Cervejando

Por: Monali Bassoli

Sexta-feira, 11 de outubro de 2019

Avós do Brasil é a nova série da Cervejaria Avós

A cervejaria paulista Avós tem uma nova série intitulada Avós do Brasil, com cinco novas receitas, todas da família Lager. Via de regra, todo mundo tem uma avó. Duas, na verdade. Além de quatro bisavós. Mas nem todo mundo conhece ou conheceu todas. A Avós foi fundada por um neto que teve a sorte de conviver com todas as suas. Não a ponto de ter idade pra tomar umas com cada uma das seis, mas o suficiente pra ter vontade de fazer uma homenagem pra elas em forma de cervejas.

Aí você diz “poxa, eu queria ter uma cerveja que homenageasse as minhas avós”. Bom, é pra isso que serve a série Avós do Brasil. São 5 cervejas diferentes com os nomes mais populares das décadas de 30 a 60. São elas: Vó Maria Hoppy Pils, Vó Ana Wheat Lager, Vó Terezinha German Pils, Vó Antônia India Pale Lager e Vó Francisca Dark Lager.

Mas se você quiser uma homenagem mais específica, é possível customizar uma delas para ter o rosto e o nome da sua avó favorita.

Basta entrar no site da Avós (https://www.cervejaavos.com/avosdobrasil/) para personalizar a sua, são mais de 36.000 configurações para você criar o seu rótulo. Comprando 10 unidades, a cervejaria manda para sua casa.

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Sexta-feira, 4 de outubro de 2019

Harmonização: cerveja e comida árabe

A comida árabe é marcada pelos aromas e sabores das especiarias. Resultado da combinação de diversas cozinhas ricas, englobando o mundo árabe do Iraque ao Marrocos, ela é bastante completa, em um único prato, podemos encontrar arroz, carne, hortaliças, legumes, e os condimentos.

Podemos fazer um jantar árabe completo com cervejas. Para entrada, o tabule, que leva pepino, tomate, cebola, alface, hortelã, salsa e trigo harmoniza com a cerveja de trigo da escola belga, a Witbier.

Outra opção de entrada é o homus de grão-de-bico, babaganuch e pão sírio, que também harmoniza com cerveja de trigo, mas agora da escola alemã, a Weiss.

O charutinho de folha de uva com carne e quibe cru podem ser servidos tanto de entrada quanto de prato principal, o primeiro vai bem com Witbier, já o segundo, com EnglishPale Ale.

Se o quibe for assado e acompanhado de arroz marroquino, experimente com uma GermanPils. Mas se a carne que acompanha o arroz for carneiro ou cordeiro, que são carnes mais fortes, o prato pede uma cerveja também mais forte, como a American Pale Ale. 

Os doces árabes utilizam bastante nozes em sua composição. Seja baklava (tipo de um pastel com massa filo recheado com pasta de nozes ou outra castanha) ou burma (doce de macarrãozinho) acompanhe com uma cerveja do estilo Brown Ale.

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Sexta-feira, 27 de setembro de 2019

Cervejas sem álcool e sem glúten da Dádiva

A Cervejaria Dádiva aumenta seu portfólio e lança duas cervejas para um público específico: uma IPA sem glúten e uma Golden Ale sem álcool.

A receita base da IPA Gluten Free é a mesma da tradicional. A diferença é que ela recebe um componente especial: uma enzima capaz de decompor as proteínas do glúten e tornar o consumo da bebida apropriada para celíacos – quem tem rejeição ao glúten – ou adeptos de dietas especiais. Ela mantém o sabor das frutas cítricas amarelas, os 6% ABV, corpo médio baixo e o final seco e refrescante. A marca recomenda harmonizar o rótulo com carnes vermelhas, pratos apimentados e até guacamole.

Já a Golden Ale sem álcool possui coloração clara dourada e, diferentemente da IPA, destaca em primeiro plano os aromas e sabores provenientes do malte – por isso, traz um leve, sutil e agradável adocicado, sendo secundários nessa cerveja – apesar de timidamente presentes – os traços do lúpulo. Refrescante, ela é uma bebida fácil de beber. A temperatura de serviço ideal fica entre 4 e 6°C e os acompanhamentos mais adequados passeiam por pratos e petiscos leves.

As duas variedades são acondicionadas em latas de 310 mililitros.

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Sexta-feira, 20 de setembro de 2019

Dia de Hildegarda von Bingen

Hildegarda von Bingen (1098-1179)foi uma monja beneditina alemã, mística, teóloga, pregadora, naturalista e dramaturga. Também foi poetisa e compositora talentosa, tendo como legado uma extensa lista de manuscritos relacionados a todas estas áreas e ciências. Sua festa litúrgica é celebrada no dia 17 de setembro.

No meio cervejeiro, ela é conhecida por ser a primeira pessoa a descrever as propriedades científicas do lúpulo, um dos quatro ingredientes principais da cerveja. É possível ver esses relatos em um dos seus trabalhos mais importantes: o Liber Subtilitatum Diversarum Naturarum Creaturarum(Livro das Propriedades   ou Sutilezas   das Várias Criaturas da Natureza), de 1167, que em sua segunda parte Physica, descreve as qualidades conservantes e aromatizantes do lúpulo quando adicionado à cerveja, além de apresentar sua capacidade calmante, capaz de relaxar o sistema nervoso e ajudar no sono.

Ela descreve cientificamente o lúpulo como uma planta “excelente para a saúde física”, além de “muito útil como conservante para muitas bebidas”. E ainda teria escrito em um dos seus textos: “Se alguém pretende fazer cerveja com aveia, ela é preparada com lúpulo”.

E sua obra ia mais além, Hildegard conseguiu romper as barreiras e discriminações que sofriam as mulheres de seu tempo. Não via o papel da mulher em seu tempo como satisfatório e foi a primeira a escrever sobre sexualidade e ginecologia, inclusive descrevendo o orgasmo feminino.

Seus primeiros biógrafos a mencionaram como santa e lhe atribuíram alguns milagres em vida e também logo após a sua morte. Em 1584, o Papa Gregório XIII autorizou a inclusão do seu nome no Martirológio Romano como santa e, em 2012, o Papa Bento XVI reafirmou sua santidade e a proclamou Doutora da Igreja.

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Sexta-feira, 13 de setembro de 2019

Pratinha lança site de conteúdo para impressão 3D e filamento de resíduo de cerveja

Cervejaria de Ribeirão Preto investe no B33R3D, um projeto sustentável e divertido para o público cervejeiro geek, que utiliza restos de malte, lúpulo e da própria cerveja para fazer impressão 3D. O projeto já está no ar em www.beer3d.com.br

O projeto B33R3D.com é um site onde são disponibilizados gratuitamente projetos open source para que os apaixonados por impressão 3D possam imprimir em casa objetos prontos ligados ao universo cervejeiro como abridores, cadeados de garrafa, bolachas, porta-bolachas e outros acessórios. Em breve o site vai abrir uma seção para que outras pessoas possam fazer o upload de seus próprios objetos e compartilhar com outros usuários.

A cervejaria desenvolveu também um filamento especial com o material que, a princípio, seria descartado pela fábrica como o bagaço de malte e os resíduos de lúpulo. O desenvolvimento do filamento ainda está em fase “beta” e algumas amostras já foram apresentadas ao público durante o Mondial de La Bière, em São Paulo.

O projeto nasceu no BeerHackLab – laboratório de pesquisa e inovação da Pratinha – e levou meses para chegar a um resultado satisfatório de filamento com textura, densidade e espessura adequadas para ser usado em impressões 3D.

A princípio, serão oferecidos gratuitamente mais de 30 objetos relacionados ao mundo da cerveja, que podem ser feitos com cerveja e para quem ama cerveja.

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Sexta-feira, 6 de setembro de 2019

Acerva Paulista realiza oficina em Heliópolis

A Acerva Paulista realizará uma Oficina Aberta de Cerveja Artesanal no bairro Heliópolis (SP), no dia 7 de setembro.Comandada por cervejeiros caseiros membros da associação, o objetivo do evento é apresentar o processo de produção de cerveja na teoria e na prática aos moradores da comunidade. Uma degustação com diversos estilos de cervejas também está programada durante a oficina.

Localizada na Zona Sul de São Paulo, Heliópolis é a maior comunidade da cidade, com cerca de 100 mil habitantes e a Acerva Paulista espera, com a oficina, difundir a cultura cervejeira e demonstrar que a bebida pode ser uma ferramenta de transformação social.

A oficina foi desenvolvida em parceria com a Organização Não-Governamental UNAS, e acontecerá das 10h às 16h. O objetivo da ação é levar conhecimento à comunidade e, assim, pavimentar o caminho da Acerva Paulista em cumprir o seu papel de difundir a cultura cervejeira e colocando a cerveja como uma ferramenta de transformação social.

A UNAS é uma associação dos moradores de Heliópolis que atua com diversos projetos de educação e desenvolvimento local, beneficiando 5 mil pessoas diariamente. Ela foi fundada por uma comissão de moradores em 1978. Hoje, além da atuar na comunidade de Heliópolis, desenvolve projetos sociais nos bairros do Boqueirão, Parque Bristol, Jd. São Saverio, Água Funda, Jd. Climax, Vila Brasilina, Cursinho, Jd. Maristela, Sacomã e Santo Amaro.

As inscrições podem ser feitas pelo e-mail tesourariaunas.geraldo@gmail.com. A expectativa de público, segundo os organizadores, é de 60 pessoas.Saiba mais em:https://www.facebook.com/UNASheliopolis e https://www.facebook.com/ACervAPaulista/

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Sexta-feira, 30 de agosto de 2019

Harmonização: cerveja e embutidos

Porção de embutido é um dos principais acompanhamentos para a cerveja. Mas cada embutido tem uma intensidade, tempero, maturação, defumação diferentes, assim como as cervejas, por isso é interessante experimentar diferentes embutidos com diferentes cerevejas.

O peito de peru provavelmente é o mais leve deles, portanto ele pede uma cerveja também leve, como a BerlinerWeisse, uma cerveja à base de trigo, com baixo teor alcóolico, mas como uma leve acidez e frescor. É uma combinação suave. 

Feito com carne suína, o lombo canadense é sutilmente condimentado e defumado, além de possuir um leve sabor adocicado, que harmoniza com cervejas com perfis mais maltados e caramelados como a Dunkel.

Já o presunto de parma é legal harmonizar com uma cerveja bem carbonatada e seca como a Saison, que consegue bater de frente com a untuosidade da carne e ainda os dois possuem um perfil aromático e condimentado.

A cerveja defumada Rauchbier harmoniza por semelhança com a também defumada copa. Essa principal característica dos dois se unem de maneira bem agradável.

OPastrami passa por um processo de cura com sal e especiarias, posteriormente uma defumação com páprica, pimenta do reino, cominho, canela, erva doce, alho, coentro e mostarda em grãos. É um embutido bastante condimentado, assim como a Dubbel, que, com seu teor alcóolico, consegue limpar a gordura da carne no palato.

Não podíamos deixar de fora as queridinhas e aromáticas IPAs, elas vão bem com pepperoni. Já a sua versão menos alcóolica, a Session IPA harmoniza por complemento com salame, é tipo aquele limão que a gente espreme em cima do embutido.

Mas se você quiser uma harmonização diferente para o salame, tente com uma Tripel. Ela possui teor alcoólico e carbonatação elevadas que sustentam a untuosidade e a picância do salame. Além de que harmonizam também semelhança, já que os dois são condimentados.

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Sexta-feira, 23 de agosto de 2019

Resultado Copa Cerveja Brasil 2019

A Copa Cerveja Brasil 2019, organizada pela Associação Brasileira de Cerveja Artesanal (Abracerva),divulgou o resultado do seu concurso. Durante três dias, os juízes avaliaram mais de 700 amostras de 176 cervejarias de todo o país. Foram premiadas 65 marcas, 70 estilos de cerveja e distribuídas 99 medalhas, sendo 26 ouros, 34 pratas e 39 bronzes.

Essa é a segunda edição do concurso, que é exclusivo para cervejarias artesanais independentes, e já apresentou um aumento de participação. Entre a quantidade de marcas inscritas, a competição teve um acréscimo de 64,9%, em comparação a 2018. Já na quantidade de amostras, o aumento foi de 27,11%.

A cerveja Flip-Flops to Heaven, da Cervejaria Narcose, de Capão da Canoa (RS), ficou com o primeiro lugar. A Muscat Brett Saison, da Cervejaria Alem Bier, de Flores da Cunha (RS) conquistou o segundo lugar. Quem levou o terceiro foi a cerveja Bierbaum Eisbock, da Cervejaria Bierbaum, de Treze Tílias (SC).

A Brew Center Cervejas Especiais, de Ipeúna (SP), foi eleita a microcervejaria do ano. Já a Cervejaria Mantrap, de Belo Horizonte (MG), foi premiada como a cervejaria cigana do ano, mesmo reconhecimento que recebeu em 2018.

Dos 20 estados participantes, 14 levaram premiações. São Paulo foi o que somou o maior número de medalhas, com 22, seguido de Rio Grande do Sul (20), Santa Catarina (20), Minas Gerais (11), Distrito Federal (5), Rio de Janeiro (5), Espírito Santo (4), Ceará (3), Paraná (3), Paraíba (2), Alagoas (1), Goiás (1), Mato Grosso (1) e Sergipe (1).

Mas o destaque ficou para a região Sul. Na categoria Best of Show, que premia os três melhores rótulos de todo o concurso, Rio Grande do Sul e Santa Catarina subiram ao pódio.

Acesse o site da Abracerva e confira a lista com todas as vencedoras: https://copacervejabrasil.com.br/premiacao-2019/

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Quinta-feira, 15 de agosto de 2019

Cervejas de Ribeirão são premiadas no World Beer Awards

Seis rótulos da Cervejaria Walfänger de Bonfim Paulista, distrito de Ribeirão Preto, foram premiados no World Beer Awards, uma das competições cervejeiras mais importantes do mundo, com sede na Inglaterra.

AWalfänger W Pilsner ganhou na categoria Lager Classic Pilsener, um dos estilos mais consumidos no Brasil, a WalfängerHelles, na categoria Helles/Münchner e Sebastian, estilo Düsseldorf Altbier, na categoria Altbier. Esses três rótulos representarão o Brasil como as melhores cervejas de seus estilos, na etapa mundial, em Londres.

As outras cervejas premiadas foram: a sazonal de guarda Vennbahn, estilo Doppelsticke, que ganhou a medalha de prata na categoria DarkBeer Strong e a Doppelbock e a Sigmund, estilo ViennaLager, ganharam a medalha de bronze nas categorias Strong Lager e ViennaLager; respectivamente.

Além da Walfänger, a Pratinha também recebeu medalhas no World Beer Awards. Foram duas medalhas de prata pelos rótulos Tonka e o Bravo Cervejeiro (Russian Imperial Stout com cumaru e cardamomo) e RedPoney (Red Ale). Ambas ainda não foram lançadas oficialmente, mas deverão entrar no mercado nacional em breve.

A competição, que é considerada uma das mais importantes, é realizada por etapas. Primeiro as cervejas são avaliadas em uma etapa regional, em que se elege a melhor do país em cada categoria, assim como as Medalhas de Ouro, Prata e Bronze. Depois, as melhores cervejas de cada país competem entre si para que sejam determinadas as melhores do mundo em cada estilo.

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Sexta-feira, 9 de agosto de 2019

3º Festival Sul Americano de Cerveja

A 3ª edição do Festival Sul-Americano de Cerveja acontece entre os dias 9 e 11 de agosto na Fiergs, em Porto Alegre/RS e reúne mais de 30 cervejarias artesanais. O evento tem atrações paralelas, como a Copa Sul-Americana de Cerveja, uma feira de negócios reunindo empresas de tecnologia e fornecedores de equipamentos e ciclo de palestras sobre temas cervejeiros com especialistas brasileiros, uruguaios e argentinos. E, exclusivamente em um dia do evento, o Encontro de Colecionáveis Cervejeiros.

Mais de 30 cervejarias estarão presentes no Festival, entre elas a Bodebrown (PR), Chaos (SC), Farol (RS), StartUp Brewing (SP), Zapata (RS) e muito mais. As cervejas sul-americanas ficam por conta de colaborativas feitas por cervejarias do Brasil e Argentina, que estarão presentes nos estandes das marcas.

O festival traz colaborativas entre brasileiros e argentinos e entre brasileiros e uruguaios em todas as edições. Este ano, três cervejas estarão disponíveis nos estandes da Zapata e da Hunsrück para compra durante os três dias de evento.

A El Cruce, feita pelas cervejarias Zapata (BRA) e a Brewery Berlina Patagonia (ARG), é uma Imperial Belgian Stout com aroma de café e chocolate ao leite e possui amargor equilibrado. Já a Los Pueblos Hermanos, feita entre a Zapata (BRA) e Cerveza Artesanal Blest (ARG), é uma American Wheat com toques cítricos e frutados provenientes de uma adição dos lúpulos Cascade e Mosaic, em dry hopping. E uma Imperial Stout produzida pela Hünsruck (BRA), Beer Bros (URU), Oso Pardo (URU), Davok (URU) e Ruca Beer (URU), a cerveja é forte e por ter 8,3% de teor alcóolico é recomendada consumi-la no inverno.

O evento ainda terá atrações musicais, a programação conta com a presença das bandas Luciano Leães, Alexandre França, Só Creedence, No Drumma, Bibiana Petek, Black Cat e DJ Fábio Lima.

E para harmonizar com as cervejas do evento, alguns food trucks estarão na parte gastronômica. Entre os já confirmados estão o Baleia espetaria, Bistrol, Insano, Ligeirin, Pueblo Food Truck e Uruguay Gourmet.

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Sexta-feira, 2 de agosto de 2019

Harmonização: cerveja e comida portuguesa

A comida portuguesa é bastanta saudável, utiliza muitos legumes, batatas, azeite de oliva, peixes e frutos do mar. É também uma cozinha tradicional, tanto nos pratos salgados quantos nos doces.

Sardinhas assadas ou fritas é um ótimo prato para ser servido de petisco ou de entrada. Para acompanhar, a cerveja mais conhecida para ser consumida com aperitivos: a Pilsner. Ela é refrescante e equilibrada, tem corpo leve e boa carbonatação, que combate a gordura do peixe e limpa nosso palato para uma nova garfada.                                          

Outra opção de entrada é o caldo verde, feito a base de batata, paio e couve, servido com ViennaLarger, que tem um sabor de malte mais marcante, que lembra a casca do pão. Ela também contrasta com o leve defumado do paio e equilibra o sabor adocicado do caldo de batata.

O clássico bacalhau é cozido com grãos. O legal é procurar uma cerveja que equilibra o salgado do peixe, como uma Blond Ale, uma cerveja levemente adocicada, final seco e um perfil condimentado, que complementa os sabores do prato.

O cozido à Portuguesa leva diversos ingredientes: couves, batatas, carne, embutidos, arroz e feijão, o que possibilita várias combinações. Boas opções são cervejas bem carbonatadas, não muito doces, com alguma acidez, que corta a suntuosidade do prato, como uma Saison.

Já a carne de porco à Alentejana harmoniza com American Pale Ale com aromas cítricos proveniente do lúpulo, com amargor em evidência e teor alcóolico mais elevado, mas refrescantes, que ajuda a combater a gordura excessiva e equilibrar o salgado do prato.

Finalize com um doce típico: pastel de Santa Clara, mas aqui servido com Stout, uma cerveja com notas de malte torrado, café e chocolate amargo, provenientes da torrefação do malte, que contrasta muito bem com a doçura da sobremesa.

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Sexta-feira, 26 de julho de 2019

Heineken iniciará produção da Lagunitas no Brasil

Criada em 1993 e adquirida pela Heineken em 2017, a cervejaria norte-americana chega ao Brasil reforçando o portfólio da multinacional e aumentando competição com rivais no segmento de maior valor. No Brasil, a Lagunitas preenche um espaço ainda vago onde suas marcas do segmento premium Eisenbahn e Baden Baden possuem um posicionamento de marca mais tradicional e de menor apelo com um público mais jovem e com aceitação a cervejas lupuladas.

Original da Califórnia, a cervejaria Lagunitas se tornou, ao longo de seus 25 anos, uma das mais populares e de mais rápido crescimento dos Estados Unidos. Fatores que certamente foram motivadores de sua aquisição pela Heineken em 2017.

Ainda quando figurava entre as afiliadas da BrewersAssociation nos EUA, a Lagunitas foi ranqueada como a sexta maior cervejaria artesanal americana em 2014. Em 2018, segundo a empresa de inteligência de mercado Nielsen, a cervejaria foi considerada umas das 5 maiores do “segmento artesanal” do país.

Fundada por Tony Magee, a Lagunitas teve como estratégia de crescimento no mercado americano uma fórmula que combina cervejas lupuladas, identidade visual vintage e marketing com tom irreverente.

A presidente da Lagunitas, Maria Stipp declarou a intenção de instalar uma cervejaria no Brasil, entre os próximos passos da marca alegando que o jeito mais eficiente para que consumidores “experimentem o frescor da IPA de Petaluma” é com uma fábrica por perto.

Enquanto a nova cervejaria está nos planos, a Heineken iniciou a produção da Lagunitas em sua fábrica em Blumenau (da também afiliada Eisenbahn) e já deve chegar com o produto aos mercados em agosto, tendo dentro da estratégia de lançamento da cerveja está um stand no festival Mondial de laBiere Rio que será realizado em setembro.

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Sexta-feira, 19 de julho de 2019

Interior Paulista, a cerveja regional

A Hazy IPA Interior PAulista é uma Cerveja colaborativa entre as cervejarias Cuesta de Botucatu e Carranca de Agudos. Ela é a 1ª cerveja brasileira com ingredientes 100% regionaisproduzidos no interior do estado de São Paulo: os maltes são da RAOS Maltearia, localizada em Campos de Holambra; os lúpulosDalcin, de Taguaí e as leveduras do YeastLab, de Franca.

A cerveja leva o nome de Interior PAulista, como alusão à sua denominação de origem, possui 5% de teor alcóolico e 50 IBU.

Do estilo HazyIndiaPale Ale, ela possui turbidez, coloração amarela atraente e aromas e sabores de lúpulo pungentes, mas com amargor equilibrado e alto drinkability. Foram usadas sete variedades de lúpulo, todos eles em flor, o que necessitade um maior conhecimento técnico para poder extrair ao máximo as características da planta.

Segundo os produtores, o estilo escolhido foi para que pudessem trazer o máximo de extração dos insumos. A cerveja em lata de 473ml está disponível para compra no site da cervejaria Cuesta.

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Quarta-feira, 10 de julho de 2019

Monges encontram receita de cerveja medieval perdida

Os monges da abadia de Grimbergen, na província de Brabante Flamengo, na Bélgica, encontraram a receita original de uma cerveja que era produzida artesanalmente no local há 224 anos e voltarão a fabricá-la.

A fórmula permaneceu todo este tempo escondida nos arquivos da abadia. Uma das salas do mosteiro está sendo reformada para dar lugar à nova fábrica, que deverá produzir 1 milhão de litros da cerveja por ano.

A abadia foi construída em 1128 e saqueada por tropas francesas em 1795, o que causou a destruição da cervejaria e a perda da receita. Grande parte do templo foi reconstruída, mas a fórmula só foi encontrada após uma longa investigação nos acervos do mosteiro, ela estava escrita em latim e holandês antigo e precisou ser traduzida para chegar à receita atual.

A cerveja leva o mesmo nome do mosteiro, Grimbergen e é do estilo Trippel, com cinco meses de maturação em barris de uísque e 10,8% de teor alcoólico. A fênix foi adotada como símbolo da marca, pois na mitologia, a ave é sacrificada e renasce das próprias cinzas.

A produção irá contar com a parceria das marcas de cerveja Carlsberg e Alken-Maes e os primeiros lotes devem estar prontos para comercialização até o fim de 2020. Os lucros das vendas serão destinados à manutenção da Abadia e a ajudar os fiéis que “batem à sua porta”. E para evitar novos saques, os monges já se certificaram de exportar parte da produção para a França.

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Quarta-feira, 3 de julho de 2019

Harmonização: cerveja e fondue

Com a chegada do inverno, aumenta o consumo de comida quentes. Um dos pratos mais procurados é o fondue, pois além de esquentar, ele dá conforto e aconchego. E ainda ele possui versões salgadas e doces, que possibilita várias harmonizações com cervejas, intensificando a experiência gastronômica.

O tradicional fondue é preparado com queijo gruyère e emmental, que são mais suaves e levemente adocicados. Para o gruyère, os estilos Weizenbier e Strong Golden Ale ajudam a ressaltar as características frutadas do queijo, a alta carbonatação da Weiss ou um teor alcoólico mais alto como da Strong Golden Ale ajudam a combater a gordura e renovam o paladar. Já para o emmental, é legal optar por cervejas dos estilos Schwarzbier, Pale Ale e Bock, que são mais maltadas e possuem amargor de moderado a alto e aromas levemente frutados, que equilibra bem o doce do queijo.

Se o fondue for feito com queijos mais fortes, como gorgonzola e parmesão, você pode também optar pela Porter, uma cerveja mais escura e encorpada. As notas marcantes de café torrado dessa bebida irão se equilibrar com o sabor intenso do queijo. Ou ainda uma Tripel, que é um estilo mais robusto, com aroma frutado e com teor alcóolico um pouco mais alto, cerca de 8%, uma ótima cerveja para dar aquela sensação de aquecimento.

O fondue de carne pode ser servido com queijo ou em molhos diversos. Cada combinação pede diferentes cervejas. Se servido com queijo, as cervejas indicadas são as do estilo Pale Ale, Dunkel ou Schwarzbier. O molho barbecue vai bem com IPA ou Rauchbier. E de mostarda, uma Bock.

Para harmonizar o fondue com chocolate, a dica é uma cerveja mais encorpada, que tenha notas de torrefação (toffee, chocolate amargo e café), e teor alcoólico mais elevado, como os estilos Stout, Porter, Dunkel e Dark Strong Ale. Essas cervejas criam um perfil aromático e de sabor que pode servir de contraste para o adocicado do chocolate.

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Quarta-feira, 26 de junho de 2019

Zero plástico no pack da Corona

A cervejaria mexicana Corona anunciou o lançamento de um projeto piloto de eliminação do plástico para embalagens six-pack para latas. O projeto faz parte do compromisso da marca com a Parley for the Oceans de se tornar líder no setor de cervejas na utilização de embalagens amigas do meio ambiente.

Embora a embalagem principal da Corona seja a garrafa de vidro, a marca viu uma oportunidade de ajudar a redesenhar uma fonte frequente de plástico na categoria: as embalagens multipacks e os anéis agrupadores para latas.

A cervejaria criou, junto com a agência Leo Burnett da Cidade do México, um sistema em que as latas se encaixam umas nas outras, eliminando o uso dos anéis. Batizada de “Fit Pack”, a solução agrupa até 10 latas, usando apenas a estrutura da embalagem, sem a necessidade de qualquer material adicional. O sistema de montagem se conecta na parte inferior e superior de cada lata, criando pilhas. Segundo a agência desenvolvedora, essa é uma inovação que pode ser dimensionada em nível global, resolvendo o problema do plástico.

Por enquanto, as embalagens não estão sendo produzidas comercialmente. Foi feito apenas um lote especial para a ação. A embalagem foi selecionada para a final do Cannes Innovation Lions 2019 na categoria marketing.

Paralelamente à ação com as latas encaixáveis, a Corona avalia novos anéis, em que o plástico é substituído por fibras biodegradáveis de base vegetal combinadas com um agregado de subprodutos e materiais compostáveis.

Ação semelhante está sendo adotada por várias cervejarias no mundo, como a espanhola EtrellaDamm e a dinamarquesa Carlsberg.

Veja o filme da campanha nesse link: https://vimeo.com/336137535

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Quarta-feira, 19 de junho de 2019

Pratinha lança cerveja instantânea

A cervejaria Pratinha, oriunda de Ribeirão Preto, lançou a primeira cerveja instantânea do mundo. Basta misturar o sachê da cerveja artesanal ultra concentrada com água com gás. Ela faz parte da linha Magic Booze, uma linha de projetos inovadores da cervejaria. Cada embalagem resulta em 250ml de bebida.

Foram nove meses de pesquisas no Beer Hack Lab, laboratório de inovação e experiências da Pratinha. E segundo a cervejaria, a fórmula da bebida instantânea não tem diferença em relação à “cerveja mãe”, ela não possui nenhum ingrediente artificial.

A cerveja é feita normalmente. Depois de pronta, ela é congelada e tem sua pressão reduzida, o que faz com que a parte líquida entre em processo de sublimação. Depois disso, é adicionado mais malte e lúpulo.

A vantagem é que com a Magic Booze, o volume de cerveja armazenada diminui consideravelmente. A bebida pode ficar em embalagens Post Mix e Kegs, assim como pode ser servida a partir de qualquer máquina de refrigerante.

Por enquanto só os rótulos Pratipa e Weizen foram lançados, mas a intenção é que outros estilos sejam desenvolvidos na sua versão instantânea em breve. O sachê está sendo vendido pela internet pelo e-commerce da Pratinha, por R$ 14,90 com o prazo de entrega de 45 dias. Cada unidade contém 50 ml do extrato para ser misturado com 200 ml de água com gás gelada.

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Sexta-feira, 14 de junho de 2019

Brasil Session IPA

A cerveja Brasil Session IPA da ribeirão-pretana SP 330 é produzida somente com ingredientes nacionais.

O lúpulo é da LúpuloBR e foi colhido no final de fevereiro na Serra da Mantiqueira, na Fazenda Hop Growers, em Tuiui (SP), que já está com uma produção considerável do lúpulo conhecido como Mantiqueira, uma variedade brasileira que está crescendo na região e também em cidades mais próximas a Campos do Jordão.

Já os maltes vieram do sul do país, fornecidos pela maior produtora da América Latina, a Agrária Maltes, foram utilizados maltes Pilsen, Vienna e Munique. Com um laboratório impecável e time super profissional, a maltaria tem ótima cevada sendo cultivada, colhida e malteada em Guarapuava, no Paraná, e região. Eles atendem cerca de 30% de todo o mercado de cervejas no Brasil e acompanhou o projeto de perto junto com a cervejaria SP 330.

A cerveja é leve e refrescante e possui 4,9% de teor alcoólico e 25 IBU. Ela é comercializada em garrafa de 500 ml e chope, na região de Ribeirão Preto e São Paulo.

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Sexta-feira, 7 de junho de 2019

USP faz pesquisa de cervejas com madeiras nacionais

Árvores nativas no nordeste brasileiro trazem inovação para o mercado de cervejas artesanais. Bebidas envelhecidas em barris de Amburana e Cabreúva apresentaram notas mais complexas, sabores e aromas exclusivos, coloração mais intensa e aspectos amadeirados. Os testes foram feitos no Laboratório de Tecnologia e Qualidade de Bebidas (LTQB), da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da USP, pelo engenheiro agrônomo Giovanni Silvello em sua dissertação de mestrado.

O estudo traz a possibilidade de criação de uma cerveja genuinamente brasileira, o que é de grande interesse das cervejarias que contam com a inovação de produtos para atender à demanda de crescimento.

Com a experiência trazida da UniversitéCatholique de Louvain, na Bélgica, onde cursou o programa de mestre cervejeiro e realizou pesquisas,Silvello deu continuidade às suas investigações usando matéria-prima de nossa região. Para os testes, escolheu Amburana, Cabreúva, Carvalho Americano (a madeira mais empregada na indústria cervejeira) e barril de metal (controle) que não proporciona envelhecimento da bebida.

O resultado obtido nos experimentos surpreendeu em vários aspectos, inclusive no tempo necessário para obtenção de uma bebida com bons indicadores de qualidade. Há vários fatores que influenciam no resultado do envelhecimento da cerveja, entre eles o tipo da madeira onde o líquido é armazenado. As amostras foram acompanhadas mensalmente para identificar periodicamente a evolução das características que definiriam a qualidade da bebida.

No final do processo de envelhecimento, a bebida foi submetida a testes sensoriais de sete pessoas treinadas no paladar para identificar atributos específicos, como sabor, aroma, aspectos visuais e sensações. No perfil sensorial, a cerveja envelhecida em barril de Amburana apresentou aromas amadeirados, torrado, fenólicos, tabaco e canela. A de Cabreúva, os avaliadores destacaram um a coloração mais intensa, aroma de cumaru, caramelo, chocolate, noz moscada e herbáceo.

A partir desses resultados, é possível considerar que as madeiras avaliadas apresentaram grande potencial na aplicação do envelhecimento de cerveja, mas, antes das cervejarias começarem a usar essas madeiras, um estudo com consumidores deve ser realizado para verificar a aceitação de produtos desse tipo.

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Quarta-feira, 29 de maio de 2019

Harmonizacao cerveja e charuto

A Confraria Aficionadas é um grupo de mulheres que se reúnem para fumar charuto. Em sua ultima edição, relizada bo Club D’Orsay, em São Paulo, os charutos foram harmonizados com cervejas. Foram dois charutos Toscano com três cervejas da Cervejaria Nacional.

Assim como a harmonizacao com comida, foi servido primeiro o charuto menos intenso com a cerveja mais leve. O legal que serviram o mesmo charuto com duas cervejas diferentes, mostrando que cada uma realca uma caracteristica diferente do charuto e vice-versa.

O charuto Clássico com intensidade 3, possui notas terrosas, amadeiradas e defumadas. Primeiro com a Y-Iara, uma Pilsen levinha, por ser menos intensa, achei que a cerveja ganhou algumas notas do charuto.

Já com a Kurupira, uma cerveja do estilo Amber Ale e mais maltada, o charuto quebrou um pouco do dulçor.

E no final, a harmonizacao mais surpreendente: o charuto Antico (ainda não comercializado no Brasil) maturado por 18 meses, intensidade 5 e com notas picantes foi servido com a Saison de Muse Barrique, uma cerveja criada na Nacional pela Taiga e Daiane Colla, que além de também ser maturada, é frutada, ácida e levemente picante. Achei incrível! Pensando antes na cerveja, achei que ela não teria potência para o charuto, mas me enganei, apesar de ela ser delicada, harmonizou maravilhosamente bem e realçou a picância dos dois.

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Quarta-feira, 22 de maio de 2019

Durma na cervejaria Avós

A Cervejaria Avós inovou e abriu o quartinho da avó para receber pessoas que queiram se hospedar um dia (ou mais) na casa da Avó mais querida do mundo cervejeiro.

Você pode se hospedar em um quarto com duas camas de solteiros e banheiro privativo que fica em cima do tap room da cervejaria na Vila Ipojuca, em São Paulo.

A hospedagem dá direito a um copo 300ml de chope escolhido pelo hóspede.

Além das duas camas, há um sofá e uma torneira de chope que vem direto da fonte. O chope é definido pelo hóspede.

A casa é repleta de lembranças que remetem aos almoços de domingo na casa das avós e a reserva é feita pelo site de hospedagens Air BnB.

A Avós é uma das micro-cervejarias mais reconhecidas no Brasil por produzir sempre lagers, cervejas de baixa fermentação.

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Quarta-feira, 15 de maio de 2019

Cerveja Original ganha versão em lata

A latinha de 350mL chega às prateleiras e aos bares brasileiros para competir em “praticidade” com outras cervejas em lata populares, como Brahma, Itaipava e Skol. A marca continuará a ser vendida, também, nas garrafas de 600mL e 300mL.

Resgatando o design retrô típico da década de 1990, a lata traz a tradicional faixa azul da marca, e reforça a estética de originalidade que faz parte da marca desde 1931.

A novidade foi anunciada primeiramente através de um vídeo postado por Felipe Cerchiari, Diretor de Inovação da AmBev, mostrando as latas ainda no processo de produção.

Primeiro, a novidade estará à venda em cidades do Sul e Sudeste. Até o fim do ano, chega às demais regiões do País.

No Brasil, pesquisa de 2018 do Euromonitor mostra que Skol domina 28,6% do mercado. Depois, vêm Brahma (17,1%), Antarctica (10,6%) e Itaipava (8,8%).

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Quarta-feira, 8 de maio de 2019

Brasil Brau 2019

A 15ª edição da Brasil Brau – Feira Internacional de Tecnologia em Cerveja, evento pioneiro que concentra o que há de mais atual em tecnologia, produtos e serviços do mercado cervejeiro do País, acontece de 28 a 30 de maio, no São Paulo Expo. A feira bienal reúne mais de 100 marcas em mais de 8.000 m² e espera atrair cerca de 10 mil de visitantes de diferentes regiões do Brasil e internacionais. A programação inclui Congresso, além do Prêmio Brasil Brau de Gestão de Negócios em Cerveja.

Uma das novidades de 2019 é a estreia do novo formato de divulgação e interatividade de produtores com seu público-alvo. O Brewer Lounge é um espaço para cervejeiros apresentarem conteúdo, unindo abordagem técnica com degustação orientada de cervejas em prol do debate de boas práticas, processos de produção, usabilidade de produtos e serviços. A ativação será gratuita, mediante a distribuição de senha uma hora antes de cada painel com capacidade para 70 pessoas.

Outro diferencial do evento está na política de admissão do público, que valoriza a participação de profissionais com vínculo comprovado com o setor. Há três formas de participar da feira: convite da organização; credenciamento online por meio de comprovação de vínculo com o mercado cervejeiro; ou aquisição de um ingresso por R$ 120/dia. Para a edição de 2019, a Brasil Brau já conta com um recorde de pré-credenciamentos com 220% a mais de solicitações em relação a 2017.

Já o III Prêmio Brasil Brau de Gestão de Negócios em Cerveja é uma contribuição da feira para incentivar a valorização e profissionalização das marcas. O objetivo da premiação é destacar a gestão do negócio de cervejas especiais, em médio e longo prazo, que podem concorrer em quatro categorias: Design de Embalagem, Comunicação da Cultura das Cervejas, Responsabilidade Social e Sustentabilidade. As inscrições podem ser feitas a partir de 20 de março através do site do evento. Além das categorias oficiais, o prêmio também abre uma votação popular para eleger o Profissional em Destaque (Mestre Cervejeiro/ Sommelier) e Fábrica de Destaque (Melhor Cervejaria/Fornecedor de Insumos ou Equipamentos).

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Quarta-feira, 1° de maio de 2019

Harmonização com comida vegetariana

Cada vez mais pessoas estão aderindo à dieta vegetariana e vegana. Mas ao contrário do que muitos pensam, as opções de alimentação para esse público são bastante variadas e também podem ser harmonizadas com uma boa cerveja.

No geral, para combinar pratos veganos ou vegetarianos com cerveja segue-se os tipos de harmonização conhecidos. São três: por semelhança (quando elementos da comida e da cerveja têm notas parecidas), por complementação (quando a bebida e o alimento se completam) e por oposição (quando dois sabores distintos são mesclados).

Mas antes de começar a harmonização é preciso ficar atento à composição das cervejas, pois existem algumas que usam, por exemplo, um clarificante feito a partir de substâncias da bexiga de peixes, outras adicionam lactose, chocolate, mel, itens não consumidos em uma dieta vegana.

Agora vamos aos pratos sugeridos pela a sommelière de cervejas e jornalista Taiga Cazarine. É sempre bom começar com um prato leve e ir aumentando a intensidade ao longo da refeição. Então, de entrada uma salada com folhas verdes, nozes, tofu e molho de laranja. O legal da salada é que dependendo do molho, a escolha da cerveja muda. É também interessante pensar em cervejas que possam complementar o tempero, como Witbier, Saison e Sour Ale.

Outra opção de entrada sem ser salada é um croquete de shimeji, que mesmo sendo frito, ele não é gorduroso. E para acompanhar, uma Session IPA com um amargor suave ou uma Märzen, que apresenta um equilíbrio de malte e lúpulo.

Para o prato principal, use os mesmos ingredientes dos primeiros: tofu e cogumelo, mas agora servido com espaguete e servido com uma cerveja do estilo American Amber Ale. A cerveja combina com a leve torra da combinação do cogumelo com o tofu. Outra dica seria harmonizar com uma Porter não muito robusta, ou uma Bock.

A harmonização clássica para hambúrgueres é com IPA, mas para um hambúrguer feito com arroz integral e cogumelo, uma opção bem legal a Rauchbier, que vai trazer um sabor defumado que complementa o lanche.

Para a sobremesa, um sagu de frutas amarelas com manga, maracujá e laranja. Para acompanhar, uma Belgian Stron Golden Ale ou uma Saison ou ainda uma Fruit Beer, que agregaria outra fruta.

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Sexta-feira, 26 de abril de 2019

Fábrica da Bohemia aberta para ciganas

A fábrica da cervejaria Bohemia, localizada em Petrópolis no estado do Rio de Janeiro, anunciou que está abrindo suas portas para a produção de cervejarias ciganas (aquelas que não possuem fábrica própria e utilizam o maquinário de outra cervejaria para sua produção). Essa é a primeira ação do gênero da AB Inbev e segundo a empresa, esse não é um projeto pontual,

A primeira cervejaria anunciada como participante deste modelo é a carioca O Motim que, a partir do fim de abril, vai produzir 6 mil litros de sua hoppylagerHell de Janeiro nas instalações da Bohemia utilizando seus recursos de equipamentos, matéria-prima e controle de qualidade.

Além do espaço, a ideia é oferecer todo o suporte na compra e acesso aos mais variados insumos a preço de custo, no controle de qualidade, na compra de embalagens, distribuição. E ainda o rótulo será vendido em bares do Urso, da Colorado, e participará de eventos relevantes junto com a marca.

Com portfólio artesanal crescente e aquisição de cervejarias pelo mundo como Goose Island nos EUA, Birra delBorgo na Italia e Colorado no Brasil, a AB Inbev dá um passo numa estratégia híbrida que parece adequada a velocidade incerta do crescimento do mercado brasileiro no segmento artesanal.

Essa ação pode ajudar as pequenas cervejarias, já que permitem a produção em menor escala com qualidade e também aos consumidores, que terão mais rótulos disponíveis a preços mais acessíveis.

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Quarta-feira, 17 de abril de 2019

Randy Mosher faz circuito de palestras no Brasil

O escritor norte-americano, Randy Mosher, autor de livros ícones da cultura cervejeira, como o Radical Brewing, que foi lançado recentemente em português pela Editora Krater, está de volta ao Brasil para uma série de workshops e palestras. Serão três oportunidades, com vagas limitadas, de cursos aplicados nos Estados Unidos por Randy Mosher.

O workshop Professional Beer Tasting and Styles é o curso ministrado por Randy Mosher no Siebel Institute que deu origem ao livro Tasting Beer. Nele, Randy começa expondo alguns aspectos teóricos da cerveja, passando por sua história, definições e métricas, conceitos da degustação e produção de cervejas. Passando para a prática, são conduzidas avaliações de off-flavors e degustações de dezenas dos mais importantes estilos de cerveja do mundo, entre clássicos e contemporâneos. Ele acontece na Cervejaria Tarantino, em São Paulo, nos dias 1º e 2 de junho.

Já Beer and Food Experience, que acontece na Cervejaria Noi, no Rio de Janeiro nos dias 3 e 4 de junho, é um curso de harmonização com cervejas desenvolvido para o renomado Siebel Institute. Nesta atividade, Randy expõe os princípios básicos da arte de combinar cervejas e alimentos, estimulando os participantes a explorar diversas situações para entender na prática o que funciona e não funciona. O objetivo é que as pessoas saiam confiantes o suficiente para avançar por conta própria em qualquer oportunidade de harmonização.

A Cervejaria Suricato Ales, em Porto Alegre, recebe, no dia 5 de junho, o Product Development, que foca no desenvolvimento de novas cervejas adaptadas ao mercado cervejeiro atual, que está em constante transformação. Nele, Randy Mosher transmite toda a sua experiência no desenvolvimento de produtos para grandes empresas, além de sua expertise como consultor para cervejarias, dando aos participantes todas as ferramentas teóricas e práticas necessárias para o desenvolvimento de novas cervejas de sucesso.

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Quarta-feira, 10 de abril de 2019

Heineken investirá R$ 15 milhões em cursos sobre cervejas artesanais

A Heineken, segunda maior cervejaria no país, atrás da Ambev, fechou uma parceria com o Instituto da Cerveja Brasil (ICB), escola de formação de profissionais do setor cervejeiro, para estimular a difusão de conhecimento sobre a área.

A multinacional vai investir aproximadamente R$ 15 milhões para auxiliar o ICB a ampliar a oferta de cursos e treinamentos de diferentes públicos, incluindo mestres-cervejeiros, funcionários da Heineken, distribuidores, varejistas e sommeliers. A parceria terá duração de sete anos e pode ser prorrogada.

O objetivo da parceria é ajudar a mudar o mercado brasileiro, democratizando o conhecimento sobre cerveja e ajudando os consumidores na hora da compra, já que a categoria de cervejas artesanais tem crescido de forma acelerada nos últimos anos. No ano passado, de acordo com dados da Associação Brasileira de Cerveja Artesanal (Abracerva), a categoria cresceu 23% em volume de vendas e atingiu 167,4 milhões de litros. Para 2019, a previsão da entidade é um avanço de 25% a 30% sobre esse volume.

O ICB forma 1,2 mil pessoas ao ano para atuar no mercado cervejeiro. A parceria com a Heineken permitirá elevar esse número para 2,5 mil profissionais formados anualmente. Posteriormente, há planos de iniciar cursos pela internet.

Atualmente, a escola está presente nas cidades de Porto Alegre, Florianópolis, Curitiba, São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte Goiânia, Brasília, Salvador e Fortaleza. Neste ano, o ICB vai realizar cursos também na Serra Gaúcha (RS), em Chapecó (SC), Bauru (SP), Ribeirão Preto (SP), Vitória (ES), Cuiabá, Recife, Belém e Manaus.

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Quarta-feira, 3 de abril de 2019

Bar da Hoegaarden em SP

A cerveja belga Hoeegaarden abre seu primeiro bar no mundo e a cidade escolhida foi São Paulo, mais especificamente o bairro de Pinheiros. Segundo a cervejaria, o Hoegaarden Greenhouse é “um verdadeiro vilarejo belga no meio de São Paulo” e abriga 264 plantas de 38 espécies diferentes, em uma paisagem sonora artística, para que o frequentador possa se desconectar da correria da cidade e se sentir em casa.

O espaço possui 360m², capacidade para 200 pessoas e já conta com uma programação extensa de brunchs, exibições de cinema aberto, feiras de produtores locais e de alimentos orgânicos e workshops de jardinagem.

O cardápio foi idealizado pelo chef Raphael Despirite, seguindo o conceito farm to table com comida fresca e saudável para compartilhar, produtos orgânicos e de pequenos produtores, tudo com referências belgas e baixo desperdício. Na deli, o consumidor pode escolher opções de charcutaria, pastas e legumes para montar sua tábua e dividir com os amigos. Enquanto isso, o snack bar tem diversos petiscos, além das batatas fritas, croquetes de crevettes e tempurá de couve-flor em massa de cerveja. Sem contar o pão Hoegaarden, tipo focaccia e com leve toque de laranja e grãos de coentro, produzido pela Padaria da Esquina.

O público ainda pode aproveitar um espaço para experimentação sobre o universo da marca, além de drinks criados pelo Apothek a partir da cerveja e também da versão em chope. A Hoegaarden é uma witbier (cerveja belga feita com malte e trigo, marcada por aromas de coentro e laranja) leve, refrescante, aromática e vencedora de 10 medalhas na World Beer Cup (WBC).

O endereço é Rua Fernão Dias, 672 – Pinheiros. Horário de funcionamento: de terça-feira e quarta-feira, das 12h às 00h; de quinta-feira a sábado, das 12h às 1h, e aos domingos, da 12h às 22h.

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Quarta-feira, 27 de março de 2019

Harmonização: cerveja e peixes

Na quaresma muita gente faz promessas de comidas e é nessa época que diminui o consumo de carne vermelha e aumenta o consumo de peixe. Independente do peixe escolhido e de seu modo de preparo, sempre há uma cerveja para combinar com ele.

Peixe branco ou atum grelhado acompanhado de salada é uma ótima opção para um prato leve e sem exageros. Para acompanhar, uma cerveja também leve como as produzidas à base de trigo, tanto da escola alemã, as Weizen, como da escola belga, as Witbiers. As primeiras possuem aromas e sabores frutados, que lembram banana, e levemente condimentados, como cravo. Já as segundas são leves e refrescantes e levam na receita sementes de coentro e cascas de laranja, o que enfatiza os sabores condimentados e principalmente frutados cítricos.

Estilo mais consumido no Brasil e no mundo, a American Lager é leve, refrescante, com coloração amarelo claro ou dourada, sabores maltados e baixo amargor. Esse estilo harmoniza bem com peixe frito.

A Pilsner é um pouco mais intensa que a Light Lager, esse tipo de bebida tem baixa fermentação, é mais leve e de amargor moderado. Uma boa combinação é com petiscos também mais suaves, como truta.

Para peixes mais gordurosos e com sabor mais intenso, escolha uma Belgian Strong Golden Ales, que tem coloração dourada, sabor frutado e levemente condimentado. Podem chegar a até 10,5% de teor alcoólico, porém de forma não agressiva, mantendo a refrescância e riqueza de sabores.

Já o salmão grelhado fica melhor acompanhado com uma India Pale Ale bem aromática, já que o amargor limpa o paladar que a gordura do peixe deixa na boca.

Para o bacalhau, muito consumido nessa época, sirva com uma English Pale Ale, American Ale ou Belgian Strong Ale. Mas se ele estiver em forma de bolinho, prefira uma Pilsen, que vai ajudar a cortar a gordura do petisco ou uma Weiss, que é leve, refrescante e possui uma acidez discreta.

Finalizamos com um prato mais elaborado: a moqueca. Ela combina com uma American Pale Ale, por causa do seu toque fresco e amargo do lúpulo ou com uma Stout, que também tem amargor moderado, só que com caráter torrado do malte.

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Quarta-feira, 20 de março de 2019

Cervejas cubanas

Não há muita variedade de cerveja em Cuba. As duas primeiras da foto são mais difíceis de encontrar, já as outras são bem populares, principalmente a Crystal e Bucanero.

A cerveja Bruja “Manacas” é agradável, levemente frutada e tem bom drinkability. Foi perfeita para a pausa da caminhada pelo Malecón debaixo de um solzão. Produzida em Villa Clara, só achei em um barzinho bem local na orla de Cienfuegos e paguei cerca de R$1,50.

Tínima de Camaguey é levinha, seca, com sabor condimentado e possui 5,3% de teor alcoólico. Produzida na província de Camagüey, só encontramos em garrafa (e tem um tampinha linda) na cidade de mesmo nome, no bar la Piazza, na praça central. Já em chope, tomei em outras duas cidades: Ciego de Ávila (paguei cerca de um real no copo de 300ml, mas achei que estava um pouco oxidado) e SanctiSpíritus (tinha uma barraquinha na rua vendendo e acabei ganhando o chope).

As outras quatro são produzidas pela “Empresa MixtaBucanero S.A.”. A Mayabe é a mais barata delas, com 4% de teor alcóolico e quase sem sabor. Já a Cacique possui 4,5% de álcool e tem um pouquinho mais de sabor. Apesar de serem produzidas em grande escala, achei que seria mais fácil de acha-las, diferentemente da Crystal e Bucanero, que estão em praticamente todos os bares da ilha. A Crystal é conhecida como “La preferida de Cuba”, uma pilsen levinha com 4,9% de teor alcóolico, lembra as nossas mainstream e até que vai bem para o calor cubano. A Bucanero é a mais forte delas (e isso vem escrito na sua embalagem), mas ainda assim achei leve, mesmo que seu teor alcóolico seja maior que a das outras, possui 5,4%.

E por último, a cerveja Lagarto, que alguns locais nem a reconheciam como cubana, pois agora ela é produzida e enlatada na Bélgica, especialmente para o mercado cubano.

Em Havana, achei dois brewpubs: a Factoria Plaza Vieja em Habana Vieja e a CerveceriaAntiguoAlmacen de laMadera e El Tabaco localizada em uma antiga fábrica de charutos na orla em um galpão grande com uns desenhos na paredes bem legais. As duas produzem três tipos de chope: claro, escuro e negro e também nas duas, os garçons não souberam me explicar as cervejas. Experimentei o chope claro de cada lugar, na Factoria ele parecia uma Weiss (e foi servido meio quente, mas depois percebi que eles costumam colocar gelo na cerveja), enquanto que do AntiguoAlmacen estava mais para uma Märzen.

Eu tinha feito uma pesquisa sobre as cervejas cubanas antes de viajar e tiveram duas: La Palma de Ciego de Avilla e Tropical de Granma, que eu não achei de jeito nenhum, mesmo perguntando na cidade de origem, as pessoas não souberam informar.

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Quarta-feira, 13 de março de 2019

Hop Soda

Tradicional no mercado de cervejas desde a sua fundação em março de 1995, a Dado Bier agora aposta em um novo formato de bebida. Sem álcool, feita à base de chás e lúpulo, a Hop Soda chega ao mercado como uma opção aos refrigerantes, mas ela se diferencia porque é uma soda natural, a base de chás, com suco natural, pouco açúcar e lúpulo.

O produto é envasado exclusivamente em latas e a Hop Soda RED leva chá preto, frutas vermelhas e lúpulo amargo.

A criação da Hop Soda surge de uma parceria de anos entre Rafael Rodrigues e Micael Eckert, fundadores da cervejaria Coruja e da AVR – Águas vão rolar. Os dois se uniram à Eduardo Bier e das formulações deste trio, a Hop Soda veio a tona. Um dos resultados desta parceria foi a inovação de estenderem sua grande experiência com o lúpulo para as soft drinks. Eles tinham o desejo de fazer uma bebida não alcoólica, mas não gostavam da ideia de cerveja sem álcool, queriam algo mais moderno e vinculado à cerveja, foi assim que nasceu a Hop Soda.

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Quarta-feira, 6 de março de 2019

Dia da ressaca

Muitas pessoas não sabem, mas a ressaca tem um dia só para ela: 28 de fevereiro. E agora, pós carnaval, é um momento propício para se pensar nela. A ressaca é uma resposta do organismo humano, que alerta quando o corpo está intoxicado pelo álcool. Dores de cabeça, enjoos e desidratação são alguns dos sintomas mais comuns da ressaca.

Há algumas dicas para evitar a ressaca: alimente-se antes de beber, nunca beba de estômago vazio; beba bastante água, a cada copo de drinque, um copo de água; evite frituras, pois estes alimentos sobrecarregam ainda mais o trabalho do fígado; e siga o lema da cerveja artesanal: beba menos, beba melhor.

Mas se mesmo assim você ficou de ressaca, também tem dicas sobre os cuidados básicos para amenizar os sintomas ou mesmo prevenir este desconforto: beba bastante líquido, de preferência água ou água de coco, chá verde e sucos naturais e coma alimentos mais leves, como sopas e caldos. E tenha paciência, pois a ressaca tem prazo de validade, o tempo em que seu corpo vai voltar totalmente ao normal (imaginando que você se absteve de qualquer coisa alcoólica) é de até 24 horas.

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Sexta-feira, 1º de março de 2019

Harmonização cervejas e lanches

Um lanchinho cai bem em toda refeição: num almoço mais informal, pra um jantar preparado mais rapidamente, no meio da tarde, num café da manhã mais demorado. E independente de qual, uma cerveja junto também cai bem!

Pilsen é o estilo mais consumido pelo brasileiro e tem como características o dulçor, o baixo amargor e o sutil aroma de cereais. Harmoniza bem com hambúrgueres tradicionais de carne, queijos leves (como muçarela) e saladas suaves (como tomate e alface americana).

Se o hambúrguer tiver condimentos ou for acompanhado de queijos mais fortes, como o cheddar e saladas mais marcantes como a rúcula, opte por uma cerveja da família Lager, que é mais encorpada, como uma American Lager com sabores e aromas mais intensos, com bastante dulçor e equilíbrio com o amargor do lúpulo.

Red Ale e IndiaPale Ale são bons estilos para harmonizar com hambúrguer condimentado de porco ou linguiça, acompanhado de molhos barbecue.  As IPAs também harmonizam com sanduíche de pastrami, rúcula e mostarda Dijon no pão baguete, pois o amargor da cerveja combina com o amargor da mostarda e da rúcula Além de que a cerveja possui boa carbonatação, que consegue combater a gordura do lanche.

Para lanches com carnes ainda mais fortes, como de caça, javali, queijos parmesão ou grana padano e saladas com mais acidez, aposte nas cervejas escuras Stout e Porter, que possuem tostas intensas. Esses estilos também harmonizam com lanches de carne seca e de queijo coalho.

Lanches com peixes e frutos do mar combinam com Weizenbier, cerveja de trigo alemã com acidez refrescante e aromas complexos que lembram banana e cravo.

E se você quiser uma opção de lanche sem carne, como um sanduíche de muçarela de búfala com tomate cereja num pão ciabatta, experimente junto com uma cerveja do estilo American Amber Ale ou American Pale Ale. A acidez do tomate combina com os maltes da cerveja e o amargor da cerveja limpa todo o palato e prepara a boca para a próxima mordida.

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Credito:Priscilla Fiedler

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Quarta-feira, 20 de fevereiro de 2019

Beber cerveja depois do trabalho reduz estresse e combate envelhecimento

Aqueles que não conseguem chegar em casa sem antes passar no happy hour agora têm o melhor argumento. Tratamento contra o estresse e envelhecimento. Uma pesquisa enaltece esta prática como fundamental para envelhecer com saúde.

A Sociedade Americana de Genética Humana descobriu que a cevada é um dos melhores remédios para reduzir sinais de estresse, um dos principais fatores de envelhecimento.

Pesquisadores realizaram provas de DNA nas quais chegaram à conclusão que pessoas que bebem cerveja melhoram a saúde, têm menos possibilidade de desenvolver doenças renais e dissipam com mais facilidade a fadiga emocional e física da rotina.

Mas é sempre importante lembrar que é necessária moderação. A indicação é de que as pessoas consumam dois chopes por dia no happy hour, prática que obrigaria interagir com colegas e fundamental para sentir os benefícios encontrados na pesquisa.

Além de ser uma ótima forma de desenvolver novos laços interpessoais, você estaria também combatendo o envelhecimento.

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Quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019

Brasil fecha 2018 com 889 cervejarias, 210 a mais do que em 2017

Em 2018, a cada dois dias uma nova fábrica de cerveja foi registrada no Brasil. O número aponta o ritmo acelerado do setor, que se manteve com crescimento de 30% assim como nos anos anteriores. Com as 210 novas cervejarias registradas, o país fechou o ano com 889 fábricas. Dos 5.570 municípios brasileiros, 479 já possuem pelo menos uma cervejaria registrada.

Os dados foram divulgados pelos pesquisadores Eduardo Fernando Marcusso e Carlos Vitor Müller, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

Outro dado que impressiona é o volume de registros de cervejas e chopes. Foram 6,8 mil concessões em 2018, um número que supera outros mercados representativos no país, como o de polpas de frutas, vinhos e bebidas mistas. Os estados de Minas Gerais, São Paulo e no Rio Grande do Sul tiveram mais de mil registros cada.

Para o presidente da Associação Brasileira de Cerveja Artesanal (Abracerva), Carlo Lapolli, os números refletem as boas expectativas para o setor, que tem o objetivo de crescer também no volume de consumo das marcas independentes

Em relação à concentração, o Sudeste segue liderando o mercado nacional com 90% dos registros de produtos realizados em 2018.

O ranking de estados com mais fábricas não se alterou. O Rio Grande de Sul segue com a maior concentração: 186 fábricas de cerveja (em 2017 eram 142). Seguem a lista São Paulo (165), Minas Gerais (115), Santa Catarina (105) e Paraná (93).

Em relação ao crescimento, o número mais expressivo é do Espírito Santo. O estado fechou 2017 com 11 cervejarias e em dezembro de 2018 tinha 19, um aumento de 72,7%. Seguem a lista das maiores expansões percentuais: Paraná (38,8%), Santa Catarina (34,6%), São Paulo (33,01%) e Minas Gerais (32,2%).

O número de empregos gerados pelo setor também foi alvo de um levantamento da Abracerva. As cervejarias com menos de 100 funcionários geraram 1.114 vagas de janeiro a dezembro de 2018. O número é quase 20% maior do que as grandes indústrias, geralmente ligadas a marcas comerciais, que geraram 828 postos de trabalho. A estimativa é que cervejarias de 1 a 99 funcionários empreguem 3,6 mil pessoas.

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Quarta-feira, 6 de fevereiro de 2019

Harmonização de cerveja com comida mexicana

A gastronomia mexicana é uma mistura cultural entre índios e espanhóis e é marcada por suas cores, aromas e sabores picantes. Entre os ingredientes mais utilizados estão o milho, o feijão e as pimentas. E harmonizar esses sabores típicos com cerveja é sempre interessante.

Para começar, um guacamole, que é basicamente um purê de avocado temperado com tomate, limão, coentro, azeite e pimenta. O abacate é bem gorduroso e para quebrar essa gordura é necessária uma cerveja com alta carbonatação, leve acidez e amargor moderado, como a Saison. E ainda, esse estilo é bem condimentado complementando os temperos do prato.

Os nachos são tortinhas de milho em formatos triangulares e crocantes. Costumam ser cobertas por queijo e pimentas jalapeño. E também são servidos com vários acompanhamentos, como carnes, sour cream, guacamole e salsa. A harmonização mais indicada é com cerveja frutada, com característica herbais e florais, advindas do lúpulo inglês, como as IPAs, que realçam os ingredientes dos nachos.

Para os tacos (tortilha de milho) ou burritos (tortilha de farinha), que podem ser recheados com carne de frango, bovina ou suína, acompanhada de alface, queijo e tomate, a ideia é a mesma. Eles podem ser harmonizados com uma cerveja mais leve como uma Pilsen ou Witbier, contrastando com os sabores do prato ou harmonizados com uma IPA, que realçam os sabores apimentados.

O chili é uma preparação de feijão, carne moída, molho de tomate e muitos temperos, como coentro, louro e pimenta, claro. Para acompanhar esse prato, uma Pale Ale com notas frutadas provenientes do lúpulo e de caramelo e casca de pão do malte, harmonizando por semelhança por conta da caramelização da carne e do molho de tomate.

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Quarta-feira, 30 de janeiro de 2019

UNESP de Jaboticabal desenvolve projeto para cultivo de Lúpulo

O Núcleo de Estudos em Olericultura e Melhoramento (NEOM) da UNESP Câmpus de Jaboticabal desenvolveu um projeto para obtenção de cultivares de Lúpulo adaptadas às condições tropicais.

O engenheiro agrônomo Renan Furlan, doutorando em Genética e Melhoramento de Plantas juntamente com a Profª. Drª. Leila Trevisan Braz, iniciaram o projeto que tem como objetivo obter cultivares de lúpulo que se adaptem ao clima tropical.

O Humulus lupulus é uma planta trepadeira, que apresenta algumas características particulares, como o rápido crescimento, podendo alcançar de 20 a 30 cm ao dia, chegando de 5 a 7 metros de altura em menos de 5 meses. A parte da planta que desperta o interesse comercial é a flor feminina, chamada de cone. No cone são encontradas glândulas de lupulina, que contém os alfa-ácidos, beta-ácidos e os óleos essenciais, que são quem define as características de cada lugar.

O lúpulo é um dos quatro ingredientes básicos para a fabricação da cerveja, junto com a água, malte e levedura. Ele confere amargor, sabor e aromas, e também apresenta propriedades bactericidas que protegem a fermentação. Cerca de 98% da produção mundial é destinada a indústria cervejeira, entretanto, o lúpulo tem sido utilizado na medicina tradicional, como agente antimicrobiano, anti-inflamatório, calmante e até mesmo em testes no combate ao Alzheimer.

O lúpulo é uma planta dioica, ou seja, apresenta os sexos separados, para realizar-se os cruzamentos controlados, é necessário manter as plantas femininas e masculinas separadas, para que se saiba qual o pólen que fertilizou cada flor feminina. Após a polinização, obtém-se sementes que precisam passar por um processo de quebra de dormência, são necessários cerca de 2 meses em temperaturas em torno de 5ºC para germinarem. Após a germinação, as plantas já começam a ser avaliadas nas condições climáticas da região, o que ajuda a selecionar as que se mostrarem superiores.

Em setembro de 2018 o projeto foi premiado pela maior empresa da cadeia do lúpulo no mundo. O concurso se chama Barth Haas Grant, e premia todo ano de 5 a 6 estudantes com projetos inovadores sobre lúpulo. O prêmio é decidido por um júri composto por sócios-gerentes da Barth Haas e membros da equipe científica. Eles ganharam um troféu, 2.000 Euros e o nome dos envolvidos no projeto da FCAV publicados no newsletter de setembro da empresa.

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Quarta-feira, 23 de janeiro de 2019

Cerveja artesanal brasileira projeta conquistar até 10% de marketshare em 2019

A cerveja artesanal brasileira enfrentou algumas barreiras em 2018, como a crise econômica e a retração do consumo, a matriz tributária pouco efetiva e a dificuldade em baratear o preço 

para democratizar seu acesso. Tudo, porém, deve ser diferente para o novo ano.

Confiantes na recuperação conjuntural e em um melhor ambiente de negócios às artesanais, especialistas apontam que o ano tende a ser positivo para o setor. Segundo Carlos Giovanni Lapolli, presidente da Associação Brasileira de Cerveja Artesanal (Abracerva), a associação vai trabalhar por uma reforma tributária, por melhores condições às pequenas empresas, às pequenas cervejarias e, assim, ajudar a baratear o custo da cerveja artesanal e torná-la mais popular. Que com isso, ganhará mais mercado.

Em Belo Horizonte, há a nova lei de ocupação de solos, que pode ajudar a redobrar a aposta no crescimento de brewpubs.José Bento Valias Vargas, sócio da LamasBrew Shop de BH, da Dunk Bier e um dos fundadores da Acerva Mineira, acredita que o mercado  terá um aquecimento geral, mas é preciso ter cuidado, pois esse ainda é um setor muito novo e com problemas fundamentais, como a regulação incorreta, a alta carga de impostos, a disparidade cruel entre grandes e pequenas indústrias.

Já Patrícia Sanches, fundadora da Confraria Maria Bonita Beer, sócia da cervejaria Patt Lou e do Instituto Ceres de Educação Cervejeira, aponta que ainda é difícil fazer previsões sobre 2019 e acredita em um crescimento tímido, impulsionado principalmente pelas cervejas mais leves, refrescantes e que inovam na criatividade fazendo uso de produtos brasileiros (com frutas, especiarias e madeiras locais).

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Quarta-feira, 16 de janeiro de 2019

Região de Ribeirão Preto terá curso técnico gratuito em Cervejaria

O campus de Sertãozinho, na Região Metropolitana de Ribeirão Preto, do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo (IFSP) vai ganhar um curso técnico gratuito em Cervejaria, a partir do ano de 2020. A nova carreira se dá em razão tradição da região de Ribeirão Preto na área cervejeira.

Em janeiro de 2018, o Portal Revide mostrou que uma pesquisa da Associação Comercial e Industrial de Ribeirão Preto (Acirp) apontava que a região possui a maior razão de estabelecimentos cervejeiros por 100.000 habitantes do interior e é a que mais emprega na área, em média, em todo o Estado de São Paulo.

De acordo com o levantamento realizado pela instituição, a geração de empregos diretamente ligados a microcervejarias em Ribeirão Preto aumentou 400% em 10 anos, com uma média de 4,17 funcionários por cervejaria. Além disso, a cidade concentra 0,45 pequenas cervejarias a cada 100.000 habitantes, número bem superior à segunda colocada, Campinas, que possui a razão de 0,27.

De acordo com a reitoria do IFSP, os estudos para implantação do curso já estão em andamento pelo Grupo de Estudos e Pesquisas em Tecnologia Cervejeira (GPCERV), que conta com a participação de pesquisadores do próprio IFSP e de outras instituições. O curso técnico oferecerá 40 vagas anuais, no período noturno. A duração do curso será de 1.200 horas, divididas em três semestres.

Segundo o IFSP, a proposta de criação do curso técnico já foi discutida através de reuniões e audiências públicas durante o segundo semestre de 2018, e, em 2019, o projeto de curso deve ser elaborado e passar por todos os trâmites legais para que possa ser oferecido a partir do primeiro semestre de 2020.

No entanto, existe a expectativa que cursos de extensão na área já possam ser oferecidos ainda em 2019, isso porque, já foi licitado um laboratório, que será utilizado para a capacitação dos alunos e para a pesquisa para o desenvolvimento do produto. O laboratório terá a capacidade, inicial, de produzir aproximadamente 700 litros de cerveja ao mês, no entanto, a capacidade pode ser ampliada para até 4.000 litros ao mês.

Fonte: Portal Revide

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Sexta-feira, 11 de janeiro de 2019

Lúpulo brasileiro no Shark Tank Brasil

A Rio Claro Lúpulos é uma empresa de biotecnologias que, depois de muita pesquisa, registrou em 2015, a primeira variedade de lúpulo produzida no Brasil, batizada de Canastra. O segundo tipo foi a Tupiniquim, e assim a empresa passou a conseguir produzir um lúpulo completamente adaptado ao clima local.

Os testes com o Canastra e o Tupiniquim foram realizados ao longo do ano de 2017, com resultado verdadeiramente empolgantes: enquanto o quilo do lúpulo importado sai por R$ 450, o brasileiro pode sair por cerca de R$ 290. Além disso, a planta foi produzida praticamente em todo o país, do Rio Grande do Sul ao Rio Grande do Norte, e sempre com excelentes resultados – segundo Bruno Ramos, fundador da empresa.

Atualmente a Rio Claro começou a licenciar o material e o conhecimento para produtores, para que eles plantem, cultivem, colham, e então a empresa revenda a produção para os fabricantes de cerveja, com o diferencial de qualidade, frescor e preço.

Para fazer seu plano decolar, Ramos foi até o programa Shark Tank Brasil. O empresário conseguiu um aporte de R$ 500 mil por 15% da sua empresa, trazendo João Appolinário, fundador da Polishop, como sócio do negócio.

Com o novo aporte, Ramos espera finalmente poder comercializar o produto, que até agora estava restrito a testes. As condições climáticas do hemisfério sul sempre foram desfavoráveis para a produção de lúpulo, mas com o cruzamento de duas plantas e um tratamento do solo feito pela Rio Claro, o projeto vingou.

O Shark Tank Brasil dá oportunidades de empreendedores novatos conseguirem deslanchar o negócio com a ajuda de empresários já consolidados no mercado. O programa tem exibição no Canal Sony toda sexta-feira às 22h, com reprise no domingo às 23h.

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Quarta-feira, 2 de janeiro de 2019

Harmonização: salada e cerveja

Passadas as festas de fim de ano, muitas pessoas querem maneirar na comida, já que essa época é marcada pela fartura do banquete. E junto com isso o verão chegou e com as altas temperaturas, nosso corpo pede comidas mais leves, que não pesam tanto no estômago e são digeridas mais rapidamente como é o caso das saladas. Vamos unir esses dois motivos e tornar o momento de comer salada mais prazeroso: harmonizando-a com cerveja.

A Weiss, cerveja de trigo da escola alemã, vai bem com muitas saladas, entre elas, a Caprese (muçarela fresca fatiada, tomates e manjericão, temperada com sal e azeite de oliva) e a Caesar Salad (alface romana e molho Caesar: feito com azeite de oliva, suco de limão, anchovas, queijo parmesão, molho inglês, sal, açúcar e pimenta preta).

Para saladas que ressaltam a acidez, como vinagrete, sirva com uma cerveja que também possui acidez acentuada, como o estilo Sour Beer. Juntas, a sensação de acidez diminui e o sabor do prato é realçado.

Na praia, uma boa pedida é incluir os frutos do mar na salada e harmonizá-la com cervejas de trigo belga, as Witbiers, que por causa do toque cítrico, conseguem amenizar o sal dos frutos do mar.

Outras opções de saladas com cervejas são: salada verde com atum combina com Weizen ou Witbier; de cenoura e pepino, também com Weizen, Wit e Pilsen; batatinhas e salsichas curtidas vão bem com IPA; e salada de macarrão com Scotch Ale.

Com tanta salada diferente, não tem desculpa para não tentar uma harmonização nova, certeza que alguma vai ser do seu gosto.

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Quarta-feira, 26 de dezembro de 2018

Tênis com solado de malte

Sustentabilidade é a palavra de ordem nos dias de hoje. As cervejarias não ficam de fora e cada vez mais estão inovando e criando soluções que ajudam o meio ambiente.

O Ueno Whatafuck Imperial é um tênis especial que leva em sua composição malte de cerveja. Ele leva os resíduos do bagaço de malte da cerveja produzida pela Whatafuck Hamburgueria, de Curitiba (PR). Este é o primeiro calçado feito desta maneira, onde o bagaço é coletado após a produção da bebida e mesclado com o látex para a criação do solado. Foram necessárias quase meia tonelada de malte úmido para a produção dos tênis.

O produto inédito, que leva os resíduos da produção de cerveja, é uma parceria entre as marcas curitibanas Whatafuck Hamburgueria e Öus Brasil, uma das principais referências nacionais na produção independente de calçados.

O tênis é produzido na cor nobuck bege, coloração que mais se aproxima da cor da cerveja Whatafucking Beer, desenvolvida pela hamburgueria. O forro e a palmilha do calçado têm a aplicação do rótulo da garrafa e o valor é de R$ 379. O tênis ser encontrado na Whata Store, loja da rede Whatafuck na cidade de Curitiba, e no site da Öus Brasil, com entrega em todo país. O Ueno faz parte da minicoleção do colab entre as marcas, que inclui também o tênis Tenente Whatafuck O.E, inspirado no hambúrguer vegetariano da casa, produzido sem nenhuma matéria prima de origem animal, e a camisa Whatafuck.

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Sexta-feira, 21 de dezembro de 2018

Ambev vai operar 100% com energia solar em MG

A Cervejaria Ambev irá inaugurar, no início de 2019, uma usina solar em sua Cervejaria de Uberlândia. A planta irá gerar energia elétrica limpa o suficiente para a operação de 100% dos centros de distribuição que a companhia mantém no estado de Minas Gerais. Esse é o primeiro passo para que, até 2025, todas as operações da Cervejaria Ambev no país utilizem energia vinda de fontes renováveis.

O projeto funciona por meio de geração distribuída, ou seja, a energia gerada pelaplanta, equivalente à quantidade utilizada nos centros de distribuição, é disponibilizada para a grade pública do estado. Além disso, a usina, que contém mais de 4.905 painéis solares e capacidade de geração de 1.815 kWp, contribuirá para que 1.910 toneladas de CO2 não sejam emitidas, garantindo uma operação cada vez mais sustentável.

Nos últimos cinco anos, a cervejaria destinou mais de R$ 1 bilhão para projetos voltados a esse fim em sua operação. O montante contribuiu para a superação de seis das sete metas ambientais anunciadas em 2013 para serem atingidas em 2017. Agora, a cervejaria anunciou mais um passo importante nesse trabalho, com novos compromissos, que têm previsão de atingimento até 2025. As metas, definidas pela AB InBev globalmente, são divididas em quatro pilares, sendo que um deles se refere especificamente a energia limpa:

Embalagem Circular: 100% dos produtos da Cervejaria Ambev devem estar em embalagens retornáveis ou que sejam majoritariamente feitas de conteúdo reciclado.

Ações Climáticas: 100% da eletricidade comprada pela Cervejaria Ambev deve ser advinda de fontes renováveis. Além disso, a cervejaria vai reduzir em 25% as emissões de carbono ao longo da sua cadeia de valor.

Gestão de Água: melhorar de forma mensurável a disponibilidade e a qualidade da água para 100% das comunidades em áreas de alto estresse hídrico com as quais a cervejaria se relaciona.

Agricultura Inteligente: 100% dos agricultores parceiros da cervejaria devem estar treinados, conectados e com estrutura financeira para desenvolver um plantio cada vez mais sustentável.

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Sexta-feira, 14 de dezembro de 2018

Guinness envelhecida em barril de bourbon

Pela primeira vez desde sua inauguração, a fábrica da Guinness nos Estados Unidos lança um rótulo Barrel Aged.Este é o primeiro rótulo de uma série barrel aged que a unidade de Baltimore produzirá para o mercado norte-americano.

A Guinness Stout Agedpossui 10% de teor alcoólico e utiliza a Guinness Antwerpen, produzida em Dublin, na Irlanda como base para ser envelhecida por oito meses nos Estados Unidos utilizando barris do bourbon Bulleit.

O envelhecimento em barris da Bulleit não é uma surpresa, já que a marca está no portfólio da Diageo, que também detém a Guinness.

A comercialização iniciou no taproom da Guinness americana, em Baltimore.Embora sua produção seja limitada, a cerveja terá comercialização em pontos de venda nos Estados Unidos. A embalagem com quatro garrafas tem preço sugerido de 19,99 dólares.

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Sexta-feira, 7 de dezembro de 2018

Capitu You: cerveja funcional e sem glúten

O verão está chegando e a temperatura mais alta pede cervejas mais leves e refrescantes. E se forem funcionais, melhor ainda! É esse o caso da Capitu You, uma Hop Lager leve, clara, refrescante, com amargor moderado, presença de aromas e sabores cítricos provenientes do lúpulo, com menos álcool, menos calorias, sem glúten e com biomassa de banana verde e sorgo branco.

Possui teor de álcool reduzido, de 3,4%, menos calorias e ingredientes especiais, ela atende à demanda por uma bebida mais equilibrada, saborosa, sem glúten e livre de aditivos, conservantes, estabilizantes muito utilizados na grande indústria de bebidas e alimentos.

É uma bebida que valoriza as funções dos ingredientes, destinada a quem busca uma vida mais saudávele equilibrada sem abrir mão da intensidade de sabores e aromas de uma boa cerveja artesanal.

Em sua receita é adicionada polpa da banana verde cozida, uma fonte de amido resistente, que empresta suave sabor e qualidades funcionais desejadas e também o sorgo branco, um grão ancestral de origem africana muito consumidono mundo, é conhecido por conter diversos nutrientes, sais minerais e outras propriedades funcionais.

Capitu You é produzida com maltes de cevada e outros ingredientes tradicionais, garantindo todo o sabor da cerveja artesanal, e é segura pois as proteínas do glúten são quebradas durante o processo de produção por ação de enzimas específicas, e todo o processo é monitorado e testado por laboratórios independentes certificados. Como todas as bebidas alcóolicas, quando consumidas com moderação, é segura para o consumo por intolerantes ao glúten e celíacos que estejam compensados, assintomáticos.

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Sexta-feira, 30 de novembro de 2018

Mercado: Ambev perde espaço

A Ambev, líder no mercado de cervejas no Brasil, perde espaço para concorrentes tanto no segmento mais premium quanto na base. O volume vendido de cerveja caiu 2,4%, enquanto analistas esperavam números iguais ao mesmo período do ano passado.

Alguns fatores podem explicar isso: há competição mais forte no segmento premium contra a Heineken e consumidores estão migrando para cervejas mais baratas. A força da Ambev está no segmento chamado de core, intermediário entre cervejas mais caras e as de base, caso das marcas Brahma, Antarctica e Skol.

De um lado, os consumidores estão migrando para cervejas mais baratas, segmento que até então a companhia não atuava por considerar pouco lucrativo. O setor de base, no qual se encaixam a Itaipava, da Petrópolis, cresceu de 19% do mercado para 25% nos últimos anos.

E do outro, a Ambev enfrenta uma competição ainda mais forte com a Heineken, que reportou crescimento de dois dígitos no volume de vendas durante o terceiro trimestre do ano.

O aumento de portfólio no segmento premium ajudou em parte a compensar a queda no volume de vendas. O lucro por hectolitro foi 8,3% superior no trimestre. O segmento premium corresponde a aproximadamente 10% do mercado total. Nele, a Ambev atua com a Budweiser, Stella Artois, Corona, Original e Serra Malte. No trimestre, a Stella Artois cresceu 55% e a Corona se tornou a marca com o maior crescimento da empresa, com alta de 75% nas vendas. Além de que, a empresa tem trabalhado para reposicionar suas duas maiores marcas intermediárias, Brahma e Skol. Ajustou a identidade da Brahma, desenvolveu a linha Brahma Extra e em setembro lançou a Skol Hops, de puro malte.

No entanto, analistas estão pessimistas com os resultados da companhia, pois o mercado parece não ter espaço para absorver aumentos de preços, o que poderia tornar 2019 um ano desafiador para a Ambev, já que a estimativa é que os custos subam de 10% a 11%.

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Sexta-feira, 23 de novembro de 2018

Cacau Beer: chocolate com sabor de cerveja

Uma mistura equilibrada de chocolate belga com insumos usados na fabricação de cervejas, como lúpulo e malte, que resultam em barrinhas nos sabores IPA (IndianPale Ale), DryStout, APA (American Pale Ale) e Puro Malte.  A base de produção consiste em extrair os sabores dos ingredientes utilizados nas cervejas e nas proporções corretas para equilibrar com a personalidade do chocolate, resultando em cada estilo.

A proposta de harmonizar chocolate com cerveja começou pela vontade de unir as duas paixões pelo proprietário da Mother’s, Fábio Ruzene. Na pesquisa, concluiu que o produto era inédito no mercado brasileiro.

O de IPA traz aquele amargor e perfume característico do lúpulo, assim como o APA, que é um pouco mais sutil; o de Stout remete ao torrado e ao café da mesma forma que o estilo da cerveja; e o de Malte tem cristais do cereal em equilíbrio com o chocolate branco.

A escolha por esses quatro tipos de cerveja segue dois critério. Fábio é amante de IPAS e ALES e o segundo é a busca por estilos as quais a harmonização com o chocolate fica mais completa.

Os chocolates estão disponíveis em barras e mini barras. E uma boa opção é a caixa de mini barras sortidas, sendo possível experimentar todos os sabores.

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Sexta-feira, 16 de novembro de 2018

Mudanças climáticas podem afetar produção de cerveja

A revista NaturePlants publicou que a mudança climática pode afetar a produção de cerveja, ficando mais difícil de achar a bebida além de que pode ficar mais cara.

A redução no abastecimento de cerveja está ligada à reação da cevada, o principal e mais tradicional ingrediente da bebida, a eventos extremos de calor e seca. Como esses tendem a aumentar com o avanço do aquecimento global, as fontes de cevada ficam ameaçadas.

Na pesquisa, os impactos do aquecimento global foram estudados em 34 regiões do mundo, a maior parte compostas por países com taxa significativa de produção, consumo e transações comerciais relacionadas à cevada ou cerveja.

Nos piores cenários possíveis, o decréscimo do abastecimento do grão fica entre 27% e 38% em alguns países europeus como a Alemanha, país tradicional ligado à bebida, e também na Bélgica e República Tcheca.

Os autores ressaltam que, quando se referem ao abastecimento, estão tratando de duas frentes. Uma delas é relacionada às perdas de plantações de cevada, que, segundo o estudo, poderiam variar de 3% a 17%.

As regiões do mundo que mais sofreriam perdas ligadas à plantação seriam na América do Sul, América Central e África Central. Ao mesmo tempo, as perdas na Europa são mais moderadas e em algumas regiões até mesmo apresentam aumento de produção, como em partes dos EUA e noroeste da Ásia.

O outro ponto importante seriam as variações que as mudanças climáticas poderiam ter sobre o preço da bebida, pois como a cevada ficaria mais escassa, uma porcentagem maior dela poderia ser destinada, por exemplo, a alimentação de animais.

O Brasil, por ser um dos maiores consumidores de cerveja no mundo, também estaria entre os principais países afetados. A queda no consumo de cerveja ficaria em torno de 1%. No pior, a redução chega a 7%, cerca de 1 bilhão de litros a menos consumidos.

Os autores do trabalho reconhecem que esse está longe de ser o pior ou mais relevante efeito do aquecimento global. O menor consumo, em alguns casos, pode até ser benéfico para a saúde da população.

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Sexta-feira, 9 de novembro de 2018

Cervejaria de Ribeirão Preto é servida em hotel nas Ilhas Maldivas

A Cervejaria Pratinha, localizada em Ribeirão Preto – SP, ganhou um importante espaço no mercado de luxo mundial e representa um grande passo para o reconhecimento da produção nacional. Três rótulos passam a fazer parte da carta de cervejas especiais dos hotéis de luxo Four Seasons, nas Ilhas Maldivas – que acumulam, ano após ano, os mais importantes prêmios internacionais de turismo de alto luxo no World TravelAwards, Travel + Leisure, Conde Nast e é frequentemente citada na revista Forbes como rede dos melhores hotéis do mundo.

O rigoroso processo de seleção iniciou-se há mais de um ano. As cervejas passaram por uma rigorosa degustação e curadoria, encabeçadas por SudhirDutta, diretor de FoodandBeverage do hotel.

Atualmente, os rótulos oferecidos pela rede de hotéis são a Dom Pedro II (BohemianPilsner), a Pratipa (IPA) e a Birudô (WitBier com Yuzu), além de estarem em testes a Garotinho (Oktoberfest), a Cabruca (Catharina Sour com Polpa de Cacau) e a Capricó (WeizenBock).

Nas Maldivas, existem diversas opções de hospedagem com bangalôs sobre a água e restaurantes de extrema sofisticação. No entanto, é a Rede Four Seasons que domina o mercado de hotéis de alto luxo. São dois hotéis superpremiados pela mídia especializada, localizados nas ilhas de KudaHuraa e LandaaGiraavaru, além de um navio que explora as ilhas do arquipélago.

O primeiro hotel a oferecer Pratinha em sua carta é o Four Seasons de LandaaGiraavaru.

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Sexta-feira, 2 de novembro de 2018

Harmonização: cerveja e queijo

Harmonizar queijo com vinho já é um clássico da gastronomia. Mas você já pensou em harmonizar cerveja e queijo? Por ser versátil e ter diversos estilos, sempre há uma cerveja que combina com um queijo diferente.

Existem várias razões para essa harmonização dar certo. A carbonatação da cerveja limpa as papilas gustativas e corta a gordura do queijo. O álcool, acidez e amargor equilibram a cremosidade e toques amanteigados do queijo.

Nas cervejas encontramos aromas e sabores muito semelhantes aos dos queijos, como de nozes, castanhas, amêndoas e caramelo, presentes nos queijos mais curados.

As cervejas são feitas a partir de cereais, assim como os pães, como os queijos combinam bem com pães, facilmente harmonizam com os sabores de malte, de cevada e trigo, utilizados nas cervejas.

Uma dica básica é que quanto mais forte for o queijo, mais potente deve ser a cerveja, isto é, mais amarga e mais alcóolica. Sabendo disso, vamos para algumas sugestões.

Cervejas leves do tipo Pilsen e Kolsch combinam com queijos frescos com sabor sutil como ricota, burrata, muçarela, que são tão leves quanto elas.Já as cervejas com um pouco de acidez, como Witbier e Saison harmoniza por semelhança com queijo de cabra. Esses dois estilos, juntamente com FruitBeer, Lambic e Weissbier, harmonizam com queijos de mofo branco, como brie e camembert, pois como eles combinam com geleias, essas cervejas trazem a mesma acidez que a compota de frutas.

A Rauchbier, cerveja defumada, cai super bem com queijos também defumados como o provolone.

Os queijos semiduros, que têm um maior teor de gordura e notas amendoadas, como gruyère, emmental e gouda, precisam de cervejas mais maltadas, com teor alcoólico levemente elevado e suave doçura, como Bock, Pale Ale, Blond Ale e Brown Ale.

Parmesão, pecorino e grana padano são queijos duros, gordurosos e salgados, então pedem cervejas à altura, com alto teor alcóolico e bem encorpada. No caso das cervejas mais adocicadas como Belgian Strong Ale, Tripel e Doppelbock, a harmonização é por contraste. As com notas tostadas da Stout e Porter vão bem pela combinação do sabor tostado com o salgado. E as mais amargas, como IndiaPale Ale, ajudam a limpar o paladar da intensidade e da gordura do queijo.

Osqueijos azuis, tipo gorgonzola e roquefort, são bastante intensos, gordurosos e salgados. O salgado pede doçura ou torrefação, a gordura pede amargor ou álcool, para limpar as papilas gustativas. Então é necessária uma cerveja bem estruturada para conseguir equilibrá-los, como a Belgian Strong Ale, Porter, Stout, Strong Golden Ale, Tripel eBarleyWine.

No caso de uma degustação, comece sempre com cervejas mais leves e queijos mais suaves, para depois ir para os rótulos mais encorpados e queijos mais fortes. E tome um pouco de água entre as degustações, ela ajuda a limpar o paladar e amenizar o álcool.

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Sexta-feira, 26 de outubro de 2018

Outubro Rosa com Delirium Tremens

O Outubro Rosa é uma campanha de conscientização que tem como objetivo principal alertar as mulheres e a sociedade sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de mama e mais recentemente sobre o câncer de colo do útero.

Pensando nisso, o Clube do Malte e a Delirium fecharam uma parceria em colaboração com o Instituto Humsol, Instituto Humanista de Desenvolvimento Social, que busca dar todo o suporte e apoio para pacientes com câncer.

O mês está quase acabando, mas ainda dá tempo de aproveitar essas promoções e de quebra ajudar uma instituição. No departamento da campanha no site do Clube do Malte, você encontra itens da Delirium, como o Luminoso do Elefantinho, Delirium Tremens330ml e o seu kit com a taça da marca, além do barril de 20 litros de Delirium Tremens. A promoção é válida até o dia 31 de outubro. E ao final da campanha, 10% dos lucros serão doados para o Instituto Humsol.

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Sexta-feira, 19 de outubro de 2018

2ª São Paulo Oktoberfest

A 2ª São PauloOktoberfest, que terminou no último fim de semana, superou o sucesso da primeira edição. Foram mais de 75 opções de cervejas artesanais, mais de 60 opções da saborosa gastronomia germânica e mais de 100 apresentações de bandas típicas alemãs, praticamente o dobro de 2017.

Além dos 10 diferentes tipos de chopes oferecidos pela Eisenbahn, cervejaria oficial do evento, outras vinte cervejarias artesanais levaram suas cervejas.

Entre as opções de comidas típicas alemãs, escolhemos três: ½ Grill Hähnchenmitgerösteten (½ galeto assado suculento com tempero maravilhoso acompanhado com batata assada), SchweinsHaxemitSauerkrautundgeröstetenKartoffeln (joelho de porco – pururucado e carnudo – chucrute, batata assada) e BratwurstundBockwurstmitgeröstetenKartoffeln, SauerkrautundSenf (salsicha branca leve e com gostinho de limão e vermelha com chucrute e batata assada e mostarda). Os pratos estavam deliciosos, foram ótimas escolhas! Apesar de que tudo parecia que seria uma ótima escolha.

A estrutura e decoração do evento são demais! São diversos bares espalhados, que distribuem bem o movimento e evita filas. Neles há opções de diferentes estilos de cerveja. Segundo um organizador, no ano passado, 60% das vendas eram de chope Pilsen e 40% dos outros estilos, mas essas porcentagens se inverteram esse ano.

Na área interna tem mesonas típicas de biergarten, camarote e um palco, onde a maioria das atrações musicais e de dança é alemã. Na área externa, mais dois palcos com músicas diversas, mais bares e uma variedade de foodtrucks.

Têm crianças, têm adultos e tem terceira idade com valores de ingressos especiais. É um evento para toda família! Portanto, se tiver oportunidade de ir, não perca.

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Sexta-feira, 12 de outubro de 2018

Lei de incentivo às cervejarias em BH

O prefeito Alexandre Kalil sancionou o projeto de lei 475/18 que vai incentivar o crescimento do mercado cervejeiro artesanal em Belo Horizonte. A nova legislação permite que a produção de cervejas artesanais seja admitida fora do complexo industrial da capital.

Como efeito da nova lei nº 11.128, publicada no Diário Oficial do Município, fábricas menores, com até 720 metros quadrados, terão exigências de localização e fiscalização sanitárias semelhantes a bares. Isso possibilita a criação de mais cervejarias e brewpubs, que são os estabelecimentos onde a cerveja é fabricada e vendida.

O presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes em Minas Gerais (Abrasel Minas), Ricardo Rodrigues comemorou. “É uma lei que enaltece o setor. Vamos virar um polo cervejeiro nacional, o que é importante para o comércio de bares e restaurantes de Belo Horizonte”, disse.

Para o prefeito, a economia e os moradores têm a ganhar com a nova legislação. “Belo Horizonte era a cidade do ‘não pode nada’. E nós queremos transformar Belo Horizonte na cidade onde se pode tudo. Principalmente porque essa sanção vai gerar imposto e emprego. O Poder Público tem o dever de não atrapalhar o empresário que quer trabalhar e gerar emprego”, afirmou.

Também participaram da reunião representantes de cervejarias belo-horizontinas, da Associação dos Cervejeiros Artesanais de Minas Gerais (ACervA Mineira), do Sindicato das Indústrias de Cerveja e Bebidas do Estado de Minas Gerais (Sindbebidas), da Associação de Fiscais Municipais de BH (AFISBH) e vereadores da Câmara Municipal de Belo Horizonte.

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Sexta-feira, 5 de outubro de 2018

Ambev lança a “Nossa”, uma cerveja pernambucana com mandioca

Em meio à estagnação do mercado cervejeiro nos últimos três anos, a Ambev recorreu à mandioca para tentar ampliar as vendas. Na contramão do movimento predominante no setor nos últimos anos de investir no segmento de artesanais, a companhia lançou em Pernambuco um novo produto com foco no público de baixa renda. A Nossa, cerveja feita com mandioca cultivada por produtores locais no entorno da cidade pernambucana de Araripina, promete o sabor leve e refrescante das cervejas do tipo Lager, mas com preço cerca de 40% menor que o da Skol, líder de vendas da Ambev no país.

Comercializada exclusivamente em Pernambuco, a marca tem no rótulo as cores do estado pernambucano, e deve apostar nessa identidade e local para ganhar espaço junto às classes de menor poder aquisitivo. Mais dois aspectos contribuem para essa imagem regionalizada e também para a manutenção do preço baixo: a produção local, na região de Araripina, e o ingrediente base, que permite uma mistura mais barata de cereais não maltados.

Em sua composição, além dos ingredientes tradicionais na fabricação da cerveja – apesar dela não ser uma puro malte -, a bebida leva também mandioca. Este ingrediente vem de pequenos produtores da região norte do Estado, no entorno da cidade de Araripina, sendo uma iniciativa que também tem o objetivo de valorizar a agricultura e o desenvolvimento da microeconomia local.

A Ambev planeja comercializar a “Nossa” em 10 mil pontos de venda até o fim de 2018, sempre pensando em locais com potencial de público que busque um produto economicamente mais acessível. O preço é um dos grandes e agressivos atrativos. Segundo os executivos da cervejaria, o valor sugerido para a garrafa de 600 ml será de R$ 3 no bar, enquanto a garrafinha de 300 ml custará R$ 1,29 na gôndola.

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Sexta-feira, 28 de setembro de 2018

Harmonização cultural

Existem quatro tipos de harmonização de cerveja com comida: por semelhança, quando a comida e a bebida possuem características similares; por contraste, quando possuem elementos opostos; por corte, onde a cerveja suaviza algum elemento presente em excesso na refeição; e harmonização cultural, que é tradição da uma região ou país.

E é sobre essa última que falaremos. Essa harmonização não possui fundamento gastronômico, ela acontece pelos usos e costumes de um povo. É a combinação entre um alimento e uma cerveja que não necessariamente combinem entre si, mas que já tenha virado tradição em determinada região ou país.

Antigamente, os estilos de cervejas surgiam de acordo com cada região, assim, cada povo harmonizava a cerveja existente com sua comida típica que, ao longo dos anos, se tornaram harmonizações culturais.

Os exemplos mais clássicos desse tipo de harmonização são:

– a Linguiça Branca (Weisswurst) e Weissbier combinação típica da Alemanha;

 

 

 

 

– Ostras e Stouts, bastante comum na Inglaterra;

 

– Mexilhões e Belgian Ales, na Bélgica

 

 

– Dubbels e Trippels com queijos, muitas vezes fabricados no mesmo local, também da Bélgica;

– E se quisermos pensar no Brasil, podemos citar o churrasco com a Pilsen.

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Sexta-feira, 21 de setembro de 2018

Nova descoberta de cerveja mais antiga do mundo em Israel

Recipientes de pedra encontrados em sítio arqueológico em Israel eram usados para triturar e fermentar trigo ou cevada há cerca de 13 mil anos, 8 mil anos antes das evidências conhecidas até então, descobertas no norte da China, em 2016.

Arqueólogos encontraram evidências de que cervejas feitas a partir de cereais já eram produzidas antes da origem da agricultura e usadas em rituais, segundo um estudo da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, e da Universidade de Haifa, em Israel, publicado no JournalofArchaeological Science.

Os pesquisadores descobriram que três recipientes de pedra conhecidos como morteiros, encontrados em um sítio arqueológico de 13 mil anos, foram usados para triturar e fermentar trigo ou cevada, assim como para guardar alimentos. Os artefatos foram descobertos na caverna de Raqefet, em Israel.

A caverna de Raqefet era frequentada pelos natufianos, um grupo de caçadores-coletores semissedentários que viveram no leste do Mediterrâneo entre os períodos Paleotítico e Neolítico, após o fim da última Era do Gelo.

Os natufianos coletavam plantas locais, armazenavam sementes maltadas e faziam cerveja como parte de rituais para honrar seus mortos, que eram enterrados em canteiros de flores perto da caverna.

Cientistas especulam que a fabricação de cervejas tenha sido um dos motivos que levaram ao cultivo de cereais na região sul do Levante. Segundo os resultados da pesquisa, a fabricação de álcool não era necessariamente resultado do excesso de produção agrícola, mas foi desenvolvida com propósitos ritualísticos e espirituais, em certa medida anteriores à agricultura.

O amido de trigo ou cevada provavelmente era germinado em água, drenado, amassado, aquecido e, finalmente, fermentado com levedura selvagem.Para chegar a essas conclusões, a equipe de pesquisadores recriou na prática o processo de fabricação de cerveja dos natufianos. O resultado foi menos semelhante à cerveja de hoje em dia e mais parecido com mingau. A bebida também continha menos álcool do que as cervejas modernas.

O estudo também indica que os natufianos exploravam ao menos sete tipos de plantas associadas aos morteiros. Além de trigo ou cevada, aveia, legumes e fibras vegetais estavam em sua dieta.

Os autores acrescentaram que os restos de pão mais antigos do mundo foram recentemente descobertos em uma escavação natufiana no leste da Jordânia. Os vestígios de pão têm entre 11.600 e 14.600 anos, enquanto os de cerveja têm idade estimada entre 11.700 e 13.700 anos. O que leva a acreditar que, originalmente, a humanidade começou a cultivar cereais para elaborar cerveja e não para fazer pão.

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Sexta-feira, 14 de setembro de 2018

Medalhas brasileiras no World BeerAwards

Anualmente, ocorre o World BeerAwards – espécie de torneio mundial das cervejas. Ao todo, são 85 categorias que premiam as melhores bebidas à base de lúpulo e cevada do mundo. A cerimônia de premiação aconteceu em Londres, na Inglaterra.

O Brasil conquistou 209 medalhas na edição de 2018, sendo 46 de ouro, 40 de prata, 49 de bronze, 66 de melhor nacional e 8 medalhas deStyleWinners(melhor global no estilo).

Entre as 58 cervejarias nacionais premiadas, há produções artesanais fáceis de serem encontradas nos principais supermercados.Pelo segundo ano consecutivo, a Lohn Bier é a cervejaria independente com maior número de medalhas (15). A cervejaria com maior número de premiações foi a Wäls, com 22 medalhas.

Considerando todas as cervejarias nacionais, inclusive as pertencentes a grandes grupos cervejeiros, o ranking fica:

Wäls – 22 medalhas

Lohn Bier – 15 medalhas

Cervejaria Bohemia -15 medalhas

Colorado – 14

Dama Bier – 9

Baden Baden – 8

Capa Preta – 7

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Sexta-feira, 7 de setembro de 2018

South BeerCupe Festival Amazônico de Cerveja

Um dos principais concursos cervejeiros no continente, a South BeerCup reveza a sede anualmente entre o Brasil e a Argentina.Conhecido como a “Copa Libertadores das Cervejas”, é o principal concurso cervejeiro da América do Sul, realizado anualmente há sete anos. Nesta oitava edição, o concurso, baseado pelas normas da BrewersAssociation, julga em média cerca de 800 rótulos de centenas de cervejarias de países como o Brasil, Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Paraguai, Peru e Uruguai com cerca de 60 jurados de diversas partes do mundo.

Em 2018, o concurso e julgamento das cervejas foi em Curitiba, no Paraná, e a festa de premiação acontece no dia 08 de setembro durante o Festival Amazônico de Cerveja, em Belém, do Pará. Essa é a primeira edição no Norte do Brasil

Na terceira edição, que acontece entre os dias 6 e 9 de setembro,os três pilares do Festival são música, gastronomia e cerveja. São mais de sete mil litros de cerveja de 100 rótulos diferentes de 40 cervejarias. Tem apresentação dos acordes da Orquestra de Violoncelistas da Amazônia, diversas atrações da gastronomia nacional e local, além de palestras e exposições.

Devido a extensa programação gastronômica, musical e cervejeira foi necessário mudar o local do evento, que neste ano acontece no Espaço Náutico Marina Club, com mais de 3mil m².

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Sexta-feira, 31 de agosto de 2018

Confraria Musical – edição PANC

A Confraria Musical sempre valoriza o pequeno produtor e incentiva o localismo, pois quanto mais perto estamos do produto, mais fresco ele será e menos causará impacto no meio ambiente. Além de ajudarmos na economia local.

Para essa edição, eu, MonaliBassoli, sommelière de cervejas e organizadora, quis ir mais além e apresentar ao público as PANCs. Consideradas muitas vezes mato ou até praga, por nascerem de forma espontânea, as Plantas Alimentícias Não Convencionais são muitas vezes encontradas nas ruas e nos quintais de casa, mas não são reconhecidas como comida. Ou também podem ser consideras as partes não tradicionalmente usada de um alimento, como casca de algumas frutas, talos e folhas.

As cervejas também foram selecionadas de um pequeno produtor local, que utiliza algumas PANCs nas receitas. A Curupira Cerveja Artesanal vai ao encontro de toda a proposta do evento, já que se preocupa com a sustentabilidade e o meio ambiente.

Seguindo o trabalho desenvolvido com a direção e produção de Zé Zuppani nas versões anteriores, Rafael Campos assumiu a produção executiva da parte musical desta edição. A banda Vitrola Voadora teve uma formação especial com Evandro Gracelli, na voz e guitarras, Rafael Campos, na voz e no baixo, e Vinicius Nuñes na bateria. Toda a técnica de som foi realizada sob a responsabilidade de Daniel Santana e a direção de arte por Zé Zuppani.

A banda teve uma formação conhecida por trio power, que seria a guitarra, o baixo e a bateria, que proporciona instrumentação e arranjos simples, apresentando uma sonoridade poderosa e empolgante.

Antes de todos os participantes chegaram, foi oferecido um drinque aperitivo, desenvolvido especialmente para a Confraria, feito com cachaça maturada por dois anos com cambuci, polpa de juçara e leite condensado. Assim que todos chegaram, começamos as harmonizações.

A primeira harmonização foi uma salada de palmito in natura com molho de cambuci, castanha-do-brasil picada e flores de malvavisco servida com a cerveja do estilo American Wheat com Cambuci e Grumixama, que são frutas nativas da Mata Atlântica, a primeira possui aroma bem marcante adocicado e as duas têm sabor ácido. A cerveja é leve, clara, refrescante e levemente ácida por causa das frutas assim como o prato: o palmito é leve (e por ser in natura tem menos sal) e o molho à base de cambuci, levemente ácido (como utilizei mel na receita, o doce equilibrou a acidez).

Com a costumeira preocupação com a qualidade do som, a harmonização musical se iniciou com a apresentação da música “Tons de Verde” composta por Zé Zuppani, cujo tema guarda profunda referência com o conceito da confraria.

No primeiro ato musical, em homenagem à mata e ao litoral Atlântico, foram tocados dois sambas, um de Vinicius de Moraes e Baden Powell com a música “Berimbau” e outro com a música “O Morro Não Tem Vez (Favela)” de Tom Jobim, além de um samba-candombe instrumental chamado “Salsa pra Dos” composta pelo uruguaio Popo Romano, homenagem também à terra natal do baterista Vinicius. Finalizando este bloco, ainda, a música “Ciranda do Balanço” composta por Evandro Gracelli foi tocada na rítmica do afoxé baiano.

O segundo prato foi praticamente um PF com godó de banana verde e suas cascas, taioba refogada e servida com pimenta rosa e mandioca assada servido com uma American Pale Ale com Pimenta Rosa. O godó é tipo um cozido, a taioba, uma folha muito encontrada no litoral, foi refogada com pouco tempero para ressaltar o sabor natural dela, a pimenta rosa na verdade não é uma pimenta, é um fruto, utilizado seco, bem aromático e com notas de especiarias e apesar de a mandioca não ser PANC, quis ressaltar o produto nacional. Essa cerveja é mais lupulada, possui aromas cítricos de frutas amarela e na boca é mais encorpada, amarga e com uma leve picância da pimenta rosa. A harmonização ficou por conta dos temperos, que deram intensidade e notas de especiaria ao prato.

Já que a árvore de Aroeira é muito presente em todo território nacional, a banda seguiu com ritmos brasileiros do interior tocando os clássicos da música caipira “Chalana”, de Arlindo Pinto e Mário Zan, no ritmo Guarânia, e “O Rio de Lágrimas”, de Lourival dos Santos, Tião Carreiro e Piraci. Depois seguiram mais para o nordeste com a música “Noite Severina”, um xote de Lula Queiroga, e “O Ovo”, um baião instrumental de Hermeto Pascoal. Finalizaram com uma composição de Rafael Campos, que une o baião ao rock, com a música “No Baionês”, que já criou uma ligação com o ato final.

Por último, um tartelete de massa de farinha de coco e de linhaça com recheio de creme de juçara e cobertura de lascas de coco harmonizado com uma American Stout com Juçara. Foram utilizadas farinhas alternativas à de trigo; a juçara é uma palmeira nativa da Mata Atlântica, normalmente é utilizado seu palmito, mas uma forma de usar essa planta de forma sustentável é a utilização de seu fruto, que lembra um açaí. A American Stout é uma cerveja escura, com amargor pronunciado, aromas de lúpulo em equilíbrio com um aroma forte de malte torrado. O dulçor da sobremesa se contrapôs ao amargor da bebida, dando harmonia.

Para acompanhar esta sobremesa, a banda passou ao estilo rock. Abrindo o ato com a primeira música gravada por Elvis Presley, a “That’sAllRight”, composta por Arthur “Big Boy” Crudup, em 1946, a banda expôs um blues chamado “Sweet Home Chicago”, de Eric Clapton, e resgatou a música famosa na voz de Erasmo Carlos, “Dois Animais na Selva Suja da Rua”, composta por Taiguara, que mostra o rock na sua roupagem mais atual. Para finalizar, apresentaram “Little Wing” de Jimmy Hendrix, que é um clássico do rock e deste instrumento que emocionou a todos presentes na confraria musical de agosto de 2018, a guitarra elétrica. A pedidos de bis, a banda apresentou a música “Tons de Verde” e agradeceu a presença de todos.

Essa edição foi realizada no dia 11 de agosto de 2018, em Bertioga – SP.

A Confraria Musical

A Confraria Musical é um evento de degustação e harmonização de cerveja com comida, acompanhado de música ao vivo. Eu, MonaliBassoli, sommeliére de cervejas, sou responsável pela parte de selecionar as bebidas, preparar as comidas e harmonizá-las. E o meu parceiro neste projeto é o músico Zé Zuppani, responsável pela parte musical. Juntos, idealizamos esse projeto.

Nosso objetivo é oferecer uma noite agradável de música e gastronomia. Em cada degustação, falo sobre os estilos, história e curiosidades da bebida, focando também em partilharmos conhecimentos. A intenção é que todos participem e que a apresentação seja um bate-papo. As degustações e harmonizações são intercaladas com apresentações musicais da banda divididas em três atos.

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Sexta-feira, 24 de agosto de 2018

Skol Hops ganha medalha

Recém lançada no Nordeste, a nova cerveja da Ambev, que chegará em todo o país ainda no segundo semestre, foi escolhida como a melhor Hoppy Pilsener do Brasil em um dos principais concursos cervejeiros do mundo, o World Beer Awards (WBA).

Campeã na categoria que valoriza cervejas leves tipo Pilsen, a Skol apresentou sua versão Hops para o mundo como uma cerveja puro malte diferente e que mantém a sensação refrescante a cada gole.

Segundo Laura Aguiar, mestre cervejeira da Ambev, “a produção de Skol Hops é inovadora na medida em que coloca o lúpulo como protagonista na receita da cerveja mais consumida do país sem perder a leveza e refrescância. É a primeira vez que vemos uma cerveja do tamanho de Skol destacando esse ingrediente e evidenciando ele ao grande público”.

A cervejaria Ambev faturou um total de 54 medalhas no Word Beer Awards 2018, número que a consagra como a cervejaria mais premiada do mundo, pelo segundo ano consecutivo. Foram 22 medalhas para rótulos da Wäls, 15 para Colorado, 15 para Bohemia, uma para Brahma Extra Weiss e uma para a Skol Hops, que ganhou como a melhor Hoppy Pilsener do Brasil.Em 2017, foram 27 medalhas.

Das premiações conquistadas pela cervejaria neste anos, três foram consideradas as melhores do mundo em sua categoria: Bohemia 838 como a melhor Dark Beer Pale Beer English-style; Bohemia Reserva, como a melhor Dark Beer Barley Wine; e Wäls Fruit Vintage como a melhor Sour Beer Fruit Lambic. A escolha de receitas com vasta variedade de ingredientes, como mel, sal, pimenta, côco, melancia, goiaba, gabiroba, e café, mais uma vez, representa uma vitória da criatividade dos mestres-cervejeiros do Brasil.

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Sexta-feira, 17 de agosto de 2018

Cervejaria Backer lança uísque e gim

A cervejaria mineira está lançando o Experience, uísque single malte, e um gim, o Lebbos, com adição de lúpulos na receita.

O uísque da Backeré um single malte frutado, leve e fresco, com notas aromáticas de pera e mel. O primeiro lote da bebida terá entre 5 mil e 6 mil garrafas numeradas e já está disponível nos principais pontos de venda da Backer, além do Templo Cervejeiro e do site da cervejaria.

Os frequentadores do Templo Cervejeiro da Backer poderão degustar o uísque com serviço diferenciado, em uma tábua de degustação com três taças. A primeira tem o destilado branco do malte, conhecido como spirit, que é um passo antes de a bebida se tornar um uísque realmente, sem passar pela maturação em barris de carvalho. A segunda taça traz um uísque turfado. A turfa é um elemento utilizado na defumação do malte e também nos barris que maturam a bebida e que Paula ressalta que é importante conhecer e entender seus sabores. A terceira taça contém o single malte da Backer, puro e frutado.

Já o gim é uma bebida destilada à base de cereais que passa por um processo de infusão com zimbro(obrigatório por lei na fabricação) e outras especiarias. Cada fabricantepossui sua própria combinação de ingredientes, os mais usados são canela, cascas de frutas cítricas, sementes de coentro, pimenta-da-jamaica, raiz de alcaçuz, pimenta-do-reino, cássia e farinha de amêndoa, entre outros. Para seguir a linha cervejeira, a Backer pesquisou possibilidades para o novo produto e decidiu que o ingrediente-chave do seu gim seria o lúpulo.

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Sexta-feira, 10 de agosto de 2018

Festival Sul-Americano de Cerveja 2018

Nos dias 10, 11 e 12 ocorre a 2º edição do Festival Sul-Americano de Cerveja, no Centro de Eventos Fiergs, em Porto Alegre. Ao todo, mais de 30 cervejarias levarão seus rótulos para um público estimado em mais de 10 mil pessoas. Entre as mais de 30 cervejarias confirmadas, estão Bobedrown, Hunsruck, Landsberg, Urwald e Zapata.

Além da degustação, o evento contará com opções gastronômicas, exposição e o 17° Encontro de Colecionáveis Cervejeiros. A fim de reunir diversos itens cervejeiros para exposição, o ele acontece uma vez por ano. A organização é feita através do Clube Gaúcho de Colecionáveis Cervejeiros – Tcherveja. Paralelo ao evento, os expositores poderão levar suas coleções de abridores, bolachas, copos, garrafas, latinhas, tampinhas e diversos outros itens.

Entre as atrações musicais estarão as bandas AC/DC Cover, Só Creedence, Dedo de Dama, Jovem Ainda, além dos músicos Bruno de Ros, BibianaPetek e Rafael Malenotti, vocalista da banda gaúcha de rock Acústicos e Valvulados.

Na sexta-feira, os portões abrem das 18h à 1h, no sábado, das 15h à 1h e no domingo, das 15h às 21h. Para incentivar a comemoração de Dia dos Pais, a entrada de pais acompanhados dos seus filhos será gratuita no domingo (12), mediante apresentação de documentos. O valor dos ingressos é de R$ 15 na sexta e no domingo e R$ 20 no sábado, além de ter a opção do combo (entrada para os três dias) por R$ 40. A compra pode ser feita por meio do site do Sul-Americano na aba de ingressos ou diretamente na plataforma on-line Minha Entrada.

Em dezembro de 2017, a 1ª edição contou com mais de 30 cervejarias nacionais e latino-americanas, além de foodtrucks, bandas e atrações para animar o público. Além disso, o Festival de 2017 apresentou uma série de atrações, como o Seminário Sebrae-RS de Gestão para Cervejarias, o Encontro de Colecionáveis Cervejeiros, os estandes de fornecedores de equipamentos e insumos cervejeiros no local, como a Palenox e a WE Consultoria, além da Acerva Gaúcha e do Festival Brasileiro Cerveja.

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Sexta-feira, 3 de agosto de 2018

Hospedagem na Colorado

A cervejaria ribeirão-pretana Colorado construiu um quarto dentro de sua fábrica. A novidade foi inspirada na história da marca e da cerveja. O quarto conta com uma mesa de malte, travesseiros com saquinhos de lúpulo com efeito relaxante e uma geladeira com as cervejas da empresa à disposição dos hóspedes.

A novidade é para celebrar os 22 anos da marca e o Dia Internacional da Cerveja, comemorado no dia 3 de agosto. O quarto está disponível em dois fins de semana, do dia 4 e 11 de agosto, a R$ 160.Os interessados em se hospedar no quarto temático já podem fazer as reservas pelo site www.aluguetemporada.com.br. O valor arrecadado será doado aos microprodutores que fazem a rapadura utilizada na Colorado Indica.

Além do pernoite, os interessados terão um café da manhã no quintal da cervejaria, um passeio de balão, o acompanhamento da brassagem de uma cerveja e uma noite na Toca do Urso, o bar em frente a própria cervejaria. Além de banho de cerveja e torneira de chope no quarto.

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Sexta-feira, 27 de julho de 2018

São Bento, uma cerveja produzida por mulher

A carioca Patrícia Müller garante que tem a menor cervejaria do mundo. Quando decidiu produzir cervejas especiais, reformou a antiga casa de queijos da avó, na propriedade da família em Alto Paraíso (GO). Em menos de 20 metros quadrados, por um ano inteiro, a jornalista testou inúmeras variações de uma receita com trigo, até enfim chegar aonde queria: o rótulo São Bento foi lançado em dezembro de 2017.

Patrícia decidiu largar o jornalismo quando conheceu cervejas especiais. Ao provar seu primeiro copo, ela soube que queria criar sensações como aquela. Passou férias em Buenos Aires com uma amiga, conheceu outras marcas e, na volta, pediu demissão no antigo emprego.

Em contato com a professora Grace Ghesti, do Instituto de Química da Universidade de Brasília (UnB), conseguiu uma receita de cerveja de trigo. Depois fez cursos de mestre-cervejeiro em Blumenau (SC) e, quando sua criação fez sucesso entre amigos no Réveillon de 2017, ela viu que conseguiria levar o projeto adiante.

Ela passou 2017 inteiro experimentando receitas do estilo Weiss, provando a bebida e se aconselhando com especialistas no assunto.

Com a cerveja finalmente pronta, era hora de fabricar. Fazer a bebida em larga escala ainda não é uma possibilidade para a empresária, que se tornou uma “cervejeira cigana”: ela leva o conceito e a receita até fabricantes parceiros. Eles, então, devolvem os produtos prontos e envasados. No caso da São Bento, a colaboração é com a cervejaria Los Compadres, em Atibaia (SP).

A cerveja foi lançada em dezembro de 2017 e os primeiros seis meses foram difíceis. Patrícia é uma empresária em construção, portanto enfrentou diversos percalços no processo. Como em qualquer profissão, os entraves impostos às mulheres existem, mas ela acredita que o cenário está mudando.

Para o futuro, além da estruturação do espaço em Alto Paraíso, a cervejeira planeja diversificar os estilos. Ela já tem duas novidades prontas: uma Belgian IPA e uma Dubbel, mas que ainda não possuem data certa de lançamento.

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Patrícia Muller, uma brasiliense que produz cerveja na Chapada dos Veadeiros.

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Sexta-feira, 20 de julho de 2018

Catharina Sour, primeiro estilo brasileiro

OBeer Judge CerficationProgram (BJCP), um dos mais respeitados guias mundiais de estilos de cerveja, anunciou a introdução provisória da Catharina Sour no seu guia. É a primeira vez que um estilo criado no Brasil recebe essa distinção. Com isso, a cerveja agora poderá ser julgada em todo o mundo em concursos oficiais que seguem essa normativa.

A Catharina Sour é uma cerveja leve e refrescante, com baixo amargor, corpo leve e boacarbonatação. A graduação alcoólica vai de 4% a 5,5% e o índice de IBUs varia de 2 a 8.A base do estilo é uma BerlinerWeisse, com o uso de alguma bactéria láctea e frutas no processo.

A cerveja começou a ser estudada em 2015 entre os produtores caseiros de Santa Catarina. Em 2016, através da Associação Catarinense das Cervejas Artesanais (Acasc), eles organizaram um workshop que contou com a participação de mais de 20 cervejarias, que passaram a produzir a Catharina Sour profissionalmente.

Nos eventos cervejeiros seguintes o estilo começou a se popularizar e hoje, além de marcas de todo o Brasil, já há cervejarias de outros países da América Latina colocando as suas CatharinasSours em produção.

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Sexta-feira, 13 de julho de 2018

Agrária Malte

A produção nacional dos principais ingredientes da cerveja também engloba o malte. Na última coluna falamos da levedura e na penúltima, sobre o lúpulo. Seguimos com esse assunto, agora com esses grãos que são as bases das cervejas.

A Agrária é maior maltaria da América Latina. Localizada no Paraná, tem como carro chefe a produção de Malte Pilsen, atendendo aproximadamente 30% da demanda do mercado brasileiro de cerveja.

Após recente ampliação, que aumentou sua produção para 350 mil toneladas de malte por ano, a Agrária também passou a produzir alguns maltes especiais, como Malte Pale Ale, Vienna e Munique, todos com cevada 100% nacional.

O Malte Pilsen é um malte base para produção de todos os tipos de cervejas. Já o Malte Pale Ale, que é produzido com cevada de duas fileiras 100% nacional, tradicionalmente é usado para cervejas de alta fermentação atualmente. O Malte Munique, também feito de cevada de duas fileiras 100% nacional, ressalta o aroma maltado e obtenção de colorações mais intensas. E por fim, o Malte Vienna possui teor proteico mais elevado, é utilizado para corrigir cor de maltes muito claros ou para produção de cervejas douradas e com corpo mais cheio.

Mas além dos maltes produzidos em sua maltaria, tem em seu portfólio todos os ingredientes para a fabricação de cerveja, como os maltes da Weyermann®, Crisp e Dingemans, grande variedade de Lúpulos da HVG e diretamente de produtores, Fermentos Secos da Lallemand, Fermentos Líquidos da Bio4, Extratos da Weyermann® e Liotécnica e Adjuvantes e Coadjuvantes da Prozyn.

E ainda oferece mais de 20 modelos de garrafas da marca francesa Verallia, uma das maiores fabricantes de embalagens de vidro do mundo.

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Sexta-feira, 6 de julho de 2018

Levedura brasileira

A cerveja é feita basicamente de quatro ingredientes: água, malte de cevada, lúpulo e levedura. Na última coluna falamos sobre o lúpulo brasileiro, nessa vamos continuar com o assunto e falar sobre a levedura nacional.

Um estudo desenvolvido na Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (USP/ESALQ) selecionou leveduras na biodiversidade brasileira. Nele foi possível identificar leveduras resistentes ao processo industrial de cerveja e que resultaram em bebidas com características diferenciadas de aroma e sabor que agradaram o paladar. Essas leveduras são resistentes às condições estressantes da fermentação, sendo aptas para a elaboração de cervejas com maiores teores alcoólicos

Em laboratório, foram avaliados aspectos metabólicos, fisiológicos e tecnológicos, permitindo a seleção de leveduras Saccharomycescerevisiae com atributos relevantes para o processo cervejeiro e com o potencial de produção de cervejas únicas e de alta qualidade.

Algumas das leveduras avaliadas proporcionaram notas a frutas passas, banana e especiarias, mostrando-se com potencial para a produção de cervejas.

A pesquisa foi realizada por Renata Maria Christofoleti Furlan, a partir do Programa de Pós-Graduação em Microbiologia Agrícola da Esalq, com orientação do professor Luiz Carlos Basso, do Laboratório de Bioquímica e Tecnologia de Leveduras, e coorientação do professor André Ricardo Alcarde, do Laboratório de Tecnologia e Qualidade de Bebidas.

O pedido de patente já foi registrado no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) e o trabalho está em fase de prospecção de negócios com auxílio da Agência USP de Inovação.

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Sexta-feira, 29 de junho de 2018

Variedades de lúpulo brasileiro

No mês passado, cinco variedades de lúpulo foram registradas junto ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento por um viveiro do Paraná. Isso quer dizer que, temos lúpulos brasileiros, oficialmente. Fazem parte do Registro Nacional de Cultivares os lúpulos Cascade, Centennial, Fuggle, HallertauerMagnun e NorthenBrewer. As plantas foram adquiridas há dois anos, nos Estados Unidos e Argentina, pelo Viveiro Porto Amazonas, que fica a 80 Km de Curitiba.

No Viveiro Frutopia, em São Bento do Sapucaí (SP), um produtor foi além de adaptar em solo nacional mudas trazidas do exterior. Lá, brotou uma nova variedade de lúpulo, que está sendo considerado o primeiro 100% nacional e que foi batizado de Mantiqueira, ainda não registrado

Cervejarias já estão aprovando a ideia e fizeram algumas experiências comerciais com o lúpulo do Brasil. A South Blossom é uma American Blond Ale produzida pela Dádiva com lúpuloMantiqueira fresco. A planta é colhida, transportada e adicionada ao processo de fabricação em menos de 12 horas. É a primeira vez em que este lúpulo é utilizado fresco, em flor, em uma produção, conferindo aromas e frescor à receita.

O Mantiqueira também já foi utilizado na produção de uma cerveja no estilo Märzen pela Baden Baden, de Campos do Jordão (SP).

Mais ao sul do país, a Imaculada iniciou a produção da primeira cerveja com lúpulo fresco plantado em São Francisco de Paula (RS). O lúpulo é plantado no sul do Brasil, mas com características do lúpulo americano, das variedades Cascade e Columbus. A Harvest Ale é a denominação dada à cerveja quando é usado o lúpulo logo após a colheita, verde e fresco sem passar por nenhum processo industrial.

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Sexta-feira, 22 de junho de 2018

Sommelière brasileira recebe o Cicerone

A sommelière da Cervejaria Ambev, Beatriz Ruiz, acaba de conseguir o Cicerone, um dos certificados cervejeiros mais importantes do mundo e se torna a primeira cidadã brasileira a ter o certificado.

O teste foi aplicado em abril, em Buenos Aires. Essa foi a primeira ediçãona América do Sul. A média exigida para receber o certificado é de 80% no total e 70% na parte de degustação.

Beatriz Ruiz é Sommelière e Mestre em Estilos de Cervejas pelo Instituto da Cerveja Brasil, trabalha no mercado de cervejas artesanais há 6 anos. Hoje é Gerente de Conhecimento da marca americana Goose Island. Fundou o projeto Goose IslandSisterhood, uma confraria de mulheres que busca discutir Empoderamento Feminino e Cerveja.

Cicerone é o programa de certificações dado aos profissionais da cerveja, ele foi criado em 2009, em Chiago, nos Estados Unidos, por Ray Daniels, membro do Siebel Instituteof Technology em Chicago e ex-colaborador do BrewersAssociation.

Para o primeiro nível, o exame está disponível online e tem durabilidade de 30 minutos com 60 questões de múltipla escolha. No segundo nível, é testado o conhecimento do sommelier, questionando estilos, avaliações, processos, ingredientes e degustações. Por último, o candidato deve fazer um vídeo de até 3 minutos respondendo algumas questões pedidas pelo Programa.

Segundo Josemaría Mora, gerente da América Latina do Programa Cicerone, a organização do Programa está planejando fazer o primeiro exame no Brasil até o final ano.

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Sexta-feira, 15 de junho de 2018

WayCup

A cervejaria Way lançou seis cervejas exclusivas homenageando países com tradição cervejeira e que estarão presentes na Copa do Mundo, que começa essa semana. O WayCup valoriza estilos tradicionais da Alemanha, Austrália, Bélgica, Brasil, Inglaterra e Rússia. Desenvolvidas pelo cervejeiro Alessandro Oliveira, elas estão disponíveis em chope e garrafas de 600ml.

Para a Alemanha, país da Lei da Pureza cervejeira, foi feita uma cervejaWeizenbier ou Hefeweizen, um estilo com malte de trigo, não filtrada, com leve aroma de banana e cravo proveniente da fermentação.

A Austrália entrou na lista, pois seus lúpulos são apreciados em todo o mundo. E são exatamente eles a estrela da AustralianPale Ale, com aroma e sabor remetem a frutas tropicais e cítricas.

Na Bélgica tudo aquilo que pode agregar sabor ou valor a cerveja é válido e pode ser experimentado, pois a escola é livre. Distintos processos, leveduras e grande variedade de ingredientes são muitobem-vindos na produção das cervejas belgas. O estilo escolhido foi umaBelgianDubbel, a calda de açúcar produzida na própria Way Beer em conjunto com a levedura específica para este estilo produz um leve sabor e aroma de cravo, frutas secas e castanhas.

Aqui no Brasil, nosso diferencial é a diversidade de frutas, flores, madeiras que outros países não têm. Este é o nosso trunfo e muitas cervejarias já utilizam isso, os rótulos brasileiros são cheios de criatividade.A Amburana Wood Aged é a interpretação da Way para um estilo brasileiro de cerveja que usa ingredientes locais. Esta Ale é feita com uma base de malte produzido na região, utiliza levedura Ale que foi isolada em alambiques de cachaça, leva açúcar de cana e açúcar mascavo na receita e como protagonista principal têm a Amburana, madeira que retrata a tropicalidade brasileira.

Na Inglaterra, as cervejas costumam ter baixa carbonatação e pouca espuma. O estilo ESB (Extra SpecialBitter) é um clássico inglês. Aroma marcante que lembra caramelo, combinados aos lúpulos aromáticos ingleses. Possui coloração acobreada,é límpida, brilhante e pouco carbonatada.

E pra Rússia, país sede da competição, foi feita uma Russian Imperial Stout com 15% de malte torrado, entre eles uma variação de malte chocolate, cevada torrada, cevada chocolate e cevada não maltada, combinação que dá complexidade aos sabores e aromas da cerveja.

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Sexta-feira, 8 de junho de 2018

Aprolupulo

Em todo o país, atualmente, existem bem-sucedidas plantações de lúpulo. Algumas ainda para consumo particular. Outras com vistas à produção em maior escala.  Para organizar essa atividade, ainda dispersa, foi criada, dia 19 de maio, a Associação Brasileira de Produtores de Lúpulo (Aprolupulo). A sede será em Lages, em um dos campi da Universidade Estadual de Santa Catarina.

A iniciativa da criação da Associação partiu de um grupo de produtores do sul do país. Um deles, o técnico em agronegócio Alexander Creuz, tomou para si a tarefa de criar o estatuto.

O papel da Universidade, de acordo com Alexander, pode ser ainda mais estratégico após a criação da Associação. A universidade poderá, por exemplo, importar legalmente plantas, para fins de pesquisa, como já fez no ano passado – as plantas ainda estão em quarentena. Essas plantas poderão vir a ser encaminhadas, também legalmente, para um futuro viveiro da Associação que poderá repassá-las para os produtores. A regularização da atividade será um dos focos da APROLUPULO.

Os produtores de cerveja são os principais interessados nessa atividade. Lúpulo fresco local significa terroir para suas bebidas e isso agrega um belo valor ao produto. E vários rótulos já começam a chegar ao mercado.

Além de economizar com importação de lúpulo e valorizar as cervejas brasileiras, a produção da planta pode vir a ser uma opção de trabalho e renda para pequenos e médios produtores rurais, em todo o país. Isso porque, em uma área de 2,5 mil metros quadrados é possível ter até 500 plantas e a estimativa de retorno para o investimento é de até dois anos. No caso específico de Santa Catarina, pode vir a substituir o cultivo do fumo nas pequenas propriedades, que constituem 95% do perfil rural do Estado.

O técnico em agronegócio está tão convicto sobre o (bom) futuro do lúpulo brasileiro que mudou totalmente sua vida para se dedicar à atividade. Paulista, morava em Florianópolis onde fez curso de especialização em agronegócio e escolheu o lúpulo como tema de seu trabalho final, por conta das primeiras notícias a respeito do Mantiqueira, planta tida como a primeira variedade nacional. Isso foi há dois anos. Agora, se mudou para Lages onde iniciou a produção de lúpulo na sua propriedade de 12 hectares.

*Com informações do site Lupulinário.

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Sexta-feira, 1º de junho de 2018

Vendas totais de cerveja caíram, mas faturamento cresceu

O lema cervejeiro “Beba menos, beba melhor” está virando tendência no mundo, inclusive no Brasil. Uma pesquisa realizada pela empresa Nielsen Holdings, com sede no Reino Unido, comprova isso: em 2017 as vendas totais de cerveja no Brasil caíram, mas o faturamento cresceu. Isso significa que os consumidores estão optando pelas cervejas mais caras.

O estudo recente da Nielsen, constatou que as vendas de cervejas em 2017 caíram 1,7%, se comparado ao ano anterior, porém, o faturamento cresceu 1,6% no mesmo período, impulsionado pelo crescimento do consumo de cervejas artesanais e premium. Isso também é apresentando nos dados divulgados pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, que apontou um crescimento de 37,7% no número de cervejarias registradas no Brasil no ano passado.

Com o aumento da oferta de opções de cervejas importadas, artesanais ou especiais, o que se observa é um movimento de substituição de marcas. Em 2007, o segmento de cervejas premiumrepresentavacerca de 7% do volume total de cerveja no Brasil, segundo dados do Euromonitor. Em 2016, essa proporção subiu para 11%.

Outros dados da Nielsen mostram que os brasileiros estão preferindo beber cerveja em casa, na medida em que reduziram os gastos com entretenimento, sendo a queda das vendas maior em bares e restaurante do que no varejo.O brasileiro compra sua cerveja em autosserviços, onde o sortimento de premium e artesanais é maior e mais acessível do que em bares, fazendo com que o segmento cresça 13% em 2017.

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Sexta-feira, 25 maio de 2018

Polo Cervejeiro de Ribeirão Pretoé reconhecido como APL

Ribeirão Preto vai ganhar um incentivo a mais à sua vocação cervejeira. A Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado de São Paulo reconheceu o Polo Cervejeiro de Ribeirão Preto como um Arranjo Produtivo Local (APL). A medida deve estimular e facilitar o acesso de microcervejarias a importantes políticas públicas, linhas de crédito, redução de alíquotas, além de incentivos à estrutura e promoção do Polo Cervejeiro.

A aprovação do projeto aconteceu durante reunião da Rede Paulista de Arranjos Produtivos Locais, coordenada pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Estado de São Paulo. Depois de aprovado, o APL passa a ser uma das prioridades de trabalho da Rede Paulista.

O projeto apresentado à Secretaria enfatizou a importância da aprovação do APL e conta a história da tradição da cidade na produção de cervejas artesanais e o reflexo disso para a economia. Ele foi elaborado a partir de uma parceria entre o Supera Parque e Polo Cervejeiro de Ribeirão Preto – um dos núcleos setoriais do projeto Empreender da ACIRP, que promove ações que desenvolvem e fortalecem as micro e pequenas empresas através do associativismo.

O Núcleo Setorial das Cervejarias, conhecido como Polo Cervejeiro de Ribeirão Preto, foi fundado em 11 de novembro de 2015, com o principal objetivo de fomentar o desenvolvimento do setor no município e na região. Seis cervejarias artesanais fazem parte do grupo: Invicta, Lund, Pratinha, SP330, Walfänger e WeirdBarrel.

As APLs são aglomerações de empresas, localizadas em um mesmo território, que apresentam especialização produtiva e mantêm vínculos de articulação, interação, cooperação e aprendizagem entre si e com outros atores locais, tais como: governo, associações empresariais, instituições de crédito, ensino e pesquisa.

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Sexta-feira, 18 de maio de 2018

Point SP 330

“Aqui é lúpulo na veia”, com esse slogan e com músicas de rock como inspiração para criar suas cervejas, a cervejaria SP 330, de Ribeirão Preto, agrada os amantes de música e da boa cerveja com muitas opções, que vão das mais leves com 0 IBU (unidade de amargor) até as mais potentes com 100 IBUs.

No geral, as cervejas produzidas são muito refrescantes (ótimas para combinar com o calor de Ribeirão) e bastante lupuladas, que, além de serem aromáticas, possuem o sabor característico do lúpulo.

No Point SP 330 é possível provar todas as cervejas, as já clássicas e as novidades. Quatro, permanentes, estão sempre presentes nas torneiras: a Last Kiss, uma Hop Pils, que leva o nome da música do Pearl Jam e possui aroma maltado, com um pouco de dulçor e amargor leve, tem 4,5% de teor alcóolico e 15 IBUs (unidade de amargor). Já o Stevie Wonder inspirou a Superstition, uma American Pale Ale, com harmonia entre os maltes e lúpulos, que dão aroma cítrico e amargor à bebida de 5% de teor alcóolico e 35 IBUs. A Californication, música do Red Hot Chili Peppers, virou uma American IndiaPale Ale (premiada com medalha de bronze no Concurso Brasileiro de Cervejas, de Blumenau, em 2017) com 6,5% de teor alcólico e 55 IBUs e aromas frutado e cítrico e sabores que remetem ao maracujá, provenientes do lúpulo,típicos desse estilo. E por fim a LastNite, uma Black IndiaPale Ale com 5,5% de teor alcóolico e 65 IBUs, inspirada na música do The Strokes, que possui lúpulo intenso e notas de chocolate e caramelo com final tostado.Essa foi minha favorita, além de ser muito boa, escutava muito The Strokes na minha adolescência e era exatamente essa música que ficava no repeat por semanas.

Entre as sazonais também há boas opções e bons motivos para voltar, pois sempre tem novidade, como a JuicySession IPA, que leva o nome da música da banda Faith No more,Epic, levinha, saborosa e equilibrada com 40 IBUs. Mas se você preferir uma cerveja mais levinha ainda, experimente a Session IPA One Love, OneMalt, OneHop, inspirada na canção de Bob Marley e feita com somente um malte e um lúpulopara o IPA Day Brasil de 2017, ela possui 0 IBU e  4,5%  de teor alcóolico.

Pulando das suaves para as mais fortes, John Mayer inspirou a FreeFallin’, uma Wood IPA com 68 IBUs e 6,9% de teor alcóolico. A base é uma American IPA, que ématurada em barril de amburana com chips de rum e possui aromas de baunilha e coco, advindos da madeira combinando com as frutas cítricas da receita base.

E chegando à cerveja com 100 IBUs e 8,6% de teor alcóolico, a PsychoKiller, Imperial IPA, foi inspirada na banda Talking Heads e feira colaborativa com a cervejaria argentina Sir Hopper.

Para acompanhar todas essas cervejas, uma porção bem saborosa e crocante de Filé Parmegiana Aperitivo, como molho de tomate e queijo parmesão, servidos separadamente.

O ambiente lembra um pub, com luz baixa, indireta. Nas paredes, discos de vinil pendurados e adesivos com logos de bandas, que serviram de inspiração para as cervejas. No caixa mesmo tem uma lojinha com alguns souvenires, como camiseta, boné, growler, pet.

Endereço: Rua Paschoal Bardaro, 1536 – Jardim São Luiz, Ribeirão Preto – SP. Telefone: (16) 3103-0350.

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Sexta-feira, 11 de maio de 2018

Mondial de laBière SP

Pela primeira vez em São Paulo, o Mondial de laBière, um dos mais consagrados eventos de cervejas artesanais do mundo, acontece de 17 a 20 de maio. O novo evento é um adicional, e não um substituto do tradicionalmente realizado no segundo semestre no Rio de Janeiro. O local na capital paulista é o São Paulo Expo. O festival “matriz”, o de Montreal (Canadá) ocorre de 14 a 18 de junho.

Na edição paulista, estão presentes66 cervejarias, 30 delas paulistanas e o público pode degustar mais de 500 rótulos, entre lançamentos e exclusividades. Entre elas estão Dogma, Urbana, Trilha, Dádiva, Júpiter, Antuérpia, Allegra, Backer, Meara, Baden Baden, Eisenbahn, Primata, Hettwer, Blondine, Leuven, Hausen Bier, Guarubier, Viguim, Kremer, BurgseZot&Straffe Hendrik, Landele HalveMaan.

Para comer são doze pontos de alimentação, entrefoodtrucks e membros da Sociedade Paulista da Cultura de Boteco e para entreter, shows de 13 bandas independentes, que vão do rock ao samba, e quatro DJs.

Eainda tem o MbeerContesrBrazil, concurso de degustação profissional do evento,em que a avaliação é baseada nas qualidades intrínsecas da cerveja. Os juízes fazem as degustações às cegas, sem qualquer informação sobre o produto, identificando o estilo da cerveja através de uma análise sensorial. Na última edição, foram premiados 14 rótulos de cerveja, entre os 384 inscritos.

O ingresso “cervejeiro solidário” sai pelo preço especial de R$ 66 e 1 quilo de alimento não perecível e pode ser adquirido pelo site www.mondialdelabiere.com.br ou nos 18 pontos de venda distribuídos pela cidade – a lista também se encontra no site. O valor inclui o copo Mondial, com duas marcações de degustação – 100 ml e 200 ml. Para quem quiser visitar os quatro dias do festival, há a opção dos passaportes promocionais (o da entrada cervejeiro solidário custa R$ 200 + 4 kg de alimentos não perecíveis, que devem ser entregues separadamente – um por dia).

O festival deve receber em torno de 20 mil visitantes e os alimentos doados serão distribuídos para 6 instituições da cidade: Tucca, Banco de Alimentos, Associação Prato Cheio, Anjos da Noite e Grupo SPA. Na edição de 2017, sediada no Rio de Janeiro, foram doadas 42 toneladas de alimentos.

SERVIÇO

Mondial de laBière São Paulo

Data: 17 a 20 de maio 2018

Local: São Paulo Expo – Pavilhão 8 + área externa (Rodovia dos Imigrantes, km 1,5 – Vila Água Funda – São Paulo/SP)

Horário: Quinta (17) e sexta (18) das 17h à 1h; sábado (19) das 14h à 1h e domingo (20) das 14h às 20h.

Site: www.mondialdelabiere.com.br

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Sexta-feira, 5 de maio de 2018

Dossiê Cervejeiro: Profissão Cervejeiro e A Profissionalização do Mercado

Quando se pensa em cervejeiro logo vem à mente uma pessoa que produz cervejas, mas na realidade, o trabalho com a cerveja envolve muitos outros segmentos além da rotina da fábrica. Há profissionais que trabalham com vendas, importações, consultorias, organização de eventos, há professores, donos de lojas, sommeliers. Mas trabalhar com cervejas não é só diversão (apesar de uma boa parte ser), assim como em toda profissão, há algumas dificuldades.

Aproveitando que ontem, dia 1º de maio, foi o Dia do Trabalho, falo aqui na coluna sobre o trabalho com cervejas. Na verdade, falarei sobre o documentário Dossiê Cervejeiro: Profissão Cervejeiro, onde o idealizador do vídeo, o chef Ronaldo Rossi, especialista em harmonização de cerveja com comida, reuni diversos profissionais da área para contar um pouco da sua história e experiências com cervejas, dando dicas para entrar no meio cervejeiro.

Entre os profissionais estão Leonardo Satt, sócio da cervejaria Dogma; Victor Marinho, mestre cervejeiro da Dádiva; Raphael Rodrigues, jornalista e editor do site AllBeers; Fabiana Arreguy, jornalista e criadora do Pão e Cerveja, o primeiro programa brasileiro de rádio a falar sobre cerveja; Luis Celso, jornalista e sommelier de cervejas.

Já a segunda parte, A Profissionalização do Mercado, apresenta um panorama geral do mercado brasileiro de cerveja, sua história (mesmo que recente), as dificuldades e qual é o futuro desse crescimento.

O documentário foi realizado pela Cervejoteca, loja de cervejas especais e pelo chef Ronaldo Rossi para o Congresso Nacional Cervejeiro BeerCON. E pode ser assistido pelo link: https://www.youtube.com/watch?v=CK2nqiEHt7I

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Sexta-feira, 27 de abril de 2018

Curiosidades cervejeiras IV

No Código de Hamurabi, escrito por volta de 1730 a.C. um dos artigos previa o afogamento do cervejeiro em sua própria cerveja, caso ela estivesse ruim.

Os monges, não só produzem como bebem cerveja a muito tempo. Por ser uma bebida altamente nutritiva, era considerada a bebida dos monges. Nos tempos de jejum, as cervejas mais encorpadas eram fundamentais e serviam como alimentação.

Na antiguidade, a produção de cerveja era uma tarefa exclusiva das mulheres, por isso elas eram chamadas de alewifes.

Alguns pesquisadores afirmam que Jesus teria transformado água em cerveja, e não em vinho, pois na região em que Jesus viveu se cultivavam grãos, não uvas, e o consumo de cerveja era algo comum por lá, diferente do vinho. Na antiga Palestina, o consumo de cerveja era comum e muito incentivado, já que era uma região com farta produção de cereais e com poucas fontes de água. Esses pesquisadores sustentam a tese de que os romanos, ao se apropriarem da trajetória de Jesus, teriam trocado a provável cerveja (bebida relacionada aos bárbaros) pelo seu habitual vinho na tradução da Bíblia.

A Igreja Católica possui oficialmente um padroeiro dos cervejeiros, o Santo Agostinho.

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Sexta-feira, 20 de abril de 2018

New England IPA/ Juicy IPA no Brewers Association

ABrewersAssociation, organização comercial de pequenas cervejarias norte-americanas, apresentou no mês de março suas Diretrizes de Estilo de Cerveja da Associação Cervejeira-Americana de 2018. Todos os anos, ela lança um novo guia fazendo correções em parâmetros de estilo, revisões de nomes, adicionando categorias e também excluindo. As novidades desse ano são os estilos JuicyorHazy Double IPA, JuicyorHazy IPA e JuicyorHazyPale Ale.

Aproximadamente 900 estilos foram atualizados em suas diretrizes, com destaque para a atualização da Gose e ContemporaryGose.A competição anual Great American Beer Festival (GABF) 2018 em setembro será a primeira competição nacional que incluirá as novas orientações de estilo.

A New England IPA é conhecida por ser menos amarga que as tradicionais IPAs e pela sua cor amarelada, turva e com baixa fermentação de espuma. Seu aroma é intenso e normalmente remete a frutas tropicais como goiaba, mamão, manga e outros. De acordo com o BrewersAssociation, esse estilo exibe baixa percepção do amargor, ressltaaroma e sabor de lúpulo e possui uma textura mais suave do que outros tipos de IPAs. As versões New England IPA são muitas vezes destacadas pela turbidez.

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Quarta-feira, 11 de abril de 2018

Budweiser lança linha de molhos e temperos com ingredientes cervejeiros

Budweiser, marca de cerveja da Ambev, desenvolveu em parceria com a Blue Hops, empresa de pesquisa e desenvolvimento de produtos alimentícios, uma linha de molhos e temperos com ingredientes cervejeiros, como malte de cevada e lúpulo, para acompanhar o público nos churrascos. Os produtos foram criados pelos mestres cervejeiros da Budweiser em conjunto com os chefs executivos da Blue Hops.

A linha Budweiser para Churrascos inclui os DryRubs, temperos secos geralmente usados em churrascos americanos, nas versões Chicken, Beef e Pork, e os molhos especiais Barbecue, Ketchup, Ketchup picante, Mostarda e Pimenta (este molho de Pimenta Lupulado passa por um processo de envelhecimento em barris de madeira, o mesmo tipo de madeira presente na produção da cerveja de Budweiser).

Outra novidade da linha é a Budweiser American Grill, a típica churrasqueira americana a carvão em forma de barril. Ideal para grelhar carnes, também pode ser usada com a tampa fechada e se tornar uma churrasqueira a bafo. Compacta e portátil, ela é uma opção para áreas gourmet, balcões e assar ao ar livre.

Os produtos estão sendo comercializados inicialmente no Empório da Cerveja, loja online da Ambev, mas depois serão disponibilizados em toda a rede de distribuição da Budweiser.

Essa é a primeira aposta da Budweiser no setor alimentício no Brasil. Em outros países, principalmente nos Estados Unidos, ela possui uma linha completa de itens de culinária, com molhos e temperos entre eles.

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Quarta-feira, 04 de abril de 2018

Rótulos deverão informar os cereais não maltados da cerveja

A Justiça Federal de Goiás emitiu nota, através da decisãotomada pelo juiz federal Juliano Taveira Bernardes, exigindo que as cervejarias especifiquem nos rótulos os cereais e matérias-primas que compõem os produtos distribuídos e vendidos por elas no Brasil.

As cervejarias Brasil Kirin, Ambev, Petrópolis e Kaiser foram condenadas a informar de maneira clara quais ingredientes que compõem a cerveja. Os rótulos deverão substituir a genérica expressão “cereais não malteados/maltados” pela devida especificação dos nomes dos cereais e matérias-primas utilizados na bebida.

As cervejarias argumentavam que a identificação específica, no rótulo das cervejas, dos ingredientes utilizados como adjunto cervejeiro seria desproporcional e impossibilitaria a mutabilidade que caracterizaria tal adjunto, já que seria absurda a mudança de rotulagem sempre que houvesse alteração da composição do adjunto.

O juiz Bernandesnão concordou com este argumento e decidiu que “essa linha de raciocínio, além de revelar amá-vontade de cumprir a legislação, ainda vai de encontro ao argumento da própria defesa, segundo a qual os adjuntos cervejeiros seriam um ‘ingrediente composto’ que, nem por isso, implicaria déficit de informação ao consumidor”. E continuou, “se a fabricante produziu cerveja com milho, arroz ou outro cereal apto a consumo humano, desde que não ultrapassado o percentual permitido, trata-se de opção mercadológica licita”, lembrando que o limite de adjuntos cervejeiros é de 45% no volume total. “Porém, não se pode subtrair do consumidor a precisão e a clareza informacional acerca da prévia opção feita pelos fabricantes ao substituírem o malte da cevada por algum tipo de adjunto cervejeiro”.

As empresas e a União terão um prazo de 120 dias a partir da data de intimação para cumprir a sentença do juiz Juliano Taveira Bernardes, mas ficam dispensadas de substituir rótulos de cervejas já produzidas. Isso quer dizer que a União terá que ajustar os procedimentos de fiscalização para a nova exigência de rotulagem das cervejas, de acordo com o comunicado. O não comprimirem por parte das empresas dessa nova exigência acarretará em multa diária de 10 mil reais, a ser destinada ao Fundo de Defesa dos Direitos Difusos.

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Quarta-feira, 28 de março de 2018

Dogma Tasting Room

A Dogma é uma das cervejarias mais criativas de São Paulo e o melhor lugar para experimentar suas novidades é no Dogma Tasting Room, no centro da capital paulista. A sala de degustação é composta por duas mesas compartilhadas, um balcão de doze lugares e vinte torneiras de chope

No fundo há uma pequena cervejaria com capacidade para 3,5 mil litros de chope, são sete tanques de 500 litros cada. A proposta é que todas as torneiras sejam de chopes produzidos no próprio local (garantindo frescor e experiência incríveis) e que alguns deles sejam exclusivos da casa.

Se estiver na dúvida do que escolher ou se quiser degustar diferentes chopes, a régua de degustação é uma ótima opção, você escolhe seis chopes, que são servidos em copos de 80 ml na ordem desejada. Ou se já tiver o seu preferido, pode escolher entre três tamanhos: 180, 350 ou 473 ml.

Os chopes são trocados quase que semanalmente, então fique de olho nas comemorativas e nas colaborativas. Como a Goiaba na Selva, uma brett saison com goiabada e 7,5% de teor alcóolico, colaborativa com Cervejaria Trilha. E a Hop & Pluizig, uma American India Pale Ale com os lúpulos Citra, Simcoe e Galaxy e teor alcóolico de 6,5%, colaborativa com a cervejaria holandesa De Molen.

Já a Mosaic Brux é uma IPA é uma single hop com o lúpulo Mosaic efermentada com Brettanomyces. E a Back To Basic, uma West Coast IPA, com amargor bem marcante e 7,8% de teor alcóolico.

Também estão disponíveis alguns rótulos já clássicos da marca como a Citra Lover, uma Double IPA com 85 IBUs, sem maltes caramelos e que foi a primeira da série Single Hop, levando apenas o lúpulo Citra em sua receita.  E a Cafuza, Imperial India Black Ale, que resulta de uma mistura entre uma Imperial India Pale Ale com maltes escuros de uma Stout, dando aromas e sabores cítricos, de café, chocolate e caramelo.

É possível levar chope para casa, o tasting room trabalha com growlers e crowlers, tem também as garrafas e latas lançadas no mercado. Além de uma loja com camisetas, bonés e copos.

O lugar é simples e bem iluminado, tem um filtro de água à vontade e o esquema é de pegar ficha no caixa, sem garçom e sem cozinha. Mas se tiver fome, há algumas poucas opções de petiscos de pacote à venda e em frente sempre há um food truck estacionado.

Há visitas guiadas à cervejaria, limitada a dez pessoas, respeitando a ordem de chegada, sempre às 12h de sábado e às 14h de domingo.

Endereço: Rua Fortunato, 236 – Santa Cecília, São Paulo – SP.

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Quarta-feira, 21 de março de 2018

Novos rótulos da Bohemia

A Bohemia lançou nesta semana uma linha de cervejas, com quatro novos rótulos, a Base Bohemia.A finalidade desses lançamentos é oferecer inovações e rótulos exclusivos para degustação e venda no complexo cervejeiro da marca da Ambev, em Petrópolis. Os rótulos, que são limitados, serão vendidos em garrafas de 600 ml, apenas na loja Empório & Cave, na Cervejaria Bohemia, em Petrópolis.

As novas cervejas são uma Bohemia Imperial Stout, com aroma tostado e notas de café expresso e cacau torrado. Possui 10% de teor alcoólico e 26 IBU. A cerveja foi premiada no World BeerAwards 2017 (Brazil Silver – Stout& Porter & Imperial Stout) e medalha de bronze no InternationalBeerChallenge 2017.

Uma Bohemia Old Ale BarrelAged, maturada em barris de cachaça, o que confere à cerveja um toque amadeirado, um aroma maltado e uma sensação de aquecimento. Possui 8,5% de teor alcoólico e 27 IBU.

E as outras duas são do estilo Wee Heavy. A primeira, a Bohemia Wee Heavy, possui coloração castanha escura e aroma maltado com notas que remetem a frutas secas e suave sensação de aquecimento. Com 10% de teor alcoólico e 40 IBU. Premiada no World BeerAwards 2017 (DarkBeer Strong) e medalha de prata no InternationalBeerChallenge 2017.

E a segunda, a Bohemia Wee Heavy BarrelAged, uma cerveja maturada em barris de carvalho, de aroma maltado com leve toque resinoso e amadeirado, que deixa uma intensa sensação de aquecimento. Com 10% de teor alcoólico e 40 IBU. Premiada com medalha de bronze no InternationalBeerChallenge 2017.

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Quarta-feira, 14 de março de 2018

Resultado Concurso Brasileiro de Cervejas

O Concurso Brasileiro de Cervejas é a principal competição nacional de cervejas e o maior da América Latina. O evento, que aconteceu em Blumenau, está em sua sexta edição e premiou as melhores cervejas do país em uma cerimônia no Parque Vila Germânica, entregando 252 medalhas às cervejarias, sendo 70 de ouro, 86 de prata e 96 de bronze.

Foram 2.859 rótulos avaliados, número 40% maior ao do ano passado, por 83 jurados do Brasil e do exterior.Nesta edição, foram 148 estilos de cerveja. A novidade é o estilo Catarina Sauer, uma tendência para se tornar o primeiro estilo brasileiro. Trata-se de uma cerveja ácida, de base de trigo com adição de frutas.

Fechada ao público e focada na avaliação das bebidas, a competição está entre as três principais do mundo. Os critérios de avaliação começam na aparência, na cor, espuma, depois são avaliados também os aromas, sabores, sensação de boca, corpo, carbonatação e equilíbrio da cerveja.

Na somatória de medalhas duas cervejarias paranaenses aparecem nas duas primeiras colocações do prêmio Melhor Cervejaria do Ano. A Cervejaria Cathedral, que faturou o prêmio como melhor cervejaria do ano de 2018, com 15 medalhas, concorrendo com 475 cervejarias inscritas e a Bodebrown, queestá no pódio desde a primeira edição do concurso em 2013, apareceu na segunda colocação. A gaúcha Tupiniquim ficou em terceiro.

No Best of Show das cervejas comerciais o primeiro lugar ficou com a DarkSour da Cervejaria Dádiva (SP) uma FlandersOudBruin. O segundo lugar ficou com a Lohn Carvoeira Pimenta, uma Russian Imperial Stout com pimenta. A terceira colocação foi para Minas Gerais com a cervejaria Capa Preta Porter Berry, uma FruitBeer de Belo Horizonte.

Entre as cervejas experimentais (ainda não lançadas comercialmente), a que ganhou medalha de ouro foi aGoiabeira, do estilo Catharina Sourda Cervejaria Istepô, de São José, cidade próxima de Florianópolis (SC). Em segundo, a Cacau Bomb, da mineira Backer e em terceiro, a Brahma Heller Bock, da Ambev.

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Quarta-feira, 7 de março de 2018

Dia Internacional da Mulher, o que comemorar?

Dia 8 de março é comemorado o Dia Internacional da Mulher, mas realmente temos algo para comemorar? Não serei tão pessimista para dizer que não nem tão otimista para dizer que sim.

Muita coisa mudou, mas ainda há muita luta contra o machismo em todos os meios, inclusive (não é novidade para ninguém) no meio cervejeiro. O pior do machismo é quando ele não é percebido, está tão inserido na nossa sociedade, que parece ser uma coisa normal.

Quantas propagandas de cervejas você conhece que a principal ideia é uma mulher bonita servindo um homem? Não é preciso pensar muito, são inúmeras. Usar o corpo da mulher para chamar a atenção dos homens e vender um produto é machismo. Quantas vezes você já ouviu que determinada cerveja é para mulher porque é fraquinha? Isso também é machismo, a mulher tem o direito de escolher qual cerveja quer tomar, seja fraca, forte, doce, amarga, ácida.

Por outro lado, ainda que seja majoritariamente masculino, o número de profissionais mulheres no ramo da cerveja tem aumentado. Há mulheres em todos os setores cervejeiros, desde a produção até ao atendimento ao público. Mesmo que haja reconhecimento do trabalho dessas mulheres, isso não quer dizer que acabou o machismo.

O número de mulheres consumidoras de cerveja está aumentando, o bom é que o número de opções de cerveja também e definitivamente rótulos e propagandas sexistas não atraem nosso consumo. Talvez diminuindo as vendas, as empresas repensem e mudem suas estratégias de marketing. E enquanto isso não acontece, lembre-se que você tem total poder do que escolhe consumir.

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Quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018

Curiosidades cervejeiras III

A zitologia é o estudo da cerveja e quem a estuda é zítólogo. E o estudo da harmonização de cerveja com comida é a zitogastronomia.

As bolhas que aparecem nas laterais dos copos de cerveja são indícios de o vidro está sujo. Se elas se aglomeram somente de um lado, isso é reflexo de partículas que fazem com que as bolhas fiquem concentradas em determinada região do copo.

A maioria das cervejas é comercializada em garrafas de vidro na cor marrom, pois elas ajudam a proteger a cerveja dos raios ultravioletas, evitando a oxidação, que pode interferir no sabor e no aroma da bebida.

Durante a produção das cervejas comerciais, um produto químico é adicionado para que a cerveja não espume enquanto fermenta e diminua o espaço no interior dos tonéis. Depois, antes de ser engarrafada, outro composto é misturado na cerveja para que ela volte a espumar no copo e esse é o mesmo utilizado no sabão em pó.

As cervejas não devem estar sempre cristalinas e reluzentes. Muitas marcas trazem o líquido de modo bastante claro, porém, se o inverso ocorrer, não é algo negativo – principalmente porque as bebidas passam por um agressivo processo de filtragem que, além de clareá-las, pode tirar um pouco do sabor também. Alguns estilos de cervejas são propositalmente pensados para serem mais escuros e embaçados, já que isso ocorre devido aos próprios ingredientes.

Muitas pessoas bebem cervejas direto das garrafas, mas se você quiser apreciar o líquido de modo mais profundo, beba em copos de vidro, pois assim conseguirá sentir o máximo do sabor e dos aromas presentes na bebida e evitar possíveis gostos metálicos que existem nas garrafas, que se originam quando as tampas são retiradas.

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Quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

Mulher que toma cerveja é mais feliz e tem menos chances de enfartar

Um estudo da Sahlgrenska Academy, centro de pesquisas da Universidade de Gothenburg na Suécia, chegou a conclusão de que a cerveja, se apreciada com moderação, pode ser uma boa aliada da mulher contra infartos.

Segundo os estudiosos, as mulheres que consomem cerveja uma ou duas vezes por semana, têm 30% a menos de chances de enfartar se comparada às que não tomam nada. Isso porque durante o momento em que se degustando uma cerveja, as mulheres relaxam, liberando a substância responsável pela sensação de alegria e bem estar, a serotonina, esquecendo-se dos estresses do dia a dia.

Outro dado também importante no estudo, é que cerca de 85% das mulheres que tomavam cerveja, se sentiam mais felizes em relação a outras mulheres da mesma faixa etária e do mesmo estilo de vida que não ingeriram a bebida. Isso também influencia contra doenças do coração. Essas mulheres reagem a pressão e ao estresse com mais bom humor, evitando tensão nervosa.

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Quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

Quaresma como os monges

Em 2011, J. Wilson, um jornalista especializado em cervejas, decidiu viver o período da quaresma da mesma forma que os monges do século XVII: consumindo apenas cerveja e água durante esse período religioso. Sua experiência é contada no site Diary of a Part Time Monk (https://diaryofaparttimemonk.wordpress.com/)

Seguindo a tradição, foram quatro garrafas de dopplebock por dia, em troca das refeições diárias. Em um testdrive feito durante o planejamento, as cervejas foram bebidas às 9h, 12h, 15h e 18h, e todo o resto do período foi completado com água.

Antes de começar, ele engordou cerca de 12 quilos para evitar qualquer efeito danoso da perda de peso, já que perderia peso com a privação de alimentos sólidos.

Já no oitavo dia da “dieta”, a rotina se resumia a entrevistas a diversos meios de comunicação. Ele não tinha sentido nenhuma diferença fisiológica além do mau hálito, mas já tinha perdido sete quilos.

Além do blog, ele lançou um livro com a experiência. O “Diário de um monge de meio período” relata a versão completa da história, incluindo mais informações sobre a cerveja, conexões da igreja, bem como problemas de jejum e saúde.

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Quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

Publicidade depreciativa gera indenização

A cervejaria Rio Carioca terá de pagar R$ 50 mil de indenização à Cervejaria Petrópolis, que fabrica a cerveja Itaipava, pelos danos morais causados por uma campanha publicitária considerada depreciativa.

Nela, a Rio Carioca dizia: “Se não se comportar, Papai Noel vai trazer Itaipava”. Em sua defesa, a empresa disse que não teve a intenção de denegrir a imagem da outra cerveja, pois apesar de serem do mesmo ramo não são concorrentes, já que fabrica apenas cervejas consideradas artesanais, que não tem o mesmo público-alvo das grandes cervejarias.

Mas mesmo assim a Justiça de São Paulo condenou a cervejaria Rio Carioca a pagar R$ 50 mil de indenização por dano moral. Na sentença, a juíza Heloisa Helena Franchi Nogueira Lucas, da 2ª Vara de Boituva, afirmou que ambas são concorrentes, ainda que haja diferença no processo de fabricação.

Quanto ao dano moral, ela explicou que é permitido em uma campanha publicitária citar o concorrente, desde que respeitados limites que incluem a ética nas práticas empresariais e a proteção da imagem e que isso não foi respeitado nessa propaganda.

A cervejaria Rio Carioca ainda tentou reverter a condenação no Tribunal de Justiça de São Paulo, mas a sentença foi mantida. De acordo com o acórdão, a publicidade teve o intuito de denegrir a reputação da concorrente, caracterizando, assim, abusividade e deslealdade.

Assim, seguindo o voto do relator, a 1ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de São Paulo manteve a sentença que, além de condenar a empresa a indenizar em R$ 50 mil, determinou que a publicidade fosse retirada definitivamente das redes sociais, assim como anúncios, cartazes e filmes relacionados à campanha. Com informações da Assessoria de Imprensa do TJ-SP.

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Quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

Harmonização – petiscos de boteco e cerveja

Começo de ano, calor, clima de férias, ir ao barzinho tomar uma cerveja e comer um petisco… Mas se você já voltou a trabalhar, não fique triste, assim que bate 18h, tá liberado o happy hour! E também pode aproveitar as dicas de harmonização de comida de boteco com cerveja dessa coluna.

Antes de ver o cardápio, uma cerveja e um amendoim, por favor. Como é um alimento com sabor mais suave e um pouco oleoso, uma sugestão é combinar com cervejas mais leves, como a nossa conhecida Pilsen, uma cerveja leve, de baixo amargor e coloração amarelo-claro. Esse estilo de cerveja também combina bem com frituras, como mandioca frita, bolinho de queijo e pastel de queijo.

Mas se quiser variar a cerveja, experimente uma porção de batata frita com uma AmberLager. E mais, se a batata vier com cheddar e bacon, harmonize-a com uma IrishRed Ale, uma cerveja leve, pouco amarga e sabor suave de caramelo e tostado, que também vai bem com pastel de carne e bolinho de carne-seca e para quem gosta, pode colocar pimenta.

Deixando as frituras um pouco de lado, boas opções de entrada são o queijo fresco, que vai bem com Pilsen; as azeitonas com Dubbel, cerveja de cor castanha escura e aroma de frutas secas com notas de especiarias; e o salaminho com Bock, uma cerveja escura com notas suaves de tostado e dulçor residual. Para embutidos mais fortes como presunto cru, a Rauchbier, cervejas com característica defumada, combinam bem, assim como as cervejas pretas Porter e Stout, que possuem notas de café e chocolate.

A cerveja do estilo Brown Ale possui notas de caramelo e baixo amargor e vai bem com vários petiscos do boteco como filé-mignon acebolado, calabresa acebolada e caldinho de feijão com bacon.

Já a Weizenbier, cerveja de trigo de origem alemã, possui notas aromáticas de cravo e banana e seu baixo amargor harmonizam bem com salsichas, polenta frita e bolinho de bacalhau. Outra de trigo, mas de origem belga, a Witbier é feita cascas de laranja e sementes de coentro, o que lhe confere notas cítricas e condimentadas, possui baixo amargor e corpo leve, por isso harmoniza com petiscos também leve com bruschettae queijos como muçarela de búfala e coalho.

O frango a passarinho é um daqueles petiscos que alimenta, para acompanha-lo escolha uma cerveja entre uma American Amber Ale, American Brown Ale ou Altbier. Outro petisco, que serve como prato é a costelinha de porco, suculenta e gordurosa, combina com a IndiaPale Ale, que é bem amarga e consegue limpar o palato. E se ela vem acompanhada de molho barbecue, pode apostar na harmonização com a defumada Rauchbier ou Brown Ale, que possui aromas maltados e bom equilíbrio com o amargor que está presente junto à costelinha.

E por último, mas não menos importante, o torresmo! Ele é versátil, vai bem com quase tudo, prefira as cervejas mais leves, menos alcóolicas e com boa carbonatação, como Pilsen, Session IPA, e Witbier

Meu e-mail monali.bassoli@gmail.com está aberto para sugestões e dúvidas. Se quiser saber mais sobre cerveja e os lugares de comida que visito, entrem no meu blog: dasemanadamonali.tumblr.com

Também estou no facebook.com/monali.bassoli e instagram.com/monalibassoli

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Quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

1ª Semana Cervejeira – USP Ribeirão Preto

A Soluções Químicas Jr. em parceria com o Departamento de Química da Faculdade de Filosofia, Ciencias e Letras de Ribeirão Preto promove a primeira edição da Semana Cervejeira, entre os dias 23 e 27 de janeiro de 2018, no campus da USP Ribeirão.

Com o objetivo de fornecer embasamento suficiente para que os participantes, ao final do curso, estejam capacitados para produzir a própria cerveja, o evento conta com a presença das principais cervejarias artesanais de Ribeirão Preto e região realizando palestras sobre antropologia, história e economia da cerveja, malte e lúpulo, envelhecimento de cervejas artesanais, brewpub, polo cervejeiro de Ribeirão Preto, a produção artesanal e estilos de cerveja e empreendedorismo na área cervejeira.

As cervejarias Invicta, Colorado, Gilda, SP 330, Lund RCO Homebrew, Walfanger, Weird Barrel já confirmaram presença para dar as palestras.

Um dia inteiro é destinado à produção de cinco tipos de cervejas artesanais pelos participantes com a supervisão de um profissional. A programação conta ainda com degustação de diversos estilos de cerveja e visita à fábrica.

E para finalizar, no último dia tem um passeio aos bares dos brewpubs de Ribeirão Preto.

As inscrições são feitas pelo site squimicasjr.weebly.com/semanacervejeira.html. Para a comunidade USP, os preços variam de R$70 a R$130 e, para os demais interessados, R$120 a R$240. As vagas são limitadas, com até 80 participantes.

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Quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

Reflexões para o Ano Novo

O ano está só começando e este é um bom momento para refletirmos sobre o que fizemos no ano em que passou e sobre o que queremos para esse ano novo. No final de 2017 conclui minha pós-graduação em Yoga e como tema da monografia escolhi Alimentação e Yoga. Abaixo coloco três parágrafos do meu trabalho que, apesar de estarem direcionados ao praticante de yoga, considero essenciais para todo mundo.

“Uma alimentação mais saudável significa uma maior variedade de alimentos, consumir alimentos in natura ou minimamente processados, alimentos mais nutritivos e frescos. Para garantir essas propriedades, é fundamental que se conheça a origem do alimento, buscando por pequenos produtores orgânicos e se ainda for possível, procure por produtores locais, pois diminuindo a distância entre o produtor e o consumidor, diminui também os impactos ambientais relacionados ao transporte, além de ter garantia de um alimento mais fresco e nutritivo. É preciso também respeitar a sazonalidade, que além do alimento estar mais saboroso, ele é mais barato e está mais fresco.

O consumo moderado, particularmente de alimentos, e a não violência são princípios basilares que os praticantes de yoga devem seguir. Assim, repensar toda a alimentação, desde a escolha de quais produtos serão consumidos, até a pesquisa de como foram produzidos tais produtos devem também ser parte da vida de quem pratica yoga.

Para uma prática plena, não se deve prejudicar nem a si mesmo, consumindo produtos prejudiciais ao organismo, e nem aos outros, incluindo outros seres humanos e também animais e vegetais. Dessa forma, alimentos frutos de trabalho escravo, de condições precárias de produção, de superexploração do trabalho, de uso abusivo de hormônios, de uso de agrotóxicos e venenos em geral, de superconfinamento de animais, entre outras formas abusivas de produção, devem ser evitados.”

Tudo isso pode ser levado em conta também na compra da cerveja. Seguindo os princípios de consumir de pequeno produtor, consumir local e sempre pensando no lema cervejeiro “Beba menos, beba melhor”, tenho certeza que sua experiência cervejeira vai ser muito melhor nesse novo ano. Aliás, Feliz Ano Novo para todos! Saúde!

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Quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

Cerveja como ingrediente na Ceia de Natal

Não é porque a ceia de Natal acontece todo ano, que ela precisa ser igual todo ano. É certo que alguns pratos já são tradicionais, como o peru, mas até ele pode ter um preparo diferente para essa ocasião tão especial e um jeito de transformá-lo é prepará-lo com molho de cerveja. Abaixo segue a receita:

Ingredientes: 1 cebola grande, 5 dentes de alho, 5 colheres de sopa de óleo, 1 peru de aproximadamente 4kg, 1 1/2 lata de cerveja do estilo Pilsner e alecrim a gosto.

Modo de preparo: no liquidificador, bata a cerveja, a cebola, o alho, o óleo e o sal e despeje sobre o peru e deixe marinar por 6 horas. Depois, coloque em uma assadeira e regue com todo o tempero que ficou na vasilha. Cubra com papel alumínio e leve para assar em forno médio preaquecido. Após cerca de 2 horas, retire o papel alumínio e deixe dourar. Para servir, coloque em uma travessa e decore com ramos de alecrim.

Seguindo nessa linha de preparações utilizando a cerveja como ingrediente, uma alternativa para a sobremesa é a rabanada com tempero de lúpulo. Essa receita foi retirada do site Cerveja, Café e Queijo.

Ingredientes: 1 baguete de pão francês, 2 xícaras de leite, 4 g de lúpulo em pellets, 1 lata de leite condensado, 2 ovos batidos, canela e açúcar a gosto e óleo para fritar.

Modo de preparo: corte o pão em fatias médias. Coloque o lúpulo numa vasilha junto com leite e deixe na geladeira por, no mínimo, 60 minutos. Após esse tempo, filtre a mistura. Misture o leite aromatizado com o leite condensado e mergulhe as fatias de pão até que elas estejam bem molhadas. Em outra vasilha, bata os ovos e passe as fatias de pão molhadas de leite nos ovos. Frite em óleo quente e passe na mistura de canela e açúcar.

Que a ceia seja especial e que todos tenham um Feliz Natal!

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Quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

Horizontes – Cerveja & Som

A Cervejaria Dádiva promove no MIS (Museu da Imagem e do Som) evento aberto ao público, com mais de 60 torneiras de chopes engatados para consumo no local. Com entrada franca, evento ainda conta com bate papo com expoentes da cena cervejeira nacional e a participação de três bandas independentes.

O evento Horizontes – Cerveja & Som reuni os principais rótulos da Dádiva (SP) e de cervejarias que produzem na fábrica de forma “cigana”, como a Cerveja Avós (SP), Mafiosa Cervejaria (SP), Cervejaria Treze (SP), entre outras.

As atrações musicais do evento ficam por conta das bandas Garotas Suecas, com uma seleção especial de garage-soul, a BIKE, com rock psicodélico, e do quarteto Vitraux, apresentando folk rock com influência dos anos 60.

Para quem quiser aprender mais sobre cervejas, o evento conta ainda com um bate papo com expoentes da cena cervejaria nacional. O diálogo acontece no anfiteatro do MIS, entre às 13h e 14h. As vagas são limitadas a 150 participantes e as inscrições antecipadas já podem ser feitas acessando a página da Cervejaria Dádiva no Facebook.

Na parte gastronômica, além de food trucks variados, o chefe boliviano Checho Gonzales preparou um cardápio especial. E ainda é possível experimentar drinks exclusivos de cerveja com gim Virga,

O evento acontece no dia 16 de dezembro, das 11h às 20h, no Museu de Imagem e do Som, na Avenida Europa, 158, bairro Jardim Europa, em São Paulo/SP. A entrada é gratuita.

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Quarta-feira, 29 de novembro de 2017

Degusta (16) – Taquaritinga

O Degusta (16) – Taquaritinga acontece no domingo, dia 10 de dezembro, das 13h às 19h, no Centro Etílico Cultural Gastronômico “Burro-Voador”. Esse é o 1º encontro de cervejeiros do código de área 16.

Oito cervejarias artesanais da região já confirmaram presença, são elas: MonoBeer, Dízimo e Katangas de Taquaritinga; BBers de Guariba; Cigana e Da Nossa Cervejaria  de Jaboticabal;  Racha Cuca de Monte Alto; e Multi Cervejeiros Beer Makers de Matão.

A participação é por adesão até o dia 8 de dezembro. Para participar, o cervejeiro deve levar três litros de sua cerveja gelada e colaborar com mais vinte reais. Já os apreciadores pagam uma colaboração de R$45. Nesse valor estão inclusas as cervejas, o show da banda Ironia e a comida, que conta com amendoim, picles, palitos de cenoura salobrados, azeitonas, lombo, copa artesanal, calabresa, gorgonzola e parmesão.

Apreciador desde muito tempo de cerveja e agora também fabricante amador, juntamente com seu irmão Luiz Carvalho, o Monô, Thomás conta que teve a ideia de produzir esse evento, pois muitas pessoas da cidade se dedicam à fabricação de cerveja artesanal. E o objetivo é unir essas pessoas para trocar experiências com outros produtores e apreciadores, divulgar a cultura cervejeira e beber melhor, mas segundo ele, isso não quer dizes beber menos, fazendo uma brincadeira com o lema cervejeiro “Beba menos, beba melhor”.

A organização fica por conta do Centro Etílico Cultural Gastronômico “Burro-Voador”, já o nome Degusta é obra do Bruno Bezerra da BBeers, que já organiza este evento em Jaboticabal. O evento não tem fim lucrativo, mas sim recreativo.

O copo, que é a entrada, pode ser adquirido em Taquaritinga com Thomas pelo celular (16) 98209-3113 ou em Jaboticabal com Bruno Bezerra pelo celular (16) 99339-9043.

Lembrando que meu e-mail monali.bassoli@gmail.com está aberto para sugestões e dúvidas e que esta coluna e todas as outras já publicadas podem ser lidas no meu blog: dasemanadamonali.tumblr.com

 

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Quarta-feira, 22 de novembro de 2017

Spas cervejeiros

A cerveja possui muitas propriedades se consumida moderadamente e também possui muitas propriedades se usada para tratamentos estéticos e de relaxamento. Por isso, diversos spas ao redor do mundo, oferecem esse tipo de serviço.  O banho de cerveja acalma o sistema nervoso e reduz o estresse, além de ter efeito regenerador para a pele e para o cabelo.

Localizado no centro de Praga, capital da República Checa, o Bernard Beer Spa tem quatro ambientes: a recepção, um vestiário, a sala de banho e um cômodo onde o visitante pode fazer uma massagem e relaxar por 20 minutos em uma enorme cama térmica. Durante todo o procedimento, você pode consumir cerveja à vontade diretamente de uma torneira de chope. O lugar é pequeno e exclusivo, disponibilizando somente seis sessões por dia.

Ainda em Praga, mas um pouco mais afastado do centro, está o Spa Beerland. Assim que o cliente entra no spa, ele já pode começar a consumir cerveja. O tratamento dura uma hora e é dividido entre o relaxamento na banheira com extratos de malte e lúpulo e a cama de malte para dar tempo para a pele absorver os benefícios do banho.

Na Alemanha, a opção é ir até Neuzelle e conhecer o Kummeroer Hof, que desde 1997, oferece banhos e massagens junto com cerveja. Já na Áustria, mais precisamente no município de Franking, o Landhotel Moorhof oferece tratamentos em banheiras de cerveja, que ajudam a acelerar o metabolismo. Em Tarrenz, também na Áustria, o Starkenberg oferece piscinas com barris de Pilsen

O Hop in the Spa fica no estado norte-americano de Oregon e oferece banhos de cerveja, massagens e tratamento com pedras quentes. O banho é uma mistura de cerveja, água, malte, minerais, lúpulo e ervas.

Também tem opção para quem vai ficar pelo Brasil. Em Brasília o Dálya Estética & Bem-Estar oferece dois tratamentos com malte. A Vivência Malte inclui esfoliação corporal com óleo vegetal maltado, banho de ofurô com cerveja, lúpulo e levedo, e degustação de três cervejas especiais. Já o pacote Supremobinclui uma massagem relaxante de 50 minutos.

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Mestre Cervejeiro Eisenbahn 2017

Todo ano, a Eisenbahn promove o concurso Mestre Cervejeiro, que tem o objetivo de incentivar os produtores caseiros de cerveja. O ganhador tem sua receita feita pela cervejaria de Blumenau, Santa Catarina. Mas para a edição de 2017 tem uma novidade: é possível acompanhar todo o processo de escolha pelo reality show Mestre Cervejeiro, no canal TNT, que estreou no último dia 26. Apresentado por Marina Person, ele é exibido às quintas-feiras, às 23h30. Com reprises nas terças-feiras e sábados, na faixa das 12h30.

O programa, inédito na televisão, conta com oito episódios com cerca de 30 minutos de duração cada, e irá transmitir a 8ª edição da tradicional competição Mestre Cervejeiro Eisenbahn.

Ele junta grandes cervejeiros caseiros de todo o país em uma disputa acirrada para descobrir o melhor. Além de mostrar o que acontece por trás do mundo cervejeiro, o reality é, também, uma oportunidade para que talentos da cerveja artesanal consigam ter seu produto assinado pela Eisenbahn: uma marca apoiada na Lei da Pureza da Cerveja Alemã e pioneira na valorização das cervejas artesanais no Brasil. Nesta edição, o estilo escolhido foi American Pale Ale.

O reality show mostra os conhecimentos cervejeiros dos participantes, as suas habilidades de harmonização, paladar e entendimento sobre a produção de cervejas artesanais.

Os concorrentes são avaliados por três jurados fixos: Bia Amorim, beer sommelière e colunista dos sites Papo de Homem e Farofa Magazine, o fundador da Eisenbahn Juliano Mendes e o baterista da banda Nenhum de Nós e colunista na Revista da Cerveja Sady Homrich. E também por um jurado convidado, no primeiro episódio Khatia Zanatta, sommelière de cerveja e mestre cervejeira, deu sua opinião sobre as cervejas concorrentes.

O vencedor do concurso ganhará uma visita a uma rota cervejeira em Munique, na Alemanha, além de ter a sua cerveja produzida e distribuída em uma edição especial da Eisenbahn em 2018.

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Cerveja e felicidade

A sabedoria popular já sabia que beber cerveja traz felicidade, mas agora isso foi comprovado por um estudo suíço publicado no periódico científico Psychopharmacology. Ele sugere que beber um copo de cerveja pode estimular o envolvimento com situações emocionais positivas, reconhecer a felicidade em outras pessoas e aumentar a vontade de ser mais sociável.

Realizado por pesquisadores da Universidade de Basel, na Suíça, o experimento contou com a participação de 60 pessoas com idade entre 18 e 50 anos. Os participantes foram divididos em dois grupos, o primeiro consumiu cerveja com álcool e o segundo cerveja sem álcool, durante 15 minutos. Nenhum dos grupos sabia qual estava bebendo.

Cerca de 30 minutos depois de terem consumido a bebida – tempo suficiente para ela começar a fazer efeitos no corpo – os pesquisadores começaram os experimentos. No primeiro deles, eles mostravam aos participantes fotos de rostos que expressavam uma das seguintes emoções: medo, tristeza, nojo, felicidade, raiva e surpresa. E os voluntários precisavam identificar qual emoção estava expressa em cada imagem.

Os resultados mostraram que as pessoas que receberam cerveja normal – elas beberam, em média, 500 ml. Quantidade suficiente para alterar sua habilidade de reconhecer emoções, mas alterar a execução das tarefas requeridas – tiveram melhor desempenho em reconhecer a expressão de felicidade do que aquelas que ingeriram a versão sem álcool. Portanto, tomar um copo de cerveja ajuda as pessoas a perceberem mais rápido a felicidade nas outras pessoas.

Por meio de outros experimentos, os pesquisadores concluíram também que as pessoas que ingeriram álcool tinham mais vontade de permanecer na companhia de outras pessoas e estavam mais interessados em ver imagens sexuais, em comparação com aquelas que beberam cerveja não alcoólica. Em ambos os casos, esse efeito foi maior nas mulheres do que nos homens.

Uma possível explicação para isso é que, apesar de terem ingerido a mesma quantidade de cerveja, a concentração de álcool no sangue de ambos é diferente, ela tende a ser maior nas mulheres, o que causaria esses efeitos mais rapidamente.

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Harmonização – churrasco e cerveja

O verão ainda não começou oficialmente, mas o clima mais quente já. Um jeito bem brasileiro de aproveitar esses dias de calor é reunir os amigos para fazer churrasco. Para mudar um pouco, podemos trocar a tradicional cerveja por outros estilos e melhorar esse evento através de novas harmonizações.

Antes de sugerir os estilos para cada tipo de carne, é legal falar como funciona as harmonizações de comida com cerveja. Existem três tipos de harmonização: de contraste, quando as características da cerveja e do prato se equilibram pela diferença, por exemplo, um prato salgado com uma cerveja com toques mais adocicados; de semelhança, quando os dois possuem as mesmas características, como uma cerveja mais ácida com pratos cítricos; e por corte, quando alguns elementos da cerveja como a carbonatação, amargor, álcool “cortam” os sabores e gorduras do prato e limpam o paladar, exemplo disso é uma cerveja com alta carbonatação com pratos mais gordurosos.

A regra básica é cervejas leves combinam com pratos mais leves e cervejas mais encorpadas com comidas mais intensas. Lembrando que o tipo de malte, a quantidade de lúpulo (ingrediente que dá amargor à cerveja) e o teor alcóolico são algumas características das cervejas influenciam em suas harmonizações. Além de que o gosto pessoal é único, pode ser que uma harmonização funcione para você, mas para a outra pessoa não.

Bom, vamos voltar para o churrasco. Seguindo essas regrinhas básicas fica mais fácil. Vamos começar dos pratos mais leves para os mais pesados. A carne de frango harmoniza bem como sabores mais leves e refrescantes. Os sabores maltados e o dulçor das cervejas do tipo Pilsen e Amber Lager vão harmonizar com a leveza dessa carne.

Já a linguiça possui um sabor mais marcante e é mais gordurosa, por isso pede uma cerveja com sabores um pouco mais intensos, como a Bock e a Belgian Pale Ale, que possui notas de caramelo e médio amargor, que dá conta da gordura do embutido.

Carnes vermelhas harmonizam bem com as cervejas avermelhadas e escuras. As mais gordurosas como a costela e o cupim pedem cervejas de aroma mais intenso e com um sabor mais maltado, como a Ambar Ale ou a India Pale Ale. Nesse caso o lúpulo, presente na cerveja, age sob a gordura da carne, limpando o paladar para o próximo pedaço. O mesmo ocorre com o álcool da bebida. O caramelo da cerveja harmoniza com as notas carameladas da carne de churrasqueira. Esses tipos de carnes também vão bem com a cerveja do estilo Rauchbier, feita com maltes defumados, que harmonizam com as notas também defumadas do prato.

O vinagrete e o queijo coalho são acompanhamentos que não faltam nos churrascos. Uma boa cerveja para eles é a Witbier, uma cerveja leve de trigo da escola belga com notas cítricas.

Como sei que é difícil ter todas essas opções para um simples churrasco de fim de semana, há algumas cervejas especiais que são coringas. A American Pale Ale é um estilo que traz um bom equilíbrio entre malte e lúpulo, possui um amargor moderado e boa alta carbonatação para cortar a gordura das carnes. Para quem gosta de amargor e refrescância, a Session IPA é uma ótima opção. E para quem prefere menos amargor, a Amber Ale pode ser sua companheira de churrasco.

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Oktoberfest Blumenau 2017

A Oktoberfest de Blumenau, maior festa alemã do Brasil e segunda maior do mundo, começou dia 4 de outubro. Mas ainda é possível aproveitá-la, já que a festa vai até o dia 22.

Essa é sua 34ª edição e o terceiro ano consecutivo que a Eisenbahn, cerveja que nasceu na cidade, patrocina o evento. Em 2017, ano que completou 15 anos, a cervejaria lançou a “Estação Eisenbahn”, que transformou a Vila Germânica em uma grande estação de trem, homenageando a história da marca, a cidade de Blumenau, que foi reconhecida como a Capital Brasileira da Cerveja, e as culturas germânica e cervejeira. Os quatro pavilhões do evento recebem diversos elementos de uma verdadeira estação de trem, enquanto os bares de Eisenbahn ganham a forma das suas tradicionais locomotivas. As janelas da “Estação Eisenbahn” trazem imagens de pontos turísticos de Blumenau e, como não poderia deixar de ser, adornos e as cores germânicas estarão presentes em diversos pontos do evento.

E como sempre, é um sucesso. Nos quatro primeiros dias, quase 130 mil pessoas já haviam passado pela festa e consumido cerca de 131 mil litros de chope, desses, 70 mil só no sábado, dia 7. A expectativa é ultrapassar o consumo de 600 mil litros nos 19 dias de evento.

Uma mudança já observada neste ano foi o aumento de 30% no consumo de chopes especiais artesanais ao invés do tradicional tipo pilsen. O “Momento Eisenbahn” pode ter colaborado com isso. Ele funciona assim: durante todas as noites do evento, em três momentos diferentes, o Hino de Eisenbahn é tocado e nessa ocasião, todos os bares de Eisenbahn piscam e, enquanto o hino tocar, o público pode trocar suas fichas de chope Pilsen da marca por qualquer outro estilo de Eisenbahn, entre eles Wieizenbier, Pale Ale, Oktoberfest, 5 anos, Dunkel, Strong, IPA, além do Bier Likor, que será oferecido pela primeira vez na festa. Os consumidores ainda terão à disposição cervejas das marcas Baden Baden, Schin e Kirin Ichiban.

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5 anos de Mondial de la Bière Rio

Realizado desde 2013, o Mondial de La Bière Rio chega a sua quinta edição. O evento acontece entre os dias 11 e 15 de outubro, no Píer Mauá, no Boulevard Olímpico. Com 17 mil metros quadrados, o evento é considerado como um dos principais lugares para difusão da cultura cervejeira no país e degustação de rótulos internacionais e nacionais de diversos estados do Brasil. Muitas cervejarias aproveitam o festival para fazer lançamentos, sendo possível provar as novidades em primeira mão.

O espaço traz uma área de alimentação gourmet e atrações musicais variadas. O evento contará com cerca de 150 expositores, divididos entre cervejarias, importadores, distribuidores, prestigiados food trucks e fornecedores de acessórios cervejeiros, onde há venda de souvenirs como, copos, camisetas, tênis e growlers.

O Mondial de la Bière promove o incentivo à produção cervejeira do Estado do Rio de Janeiro, tendo aumentado em 512% a presença de cervejarias do Estado em relação à primeira edição. Na primeira edição do evento, o Rio de Janeiro contava com menos de 20 bares de cerveja artesanal. Hoje, o número varia entre 170 a 200 estabelecimentos. Além disso, o estado tem 172 cervejarias artesanais cadastradas.

E os números só aumentam. Em 2013, foram 47 expositores com 650 rótulos para um público de 20 mil pessoas. Já em 2014, foram 76 expositores com mais de 700 rótulos para 25.800 visitantes. No ano seguinte, 2015, foram 113 expositores com mais de 800 rótulos disponíveis para 38 mil pessoas. E no ano passado, 2016, os expositores chegaram a 130, com mais de 1000 rótulos para 48 mil visitantes.

O estilo Sour promete ser a revelação deste ano. Apesar de ser considerada uma cerveja para apreciadores, por possuir um sabor mais ácido, as Sour Beers estão se popularizando. Lançamento em 2016, a New England IPA ou Juice IPA, novo conceito de IPA – India Pale Ale, permanece em alta.

E ainda, os expositores poderão participar do MBeer Contest Brazil, competição das melhores cervejas expostas, avaliadas por jurados nacionais, internacionais e pelo público.

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Cerveja previne infarto

As bebidas fermentadas podem oferecer um efeito protetor sempre que seu consumo for moderado e fizer parte de um estilo de vida saudável. A cerveja nos proporciona vitaminas, minerais e substâncias com propriedades funcionais.

Um estudo da Universidade do Estado da Pensilvânia recomenda o consumo diário de cerveja. Os cientistas comprovaram que o consumo moderado da bebida pode reduzir as chances de ter um infarto ou outras doenças do coração.

A pesquisa, apresentada em um encontro da Associação Americana do Coração, examinou 80 mil chineses adultos e saudáveis durante um período de seis anos e percebeu que o álcool reduziu o declínio natural dos níveis de HDL – conhecido como colesterol bom.

Ao longo da pesquisa, os participantes responderam questionários sobre seus hábitos alcoólicos e fizeram exames de sangue periodicamente para medir os níveis de colesterol. Aqueles que bebiam doses moderadas de álcool (medidas em pints, copo de 473 ml) – duas por dia entre os homens e uma entre as mulheres – não viram seus percentuais de HDL caírem.

Entre os voluntários mais boêmios ou abstêmios, essa manutenção das taxas de colesterol não foi percebida.

Apesar dos cientistas terem feito a pesquisa com outras bebidas, os efeitos do consumo de cerveja foram mais perceptíveis. Os resultados do estudo são importantes, porque quanto maiores as concentrações de HDL, menores são as chances de desenvolver placas de colesterol “ruim” nas paredes das artérias e, consequentemente, obstruir o fluxo sanguíneo. Uma boa descoberta, visto que os problemas cardíacos estão entre as doenças que mais matam no Brasil e no mundo.

Mesmo assim, os pesquisadores afirmam que para determinar a relação colesterol bom–cerveja, são necessários outros testes em populações com hábitos diferentes da chinesa. Eles também alertam para os perigos que o excesso de álcool provoca no organismo, como aumento de peso, disfunções no fígado e o desenvolvimento de problemas no sistema nervoso.

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Drinks com cerveja

Às vezes, para um bom bebedor de cerveja, só tomar a bebida pura não basta. Já falamos de algumas receitas de comidas com cervejas e hoje vamos dar algumas receitas de drinks com a cerveja.

A primeira receita não podia ser outra: a Caipirinha, o drink mais brasileiro. Mas que nessa versão leva cerveja, claro.

Ingredientes: 100 ml de cerveja Pilsen, uma dose de cachaça ou vodka, suco de um limão inteiro, duas colheres de açúcar e gelo.

Modo de preparo: da mesma maneira que já estamos acostumados a fazer, é só misturar todos os ingredientes.

Maria Sangrenta é uma versão brasileira do Blood Mary. Ingredientes: 330 ml de cerveja Pilsen, ¼ de limão, uma pitada de sal e 125 ml de suco de tomate.

Modo de preparo: em uma caneca, coloque o suco gelado de tomate, esprema o limão no suco, adicione o sal e mexa bem. Lentamente, adicione a cerveja, pois pode formar espuma. Mexa devagar e sirva.

O Mojito, um coquetel tipicamente cubano, também ganha uma versão cervejaria.

Ingredientes: 100 ml de cerveja Pilsen, uma dose de rum branco, uma colher de açúcar, algumas folhas de hortelã e gelo.

Modo de preparo: basta misturar tudo e beber.

O Gold Velvet leva cerveja clara e champanhe. Ingredientes: 1/2 copo de cerveja Pilsen, uma dose de suco de abacaxi e champanhe para completar o copo.

Modo de preparo: em um copo alto, misture tudo e sirva. Como o drink não leva gelo, mantenha os ingredientes gelados.

Já o Black Velvet combina cerveja escura com espumante. Ingredientes: uma dose de espumante e duas doses de cerveja escura. Modo de preparo: misture todos os ingredientes e aprecie o drink gelado.

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Dry hopping

O dry hopping é uma técnica de utilização do lúpulo na produção de cerveja. Essa técnica consiste em adicionar o lúpulo nas etapas após o resfriamento da cerveja, ou seja, durante a fermentação ou maturação da bebida. Dry, em inglês, significa “seco” e hop, significa, lúpulo. Em livre tradução, seria algo como “lúpulo sem fervura”. É um processo muito utilizado nas escolas inglesa e americana.

O objetivo dessa técnica é extrair os óleos essenciais do lúpulo, que quando adicionado em grandes quantidades, durante a fervura, acaba se perdendo. Ele tem sido muito usado na produção de cervejas especiais, principalmente em estilo de cerveja que buscam ressaltar os sabores e os aromas de lúpulo fresco.

O lúpulo possui dois componentes básicos: os alfa ácidos, responsáveis em proporcionar o amargor e os óleos essenciais, responsáveis pelo aroma do lúpulo na cerveja final.  Os óleos são mais voláteis, ou seja, eles evaporam rápido, se adicionados muito cedo à fervura, acaba não fazendo seu papel.

Existem três momentos onde podemos proceder com o dry hopping: na fermentação, após a fermentação secundária ou direto no barril. A adição no fermentador primário é a maneira menos eficaz de garantir os aromas no final e pouco popular entre os produtores. Uma das estratégias mais populares por conta do custo-benefício é adicionar o lúpulo no fermentador secundário. Já, a técnica de colocar os lúpulos no barril é também bastante utilizada, deixando-o aromatizar o líquido por cerca de 3 a 4 semanas. Na Grã-Bretanha, os cervejeiros caseiros fazem dry-hopping por duas a três semanas com uma temperatura por volta de 13 a 16ºC.

Existe uma grande variedade de lúpulo, todas podem ser utilizadas nesse procedimento, mas há algumas mais indicadas e normalmente utilizadas, como Saaz, Tettnanger, Hallertauer, Goldings, Fuggles, Cascades e Willamette.

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Temperatura ideal para cada estilo de cerveja

A temperatura de uma cerveja influencia a experiência de degustação, pois ela pode alterar o bom funcionamento dos receptores gustativos da língua. Nossas papilas gustativas se fecham e perdem a sensibilidade em temperaturas abaixo de 0ºC, fazendo com não sentimos o gosto das cervejas e nem seu teor alcoólico, atrapalhando a degustação, pois sabores mais marcantes acabam perdidos.

Temperaturas baixas podem ser favoráveis para cervejas mais leves, que não possuem muita complexidade e são mais refrescantes. Já temperaturas mais elevadas, permitem que os sabores e aromas mais complexos sejam percebidos.

O beer hunter Michael Jackson propõe uma escala de temperatura para servir uma cerveja. A escala abaixo é uma variação dela, adaptada ao clima e gosto do brasileiro:

Muito gelada (de 2 a 4°C): Pale Lagers, Pilsens, Helles e Witbiers, cervejas com sabor mais leve, e qualquer cerveja que tenha o objetivo de refrescar.

Bem gelada (de 5 a 7°C): cervejas ainda refrescantes, mas um pouco mais complexas, como Weinzenier, Lambics de fruta e Gueuzes.

Gelada (de 8 a 12°C): essa temperatura é ótima, pois é possível perceber os sabores que desapareceriam em ambientes mais gelados que isso. Indicada para India Pale Ale, Pale Ale, Amber Ale, cervejas de trigo escuras, Porter, Tripel e Bock tradicionoal.

Temperatura de adega (de 11 a 13°C): ideal para bebidas mais encorpadas, ricas em sabor e mais extremas e para cervejas mais alcóolicas, as Quadrupel, Strong Ales Escuras, Stout, Trapistas. As Bocks mais fortes como a Eisbock e a Doppelbock.

Diferente de países da Europa, onde as cervejas são servidas em temperatura ambiente, no Brasil isso seria praticamente inviável, pois aqui, o clima é muito mais quente. Por isso, essa escala não precisa ser seguida à risca, pois o gosto é pessoal e a ocasião pode fazer com que você prefira apreciar alguma dessas bebidas um pouco mais gelada do que o indicado.

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IBU – unidade de amargor da cerveja

Em inglês, IBU é a abreviatura para International Bitterness Unit. Traduzindo para o português, podemos chamar de unidade internacional de amargor. É pelo número de IBU que podemos ter uma ideia do amargor de uma cerveja. De modo geral, quanto mais lúpulo e mais alto o número de IBU, mais amarga será a cerveja. A determinação do número do IBU ocorre por uma fórmula específica, realizada no processo de fabricação da cerveja, onde é calculado a quantidade de alfa-ácidos (composto que traz o amargor do lúpulo) e o tempo de fervura.

O principal responsável pelo amargor na cerveja é o lúpulo, aquela florzinha verde que também confere aromas à bebida. Mas ele não é o único fator determinante. O teor alcoólico, o tipo de lúpulo utilizado, a torra do malte, os ingredientes adicionais e até o tempo de guarda também podem influenciar no amargor da cerveja.

Como a cerveja é uma combinação de malte e lúpulo, que mescla a sensação doce e amarga. A proporção do malte e do lúpulo é que vai gerar a percepção do dulçor ou do amargor residual. Então, por exemplo, uma cerveja pode ter um IBU alto, mas, na boca esse amargor pode estar bem equilibrado com os demais ingredientes e não aparecer tanto quanto esperava.

Segundo o gráfico do programa para formação e certificação de juízes de concursos cervejeiros BJCP (Beer Judge Certification Program), uma cerveja “comum” brasileira (Brahma, Skol), do estilo Standard American, tem de 8 a 15 IBU. Já uma verdadeira pilsen tem de 35 a 45. Alguns estilos são hiperlupulados, como as Imperial India Pale Ale, com IBU´s que vão de 60 a 120.

Alguns especialistas dizem que acima de 100 IBU o paladar já não consegue mais diferenciar o nível de amargor. Mas não há como precisar, pois a percepção varia de pessoa a pessoa. E ainda, o amargor é um gosto com o qual se acostuma.

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Curiosidades Cervejeiras II

Estudos e dados históricos apontam que as cervejas existem há pelo menos oito mil anos antes de Cristo.

Há quatro mil anos, era uma prática comum na Babilônia, que no mês após o casamento, o pai da noiva abastecesse o genro com todo o hidromel (bebida alcóolica que é feita a partir da fermentação, processo também usado na produção de cerveja) que ele pudesse beber . Como eles usavam o calendário lunar, esse período era chamado de “mês do mel”, ou como conhecemos hoje a “lua de mel”.

A receita conhecida mais antiga do mundo é uma receita de cerveja. Foi descoberta na Mesopotâmia e está gravada numa placa de argila. Já a cervejaria mais antiga do mundo – e que ainda funciona – fica localizada no sul da Alemanha e se chama Weihenstephan. Com mais de mil anos de existência fazia parte de um monastério, onde os monges produziam cerveja.

Em 1539, na região da Baviera, na Alemanha era proibido fabricar cerveja durante o verão. Devido ao calor as cervejas fermentadas na época estragavam muito rápido. Mas em 1894, a pedido da Guinness, que queria fabricar cervejas ao longo de todo o ano, independentemente das condições climáticas, Carl Von Linde, engenheiro alemão, desenvolveu os princípios para a tecnologia moderna de refrigeração.

Antes dos termômetros serem inventados, os mestres cervejeiros mergulhavam o dedo na mistura buscando descobrir a temperatura ideal para adicionar a levedura. Se fosse muito fria a levedura não iria crescer, muito quente e ela morreria. Esse ato de mergulhar o dedo na cerveja derivou a expressão “medido a dedo”, usada até hoje.

Os Vikings chamavam a cerveja de Aul, ou Ale e eles tomavam uns dois baldes da bebida para ir sem medo para a batalha. E normalmente iam sem armaduras ou camisas, que em Nórdico, é “Berserk”, por isso suas batalhas assumiram essa denominação.

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