Ignácio de Loyola Brandão ocupa cadeira na Academia Brasileira de Letras

Eleição para escolha do membro da cadeira número 11 da ABL aconteceu na tarde desta quinta.

A Academia Brasileira de Letras (ABL) elegeu nesta quinta-feira (14), por unanimidade, ao Quadro de Membros Efetivos da Academia Brasileira de Letras, o araraquarense Ignácio de Loyola Brandão para ocupar a cadeira 11, vaga desde a morte do jurista Hélio Jaguaribe, em setembro de 2018.

Com 82 anos, Brandão é jornalista, escritor e cronista do jornal “O Estado de S. Paulo” desde 1993. Na capital paulista já trabalhou no jornal Última Hora e nas revistas Claudia, Realidade, Setenta, Planeta, Ciência e Vida, Lui e na Vogue.

Nascido em Araraquara (SP), ele possui uma vasta produção literária, com tradução para diversos idiomas. É autor de obras como “Zero”, “Não Verás País Nenhum” e do recente “Desta Terra Nada Vai Sobrar a Não Ser o Vento Que Sopra Sobre Ela”, todos publicados pela Global.

Em 2008, o romance “O Menino que Vendia Palavras”, da editora Objetiva, ganhou o Prêmio Jabuti de melhor livro de ficção do ano, e, em 2016, foi agraciado pela Academia Brasileira de Letras com o Prêmio Machado de Assis pelo conjunto de sua obra. Já em dezembro de 2010, foi agraciado com a comenda da Ordem do Ipiranga pelo Governo do Estado de São Paulo.

A votação, coordenada pelo presidente da ABL, professor Marco Lucchesi, foi realizada às 16h, no Petit Trianon, no Rio de Janeiro. Após o anúncio do resultado, houve o rito tradicional de queima de votos.

O romancista ocupa a cadeira de importantes ícones da ABL, como Lúcio de Mendonça (fundador), Pedro Lessa, Eduardo Ramos, João Luís Alves, Adelmar Tavares, Deolindo Couto, Darcy Ribeiro e Celso Furtado.

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