescância, a Session IPA é uma ótima opção. E para quem prefere menos amargor, a Amber Ale pode ser sua companheira de churrasco.

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Oktoberfest Blumenau 2017

A Oktoberfest de Blumenau, maior festa alemã do Brasil e segunda maior do mundo, começou dia 4 de outubro. Mas ainda é possível aproveitá-la, já que a festa vai até o dia 22.

Essa é sua 34ª edição e o terceiro ano consecutivo que a Eisenbahn, cerveja que nasceu na cidade, patrocina o evento. Em 2017, ano que completou 15 anos, a cervejaria lançou a “Estação Eisenbahn”, que transformou a Vila Germânica em uma grande estação de trem, homenageando a história da marca, a cidade de Blumenau, que foi reconhecida como a Capital Brasileira da Cerveja, e as culturas germânica e cervejeira. Os quatro pavilhões do evento recebem diversos elementos de uma verdadeira estação de trem, enquanto os bares de Eisenbahn ganham a forma das suas tradicionais locomotivas. As janelas da “Estação Eisenbahn” trazem imagens de pontos turísticos de Blumenau e, como não poderia deixar de ser, adornos e as cores germânicas estarão presentes em diversos pontos do evento.

E como sempre, é um sucesso. Nos quatro primeiros dias, quase 130 mil pessoas já haviam passado pela festa e consumido cerca de 131 mil litros de chope, desses, 70 mil só no sábado, dia 7. A expectativa é ultrapassar o consumo de 600 mil litros nos 19 dias de evento.

Uma mudança já observada neste ano foi o aumento de 30% no consumo de chopes especiais artesanais ao invés do tradicional tipo pilsen. O “Momento Eisenbahn” pode ter colaborado com isso. Ele funciona assim: durante todas as noites do evento, em três momentos diferentes, o Hino de Eisenbahn é tocado e nessa ocasião, todos os bares de Eisenbahn piscam e, enquanto o hino tocar, o público pode trocar suas fichas de chope Pilsen da marca por qualquer outro estilo de Eisenbahn, entre eles Wieizenbier, Pale Ale, Oktoberfest, 5 anos, Dunkel, Strong, IPA, além do Bier Likor, que será oferecido pela primeira vez na festa. Os consumidores ainda terão à disposição cervejas das marcas Baden Baden, Schin e Kirin Ichiban.

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5 anos de Mondial de la Bière Rio

Realizado desde 2013, o Mondial de La Bière Rio chega a sua quinta edição. O evento acontece entre os dias 11 e 15 de outubro, no Píer Mauá, no Boulevard Olímpico. Com 17 mil metros quadrados, o evento é considerado como um dos principais lugares para difusão da cultura cervejeira no país e degustação de rótulos internacionais e nacionais de diversos estados do Brasil. Muitas cervejarias aproveitam o festival para fazer lançamentos, sendo possível provar as novidades em primeira mão.

O espaço traz uma área de alimentação gourmet e atrações musicais variadas. O evento contará com cerca de 150 expositores, divididos entre cervejarias, importadores, distribuidores, prestigiados food trucks e fornecedores de acessórios cervejeiros, onde há venda de souvenirs como, copos, camisetas, tênis e growlers.

O Mondial de la Bière promove o incentivo à produção cervejeira do Estado do Rio de Janeiro, tendo aumentado em 512% a presença de cervejarias do Estado em relação à primeira edição. Na primeira edição do evento, o Rio de Janeiro contava com menos de 20 bares de cerveja artesanal. Hoje, o número varia entre 170 a 200 estabelecimentos. Além disso, o estado tem 172 cervejarias artesanais cadastradas.

E os números só aumentam. Em 2013, foram 47 expositores com 650 rótulos para um público de 20 mil pessoas. Já em 2014, foram 76 expositores com mais de 700 rótulos para 25.800 visitantes. No ano seguinte, 2015, foram 113 expositores com mais de 800 rótulos disponíveis para 38 mil pessoas. E no ano passado, 2016, os expositores chegaram a 130, com mais de 1000 rótulos para 48 mil visitantes.

O estilo Sour promete ser a revelação deste ano. Apesar de ser considerada uma cerveja para apreciadores, por possuir um sabor mais ácido, as Sour Beers estão se popularizando. Lançamento em 2016, a New England IPA ou Juice IPA, novo conceito de IPA – India Pale Ale, permanece em alta.

E ainda, os expositores poderão participar do MBeer Contest Brazil, competição das melhores cervejas expostas, avaliadas por jurados nacionais, internacionais e pelo público.

Lembrando que meu e-mail monali.bassoli@gmail.com está aberto para sugestões e dúvidas e que esta coluna e todas as outras já publicadas podem ser lidas no meu blog: dasemanadamonali.tumblr.com

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Cerveja previne infarto

As bebidas fermentadas podem oferecer um efeito protetor sempre que seu consumo for moderado e fizer parte de um estilo de vida saudável. A cerveja nos proporciona vitaminas, minerais e substâncias com propriedades funcionais.

Um estudo da Universidade do Estado da Pensilvânia recomenda o consumo diário de cerveja. Os cientistas comprovaram que o consumo moderado da bebida pode reduzir as chances de ter um infarto ou outras doenças do coração.

A pesquisa, apresentada em um encontro da Associação Americana do Coração, examinou 80 mil chineses adultos e saudáveis durante um período de seis anos e percebeu que o álcool reduziu o declínio natural dos níveis de HDL – conhecido como colesterol bom.

Ao longo da pesquisa, os participantes responderam questionários sobre seus hábitos alcoólicos e fizeram exames de sangue periodicamente para medir os níveis de colesterol. Aqueles que bebiam doses moderadas de álcool (medidas em pints, copo de 473 ml) – duas por dia entre os homens e uma entre as mulheres – não viram seus percentuais de HDL caírem.

Entre os voluntários mais boêmios ou abstêmios, essa manutenção das taxas de colesterol não foi percebida.

Apesar dos cientistas terem feito a pesquisa com outras bebidas, os efeitos do consumo de cerveja foram mais perceptíveis. Os resultados do estudo são importantes, porque quanto maiores as concentrações de HDL, menores são as chances de desenvolver placas de colesterol “ruim” nas paredes das artérias e, consequentemente, obstruir o fluxo sanguíneo. Uma boa descoberta, visto que os problemas cardíacos estão entre as doenças que mais matam no Brasil e no mundo.

Mesmo assim, os pesquisadores afirmam que para determinar a relação colesterol bom–cerveja, são necessários outros testes em populações com hábitos diferentes da chinesa. Eles também alertam para os perigos que o excesso de álcool provoca no organismo, como aumento de peso, disfunções no fígado e o desenvolvimento de problemas no sistema nervoso.

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Drinks com cerveja

Às vezes, para um bom bebedor de cerveja, só tomar a bebida pura não basta. Já falamos de algumas receitas de comidas com cervejas e hoje vamos dar algumas receitas de drinks com a cerveja.

A primeira receita não podia ser outra: a Caipirinha, o drink mais brasileiro. Mas que nessa versão leva cerveja, claro.

Ingredientes: 100 ml de cerveja Pilsen, uma dose de cachaça ou vodka, suco de um limão inteiro, duas colheres de açúcar e gelo.

Modo de preparo: da mesma maneira que já estamos acostumados a fazer, é só misturar todos os ingredientes.

Maria Sangrenta é uma versão brasileira do Blood Mary. Ingredientes: 330 ml de cerveja Pilsen, ¼ de limão, uma pitada de sal e 125 ml de suco de tomate.

Modo de preparo: em uma caneca, coloque o suco gelado de tomate, esprema o limão no suco, adicione o sal e mexa bem. Lentamente, adicione a cerveja, pois pode formar espuma. Mexa devagar e sirva.

O Mojito, um coquetel tipicamente cubano, também ganha uma versão cervejaria.

Ingredientes: 100 ml de cerveja Pilsen, uma dose de rum branco, uma colher de açúcar, algumas folhas de hortelã e gelo.

Modo de preparo: basta misturar tudo e beber.

O Gold Velvet leva cerveja clara e champanhe. Ingredientes: 1/2 copo de cerveja Pilsen, uma dose de suco de abacaxi e champanhe para completar o copo.

Modo de preparo: em um copo alto, misture tudo e sirva. Como o drink não leva gelo, mantenha os ingredientes gelados.

Já o Black Velvet combina cerveja escura com espumante. Ingredientes: uma dose de espumante e duas doses de cerveja escura. Modo de preparo: misture todos os ingredientes e aprecie o drink gelado.

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Dry hopping

O dry hopping é uma técnica de utilização do lúpulo na produção de cerveja. Essa técnica consiste em adicionar o lúpulo nas etapas após o resfriamento da cerveja, ou seja, durante a fermentação ou maturação da bebida. Dry, em inglês, significa “seco” e hop, significa, lúpulo. Em livre tradução, seria algo como “lúpulo sem fervura”. É um processo muito utilizado nas escolas inglesa e americana.

O objetivo dessa técnica é extrair os óleos essenciais do lúpulo, que quando adicionado em grandes quantidades, durante a fervura, acaba se perdendo. Ele tem sido muito usado na produção de cervejas especiais, principalmente em estilo de cerveja que buscam ressaltar os sabores e os aromas de lúpulo fresco.

O lúpulo possui dois componentes básicos: os alfa ácidos, responsáveis em proporcionar o amargor e os óleos essenciais, responsáveis pelo aroma do lúpulo na cerveja final.  Os óleos são mais voláteis, ou seja, eles evaporam rápido, se adicionados muito cedo à fervura, acaba não fazendo seu papel.

Existem três momentos onde podemos proceder com o dry hopping: na fermentação, após a fermentação secundária ou direto no barril. A adição no fermentador primário é a maneira menos eficaz de garantir os aromas no final e pouco popular entre os produtores. Uma das estratégias mais populares por conta do custo-benefício é adicionar o lúpulo no fermentador secundário. Já, a técnica de colocar os lúpulos no barril é também bastante utilizada, deixando-o aromatizar o líquido por cerca de 3 a 4 semanas. Na Grã-Bretanha, os cervejeiros caseiros fazem dry-hopping por duas a três semanas com uma temperatura por volta de 13 a 16ºC.

Existe uma grande variedade de lúpulo, todas podem ser utilizadas nesse procedimento, mas há algumas mais indicadas e normalmente utilizadas, como Saaz, Tettnanger, Hallertauer, Goldings, Fuggles, Cascades e Willamette.

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Temperatura ideal para cada estilo de cerveja

A temperatura de uma cerveja influencia a experiência de degustação, pois ela pode alterar o bom funcionamento dos receptores gustativos da língua. Nossas papilas gustativas se fecham e perdem a sensibilidade em temperaturas abaixo de 0ºC, fazendo com não sentimos o gosto das cervejas e nem seu teor alcoólico, atrapalhando a degustação, pois sabores mais marcantes acabam perdidos.

Temperaturas baixas podem ser favoráveis para cervejas mais leves, que não possuem muita complexidade e são mais refrescantes. Já temperaturas mais elevadas, permitem que os sabores e aromas mais complexos sejam percebidos.

O beer hunter Michael Jackson propõe uma escala de temperatura para servir uma cerveja. A escala abaixo é uma variação dela, adaptada ao clima e gosto do brasileiro:

Muito gelada (de 2 a 4°C): Pale Lagers, Pilsens, Helles e Witbiers, cervejas com sabor mais leve, e qualquer cerveja que tenha o objetivo de refrescar.

Bem gelada (de 5 a 7°C): cervejas ainda refrescantes, mas um pouco mais complexas, como Weinzenier, Lambics de fruta e Gueuzes.

Gelada (de 8 a 12°C): essa temperatura é ótima, pois é possível perceber os sabores que desapareceriam em ambientes mais gelados que isso. Indicada para India Pale Ale, Pale Ale, Amber Ale, cervejas de trigo escuras, Porter, Tripel e Bock tradicionoal.

Temperatura de adega (de 11 a 13°C): ideal para bebidas mais encorpadas, ricas em sabor e mais extremas e para cervejas mais alcóolicas, as Quadrupel, Strong Ales Escuras, Stout, Trapistas. As Bocks mais fortes como a Eisbock e a Doppelbock.

Diferente de países da Europa, onde as cervejas são servidas em temperatura ambiente, no Brasil isso seria praticamente inviável, pois aqui, o clima é muito mais quente. Por isso, essa escala não precisa ser seguida à risca, pois o gosto é pessoal e a ocasião pode fazer com que você prefira apreciar alguma dessas bebidas um pouco mais gelada do que o indicado.

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IBU – unidade de amargor da cerveja

Em inglês, IBU é a abreviatura para International Bitterness Unit. Traduzindo para o português, podemos chamar de unidade internacional de amargor. É pelo número de IBU que podemos ter uma ideia do amargor de uma cerveja. De modo geral, quanto mais lúpulo e mais alto o número de IBU, mais amarga será a cerveja. A determinação do número do IBU ocorre por uma fórmula específica, realizada no processo de fabricação da cerveja, onde é calculado a quantidade de alfa-ácidos (composto que traz o amargor do lúpulo) e o tempo de fervura.

O principal responsável pelo amargor na cerveja é o lúpulo, aquela florzinha verde que também confere aromas à bebida. Mas ele não é o único fator determinante. O teor alcoólico, o tipo de lúpulo utilizado, a torra do malte, os ingredientes adicionais e até o tempo de guarda também podem influenciar no amargor da cerveja.

Como a cerveja é uma combinação de malte e lúpulo, que mescla a sensação doce e amarga. A proporção do malte e do lúpulo é que vai gerar a percepção do dulçor ou do amargor residual. Então, por exemplo, uma cerveja pode ter um IBU alto, mas, na boca esse amargor pode estar bem equilibrado com os demais ingredientes e não aparecer tanto quanto esperava.

Segundo o gráfico do programa para formação e certificação de juízes de concursos cervejeiros BJCP (Beer Judge Certification Program), uma cerveja “comum” brasileira (Brahma, Skol), do estilo Standard American, tem de 8 a 15 IBU. Já uma verdadeira pilsen tem de 35 a 45. Alguns estilos são hiperlupulados, como as Imperial India Pale Ale, com IBU´s que vão de 60 a 120.

Alguns especialistas dizem que acima de 100 IBU o paladar já não consegue mais diferenciar o nível de amargor. Mas não há como precisar, pois a percepção varia de pessoa a pessoa. E ainda, o amargor é um gosto com o qual se acostuma.

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Curiosidades Cervejeiras II

Estudos e dados históricos apontam que as cervejas existem há pelo menos oito mil anos antes de Cristo.

Há quatro mil anos, era uma prática comum na Babilônia, que no mês após o casamento, o pai da noiva abastecesse o genro com todo o hidromel (bebida alcóolica que é feita a partir da fermentação, processo também usado na produção de cerveja) que ele pudesse beber . Como eles usavam o calendário lunar, esse período era chamado de “mês do mel”, ou como conhecemos hoje a “lua de mel”.

A receita conhecida mais antiga do mundo é uma receita de cerveja. Foi descoberta na Mesopotâmia e está gravada numa placa de argila. Já a cervejaria mais antiga do mundo – e que ainda funciona – fica localizada no sul da Alemanha e se chama Weihenstephan. Com mais de mil anos de existência fazia parte de um monastério, onde os monges produziam cerveja.

Em 1539, na região da Baviera, na Alemanha era proibido fabricar cerveja durante o verão. Devido ao calor as cervejas fermentadas na época estragavam muito rápido. Mas em 1894, a pedido da Guinness, que queria fabricar cervejas ao longo de todo o ano, independentemente das condições climáticas, Carl Von Linde, engenheiro alemão, desenvolveu os princípios para a tecnologia moderna de refrigeração.

Antes dos termômetros serem inventados, os mestres cervejeiros mergulhavam o dedo na mistura buscando descobrir a temperatura ideal para adicionar a levedura. Se fosse muito fria a levedura não iria crescer, muito quente e ela morreria. Esse ato de mergulhar o dedo na cerveja derivou a expressão “medido a dedo”, usada até hoje.

Os Vikings chamavam a cerveja de Aul, ou Ale e eles tomavam uns dois baldes da bebida para ir sem medo para a batalha. E normalmente iam sem armaduras ou camisas, que em Nórdico, é “Berserk”, por isso suas batalhas assumiram essa denominação.

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