Em 2018, 24,4% da indústria paulista deve ampliar contratações, aponta Fiesp

Empresários estão mais otimistas com segurança jurídica e reforma trabalhista.

Dados da pesquisa Rumos, apresentada pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e pelo Centro das Indústrias (Ciesp), mostram que há expectativa de recuperação do emprego para a indústria paulista em 2018, com 24,4% dos industriais afirmando que pretendem aumentar o número de vagas. Em 2017, apenas 16,5% disseram ter ampliado postos de trabalho. A pesquisa destaca que ao comparar os dois anos, a segurança jurídica ganhou relevância em 2018, com a reforma trabalhista, como justificativa para o aumento do quadro de empregados, considerado por 1,2% dos entrevistados para 2017 e 8,9% para 2018.

Do total de entrevistados, apenas 10% afirmaram que pretendem enxugar vagas este ano, enquanto 63,5% querem manter as posições de trabalho estáveis. Em 2017, 43,2% declararam que reduziram seu quadro de empregado e 40,3% mantiveram os postos de trabalho estáveis. A pesquisa, realizada com 509 empresas da indústria de transformação no Estado de São Paulo, aconteceu entre os dias 11 e 26 de janeiro de 2018. A coleta das informações foi feita por e-mail com o questionário disponível na internet.

Entre as empresas que ainda pretendem reduzir o quadro de empregados em 2018, a justificativa é a perspectiva de aumento da produtividade na indústria paulista, com investimento em automação da produção e melhora do processo produtivo, indicada por 9,8% das entrevistadas, enquanto que em 2017 esse cenário era avaliado por apenas 0,5% delas. Esse fator, segundo a pesquisa Rumos, pode indicar uma melhora da competitividade da indústria paulista. No ano passado, o cenário apresentado para o fechamento de vagas era a redução do número de turnos e menor espaço da área administrativa e comercial, considerado por 25% e 23,6% das empresas.

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A pesquisa mostra ainda que 29,8% das indústrias buscarão empregados mais qualificados para as novas vagas do que os que empregava antes da crise econômica; 60,5% funcionários tão qualificados quanto os que empregavam antes da crise e 4,8% menos qualificados do que os que empregavam antes da crise econômica.

Uma justificativa importante para as empresas que não pretendem aumentar o emprego em 2018 é a de que ainda não estão sentindo a recuperação da produção. No entanto, dados econômicos recentes apontam para a consolidação da recuperação econômica deverá ganhar força em 2018. Caso este cenário se estabeleça, 44,4% das entrevistadas afirmaram que precisarão ampliar o número de empregados, já que estão trabalhando com o quadro enxuto. Enquanto isso, 52,8% afirmam que não precisarão aumentar muito o quadro de empregados. Entre essas indústrias, a justificativa é a de que ainda estão com excedente de emprego (42%) e que já investiram ou pretendem investir em melhora de processo produtivo (42%), pretendem investir em terceirizados 19,3% e há empregados em layoff ou redução de jornada que poderiam retornar (3,3%).