Cervejando

Por: Monali Bassoli

Sexta-feira, 20 de julho de 2018

Catharina Sour, primeiro estilo brasileiro

OBeer Judge CerficationProgram (BJCP), um dos mais respeitados guias mundiais de estilos de cerveja, anunciou a introdução provisória da Catharina Sour no seu guia. É a primeira vez que um estilo criado no Brasil recebe essa distinção. Com isso, a cerveja agora poderá ser julgada em todo o mundo em concursos oficiais que seguem essa normativa.

A Catharina Sour é uma cerveja leve e refrescante, com baixo amargor, corpo leve e boacarbonatação. A graduação alcoólica vai de 4% a 5,5% e o índice de IBUs varia de 2 a 8.A base do estilo é uma BerlinerWeisse, com o uso de alguma bactéria láctea e frutas no processo.

A cerveja começou a ser estudada em 2015 entre os produtores caseiros de Santa Catarina. Em 2016, através da Associação Catarinense das Cervejas Artesanais (Acasc), eles organizaram um workshop que contou com a participação de mais de 20 cervejarias, que passaram a produzir a Catharina Sour profissionalmente.

Nos eventos cervejeiros seguintes o estilo começou a se popularizar e hoje, além de marcas de todo o Brasil, já há cervejarias de outros países da América Latina colocando as suas CatharinasSours em produção.

Lembrando que meu e-mail monali.bassoli@gmail.com está aberto para sugestões e dúvidas e que esta coluna e todas as outras já publicadas podem ser lidas no meu blog: etudocomida.tumblr.com

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Sexta-feira, 13 de julho de 2018

Agrária Malte

A produção nacional dos principais ingredientes da cerveja também engloba o malte. Na última coluna falamos da levedura e na penúltima, sobre o lúpulo. Seguimos com esse assunto, agora com esses grãos que são as bases das cervejas.

A Agrária é maior maltaria da América Latina. Localizada no Paraná, tem como carro chefe a produção de Malte Pilsen, atendendo aproximadamente 30% da demanda do mercado brasileiro de cerveja.

Após recente ampliação, que aumentou sua produção para 350 mil toneladas de malte por ano, a Agrária também passou a produzir alguns maltes especiais, como Malte Pale Ale, Vienna e Munique, todos com cevada 100% nacional.

O Malte Pilsen é um malte base para produção de todos os tipos de cervejas. Já o Malte Pale Ale, que é produzido com cevada de duas fileiras 100% nacional, tradicionalmente é usado para cervejas de alta fermentação atualmente. O Malte Munique, também feito de cevada de duas fileiras 100% nacional, ressalta o aroma maltado e obtenção de colorações mais intensas. E por fim, o Malte Vienna possui teor proteico mais elevado, é utilizado para corrigir cor de maltes muito claros ou para produção de cervejas douradas e com corpo mais cheio.

Mas além dos maltes produzidos em sua maltaria, tem em seu portfólio todos os ingredientes para a fabricação de cerveja, como os maltes da Weyermann®, Crisp e Dingemans, grande variedade de Lúpulos da HVG e diretamente de produtores, Fermentos Secos da Lallemand, Fermentos Líquidos da Bio4, Extratos da Weyermann® e Liotécnica e Adjuvantes e Coadjuvantes da Prozyn.

E ainda oferece mais de 20 modelos de garrafas da marca francesa Verallia, uma das maiores fabricantes de embalagens de vidro do mundo.

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Sexta-feira, 6 de julho de 2018

Levedura brasileira

A cerveja é feita basicamente de quatro ingredientes: água, malte de cevada, lúpulo e levedura. Na última coluna falamos sobre o lúpulo brasileiro, nessa vamos continuar com o assunto e falar sobre a levedura nacional.

Um estudo desenvolvido na Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (USP/ESALQ) selecionou leveduras na biodiversidade brasileira. Nele foi possível identificar leveduras resistentes ao processo industrial de cerveja e que resultaram em bebidas com características diferenciadas de aroma e sabor que agradaram o paladar. Essas leveduras são resistentes às condições estressantes da fermentação, sendo aptas para a elaboração de cervejas com maiores teores alcoólicos

Em laboratório, foram avaliados aspectos metabólicos, fisiológicos e tecnológicos, permitindo a seleção de leveduras Saccharomycescerevisiae com atributos relevantes para o processo cervejeiro e com o potencial de produção de cervejas únicas e de alta qualidade.

Algumas das leveduras avaliadas proporcionaram notas a frutas passas, banana e especiarias, mostrando-se com potencial para a produção de cervejas.

A pesquisa foi realizada por Renata Maria Christofoleti Furlan, a partir do Programa de Pós-Graduação em Microbiologia Agrícola da Esalq, com orientação do professor Luiz Carlos Basso, do Laboratório de Bioquímica e Tecnologia de Leveduras, e coorientação do professor André Ricardo Alcarde, do Laboratório de Tecnologia e Qualidade de Bebidas.

O pedido de patente já foi registrado no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) e o trabalho está em fase de prospecção de negócios com auxílio da Agência USP de Inovação.

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Sexta-feira, 29 de junho de 2018

Variedades de lúpulo brasileiro

No mês passado, cinco variedades de lúpulo foram registradas junto ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento por um viveiro do Paraná. Isso quer dizer que, temos lúpulos brasileiros, oficialmente. Fazem parte do Registro Nacional de Cultivares os lúpulos Cascade, Centennial, Fuggle, HallertauerMagnun e NorthenBrewer. As plantas foram adquiridas há dois anos, nos Estados Unidos e Argentina, pelo Viveiro Porto Amazonas, que fica a 80 Km de Curitiba.

No Viveiro Frutopia, em São Bento do Sapucaí (SP), um produtor foi além de adaptar em solo nacional mudas trazidas do exterior. Lá, brotou uma nova variedade de lúpulo, que está sendo considerado o primeiro 100% nacional e que foi batizado de Mantiqueira, ainda não registrado

Cervejarias já estão aprovando a ideia e fizeram algumas experiências comerciais com o lúpulo do Brasil. A South Blossom é uma American Blond Ale produzida pela Dádiva com lúpuloMantiqueira fresco. A planta é colhida, transportada e adicionada ao processo de fabricação em menos de 12 horas. É a primeira vez em que este lúpulo é utilizado fresco, em flor, em uma produção, conferindo aromas e frescor à receita.

O Mantiqueira também já foi utilizado na produção de uma cerveja no estilo Märzen pela Baden Baden, de Campos do Jordão (SP).

Mais ao sul do país, a Imaculada iniciou a produção da primeira cerveja com lúpulo fresco plantado em São Francisco de Paula (RS). O lúpulo é plantado no sul do Brasil, mas com características do lúpulo americano, das variedades Cascade e Columbus. A Harvest Ale é a denominação dada à cerveja quando é usado o lúpulo logo após a colheita, verde e fresco sem passar por nenhum processo industrial.

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Sexta-feira, 22 de junho de 2018

Sommelière brasileira recebe o Cicerone

A sommelière da Cervejaria Ambev, Beatriz Ruiz, acaba de conseguir o Cicerone, um dos certificados cervejeiros mais importantes do mundo e se torna a primeira cidadã brasileira a ter o certificado.

O teste foi aplicado em abril, em Buenos Aires. Essa foi a primeira ediçãona América do Sul. A média exigida para receber o certificado é de 80% no total e 70% na parte de degustação.

Beatriz Ruiz é Sommelière e Mestre em Estilos de Cervejas pelo Instituto da Cerveja Brasil, trabalha no mercado de cervejas artesanais há 6 anos. Hoje é Gerente de Conhecimento da marca americana Goose Island. Fundou o projeto Goose IslandSisterhood, uma confraria de mulheres que busca discutir Empoderamento Feminino e Cerveja.

Cicerone é o programa de certificações dado aos profissionais da cerveja, ele foi criado em 2009, em Chiago, nos Estados Unidos, por Ray Daniels, membro do Siebel Instituteof Technology em Chicago e ex-colaborador do BrewersAssociation.

Para o primeiro nível, o exame está disponível online e tem durabilidade de 30 minutos com 60 questões de múltipla escolha. No segundo nível, é testado o conhecimento do sommelier, questionando estilos, avaliações, processos, ingredientes e degustações. Por último, o candidato deve fazer um vídeo de até 3 minutos respondendo algumas questões pedidas pelo Programa.

Segundo Josemaría Mora, gerente da América Latina do Programa Cicerone, a organização do Programa está planejando fazer o primeiro exame no Brasil até o final ano.

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Sexta-feira, 15 de junho de 2018

WayCup

A cervejaria Way lançou seis cervejas exclusivas homenageando países com tradição cervejeira e que estarão presentes na Copa do Mundo, que começa essa semana. O WayCup valoriza estilos tradicionais da Alemanha, Austrália, Bélgica, Brasil, Inglaterra e Rússia. Desenvolvidas pelo cervejeiro Alessandro Oliveira, elas estão disponíveis em chope e garrafas de 600ml.

Para a Alemanha, país da Lei da Pureza cervejeira, foi feita uma cervejaWeizenbier ou Hefeweizen, um estilo com malte de trigo, não filtrada, com leve aroma de banana e cravo proveniente da fermentação.

A Austrália entrou na lista, pois seus lúpulos são apreciados em todo o mundo. E são exatamente eles a estrela da AustralianPale Ale, com aroma e sabor remetem a frutas tropicais e cítricas.

Na Bélgica tudo aquilo que pode agregar sabor ou valor a cerveja é válido e pode ser experimentado, pois a escola é livre. Distintos processos, leveduras e grande variedade de ingredientes são muitobem-vindos na produção das cervejas belgas. O estilo escolhido foi umaBelgianDubbel, a calda de açúcar produzida na própria Way Beer em conjunto com a levedura específica para este estilo produz um leve sabor e aroma de cravo, frutas secas e castanhas.

Aqui no Brasil, nosso diferencial é a diversidade de frutas, flores, madeiras que outros países não têm. Este é o nosso trunfo e muitas cervejarias já utilizam isso, os rótulos brasileiros são cheios de criatividade.A Amburana Wood Aged é a interpretação da Way para um estilo brasileiro de cerveja que usa ingredientes locais. Esta Ale é feita com uma base de malte produzido na região, utiliza levedura Ale que foi isolada em alambiques de cachaça, leva açúcar de cana e açúcar mascavo na receita e como protagonista principal têm a Amburana, madeira que retrata a tropicalidade brasileira.

Na Inglaterra, as cervejas costumam ter baixa carbonatação e pouca espuma. O estilo ESB (Extra SpecialBitter) é um clássico inglês. Aroma marcante que lembra caramelo, combinados aos lúpulos aromáticos ingleses. Possui coloração acobreada,é límpida, brilhante e pouco carbonatada.

E pra Rússia, país sede da competição, foi feita uma Russian Imperial Stout com 15% de malte torrado, entre eles uma variação de malte chocolate, cevada torrada, cevada chocolate e cevada não maltada, combinação que dá complexidade aos sabores e aromas da cerveja.

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Sexta-feira, 8 de junho de 2018

Aprolupulo

Em todo o país, atualmente, existem bem-sucedidas plantações de lúpulo. Algumas ainda para consumo particular. Outras com vistas à produção em maior escala.  Para organizar essa atividade, ainda dispersa, foi criada, dia 19 de maio, a Associação Brasileira de Produtores de Lúpulo (Aprolupulo). A sede será em Lages, em um dos campi da Universidade Estadual de Santa Catarina.

A iniciativa da criação da Associação partiu de um grupo de produtores do sul do país. Um deles, o técnico em agronegócio Alexander Creuz, tomou para si a tarefa de criar o estatuto.

O papel da Universidade, de acordo com Alexander, pode ser ainda mais estratégico após a criação da Associação. A universidade poderá, por exemplo, importar legalmente plantas, para fins de pesquisa, como já fez no ano passado – as plantas ainda estão em quarentena. Essas plantas poderão vir a ser encaminhadas, também legalmente, para um futuro viveiro da Associação que poderá repassá-las para os produtores. A regularização da atividade será um dos focos da APROLUPULO.

Os produtores de cerveja são os principais interessados nessa atividade. Lúpulo fresco local significa terroir para suas bebidas e isso agrega um belo valor ao produto. E vários rótulos já começam a chegar ao mercado.

Além de economizar com importação de lúpulo e valorizar as cervejas brasileiras, a produção da planta pode vir a ser uma opção de trabalho e renda para pequenos e médios produtores rurais, em todo o país. Isso porque, em uma área de 2,5 mil metros quadrados é possível ter até 500 plantas e a estimativa de retorno para o investimento é de até dois anos. No caso específico de Santa Catarina, pode vir a substituir o cultivo do fumo nas pequenas propriedades, que constituem 95% do perfil rural do Estado.

O técnico em agronegócio está tão convicto sobre o (bom) futuro do lúpulo brasileiro que mudou totalmente sua vida para se dedicar à atividade. Paulista, morava em Florianópolis onde fez curso de especialização em agronegócio e escolheu o lúpulo como tema de seu trabalho final, por conta das primeiras notícias a respeito do Mantiqueira, planta tida como a primeira variedade nacional. Isso foi há dois anos. Agora, se mudou para Lages onde iniciou a produção de lúpulo na sua propriedade de 12 hectares.

*Com informações do site Lupulinário.

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Sexta-feira, 1º de junho de 2018

Vendas totais de cerveja caíram, mas faturamento cresceu

O lema cervejeiro “Beba menos, beba melhor” está virando tendência no mundo, inclusive no Brasil. Uma pesquisa realizada pela empresa Nielsen Holdings, com sede no Reino Unido, comprova isso: em 2017 as vendas totais de cerveja no Brasil caíram, mas o faturamento cresceu. Isso significa que os consumidores estão optando pelas cervejas mais caras.

O estudo recente da Nielsen, constatou que as vendas de cervejas em 2017 caíram 1,7%, se comparado ao ano anterior, porém, o faturamento cresceu 1,6% no mesmo período, impulsionado pelo crescimento do consumo de cervejas artesanais e premium. Isso também é apresentando nos dados divulgados pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, que apontou um crescimento de 37,7% no número de cervejarias registradas no Brasil no ano passado.

Com o aumento da oferta de opções de cervejas importadas, artesanais ou especiais, o que se observa é um movimento de substituição de marcas. Em 2007, o segmento de cervejas premiumrepresentavacerca de 7% do volume total de cerveja no Brasil, segundo dados do Euromonitor. Em 2016, essa proporção subiu para 11%.

Outros dados da Nielsen mostram que os brasileiros estão preferindo beber cerveja em casa, na medida em que reduziram os gastos com entretenimento, sendo a queda das vendas maior em bares e restaurante do que no varejo.O brasileiro compra sua cerveja em autosserviços, onde o sortimento de premium e artesanais é maior e mais acessível do que em bares, fazendo com que o segmento cresça 13% em 2017.

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Sexta-feira, 25 maio de 2018

Polo Cervejeiro de Ribeirão Pretoé reconhecido como APL

Ribeirão Preto vai ganhar um incentivo a mais à sua vocação cervejeira. A Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado de São Paulo reconheceu o Polo Cervejeiro de Ribeirão Preto como um Arranjo Produtivo Local (APL). A medida deve estimular e facilitar o acesso de microcervejarias a importantes políticas públicas, linhas de crédito, redução de alíquotas, além de incentivos à estrutura e promoção do Polo Cervejeiro.

A aprovação do projeto aconteceu durante reunião da Rede Paulista de Arranjos Produtivos Locais, coordenada pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Estado de São Paulo. Depois de aprovado, o APL passa a ser uma das prioridades de trabalho da Rede Paulista.

O projeto apresentado à Secretaria enfatizou a importância da aprovação do APL e conta a história da tradição da cidade na produção de cervejas artesanais e o reflexo disso para a economia. Ele foi elaborado a partir de uma parceria entre o Supera Parque e Polo Cervejeiro de Ribeirão Preto – um dos núcleos setoriais do projeto Empreender da ACIRP, que promove ações que desenvolvem e fortalecem as micro e pequenas empresas através do associativismo.

O Núcleo Setorial das Cervejarias, conhecido como Polo Cervejeiro de Ribeirão Preto, foi fundado em 11 de novembro de 2015, com o principal objetivo de fomentar o desenvolvimento do setor no município e na região. Seis cervejarias artesanais fazem parte do grupo: Invicta, Lund, Pratinha, SP330, Walfänger e WeirdBarrel.

As APLs são aglomerações de empresas, localizadas em um mesmo território, que apresentam especialização produtiva e mantêm vínculos de articulação, interação, cooperação e aprendizagem entre si e com outros atores locais, tais como: governo, associações empresariais, instituições de crédito, ensino e pesquisa.

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Sexta-feira, 18 de maio de 2018

Point SP 330

“Aqui é lúpulo na veia”, com esse slogan e com músicas de rock como inspiração para criar suas cervejas, a cervejaria SP 330, de Ribeirão Preto, agrada os amantes de música e da boa cerveja com muitas opções, que vão das mais leves com 0 IBU (unidade de amargor) até as mais potentes com 100 IBUs.

No geral, as cervejas produzidas são muito refrescantes (ótimas para combinar com o calor de Ribeirão) e bastante lupuladas, que, além de serem aromáticas, possuem o sabor característico do lúpulo.

No Point SP 330 é possível provar todas as cervejas, as já clássicas e as novidades. Quatro, permanentes, estão sempre presentes nas torneiras: a Last Kiss, uma Hop Pils, que leva o nome da música do Pearl Jam e possui aroma maltado, com um pouco de dulçor e amargor leve, tem 4,5% de teor alcóolico e 15 IBUs (unidade de amargor). Já o Stevie Wonder inspirou a Superstition, uma American Pale Ale, com harmonia entre os maltes e lúpulos, que dão aroma cítrico e amargor à bebida de 5% de teor alcóolico e 35 IBUs. A Californication, música do Red Hot Chili Peppers, virou uma American IndiaPale Ale (premiada com medalha de bronze no Concurso Brasileiro de Cervejas, de Blumenau, em 2017) com 6,5% de teor alcólico e 55 IBUs e aromas frutado e cítrico e sabores que remetem ao maracujá, provenientes do lúpulo,típicos desse estilo. E por fim a LastNite, uma Black IndiaPale Ale com 5,5% de teor alcóolico e 65 IBUs, inspirada na música do The Strokes, que possui lúpulo intenso e notas de chocolate e caramelo com final tostado.Essa foi minha favorita, além de ser muito boa, escutava muito The Strokes na minha adolescência e era exatamente essa música que ficava no repeat por semanas.

Entre as sazonais também há boas opções e bons motivos para voltar, pois sempre tem novidade, como a JuicySession IPA, que leva o nome da música da banda Faith No more,Epic, levinha, saborosa e equilibrada com 40 IBUs. Mas se você preferir uma cerveja mais levinha ainda, experimente a Session IPA One Love, OneMalt, OneHop, inspirada na canção de Bob Marley e feita com somente um malte e um lúpulopara o IPA Day Brasil de 2017, ela possui 0 IBU e  4,5%  de teor alcóolico.

Pulando das suaves para as mais fortes, John Mayer inspirou a FreeFallin’, uma Wood IPA com 68 IBUs e 6,9% de teor alcóolico. A base é uma American IPA, que ématurada em barril de amburana com chips de rum e possui aromas de baunilha e coco, advindos da madeira combinando com as frutas cítricas da receita base.

E chegando à cerveja com 100 IBUs e 8,6% de teor alcóolico, a PsychoKiller, Imperial IPA, foi inspirada na banda Talking Heads e feira colaborativa com a cervejaria argentina Sir Hopper.

Para acompanhar todas essas cervejas, uma porção bem saborosa e crocante de Filé Parmegiana Aperitivo, como molho de tomate e queijo parmesão, servidos separadamente.

O ambiente lembra um pub, com luz baixa, indireta. Nas paredes, discos de vinil pendurados e adesivos com logos de bandas, que serviram de inspiração para as cervejas. No caixa mesmo tem uma lojinha com alguns souvenires, como camiseta, boné, growler, pet.

Endereço: Rua Paschoal Bardaro, 1536 – Jardim São Luiz, Ribeirão Preto – SP. Telefone: (16) 3103-0350.

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Sexta-feira, 11 de maio de 2018

Mondial de laBière SP

Pela primeira vez em São Paulo, o Mondial de laBière, um dos mais consagrados eventos de cervejas artesanais do mundo, acontece de 17 a 20 de maio. O novo evento é um adicional, e não um substituto do tradicionalmente realizado no segundo semestre no Rio de Janeiro. O local na capital paulista é o São Paulo Expo. O festival “matriz”, o de Montreal (Canadá) ocorre de 14 a 18 de junho.

Na edição paulista, estão presentes66 cervejarias, 30 delas paulistanas e o público pode degustar mais de 500 rótulos, entre lançamentos e exclusividades. Entre elas estão Dogma, Urbana, Trilha, Dádiva, Júpiter, Antuérpia, Allegra, Backer, Meara, Baden Baden, Eisenbahn, Primata, Hettwer, Blondine, Leuven, Hausen Bier, Guarubier, Viguim, Kremer, BurgseZot&Straffe Hendrik, Landele HalveMaan.

Para comer são doze pontos de alimentação, entrefoodtrucks e membros da Sociedade Paulista da Cultura de Boteco e para entreter, shows de 13 bandas independentes, que vão do rock ao samba, e quatro DJs.

Eainda tem o MbeerContesrBrazil, concurso de degustação profissional do evento,em que a avaliação é baseada nas qualidades intrínsecas da cerveja. Os juízes fazem as degustações às cegas, sem qualquer informação sobre o produto, identificando o estilo da cerveja através de uma análise sensorial. Na última edição, foram premiados 14 rótulos de cerveja, entre os 384 inscritos.

O ingresso “cervejeiro solidário” sai pelo preço especial de R$ 66 e 1 quilo de alimento não perecível e pode ser adquirido pelo site www.mondialdelabiere.com.br ou nos 18 pontos de venda distribuídos pela cidade – a lista também se encontra no site. O valor inclui o copo Mondial, com duas marcações de degustação – 100 ml e 200 ml. Para quem quiser visitar os quatro dias do festival, há a opção dos passaportes promocionais (o da entrada cervejeiro solidário custa R$ 200 + 4 kg de alimentos não perecíveis, que devem ser entregues separadamente – um por dia).

O festival deve receber em torno de 20 mil visitantes e os alimentos doados serão distribuídos para 6 instituições da cidade: Tucca, Banco de Alimentos, Associação Prato Cheio, Anjos da Noite e Grupo SPA. Na edição de 2017, sediada no Rio de Janeiro, foram doadas 42 toneladas de alimentos.

SERVIÇO

Mondial de laBière São Paulo

Data: 17 a 20 de maio 2018

Local: São Paulo Expo – Pavilhão 8 + área externa (Rodovia dos Imigrantes, km 1,5 – Vila Água Funda – São Paulo/SP)

Horário: Quinta (17) e sexta (18) das 17h à 1h; sábado (19) das 14h à 1h e domingo (20) das 14h às 20h.

Site: www.mondialdelabiere.com.br

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Sexta-feira, 5 de maio de 2018

Dossiê Cervejeiro: Profissão Cervejeiro e A Profissionalização do Mercado

Quando se pensa em cervejeiro logo vem à mente uma pessoa que produz cervejas, mas na realidade, o trabalho com a cerveja envolve muitos outros segmentos além da rotina da fábrica. Há profissionais que trabalham com vendas, importações, consultorias, organização de eventos, há professores, donos de lojas, sommeliers. Mas trabalhar com cervejas não é só diversão (apesar de uma boa parte ser), assim como em toda profissão, há algumas dificuldades.

Aproveitando que ontem, dia 1º de maio, foi o Dia do Trabalho, falo aqui na coluna sobre o trabalho com cervejas. Na verdade, falarei sobre o documentário Dossiê Cervejeiro: Profissão Cervejeiro, onde o idealizador do vídeo, o chef Ronaldo Rossi, especialista em harmonização de cerveja com comida, reuni diversos profissionais da área para contar um pouco da sua história e experiências com cervejas, dando dicas para entrar no meio cervejeiro.

Entre os profissionais estão Leonardo Satt, sócio da cervejaria Dogma; Victor Marinho, mestre cervejeiro da Dádiva; Raphael Rodrigues, jornalista e editor do site AllBeers; Fabiana Arreguy, jornalista e criadora do Pão e Cerveja, o primeiro programa brasileiro de rádio a falar sobre cerveja; Luis Celso, jornalista e sommelier de cervejas.

Já a segunda parte, A Profissionalização do Mercado, apresenta um panorama geral do mercado brasileiro de cerveja, sua história (mesmo que recente), as dificuldades e qual é o futuro desse crescimento.

O documentário foi realizado pela Cervejoteca, loja de cervejas especais e pelo chef Ronaldo Rossi para o Congresso Nacional Cervejeiro BeerCON. E pode ser assistido pelo link: https://www.youtube.com/watch?v=CK2nqiEHt7I

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Sexta-feira, 27 de abril de 2018

Curiosidades cervejeiras IV

No Código de Hamurabi, escrito por volta de 1730 a.C. um dos artigos previa o afogamento do cervejeiro em sua própria cerveja, caso ela estivesse ruim.

Os monges, não só produzem como bebem cerveja a muito tempo. Por ser uma bebida altamente nutritiva, era considerada a bebida dos monges. Nos tempos de jejum, as cervejas mais encorpadas eram fundamentais e serviam como alimentação.

Na antiguidade, a produção de cerveja era uma tarefa exclusiva das mulheres, por isso elas eram chamadas de alewifes.

Alguns pesquisadores afirmam que Jesus teria transformado água em cerveja, e não em vinho, pois na região em que Jesus viveu se cultivavam grãos, não uvas, e o consumo de cerveja era algo comum por lá, diferente do vinho. Na antiga Palestina, o consumo de cerveja era comum e muito incentivado, já que era uma região com farta produção de cereais e com poucas fontes de água. Esses pesquisadores sustentam a tese de que os romanos, ao se apropriarem da trajetória de Jesus, teriam trocado a provável cerveja (bebida relacionada aos bárbaros) pelo seu habitual vinho na tradução da Bíblia.

A Igreja Católica possui oficialmente um padroeiro dos cervejeiros, o Santo Agostinho.

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Sexta-feira, 20 de abril de 2018

New England IPA/ Juicy IPA no Brewers Association

ABrewersAssociation, organização comercial de pequenas cervejarias norte-americanas, apresentou no mês de março suas Diretrizes de Estilo de Cerveja da Associação Cervejeira-Americana de 2018. Todos os anos, ela lança um novo guia fazendo correções em parâmetros de estilo, revisões de nomes, adicionando categorias e também excluindo. As novidades desse ano são os estilos JuicyorHazy Double IPA, JuicyorHazy IPA e JuicyorHazyPale Ale.

Aproximadamente 900 estilos foram atualizados em suas diretrizes, com destaque para a atualização da Gose e ContemporaryGose.A competição anual Great American Beer Festival (GABF) 2018 em setembro será a primeira competição nacional que incluirá as novas orientações de estilo.

A New England IPA é conhecida por ser menos amarga que as tradicionais IPAs e pela sua cor amarelada, turva e com baixa fermentação de espuma. Seu aroma é intenso e normalmente remete a frutas tropicais como goiaba, mamão, manga e outros. De acordo com o BrewersAssociation, esse estilo exibe baixa percepção do amargor, ressltaaroma e sabor de lúpulo e possui uma textura mais suave do que outros tipos de IPAs. As versões New England IPA são muitas vezes destacadas pela turbidez.

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Quarta-feira, 11 de abril de 2018

Budweiser lança linha de molhos e temperos com ingredientes cervejeiros

Budweiser, marca de cerveja da Ambev, desenvolveu em parceria com a Blue Hops, empresa de pesquisa e desenvolvimento de produtos alimentícios, uma linha de molhos e temperos com ingredientes cervejeiros, como malte de cevada e lúpulo, para acompanhar o público nos churrascos. Os produtos foram criados pelos mestres cervejeiros da Budweiser em conjunto com os chefs executivos da Blue Hops.

A linha Budweiser para Churrascos inclui os DryRubs, temperos secos geralmente usados em churrascos americanos, nas versões Chicken, Beef e Pork, e os molhos especiais Barbecue, Ketchup, Ketchup picante, Mostarda e Pimenta (este molho de Pimenta Lupulado passa por um processo de envelhecimento em barris de madeira, o mesmo tipo de madeira presente na produção da cerveja de Budweiser).

Outra novidade da linha é a Budweiser American Grill, a típica churrasqueira americana a carvão em forma de barril. Ideal para grelhar carnes, também pode ser usada com a tampa fechada e se tornar uma churrasqueira a bafo. Compacta e portátil, ela é uma opção para áreas gourmet, balcões e assar ao ar livre.

Os produtos estão sendo comercializados inicialmente no Empório da Cerveja, loja online da Ambev, mas depois serão disponibilizados em toda a rede de distribuição da Budweiser.

Essa é a primeira aposta da Budweiser no setor alimentício no Brasil. Em outros países, principalmente nos Estados Unidos, ela possui uma linha completa de itens de culinária, com molhos e temperos entre eles.

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Quarta-feira, 04 de abril de 2018

Rótulos deverão informar os cereais não maltados da cerveja

A Justiça Federal de Goiás emitiu nota, através da decisãotomada pelo juiz federal Juliano Taveira Bernardes, exigindo que as cervejarias especifiquem nos rótulos os cereais e matérias-primas que compõem os produtos distribuídos e vendidos por elas no Brasil.

As cervejarias Brasil Kirin, Ambev, Petrópolis e Kaiser foram condenadas a informar de maneira clara quais ingredientes que compõem a cerveja. Os rótulos deverão substituir a genérica expressão “cereais não malteados/maltados” pela devida especificação dos nomes dos cereais e matérias-primas utilizados na bebida.

As cervejarias argumentavam que a identificação específica, no rótulo das cervejas, dos ingredientes utilizados como adjunto cervejeiro seria desproporcional e impossibilitaria a mutabilidade que caracterizaria tal adjunto, já que seria absurda a mudança de rotulagem sempre que houvesse alteração da composição do adjunto.

O juiz Bernandesnão concordou com este argumento e decidiu que “essa linha de raciocínio, além de revelar amá-vontade de cumprir a legislação, ainda vai de encontro ao argumento da própria defesa, segundo a qual os adjuntos cervejeiros seriam um ‘ingrediente composto’ que, nem por isso, implicaria déficit de informação ao consumidor”. E continuou, “se a fabricante produziu cerveja com milho, arroz ou outro cereal apto a consumo humano, desde que não ultrapassado o percentual permitido, trata-se de opção mercadológica licita”, lembrando que o limite de adjuntos cervejeiros é de 45% no volume total. “Porém, não se pode subtrair do consumidor a precisão e a clareza informacional acerca da prévia opção feita pelos fabricantes ao substituírem o malte da cevada por algum tipo de adjunto cervejeiro”.

As empresas e a União terão um prazo de 120 dias a partir da data de intimação para cumprir a sentença do juiz Juliano Taveira Bernardes, mas ficam dispensadas de substituir rótulos de cervejas já produzidas. Isso quer dizer que a União terá que ajustar os procedimentos de fiscalização para a nova exigência de rotulagem das cervejas, de acordo com o comunicado. O não comprimirem por parte das empresas dessa nova exigência acarretará em multa diária de 10 mil reais, a ser destinada ao Fundo de Defesa dos Direitos Difusos.

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Quarta-feira, 28 de março de 2018

Dogma Tasting Room

A Dogma é uma das cervejarias mais criativas de São Paulo e o melhor lugar para experimentar suas novidades é no Dogma Tasting Room, no centro da capital paulista. A sala de degustação é composta por duas mesas compartilhadas, um balcão de doze lugares e vinte torneiras de chope

No fundo há uma pequena cervejaria com capacidade para 3,5 mil litros de chope, são sete tanques de 500 litros cada. A proposta é que todas as torneiras sejam de chopes produzidos no próprio local (garantindo frescor e experiência incríveis) e que alguns deles sejam exclusivos da casa.

Se estiver na dúvida do que escolher ou se quiser degustar diferentes chopes, a régua de degustação é uma ótima opção, você escolhe seis chopes, que são servidos em copos de 80 ml na ordem desejada. Ou se já tiver o seu preferido, pode escolher entre três tamanhos: 180, 350 ou 473 ml.

Os chopes são trocados quase que semanalmente, então fique de olho nas comemorativas e nas colaborativas. Como a Goiaba na Selva, uma brett saison com goiabada e 7,5% de teor alcóolico, colaborativa com Cervejaria Trilha. E a Hop & Pluizig, uma American India Pale Ale com os lúpulos Citra, Simcoe e Galaxy e teor alcóolico de 6,5%, colaborativa com a cervejaria holandesa De Molen.

Já a Mosaic Brux é uma IPA é uma single hop com o lúpulo Mosaic efermentada com Brettanomyces. E a Back To Basic, uma West Coast IPA, com amargor bem marcante e 7,8% de teor alcóolico.

Também estão disponíveis alguns rótulos já clássicos da marca como a Citra Lover, uma Double IPA com 85 IBUs, sem maltes caramelos e que foi a primeira da série Single Hop, levando apenas o lúpulo Citra em sua receita.  E a Cafuza, Imperial India Black Ale, que resulta de uma mistura entre uma Imperial India Pale Ale com maltes escuros de uma Stout, dando aromas e sabores cítricos, de café, chocolate e caramelo.

É possível levar chope para casa, o tasting room trabalha com growlers e crowlers, tem também as garrafas e latas lançadas no mercado. Além de uma loja com camisetas, bonés e copos.

O lugar é simples e bem iluminado, tem um filtro de água à vontade e o esquema é de pegar ficha no caixa, sem garçom e sem cozinha. Mas se tiver fome, há algumas poucas opções de petiscos de pacote à venda e em frente sempre há um food truck estacionado.

Há visitas guiadas à cervejaria, limitada a dez pessoas, respeitando a ordem de chegada, sempre às 12h de sábado e às 14h de domingo.

Endereço: Rua Fortunato, 236 – Santa Cecília, São Paulo – SP.

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Quarta-feira, 21 de março de 2018

Novos rótulos da Bohemia

A Bohemia lançou nesta semana uma linha de cervejas, com quatro novos rótulos, a Base Bohemia.A finalidade desses lançamentos é oferecer inovações e rótulos exclusivos para degustação e venda no complexo cervejeiro da marca da Ambev, em Petrópolis. Os rótulos, que são limitados, serão vendidos em garrafas de 600 ml, apenas na loja Empório & Cave, na Cervejaria Bohemia, em Petrópolis.

As novas cervejas são uma Bohemia Imperial Stout, com aroma tostado e notas de café expresso e cacau torrado. Possui 10% de teor alcoólico e 26 IBU. A cerveja foi premiada no World BeerAwards 2017 (Brazil Silver – Stout& Porter & Imperial Stout) e medalha de bronze no InternationalBeerChallenge 2017.

Uma Bohemia Old Ale BarrelAged, maturada em barris de cachaça, o que confere à cerveja um toque amadeirado, um aroma maltado e uma sensação de aquecimento. Possui 8,5% de teor alcoólico e 27 IBU.

E as outras duas são do estilo Wee Heavy. A primeira, a Bohemia Wee Heavy, possui coloração castanha escura e aroma maltado com notas que remetem a frutas secas e suave sensação de aquecimento. Com 10% de teor alcoólico e 40 IBU. Premiada no World BeerAwards 2017 (DarkBeer Strong) e medalha de prata no InternationalBeerChallenge 2017.

E a segunda, a Bohemia Wee Heavy BarrelAged, uma cerveja maturada em barris de carvalho, de aroma maltado com leve toque resinoso e amadeirado, que deixa uma intensa sensação de aquecimento. Com 10% de teor alcoólico e 40 IBU. Premiada com medalha de bronze no InternationalBeerChallenge 2017.

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Quarta-feira, 14 de março de 2018

Resultado Concurso Brasileiro de Cervejas

O Concurso Brasileiro de Cervejas é a principal competição nacional de cervejas e o maior da América Latina. O evento, que aconteceu em Blumenau, está em sua sexta edição e premiou as melhores cervejas do país em uma cerimônia no Parque Vila Germânica, entregando 252 medalhas às cervejarias, sendo 70 de ouro, 86 de prata e 96 de bronze.

Foram 2.859 rótulos avaliados, número 40% maior ao do ano passado, por 83 jurados do Brasil e do exterior.Nesta edição, foram 148 estilos de cerveja. A novidade é o estilo Catarina Sauer, uma tendência para se tornar o primeiro estilo brasileiro. Trata-se de uma cerveja ácida, de base de trigo com adição de frutas.

Fechada ao público e focada na avaliação das bebidas, a competição está entre as três principais do mundo. Os critérios de avaliação começam na aparência, na cor, espuma, depois são avaliados também os aromas, sabores, sensação de boca, corpo, carbonatação e equilíbrio da cerveja.

Na somatória de medalhas duas cervejarias paranaenses aparecem nas duas primeiras colocações do prêmio Melhor Cervejaria do Ano. A Cervejaria Cathedral, que faturou o prêmio como melhor cervejaria do ano de 2018, com 15 medalhas, concorrendo com 475 cervejarias inscritas e a Bodebrown, queestá no pódio desde a primeira edição do concurso em 2013, apareceu na segunda colocação. A gaúcha Tupiniquim ficou em terceiro.

No Best of Show das cervejas comerciais o primeiro lugar ficou com a DarkSour da Cervejaria Dádiva (SP) uma FlandersOudBruin. O segundo lugar ficou com a Lohn Carvoeira Pimenta, uma Russian Imperial Stout com pimenta. A terceira colocação foi para Minas Gerais com a cervejaria Capa Preta Porter Berry, uma FruitBeer de Belo Horizonte.

Entre as cervejas experimentais (ainda não lançadas comercialmente), a que ganhou medalha de ouro foi aGoiabeira, do estilo Catharina Sourda Cervejaria Istepô, de São José, cidade próxima de Florianópolis (SC). Em segundo, a Cacau Bomb, da mineira Backer e em terceiro, a Brahma Heller Bock, da Ambev.

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Quarta-feira, 7 de março de 2018

Dia Internacional da Mulher, o que comemorar?

Dia 8 de março é comemorado o Dia Internacional da Mulher, mas realmente temos algo para comemorar? Não serei tão pessimista para dizer que não nem tão otimista para dizer que sim.

Muita coisa mudou, mas ainda há muita luta contra o machismo em todos os meios, inclusive (não é novidade para ninguém) no meio cervejeiro. O pior do machismo é quando ele não é percebido, está tão inserido na nossa sociedade, que parece ser uma coisa normal.

Quantas propagandas de cervejas você conhece que a principal ideia é uma mulher bonita servindo um homem? Não é preciso pensar muito, são inúmeras. Usar o corpo da mulher para chamar a atenção dos homens e vender um produto é machismo. Quantas vezes você já ouviu que determinada cerveja é para mulher porque é fraquinha? Isso também é machismo, a mulher tem o direito de escolher qual cerveja quer tomar, seja fraca, forte, doce, amarga, ácida.

Por outro lado, ainda que seja majoritariamente masculino, o número de profissionais mulheres no ramo da cerveja tem aumentado. Há mulheres em todos os setores cervejeiros, desde a produção até ao atendimento ao público. Mesmo que haja reconhecimento do trabalho dessas mulheres, isso não quer dizer que acabou o machismo.

O número de mulheres consumidoras de cerveja está aumentando, o bom é que o número de opções de cerveja também e definitivamente rótulos e propagandas sexistas não atraem nosso consumo. Talvez diminuindo as vendas, as empresas repensem e mudem suas estratégias de marketing. E enquanto isso não acontece, lembre-se que você tem total poder do que escolhe consumir.

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Quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018

Curiosidades cervejeiras III

A zitologia é o estudo da cerveja e quem a estuda é zítólogo. E o estudo da harmonização de cerveja com comida é a zitogastronomia.

As bolhas que aparecem nas laterais dos copos de cerveja são indícios de o vidro está sujo. Se elas se aglomeram somente de um lado, isso é reflexo de partículas que fazem com que as bolhas fiquem concentradas em determinada região do copo.

A maioria das cervejas é comercializada em garrafas de vidro na cor marrom, pois elas ajudam a proteger a cerveja dos raios ultravioletas, evitando a oxidação, que pode interferir no sabor e no aroma da bebida.

Durante a produção das cervejas comerciais, um produto químico é adicionado para que a cerveja não espume enquanto fermenta e diminua o espaço no interior dos tonéis. Depois, antes de ser engarrafada, outro composto é misturado na cerveja para que ela volte a espumar no copo e esse é o mesmo utilizado no sabão em pó.

As cervejas não devem estar sempre cristalinas e reluzentes. Muitas marcas trazem o líquido de modo bastante claro, porém, se o inverso ocorrer, não é algo negativo – principalmente porque as bebidas passam por um agressivo processo de filtragem que, além de clareá-las, pode tirar um pouco do sabor também. Alguns estilos de cervejas são propositalmente pensados para serem mais escuros e embaçados, já que isso ocorre devido aos próprios ingredientes.

Muitas pessoas bebem cervejas direto das garrafas, mas se você quiser apreciar o líquido de modo mais profundo, beba em copos de vidro, pois assim conseguirá sentir o máximo do sabor e dos aromas presentes na bebida e evitar possíveis gostos metálicos que existem nas garrafas, que se originam quando as tampas são retiradas.

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Quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

Mulher que toma cerveja é mais feliz e tem menos chances de enfartar

Um estudo da Sahlgrenska Academy, centro de pesquisas da Universidade de Gothenburg na Suécia, chegou a conclusão de que a cerveja, se apreciada com moderação, pode ser uma boa aliada da mulher contra infartos.

Segundo os estudiosos, as mulheres que consomem cerveja uma ou duas vezes por semana, têm 30% a menos de chances de enfartar se comparada às que não tomam nada. Isso porque durante o momento em que se degustando uma cerveja, as mulheres relaxam, liberando a substância responsável pela sensação de alegria e bem estar, a serotonina, esquecendo-se dos estresses do dia a dia.

Outro dado também importante no estudo, é que cerca de 85% das mulheres que tomavam cerveja, se sentiam mais felizes em relação a outras mulheres da mesma faixa etária e do mesmo estilo de vida que não ingeriram a bebida. Isso também influencia contra doenças do coração. Essas mulheres reagem a pressão e ao estresse com mais bom humor, evitando tensão nervosa.

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Quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

Quaresma como os monges

Em 2011, J. Wilson, um jornalista especializado em cervejas, decidiu viver o período da quaresma da mesma forma que os monges do século XVII: consumindo apenas cerveja e água durante esse período religioso. Sua experiência é contada no site Diary of a Part Time Monk (https://diaryofaparttimemonk.wordpress.com/)

Seguindo a tradição, foram quatro garrafas de dopplebock por dia, em troca das refeições diárias. Em um testdrive feito durante o planejamento, as cervejas foram bebidas às 9h, 12h, 15h e 18h, e todo o resto do período foi completado com água.

Antes de começar, ele engordou cerca de 12 quilos para evitar qualquer efeito danoso da perda de peso, já que perderia peso com a privação de alimentos sólidos.

Já no oitavo dia da “dieta”, a rotina se resumia a entrevistas a diversos meios de comunicação. Ele não tinha sentido nenhuma diferença fisiológica além do mau hálito, mas já tinha perdido sete quilos.

Além do blog, ele lançou um livro com a experiência. O “Diário de um monge de meio período” relata a versão completa da história, incluindo mais informações sobre a cerveja, conexões da igreja, bem como problemas de jejum e saúde.

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Quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

Publicidade depreciativa gera indenização

A cervejaria Rio Carioca terá de pagar R$ 50 mil de indenização à Cervejaria Petrópolis, que fabrica a cerveja Itaipava, pelos danos morais causados por uma campanha publicitária considerada depreciativa.

Nela, a Rio Carioca dizia: “Se não se comportar, Papai Noel vai trazer Itaipava”. Em sua defesa, a empresa disse que não teve a intenção de denegrir a imagem da outra cerveja, pois apesar de serem do mesmo ramo não são concorrentes, já que fabrica apenas cervejas consideradas artesanais, que não tem o mesmo público-alvo das grandes cervejarias.

Mas mesmo assim a Justiça de São Paulo condenou a cervejaria Rio Carioca a pagar R$ 50 mil de indenização por dano moral. Na sentença, a juíza Heloisa Helena Franchi Nogueira Lucas, da 2ª Vara de Boituva, afirmou que ambas são concorrentes, ainda que haja diferença no processo de fabricação.

Quanto ao dano moral, ela explicou que é permitido em uma campanha publicitária citar o concorrente, desde que respeitados limites que incluem a ética nas práticas empresariais e a proteção da imagem e que isso não foi respeitado nessa propaganda.

A cervejaria Rio Carioca ainda tentou reverter a condenação no Tribunal de Justiça de São Paulo, mas a sentença foi mantida. De acordo com o acórdão, a publicidade teve o intuito de denegrir a reputação da concorrente, caracterizando, assim, abusividade e deslealdade.

Assim, seguindo o voto do relator, a 1ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de São Paulo manteve a sentença que, além de condenar a empresa a indenizar em R$ 50 mil, determinou que a publicidade fosse retirada definitivamente das redes sociais, assim como anúncios, cartazes e filmes relacionados à campanha. Com informações da Assessoria de Imprensa do TJ-SP.

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Quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

Harmonização – petiscos de boteco e cerveja

Começo de ano, calor, clima de férias, ir ao barzinho tomar uma cerveja e comer um petisco… Mas se você já voltou a trabalhar, não fique triste, assim que bate 18h, tá liberado o happy hour! E também pode aproveitar as dicas de harmonização de comida de boteco com cerveja dessa coluna.

Antes de ver o cardápio, uma cerveja e um amendoim, por favor. Como é um alimento com sabor mais suave e um pouco oleoso, uma sugestão é combinar com cervejas mais leves, como a nossa conhecida Pilsen, uma cerveja leve, de baixo amargor e coloração amarelo-claro. Esse estilo de cerveja também combina bem com frituras, como mandioca frita, bolinho de queijo e pastel de queijo.

Mas se quiser variar a cerveja, experimente uma porção de batata frita com uma AmberLager. E mais, se a batata vier com cheddar e bacon, harmonize-a com uma IrishRed Ale, uma cerveja leve, pouco amarga e sabor suave de caramelo e tostado, que também vai bem com pastel de carne e bolinho de carne-seca e para quem gosta, pode colocar pimenta.

Deixando as frituras um pouco de lado, boas opções de entrada são o queijo fresco, que vai bem com Pilsen; as azeitonas com Dubbel, cerveja de cor castanha escura e aroma de frutas secas com notas de especiarias; e o salaminho com Bock, uma cerveja escura com notas suaves de tostado e dulçor residual. Para embutidos mais fortes como presunto cru, a Rauchbier, cervejas com característica defumada, combinam bem, assim como as cervejas pretas Porter e Stout, que possuem notas de café e chocolate.

A cerveja do estilo Brown Ale possui notas de caramelo e baixo amargor e vai bem com vários petiscos do boteco como filé-mignon acebolado, calabresa acebolada e caldinho de feijão com bacon.

Já a Weizenbier, cerveja de trigo de origem alemã, possui notas aromáticas de cravo e banana e seu baixo amargor harmonizam bem com salsichas, polenta frita e bolinho de bacalhau. Outra de trigo, mas de origem belga, a Witbier é feita cascas de laranja e sementes de coentro, o que lhe confere notas cítricas e condimentadas, possui baixo amargor e corpo leve, por isso harmoniza com petiscos também leve com bruschettae queijos como muçarela de búfala e coalho.

O frango a passarinho é um daqueles petiscos que alimenta, para acompanha-lo escolha uma cerveja entre uma American Amber Ale, American Brown Ale ou Altbier. Outro petisco, que serve como prato é a costelinha de porco, suculenta e gordurosa, combina com a IndiaPale Ale, que é bem amarga e consegue limpar o palato. E se ela vem acompanhada de molho barbecue, pode apostar na harmonização com a defumada Rauchbier ou Brown Ale, que possui aromas maltados e bom equilíbrio com o amargor que está presente junto à costelinha.

E por último, mas não menos importante, o torresmo! Ele é versátil, vai bem com quase tudo, prefira as cervejas mais leves, menos alcóolicas e com boa carbonatação, como Pilsen, Session IPA, e Witbier

Meu e-mail monali.bassoli@gmail.com está aberto para sugestões e dúvidas. Se quiser saber mais sobre cerveja e os lugares de comida que visito, entrem no meu blog: dasemanadamonali.tumblr.com

Também estou no facebook.com/monali.bassoli e instagram.com/monalibassoli

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Quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

1ª Semana Cervejeira – USP Ribeirão Preto

A Soluções Químicas Jr. em parceria com o Departamento de Química da Faculdade de Filosofia, Ciencias e Letras de Ribeirão Preto promove a primeira edição da Semana Cervejeira, entre os dias 23 e 27 de janeiro de 2018, no campus da USP Ribeirão.

Com o objetivo de fornecer embasamento suficiente para que os participantes, ao final do curso, estejam capacitados para produzir a própria cerveja, o evento conta com a presença das principais cervejarias artesanais de Ribeirão Preto e região realizando palestras sobre antropologia, história e economia da cerveja, malte e lúpulo, envelhecimento de cervejas artesanais, brewpub, polo cervejeiro de Ribeirão Preto, a produção artesanal e estilos de cerveja e empreendedorismo na área cervejeira.

As cervejarias Invicta, Colorado, Gilda, SP 330, Lund RCO Homebrew, Walfanger, Weird Barrel já confirmaram presença para dar as palestras.

Um dia inteiro é destinado à produção de cinco tipos de cervejas artesanais pelos participantes com a supervisão de um profissional. A programação conta ainda com degustação de diversos estilos de cerveja e visita à fábrica.

E para finalizar, no último dia tem um passeio aos bares dos brewpubs de Ribeirão Preto.

As inscrições são feitas pelo site squimicasjr.weebly.com/semanacervejeira.html. Para a comunidade USP, os preços variam de R$70 a R$130 e, para os demais interessados, R$120 a R$240. As vagas são limitadas, com até 80 participantes.

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Quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

Reflexões para o Ano Novo

O ano está só começando e este é um bom momento para refletirmos sobre o que fizemos no ano em que passou e sobre o que queremos para esse ano novo. No final de 2017 conclui minha pós-graduação em Yoga e como tema da monografia escolhi Alimentação e Yoga. Abaixo coloco três parágrafos do meu trabalho que, apesar de estarem direcionados ao praticante de yoga, considero essenciais para todo mundo.

“Uma alimentação mais saudável significa uma maior variedade de alimentos, consumir alimentos in natura ou minimamente processados, alimentos mais nutritivos e frescos. Para garantir essas propriedades, é fundamental que se conheça a origem do alimento, buscando por pequenos produtores orgânicos e se ainda for possível, procure por produtores locais, pois diminuindo a distância entre o produtor e o consumidor, diminui também os impactos ambientais relacionados ao transporte, além de ter garantia de um alimento mais fresco e nutritivo. É preciso também respeitar a sazonalidade, que além do alimento estar mais saboroso, ele é mais barato e está mais fresco.

O consumo moderado, particularmente de alimentos, e a não violência são princípios basilares que os praticantes de yoga devem seguir. Assim, repensar toda a alimentação, desde a escolha de quais produtos serão consumidos, até a pesquisa de como foram produzidos tais produtos devem também ser parte da vida de quem pratica yoga.

Para uma prática plena, não se deve prejudicar nem a si mesmo, consumindo produtos prejudiciais ao organismo, e nem aos outros, incluindo outros seres humanos e também animais e vegetais. Dessa forma, alimentos frutos de trabalho escravo, de condições precárias de produção, de superexploração do trabalho, de uso abusivo de hormônios, de uso de agrotóxicos e venenos em geral, de superconfinamento de animais, entre outras formas abusivas de produção, devem ser evitados.”

Tudo isso pode ser levado em conta também na compra da cerveja. Seguindo os princípios de consumir de pequeno produtor, consumir local e sempre pensando no lema cervejeiro “Beba menos, beba melhor”, tenho certeza que sua experiência cervejeira vai ser muito melhor nesse novo ano. Aliás, Feliz Ano Novo para todos! Saúde!

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Quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

Cerveja como ingrediente na Ceia de Natal

Não é porque a ceia de Natal acontece todo ano, que ela precisa ser igual todo ano. É certo que alguns pratos já são tradicionais, como o peru, mas até ele pode ter um preparo diferente para essa ocasião tão especial e um jeito de transformá-lo é prepará-lo com molho de cerveja. Abaixo segue a receita:

Ingredientes: 1 cebola grande, 5 dentes de alho, 5 colheres de sopa de óleo, 1 peru de aproximadamente 4kg, 1 1/2 lata de cerveja do estilo Pilsner e alecrim a gosto.

Modo de preparo: no liquidificador, bata a cerveja, a cebola, o alho, o óleo e o sal e despeje sobre o peru e deixe marinar por 6 horas. Depois, coloque em uma assadeira e regue com todo o tempero que ficou na vasilha. Cubra com papel alumínio e leve para assar em forno médio preaquecido. Após cerca de 2 horas, retire o papel alumínio e deixe dourar. Para servir, coloque em uma travessa e decore com ramos de alecrim.

Seguindo nessa linha de preparações utilizando a cerveja como ingrediente, uma alternativa para a sobremesa é a rabanada com tempero de lúpulo. Essa receita foi retirada do site Cerveja, Café e Queijo.

Ingredientes: 1 baguete de pão francês, 2 xícaras de leite, 4 g de lúpulo em pellets, 1 lata de leite condensado, 2 ovos batidos, canela e açúcar a gosto e óleo para fritar.

Modo de preparo: corte o pão em fatias médias. Coloque o lúpulo numa vasilha junto com leite e deixe na geladeira por, no mínimo, 60 minutos. Após esse tempo, filtre a mistura. Misture o leite aromatizado com o leite condensado e mergulhe as fatias de pão até que elas estejam bem molhadas. Em outra vasilha, bata os ovos e passe as fatias de pão molhadas de leite nos ovos. Frite em óleo quente e passe na mistura de canela e açúcar.

Que a ceia seja especial e que todos tenham um Feliz Natal!

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Quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

Horizontes – Cerveja & Som

A Cervejaria Dádiva promove no MIS (Museu da Imagem e do Som) evento aberto ao público, com mais de 60 torneiras de chopes engatados para consumo no local. Com entrada franca, evento ainda conta com bate papo com expoentes da cena cervejeira nacional e a participação de três bandas independentes.

O evento Horizontes – Cerveja & Som reuni os principais rótulos da Dádiva (SP) e de cervejarias que produzem na fábrica de forma “cigana”, como a Cerveja Avós (SP), Mafiosa Cervejaria (SP), Cervejaria Treze (SP), entre outras.

As atrações musicais do evento ficam por conta das bandas Garotas Suecas, com uma seleção especial de garage-soul, a BIKE, com rock psicodélico, e do quarteto Vitraux, apresentando folk rock com influência dos anos 60.

Para quem quiser aprender mais sobre cervejas, o evento conta ainda com um bate papo com expoentes da cena cervejaria nacional. O diálogo acontece no anfiteatro do MIS, entre às 13h e 14h. As vagas são limitadas a 150 participantes e as inscrições antecipadas já podem ser feitas acessando a página da Cervejaria Dádiva no Facebook.

Na parte gastronômica, além de food trucks variados, o chefe boliviano Checho Gonzales preparou um cardápio especial. E ainda é possível experimentar drinks exclusivos de cerveja com gim Virga,

O evento acontece no dia 16 de dezembro, das 11h às 20h, no Museu de Imagem e do Som, na Avenida Europa, 158, bairro Jardim Europa, em São Paulo/SP. A entrada é gratuita.

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Quarta-feira, 29 de novembro de 2017

Degusta (16) – Taquaritinga

O Degusta (16) – Taquaritinga acontece no domingo, dia 10 de dezembro, das 13h às 19h, no Centro Etílico Cultural Gastronômico “Burro-Voador”. Esse é o 1º encontro de cervejeiros do código de área 16.

Oito cervejarias artesanais da região já confirmaram presença, são elas: MonoBeer, Dízimo e Katangas de Taquaritinga; BBers de Guariba; Cigana e Da Nossa Cervejaria  de Jaboticabal;  Racha Cuca de Monte Alto; e Multi Cervejeiros Beer Makers de Matão.

A participação é por adesão até o dia 8 de dezembro. Para participar, o cervejeiro deve levar três litros de sua cerveja gelada e colaborar com mais vinte reais. Já os apreciadores pagam uma colaboração de R$45. Nesse valor estão inclusas as cervejas, o show da banda Ironia e a comida, que conta com amendoim, picles, palitos de cenoura salobrados, azeitonas, lombo, copa artesanal, calabresa, gorgonzola e parmesão.

Apreciador desde muito tempo de cerveja e agora também fabricante amador, juntamente com seu irmão Luiz Carvalho, o Monô, Thomás conta que teve a ideia de produzir esse evento, pois muitas pessoas da cidade se dedicam à fabricação de cerveja artesanal. E o objetivo é unir essas pessoas para trocar experiências com outros produtores e apreciadores, divulgar a cultura cervejeira e beber melhor, mas segundo ele, isso não quer dizes beber menos, fazendo uma brincadeira com o lema cervejeiro “Beba menos, beba melhor”.

A organização fica por conta do Centro Etílico Cultural Gastronômico “Burro-Voador”, já o nome Degusta é obra do Bruno Bezerra da BBeers, que já organiza este evento em Jaboticabal. O evento não tem fim lucrativo, mas sim recreativo.

O copo, que é a entrada, pode ser adquirido em Taquaritinga com Thomas pelo celular (16) 98209-3113 ou em Jaboticabal com Bruno Bezerra pelo celular (16) 99339-9043.

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Quarta-feira, 22 de novembro de 2017

Spas cervejeiros

A cerveja possui muitas propriedades se consumida moderadamente e também possui muitas propriedades se usada para tratamentos estéticos e de relaxamento. Por isso, diversos spas ao redor do mundo, oferecem esse tipo de serviço.  O banho de cerveja acalma o sistema nervoso e reduz o estresse, além de ter efeito regenerador para a pele e para o cabelo.

Localizado no centro de Praga, capital da República Checa, o Bernard Beer Spa tem quatro ambientes: a recepção, um vestiário, a sala de banho e um cômodo onde o visitante pode fazer uma massagem e relaxar por 20 minutos em uma enorme cama térmica. Durante todo o procedimento, você pode consumir cerveja à vontade diretamente de uma torneira de chope. O lugar é pequeno e exclusivo, disponibilizando somente seis sessões por dia.

Ainda em Praga, mas um pouco mais afastado do centro, está o Spa Beerland. Assim que o cliente entra no spa, ele já pode começar a consumir cerveja. O tratamento dura uma hora e é dividido entre o relaxamento na banheira com extratos de malte e lúpulo e a cama de malte para dar tempo para a pele absorver os benefícios do banho.

Na Alemanha, a opção é ir até Neuzelle e conhecer o Kummeroer Hof, que desde 1997, oferece banhos e massagens junto com cerveja. Já na Áustria, mais precisamente no município de Franking, o Landhotel Moorhof oferece tratamentos em banheiras de cerveja, que ajudam a acelerar o metabolismo. Em Tarrenz, também na Áustria, o Starkenberg oferece piscinas com barris de Pilsen

O Hop in the Spa fica no estado norte-americano de Oregon e oferece banhos de cerveja, massagens e tratamento com pedras quentes. O banho é uma mistura de cerveja, água, malte, minerais, lúpulo e ervas.

Também tem opção para quem vai ficar pelo Brasil. Em Brasília o Dálya Estética & Bem-Estar oferece dois tratamentos com malte. A Vivência Malte inclui esfoliação corporal com óleo vegetal maltado, banho de ofurô com cerveja, lúpulo e levedo, e degustação de três cervejas especiais. Já o pacote Supremobinclui uma massagem relaxante de 50 minutos.

Lembrando que meu e-mail monali.bassoli@gmail.com está aberto para sugestões e dúvidas e que esta coluna e todas as outras já publicadas podem ser lidas no meu blog: dasemanadamonali.tumblr.com

 

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Mestre Cervejeiro Eisenbahn 2017

Todo ano, a Eisenbahn promove o concurso Mestre Cervejeiro, que tem o objetivo de incentivar os produtores caseiros de cerveja. O ganhador tem sua receita feita pela cervejaria de Blumenau, Santa Catarina. Mas para a edição de 2017 tem uma novidade: é possível acompanhar todo o processo de escolha pelo reality show Mestre Cervejeiro, no canal TNT, que estreou no último dia 26. Apresentado por Marina Person, ele é exibido às quintas-feiras, às 23h30. Com reprises nas terças-feiras e sábados, na faixa das 12h30.

O programa, inédito na televisão, conta com oito episódios com cerca de 30 minutos de duração cada, e irá transmitir a 8ª edição da tradicional competição Mestre Cervejeiro Eisenbahn.

Ele junta grandes cervejeiros caseiros de todo o país em uma disputa acirrada para descobrir o melhor. Além de mostrar o que acontece por trás do mundo cervejeiro, o reality é, também, uma oportunidade para que talentos da cerveja artesanal consigam ter seu produto assinado pela Eisenbahn: uma marca apoiada na Lei da Pureza da Cerveja Alemã e pioneira na valorização das cervejas artesanais no Brasil. Nesta edição, o estilo escolhido foi American Pale Ale.

O reality show mostra os conhecimentos cervejeiros dos participantes, as suas habilidades de harmonização, paladar e entendimento sobre a produção de cervejas artesanais.

Os concorrentes são avaliados por três jurados fixos: Bia Amorim, beer sommelière e colunista dos sites Papo de Homem e Farofa Magazine, o fundador da Eisenbahn Juliano Mendes e o baterista da banda Nenhum de Nós e colunista na Revista da Cerveja Sady Homrich. E também por um jurado convidado, no primeiro episódio Khatia Zanatta, sommelière de cerveja e mestre cervejeira, deu sua opinião sobre as cervejas concorrentes.

O vencedor do concurso ganhará uma visita a uma rota cervejeira em Munique, na Alemanha, além de ter a sua cerveja produzida e distribuída em uma edição especial da Eisenbahn em 2018.

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Cerveja e felicidade

A sabedoria popular já sabia que beber cerveja traz felicidade, mas agora isso foi comprovado por um estudo suíço publicado no periódico científico Psychopharmacology. Ele sugere que beber um copo de cerveja pode estimular o envolvimento com situações emocionais positivas, reconhecer a felicidade em outras pessoas e aumentar a vontade de ser mais sociável.

Realizado por pesquisadores da Universidade de Basel, na Suíça, o experimento contou com a participação de 60 pessoas com idade entre 18 e 50 anos. Os participantes foram divididos em dois grupos, o primeiro consumiu cerveja com álcool e o segundo cerveja sem álcool, durante 15 minutos. Nenhum dos grupos sabia qual estava bebendo.

Cerca de 30 minutos depois de terem consumido a bebida – tempo suficiente para ela começar a fazer efeitos no corpo – os pesquisadores começaram os experimentos. No primeiro deles, eles mostravam aos participantes fotos de rostos que expressavam uma das seguintes emoções: medo, tristeza, nojo, felicidade, raiva e surpresa. E os voluntários precisavam identificar qual emoção estava expressa em cada imagem.

Os resultados mostraram que as pessoas que receberam cerveja normal – elas beberam, em média, 500 ml. Quantidade suficiente para alterar sua habilidade de reconhecer emoções, mas alterar a execução das tarefas requeridas – tiveram melhor desempenho em reconhecer a expressão de felicidade do que aquelas que ingeriram a versão sem álcool. Portanto, tomar um copo de cerveja ajuda as pessoas a perceberem mais rápido a felicidade nas outras pessoas.

Por meio de outros experimentos, os pesquisadores concluíram também que as pessoas que ingeriram álcool tinham mais vontade de permanecer na companhia de outras pessoas e estavam mais interessados em ver imagens sexuais, em comparação com aquelas que beberam cerveja não alcoólica. Em ambos os casos, esse efeito foi maior nas mulheres do que nos homens.

Uma possível explicação para isso é que, apesar de terem ingerido a mesma quantidade de cerveja, a concentração de álcool no sangue de ambos é diferente, ela tende a ser maior nas mulheres, o que causaria esses efeitos mais rapidamente.

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Harmonização – churrasco e cerveja

O verão ainda não começou oficialmente, mas o clima mais quente já. Um jeito bem brasileiro de aproveitar esses dias de calor é reunir os amigos para fazer churrasco. Para mudar um pouco, podemos trocar a tradicional cerveja por outros estilos e melhorar esse evento através de novas harmonizações.

Antes de sugerir os estilos para cada tipo de carne, é legal falar como funciona as harmonizações de comida com cerveja. Existem três tipos de harmonização: de contraste, quando as características da cerveja e do prato se equilibram pela diferença, por exemplo, um prato salgado com uma cerveja com toques mais adocicados; de semelhança, quando os dois possuem as mesmas características, como uma cerveja mais ácida com pratos cítricos; e por corte, quando alguns elementos da cerveja como a carbonatação, amargor, álcool “cortam” os sabores e gorduras do prato e limpam o paladar, exemplo disso é uma cerveja com alta carbonatação com pratos mais gordurosos.

A regra básica é cervejas leves combinam com pratos mais leves e cervejas mais encorpadas com comidas mais intensas. Lembrando que o tipo de malte, a quantidade de lúpulo (ingrediente que dá amargor à cerveja) e o teor alcóolico são algumas características das cervejas influenciam em suas harmonizações. Além de que o gosto pessoal é único, pode ser que uma harmonização funcione para você, mas para a outra pessoa não.

Bom, vamos voltar para o churrasco. Seguindo essas regrinhas básicas fica mais fácil. Vamos começar dos pratos mais leves para os mais pesados. A carne de frango harmoniza bem como sabores mais leves e refrescantes. Os sabores maltados e o dulçor das cervejas do tipo Pilsen e Amber Lager vão harmonizar com a leveza dessa carne.

Já a linguiça possui um sabor mais marcante e é mais gordurosa, por isso pede uma cerveja com sabores um pouco mais intensos, como a Bock e a Belgian Pale Ale, que possui notas de caramelo e médio amargor, que dá conta da gordura do embutido.

Carnes vermelhas harmonizam bem com as cervejas avermelhadas e escuras. As mais gordurosas como a costela e o cupim pedem cervejas de aroma mais intenso e com um sabor mais maltado, como a Ambar Ale ou a India Pale Ale. Nesse caso o lúpulo, presente na cerveja, age sob a gordura da carne, limpando o paladar para o próximo pedaço. O mesmo ocorre com o álcool da bebida. O caramelo da cerveja harmoniza com as notas carameladas da carne de churrasqueira. Esses tipos de carnes também vão bem com a cerveja do estilo Rauchbier, feita com maltes defumados, que harmonizam com as notas também defumadas do prato.

O vinagrete e o queijo coalho são acompanhamentos que não faltam nos churrascos. Uma boa cerveja para eles é a Witbier, uma cerveja leve de trigo da escola belga com notas cítricas.

Como sei que é difícil ter todas essas opções para um simples churrasco de fim de semana, há algumas cervejas especiais que são coringas. A American Pale Ale é um estilo que traz um bom equilíbrio entre malte e lúpulo, possui um amargor moderado e boa alta carbonatação para cortar a gordura das carnes. Para quem gosta de amargor e refrescância, a Session IPA é uma ótima opção. E para quem prefere menos amargor, a Amber Ale pode ser sua companheira de churrasco.

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Oktoberfest Blumenau 2017

A Oktoberfest de Blumenau, maior festa alemã do Brasil e segunda maior do mundo, começou dia 4 de outubro. Mas ainda é possível aproveitá-la, já que a festa vai até o dia 22.

Essa é sua 34ª edição e o terceiro ano consecutivo que a Eisenbahn, cerveja que nasceu na cidade, patrocina o evento. Em 2017, ano que completou 15 anos, a cervejaria lançou a “Estação Eisenbahn”, que transformou a Vila Germânica em uma grande estação de trem, homenageando a história da marca, a cidade de Blumenau, que foi reconhecida como a Capital Brasileira da Cerveja, e as culturas germânica e cervejeira. Os quatro pavilhões do evento recebem diversos elementos de uma verdadeira estação de trem, enquanto os bares de Eisenbahn ganham a forma das suas tradicionais locomotivas. As janelas da “Estação Eisenbahn” trazem imagens de pontos turísticos de Blumenau e, como não poderia deixar de ser, adornos e as cores germânicas estarão presentes em diversos pontos do evento.

E como sempre, é um sucesso. Nos quatro primeiros dias, quase 130 mil pessoas já haviam passado pela festa e consumido cerca de 131 mil litros de chope, desses, 70 mil só no sábado, dia 7. A expectativa é ultrapassar o consumo de 600 mil litros nos 19 dias de evento.

Uma mudança já observada neste ano foi o aumento de 30% no consumo de chopes especiais artesanais ao invés do tradicional tipo pilsen. O “Momento Eisenbahn” pode ter colaborado com isso. Ele funciona assim: durante todas as noites do evento, em três momentos diferentes, o Hino de Eisenbahn é tocado e nessa ocasião, todos os bares de Eisenbahn piscam e, enquanto o hino tocar, o público pode trocar suas fichas de chope Pilsen da marca por qualquer outro estilo de Eisenbahn, entre eles Wieizenbier, Pale Ale, Oktoberfest, 5 anos, Dunkel, Strong, IPA, além do Bier Likor, que será oferecido pela primeira vez na festa. Os consumidores ainda terão à disposição cervejas das marcas Baden Baden, Schin e Kirin Ichiban.

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5 anos de Mondial de la Bière Rio

Realizado desde 2013, o Mondial de La Bière Rio chega a sua quinta edição. O evento acontece entre os dias 11 e 15 de outubro, no Píer Mauá, no Boulevard Olímpico. Com 17 mil metros quadrados, o evento é considerado como um dos principais lugares para difusão da cultura cervejeira no país e degustação de rótulos internacionais e nacionais de diversos estados do Brasil. Muitas cervejarias aproveitam o festival para fazer lançamentos, sendo possível provar as novidades em primeira mão.

O espaço traz uma área de alimentação gourmet e atrações musicais variadas. O evento contará com cerca de 150 expositores, divididos entre cervejarias, importadores, distribuidores, prestigiados food trucks e fornecedores de acessórios cervejeiros, onde há venda de souvenirs como, copos, camisetas, tênis e growlers.

O Mondial de la Bière promove o incentivo à produção cervejeira do Estado do Rio de Janeiro, tendo aumentado em 512% a presença de cervejarias do Estado em relação à primeira edição. Na primeira edição do evento, o Rio de Janeiro contava com menos de 20 bares de cerveja artesanal. Hoje, o número varia entre 170 a 200 estabelecimentos. Além disso, o estado tem 172 cervejarias artesanais cadastradas.

E os números só aumentam. Em 2013, foram 47 expositores com 650 rótulos para um público de 20 mil pessoas. Já em 2014, foram 76 expositores com mais de 700 rótulos para 25.800 visitantes. No ano seguinte, 2015, foram 113 expositores com mais de 800 rótulos disponíveis para 38 mil pessoas. E no ano passado, 2016, os expositores chegaram a 130, com mais de 1000 rótulos para 48 mil visitantes.

O estilo Sour promete ser a revelação deste ano. Apesar de ser considerada uma cerveja para apreciadores, por possuir um sabor mais ácido, as Sour Beers estão se popularizando. Lançamento em 2016, a New England IPA ou Juice IPA, novo conceito de IPA – India Pale Ale, permanece em alta.

E ainda, os expositores poderão participar do MBeer Contest Brazil, competição das melhores cervejas expostas, avaliadas por jurados nacionais, internacionais e pelo público.

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Cerveja previne infarto

As bebidas fermentadas podem oferecer um efeito protetor sempre que seu consumo for moderado e fizer parte de um estilo de vida saudável. A cerveja nos proporciona vitaminas, minerais e substâncias com propriedades funcionais.

Um estudo da Universidade do Estado da Pensilvânia recomenda o consumo diário de cerveja. Os cientistas comprovaram que o consumo moderado da bebida pode reduzir as chances de ter um infarto ou outras doenças do coração.

A pesquisa, apresentada em um encontro da Associação Americana do Coração, examinou 80 mil chineses adultos e saudáveis durante um período de seis anos e percebeu que o álcool reduziu o declínio natural dos níveis de HDL – conhecido como colesterol bom.

Ao longo da pesquisa, os participantes responderam questionários sobre seus hábitos alcoólicos e fizeram exames de sangue periodicamente para medir os níveis de colesterol. Aqueles que bebiam doses moderadas de álcool (medidas em pints, copo de 473 ml) – duas por dia entre os homens e uma entre as mulheres – não viram seus percentuais de HDL caírem.

Entre os voluntários mais boêmios ou abstêmios, essa manutenção das taxas de colesterol não foi percebida.

Apesar dos cientistas terem feito a pesquisa com outras bebidas, os efeitos do consumo de cerveja foram mais perceptíveis. Os resultados do estudo são importantes, porque quanto maiores as concentrações de HDL, menores são as chances de desenvolver placas de colesterol “ruim” nas paredes das artérias e, consequentemente, obstruir o fluxo sanguíneo. Uma boa descoberta, visto que os problemas cardíacos estão entre as doenças que mais matam no Brasil e no mundo.

Mesmo assim, os pesquisadores afirmam que para determinar a relação colesterol bom–cerveja, são necessários outros testes em populações com hábitos diferentes da chinesa. Eles também alertam para os perigos que o excesso de álcool provoca no organismo, como aumento de peso, disfunções no fígado e o desenvolvimento de problemas no sistema nervoso.

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Drinks com cerveja

Às vezes, para um bom bebedor de cerveja, só tomar a bebida pura não basta. Já falamos de algumas receitas de comidas com cervejas e hoje vamos dar algumas receitas de drinks com a cerveja.

A primeira receita não podia ser outra: a Caipirinha, o drink mais brasileiro. Mas que nessa versão leva cerveja, claro.

Ingredientes: 100 ml de cerveja Pilsen, uma dose de cachaça ou vodka, suco de um limão inteiro, duas colheres de açúcar e gelo.

Modo de preparo: da mesma maneira que já estamos acostumados a fazer, é só misturar todos os ingredientes.

Maria Sangrenta é uma versão brasileira do Blood Mary. Ingredientes: 330 ml de cerveja Pilsen, ¼ de limão, uma pitada de sal e 125 ml de suco de tomate.

Modo de preparo: em uma caneca, coloque o suco gelado de tomate, esprema o limão no suco, adicione o sal e mexa bem. Lentamente, adicione a cerveja, pois pode formar espuma. Mexa devagar e sirva.

O Mojito, um coquetel tipicamente cubano, também ganha uma versão cervejaria.

Ingredientes: 100 ml de cerveja Pilsen, uma dose de rum branco, uma colher de açúcar, algumas folhas de hortelã e gelo.

Modo de preparo: basta misturar tudo e beber.

O Gold Velvet leva cerveja clara e champanhe. Ingredientes: 1/2 copo de cerveja Pilsen, uma dose de suco de abacaxi e champanhe para completar o copo.

Modo de preparo: em um copo alto, misture tudo e sirva. Como o drink não leva gelo, mantenha os ingredientes gelados.

Já o Black Velvet combina cerveja escura com espumante. Ingredientes: uma dose de espumante e duas doses de cerveja escura. Modo de preparo: misture todos os ingredientes e aprecie o drink gelado.

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Dry hopping

O dry hopping é uma técnica de utilização do lúpulo na produção de cerveja. Essa técnica consiste em adicionar o lúpulo nas etapas após o resfriamento da cerveja, ou seja, durante a fermentação ou maturação da bebida. Dry, em inglês, significa “seco” e hop, significa, lúpulo. Em livre tradução, seria algo como “lúpulo sem fervura”. É um processo muito utilizado nas escolas inglesa e americana.

O objetivo dessa técnica é extrair os óleos essenciais do lúpulo, que quando adicionado em grandes quantidades, durante a fervura, acaba se perdendo. Ele tem sido muito usado na produção de cervejas especiais, principalmente em estilo de cerveja que buscam ressaltar os sabores e os aromas de lúpulo fresco.

O lúpulo possui dois componentes básicos: os alfa ácidos, responsáveis em proporcionar o amargor e os óleos essenciais, responsáveis pelo aroma do lúpulo na cerveja final.  Os óleos são mais voláteis, ou seja, eles evaporam rápido, se adicionados muito cedo à fervura, acaba não fazendo seu papel.

Existem três momentos onde podemos proceder com o dry hopping: na fermentação, após a fermentação secundária ou direto no barril. A adição no fermentador primário é a maneira menos eficaz de garantir os aromas no final e pouco popular entre os produtores. Uma das estratégias mais populares por conta do custo-benefício é adicionar o lúpulo no fermentador secundário. Já, a técnica de colocar os lúpulos no barril é também bastante utilizada, deixando-o aromatizar o líquido por cerca de 3 a 4 semanas. Na Grã-Bretanha, os cervejeiros caseiros fazem dry-hopping por duas a três semanas com uma temperatura por volta de 13 a 16ºC.

Existe uma grande variedade de lúpulo, todas podem ser utilizadas nesse procedimento, mas há algumas mais indicadas e normalmente utilizadas, como Saaz, Tettnanger, Hallertauer, Goldings, Fuggles, Cascades e Willamette.

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Temperatura ideal para cada estilo de cerveja

A temperatura de uma cerveja influencia a experiência de degustação, pois ela pode alterar o bom funcionamento dos receptores gustativos da língua. Nossas papilas gustativas se fecham e perdem a sensibilidade em temperaturas abaixo de 0ºC, fazendo com não sentimos o gosto das cervejas e nem seu teor alcoólico, atrapalhando a degustação, pois sabores mais marcantes acabam perdidos.

Temperaturas baixas podem ser favoráveis para cervejas mais leves, que não possuem muita complexidade e são mais refrescantes. Já temperaturas mais elevadas, permitem que os sabores e aromas mais complexos sejam percebidos.

O beer hunter Michael Jackson propõe uma escala de temperatura para servir uma cerveja. A escala abaixo é uma variação dela, adaptada ao clima e gosto do brasileiro:

Muito gelada (de 2 a 4°C): Pale Lagers, Pilsens, Helles e Witbiers, cervejas com sabor mais leve, e qualquer cerveja que tenha o objetivo de refrescar.

Bem gelada (de 5 a 7°C): cervejas ainda refrescantes, mas um pouco mais complexas, como Weinzenier, Lambics de fruta e Gueuzes.

Gelada (de 8 a 12°C): essa temperatura é ótima, pois é possível perceber os sabores que desapareceriam em ambientes mais gelados que isso. Indicada para India Pale Ale, Pale Ale, Amber Ale, cervejas de trigo escuras, Porter, Tripel e Bock tradicionoal.

Temperatura de adega (de 11 a 13°C): ideal para bebidas mais encorpadas, ricas em sabor e mais extremas e para cervejas mais alcóolicas, as Quadrupel, Strong Ales Escuras, Stout, Trapistas. As Bocks mais fortes como a Eisbock e a Doppelbock.

Diferente de países da Europa, onde as cervejas são servidas em temperatura ambiente, no Brasil isso seria praticamente inviável, pois aqui, o clima é muito mais quente. Por isso, essa escala não precisa ser seguida à risca, pois o gosto é pessoal e a ocasião pode fazer com que você prefira apreciar alguma dessas bebidas um pouco mais gelada do que o indicado.

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IBU – unidade de amargor da cerveja

Em inglês, IBU é a abreviatura para International Bitterness Unit. Traduzindo para o português, podemos chamar de unidade internacional de amargor. É pelo número de IBU que podemos ter uma ideia do amargor de uma cerveja. De modo geral, quanto mais lúpulo e mais alto o número de IBU, mais amarga será a cerveja. A determinação do número do IBU ocorre por uma fórmula específica, realizada no processo de fabricação da cerveja, onde é calculado a quantidade de alfa-ácidos (composto que traz o amargor do lúpulo) e o tempo de fervura.

O principal responsável pelo amargor na cerveja é o lúpulo, aquela florzinha verde que também confere aromas à bebida. Mas ele não é o único fator determinante. O teor alcoólico, o tipo de lúpulo utilizado, a torra do malte, os ingredientes adicionais e até o tempo de guarda também podem influenciar no amargor da cerveja.

Como a cerveja é uma combinação de malte e lúpulo, que mescla a sensação doce e amarga. A proporção do malte e do lúpulo é que vai gerar a percepção do dulçor ou do amargor residual. Então, por exemplo, uma cerveja pode ter um IBU alto, mas, na boca esse amargor pode estar bem equilibrado com os demais ingredientes e não aparecer tanto quanto esperava.

Segundo o gráfico do programa para formação e certificação de juízes de concursos cervejeiros BJCP (Beer Judge Certification Program), uma cerveja “comum” brasileira (Brahma, Skol), do estilo Standard American, tem de 8 a 15 IBU. Já uma verdadeira pilsen tem de 35 a 45. Alguns estilos são hiperlupulados, como as Imperial India Pale Ale, com IBU´s que vão de 60 a 120.

Alguns especialistas dizem que acima de 100 IBU o paladar já não consegue mais diferenciar o nível de amargor. Mas não há como precisar, pois a percepção varia de pessoa a pessoa. E ainda, o amargor é um gosto com o qual se acostuma.

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Curiosidades Cervejeiras II

Estudos e dados históricos apontam que as cervejas existem há pelo menos oito mil anos antes de Cristo.

Há quatro mil anos, era uma prática comum na Babilônia, que no mês após o casamento, o pai da noiva abastecesse o genro com todo o hidromel (bebida alcóolica que é feita a partir da fermentação, processo também usado na produção de cerveja) que ele pudesse beber . Como eles usavam o calendário lunar, esse período era chamado de “mês do mel”, ou como conhecemos hoje a “lua de mel”.

A receita conhecida mais antiga do mundo é uma receita de cerveja. Foi descoberta na Mesopotâmia e está gravada numa placa de argila. Já a cervejaria mais antiga do mundo – e que ainda funciona – fica localizada no sul da Alemanha e se chama Weihenstephan. Com mais de mil anos de existência fazia parte de um monastério, onde os monges produziam cerveja.

Em 1539, na região da Baviera, na Alemanha era proibido fabricar cerveja durante o verão. Devido ao calor as cervejas fermentadas na época estragavam muito rápido. Mas em 1894, a pedido da Guinness, que queria fabricar cervejas ao longo de todo o ano, independentemente das condições climáticas, Carl Von Linde, engenheiro alemão, desenvolveu os princípios para a tecnologia moderna de refrigeração.

Antes dos termômetros serem inventados, os mestres cervejeiros mergulhavam o dedo na mistura buscando descobrir a temperatura ideal para adicionar a levedura. Se fosse muito fria a levedura não iria crescer, muito quente e ela morreria. Esse ato de mergulhar o dedo na cerveja derivou a expressão “medido a dedo”, usada até hoje.

Os Vikings chamavam a cerveja de Aul, ou Ale e eles tomavam uns dois baldes da bebida para ir sem medo para a batalha. E normalmente iam sem armaduras ou camisas, que em Nórdico, é “Berserk”, por isso suas batalhas assumiram essa denominação.

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