Vestibular 2020: Unicamp estuda reduzir segunda fase para dois dias de provas

Mudanças estão sendo analisadas por um grupo de trabalho e serão votadas em março; se aprovadas já valem para o Vestibular 2020.

A Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) está realizando estudos para mudar a segunda fase do vestibular. As medidas estão sendo discutidas por um grupo de trabalho, composto por coordenadores dos cursos de graduação da universidade e integrantes da Comissão Permanente para os Vestibulares da Unicamp (Comvest).

Em março, as propostas serão votadas pela Câmara Deliberativa da Comvest e, se aprovadas, entrarão em vigor no Vestibular 2020 – cuja primeira fase será no final de 2019.

Segundo o coordenador executivo da Comvest, José Alves Freitas Neto, o objetivo das mudanças é atualizar a prova em relação às possibilidades e experiências educacionais dos candidatos na atualidade, sem perder de vista as expectativas da Unicamp em relação aos critérios de seleção.

Desse modo, o grupo de trabalho está analisando a possibilidade de a segunda fase ser realizada em dois dias ao invés de três, como ocorre atualmente.

No novo arranjo, o primeiro dia fica reservado para a avaliação de língua portuguesa e para a redação. O segundo dia será dedicado a questões interdisciplinares e específicas da área do conhecimento à qual o candidato está concorrendo.

“Entre os grandes vestibulares, o da Unicamp, provavelmente, é o único que preserva uma prova que cobra conhecimentos de todas as disciplinas”, diz Freitas Neto. “O formato em estudo diminui a pressão sobre os alunos, que passam a ter mais tempo para se dedicar às provas das suas áreas”, analisa Freitas Neto.

Um detalhe importante: matemática e língua portuguesa provavelmente serão obrigatórias para todos. “A Unicamp considera que o domínio dos conhecimentos dessas áreas é essencial, qualquer que seja a trajetória do aluno”, afirma o coordenador executivo da Comvest.

A primeira fase não sofrerá alterações e permanece como uma prova de conhecimentos gerais de múltipla escolha.

Além disso, reforça Freitas Neto, as mudanças do formato da prova não alteram as características do Vestibular Unicamp. “Mesmo mudando, a Unicamp pretende preservar identidade de prova: ou seja, preservar diálogo amplo com a sociedade, com temas científicos, sociais e culturais que tenham relevância para a aprendizagem, para a cultura e a compreensão dos fenômenos nacionais e internacionais”, afirma ele. “O vestibular é uma grande vitrine de como a Unicamp se porta frente à defesa dos direitos humanos”.

Segundo ele, a proposta será votada em março, a fim de que os estudantes tenham tempo de se preparar adequadamente para as provas que serão realizadas no fim de 2019.

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