Cidade alegria: Santa Ernestina comemora 54 anos de emancipação político-administrativa

Marcada por seu acolhimento e solidariedade, Santa Ernestina está localizada a uma altitude de 570 metros e conta com um pouco mais de 7 mil habitantes.

Povoada por famílias que buscavam espaços férteis para plantação e oportunidade para atividades comerciais, a história da “Cidade Alegria” assemelha-se, em sua origem e formação, à maioria das cidades brasileiras.

Tudo começou em 1888, quando Manuel de Almeida Rollo e sua esposa Rachel Umbellina de Almeida chegaram à região que, na época, tinha as terras cobertas de mata virgem e fechada. Mesmo sendo quase uma floresta, ali se abrigavam pequenas povoações. O casal decidiu ficar e iniciou várias culturas, começando pelo café. Sua propriedade foi denominada de Fazenda das Posses. Manuel de Almeida Rollo faleceu em 10 de novembro de 1937, deixando Rachel e uma descendência de 20 filhos, 38 netos, 75 bisnetos e 8 tataranetos.

Aos poucos o núcleo populacional foi aumentando e dando corpo à cidade que levou o nome de uma “santa” que não existe. A intenção foi homenagear a nora do fundador da Estrada de Ferro Araraquarense (EFA), Carlos Baptista de Magalhães, que lá implantou uma estação. Ernestina Reis de Magalhães foi casada com o “Barão do Café” Carlos Leôncio de Magalhães, o maior cafeicultor do Brasil no início do Século XX, com quem teve oito filhos.

A grande dama, senhora de elevadas virtudes cristãs, nasceu no Rio de Janeiro, em 1876, filha de José Monteiro Rios e Adelaide Monteiro Palha, viveu na lendária Fazenda Cambuhy, em Matão, entre 1900 e 1914, e faleceu em São Paulo, em 1968.

A estação ferroviária, inaugurada em 2 de abril de 1901 foi construída para favorecer o escoamento de café, oriundo da fazenda de Carlos Magalhães, que ficava na região. Na época, quase não havia moradores no lugar, destacam apenas dois: Manoel de Almeida Rollo e João Lourenço Leite, o qual doou terras para um pequeno loteamento. Para identificar a parada do trem, todavia, foi posto a princípio, o nome de “Estação Ernestina”.

Logo em seguida, começou a formar um povoado ao redor da estação, o qual foi batizado como “Vila de Santa Ernestina”, passando a ser distrito de Taquaritinga.

Apesar do café, ter sido a principal atividade agrícola no passado, acabou substituído pela citricultura a partir dos anos 60, a qual Santa Ernestina era conhecida como a “Terra da Laranja”, por fim, acabou também cedendo esse cultivo ao plantio de cana, que se fortaleceu. Atualmente a economia gira em torno de usina sucroalcooleira e do comércio da cidade.

Emancipada em 1964, a cidade de Santa Ernestina comemora seu aniversário todo dia 21 de março de cada ano.

Parabéns Cidade Alegria, pelos seus 54 anos!